sábado, 28 de junho de 2008

AS NOVAS AVENTURAS DO ROBÔ GIGANTE

Robô Gigante’ é uma banda que faz um samba meio rock, um rock meio samba, com sotaque gaúcho. Os caras são todos de Porto Alegre, “mas dois estão morando no Rio há algum tempo, o Flu e o Rick. O Edinho, o Truda e eu estamos por Porto”, como falou Marcelo Guimarães, vocal e compositor da banda.

Os outros integrantes da banda são Marcelo Truda na guitarra, violão e cavaco, Flu no baixo, samples e programações, Edinho Espíndola e Rick de Latorre revezando entre a bateria e percussão.

Os caras já são carimbados na cena musical de Porto Alegre e cada um já teve outras bandas sem falar nos ainda existentes projetos paralelos, como explica Marcelo Guimarães, “Cara, se eu for te dizer o que essa galera já fez antes da Robô eu teria que te escrever um livro, mas resumindo um pouco, o Edinho foi batera das lendárias e precursoras bandas do rock gaúcho ‘Liverpool’ e ‘Bixo da Seda’ e depois tocou com gente como Frenéticas, Erasmo Carlos e Zé Ramalho na década de 80. O Marcelo Truda tocou no ‘Taranatiriça’, banda que fez sucesso aqui no sul na década de 80 e que tiveram entre seus integrantes o Gordo Miranda e o Flu. O Truda também tocou no ‘Defalla’, no disco trash punk qualquer coisa ‘Screw You’. O Flu foi baixista do ‘Defalla’ clássico, na sua fase mais criativa e inovadora na década de 80. Hoje o Flu tem a sua parada solo e um projeto chamado ‘Banda Leme’, junto com o Luciano Granja e com o De Leve. O Rick já tocou com uma galera daqui do sul e antes de ir pro Rio era batera da ‘Fu Wang Foo’. Hoje ele toca também com o lendário samba rocker Bebeto e com a banda da Dani Carlos. Eu tocava com uma banda chamada ‘A Sacanagem Explícita’ antes de montar a ‘Fu Wang Foo’, hoje além da ‘Robô Gigante’ também encaro o microfone com o ‘Bixo da Seda’ quando rola uma reunião”.

O Bixo da Seda foi uma banda de rock gaúcho dos anos 70. E o Marcelo, com sua antiga banda, a ‘Fu Wang Foo’, já gravou dois discos e participou de várias coletânias, “a Fu gravou dois discos, o homônimo de 2000 e o ‘Esquemas Junk Food Carnaval e Kung Foo’ de 2003. Além desses, saimos em quatro coletâneas e gravamos também uma coletânea ao vivo com várias bandas aqui do Sul participando, como Frank Jorge e Wander Wildner,entramos com duas músicas, ‘Combo’ e ‘Domingueira’.

No myspace do ‘Robô Gigante’ você pode ouvir umas faixas do EP e duas faixas da antiga banda de Marcelo, “As outras duas, ‘Fossa’ e ‘Super herói’ são também composições minhas da época da ‘Fu Wang Foo’ e são respectivamente do primeiro e segundo disco da ‘Fu’. Estas músicas não estão no EP, mas são sons que a gente toca nos shows”.

E o disco do ‘Robô Gigante’ é uma surpresa muito agradável. As letras do Marcelo te levam direto ao Gasômetro, e você até se vê comendo um cachorro-quente no Rosário. Daí quem sabe, você termina a noite roletrando em São Leopoldo.

Eu Ovo: Como surgiu a banda?

Marcelo Guimarães: A Robô surgiu como um projeto paralelo a outra banda que eu e o Marcelo Truda tínhamos, que se chamava ‘Fu Wang Foo’, que rolou entre 1999 e 2006 e que gravou dois discos. Com a parceria pra produzir uns sons com o Flu e a posterior ‘convocação’ do Rick, acabou que a ‘Robô Gigante’ virou uma banda. Então gravamos umas músicas no Rio, no estúdio do Rafael (ex-guita do Planet Hemp) que acabou virando o EP, depois chamamos o Edinho pra meter outra batera na parada. E hoje a banda é essa.


EO: Quais as influências da banda?

