Essa gravação de um show de Gilberto Gil é uma pérola da música brasileira. Gil estava chegando do exílio e foi convidado a participar de um protesto contra a morte do estudante da USP, Alexandre Vannucchi Leme, pela ditadura militar.
Nesse show na Escola Politécnica da USP, Gil cantou e músicas e contou casos para um público de quase dois mil alunos. Ele tocou clássicos da época como ‘Oriente’, ‘Meio de campo’, ‘Objeto sim, objeto não’ e ‘Expresso 2222’.
Quando a audiência pediu em coro que cantasse ‘Cálice’, parceria de Gil com Chico Buarque, ele respondeu que não sabia parte da letra. “Tem uma parte da letra, que é do Chico, que eu não lembro e que eu nem aprendia cantar”, lembra. Até que um estudante entregou-lhe uma cópia da letra e Gil apresentou uma versão bela e pungente da canção – como só ele sabe fazer.
Toda a apresentação, com Gil ao violão e conversando com a platéia como se estivesse sentado na rede da varanda. “Numa corrida de obstáculos, um cara vem e pula por cima, o outro passa por baixo”, comenta Gil, arrancando risos da audiência.
A versão acústica de ‘Back in Bahia’ ganhou urgência de raridade, porque é quando ele explica toda a influência de botar o rock no sertão e cantar como as velhas tradições do repente nordestino. Sensacional!!!
Feito na época, em gravadores de rolo, esse registro foi importante pela história da luta contra a ditadura militar. Chegou a ser cogitado como lançamento, mas Gil já era Ministro da Cultura e não deu atenção ao projeto. Em 2002, Paulo Tatit, do Grupo Rumo, remasterizou o áudio, mas não houve acordo nem verba para o lançamento. Depois o arquivo foi parar na internet, e hoje com encarte e capa feitas pelo blog amigo Toque Musical.
1973 Ao Vivo na Escola Politécnica da USP
1. Oriente
2. Gil fala
3. Chiclete com banana4. Minha nêga na janela
5. Senhor delegado
6. Eu quero um samba
7. Meio de campo
8. Cálice
9. Gil fala
10. O sonho acabou
11. Ladeira da preguiça
12. Expresso 2222
13. Procissão
14. Gil fala
15. Domingo no parque
16. Gil fala
17. Umeboshi
18. Objeto sim, objeto não
19. Gil fala
20. Ele e eu
21. Noite morena/ Duplo sentido
22. Cidade de Salvador
23. Iansã
24. Eu só quero um xodó
25. Edith Cooper
26. Back in Bahia
27. Filhos de Gandhi
28. Eu preciso aprender a só ser
29. Cálice (respise)
Abaixar

1. Baiano-Rojão Nº01
1. Esse trem não improvisa
1. Seqüelagem
2006 Breve Viagem ao País das Libélulas
1. Os anões da Villa do Magma (parte 1)
2004 Os Seres Verdes Série 1 (& Valentino)
2. Miolos apaixonados
1. Seqüelagem
2002 Substâncias Cósmicas (Single)
1. Mulher segundo meu pai (& Itamar Assumpção)
1. Pegadas



1. Vale do Jucá


1. E tudo fica azul (All the word is green)
2005 Nosotros que Somos nós Mesmos (& Maxixe Machine)
1. Não sou filho de ninguém
1. Ser igual é legal
1. Não dê pipoca ao turista


1. Make some noise

1. Born to lose
1. Intro











Depois de três dias no Estúdio Eldorado, João Parahyba (percussão), Nereu Gargalho (pandeiro) e Fritz Escovão (cuíca) puderam se gabar por ter tocado com o pai do bebop. Mas não por muito tempo, porque as gravações jamais viram a luz do dia. Dizzy voltou para casa com todo material embaixo do braço e perdeu as masters.
Rezava a lenda que Dizzy fazia sessões intermináveis de meditação no chão do estúdio e que Parahyba havia se re-encontrado com Dizzy num festival de jazz em Estocolmo e o trumpetista não se lembrava das gravações.
A faixa seguinte começa com um inconfundível grito de guerra do Trio Mocotó “vamô s’imbora uau!”, ‘The truth’ (‘a verdade’ em inglês). Pois o álbum perdido de Dizzy Gillespie com o Trio Mocotó é mesmo verdade... ‘Dizzy’s shout (Brazilian improvisation) é bossa nova com Dizzy no trumpete – e o nome já diz tudo.