MG: Cada um tem influências próprias, mas, basicamente a galera vem do rock 60’s e 70’s e curte sambistas como Lupcinio Rodrigues, Cartola, Adoniram Barbosa, Paulinho da Viola, Conjunto a Voz do Morro, Demônios da Garoa, Vassorinha, Zé Kéti e essa galera de raiz, mas a nossa escola é o rock, toda a banda é cria do rock and roll e a partir daí mistura com o que mais curte, seja jovem guarda, seja eletrônico, seja bossa nova e por aí vai. Entram no gosto da rapaziada de Jorge Ben a ‘The Clash’, de Roberto Carlos a David Bowie, de Raul Seixas a Stooges, de Beatles a Sabbath, nem tudo se percebe no som da Robô, os gostos são bem amplos.

EO: Ouvindo algumas músicas compostas por você, da sua banda ‘Fu Wang Foo’ e a ‘Robô Gigante’, percebi como tema recorrente a separação no relacionamento homem e mulher. O que essas músicas têm de autobiograficas?

MG: Sinceramente tem pouco de autobiográfico em minhas letras, até pq se sofresse tudo o que escrevo a uma hora dessas já tinha me suicidado, ahahahaha. O lance é que sempre curti ouvir essas letras dor de cotovelo meio bregas, coisas que ouvia quando guri nos compactos e lps dos meus coroas, coisas como aquelas colêtaneas as 14 Mais em que entravam Odair José, Reginaldo Rossi e por aí vai. Sempre ouvi muito Raul Seixas e Roberto Carlos que também tinham bastante isso. Mas com certeza têm coisas que tiro de situações que passei ou que vivenciei, é uma mistura de real com ficção.

EO: Quais são os planos do ‘Robô Gigante’? E como é que fica a divisão entre uma banda e outra? Com é o caso do ‘ Robô Gigante ’ e o ‘Bicho da Seda’?

MG: Na verdade a prioridade é a ‘Robô Gigante’, até porque a ‘Fu Wang Foo’ não rola mais. O ‘Bixo da Seda’ é algo esporádico, a banda não voltou, rolou um revival que eu tive a honra de participar e que de repente tenha uma continuação, mas aí é algo que só os caras mesmo podem responder. Eu me sinto extremamente feliz em poder estar nessa trip com o ‘Bixo’, banda que é pilar do rock feito no Sul e com certeza uma grande influência pra mim.


EO: O que você acha de toda essa onda de compartilhamento de músicas pela internet? Você acha que existe uma solução mercadológica para isso? Isto é, uma solução para as gravadoras?

MG: Sou totalmente a favor de disponibilizar os sons na internet, acho que a música tem que ser ouvida pelo maior número de pessoas possíveis, isso é interessante pras bandas, já que nunca ganham quase nada com a venda de discos mesmo (salvo os medalhões), o lance é que a galera conheça e espalhe, a gente vai sobreviver é dos shows e vendendo discos a preços acessíveis, o nosso EP sai 5 pilas. Por exemplo, o cara vai no show, curte e compra o disquinho que acaba saindo mais barato que o próprio show, essa é a barbada. Não me preocupo com soluções mercadológicas, deixo isso pras gravadoras, que hoje estão apavoradas com a disponibilização gratuita de músicas via internet, mas ao mesmo tempo continuam vendendo CDs a 30/40 reais, parece que preferem quebrar a ter que vender seus produtos a preços compatíveis com a realidade. Quero mais botar meu bloco na rua e quem quiser espalhar meu som por aí se sinta a vontade pra o fazer. Só não dá pra aceitar é malandro disponibilizando teu disco na rede e cobrando por isso. Esses tempos, achei um site que vende mp3 de diversas bandas, inclusive da ‘Fu Wang Foo’, na maior cara de pau, se eu que sou o autor e dono dos direitos não cobro, como alguém se acha no direito de disponibilizar um disco meu na integra? Mas pilantragem sempre aconteceu e sempre vai acontecer, só não dá é pra marcar bobeira pra esses babacas.

EO: Porque ao meu ver, os artistas se deram bem com toda essa onda na internet, porque agora podem vender seu próprio material com total controle sobre sua obra. Vocês têm intenção de assinar contrato com alguma gravadora? Ou a cena independente é mais interessante nesse momento?

MG: Cara, vê bem, nunca diga dessa birita nunca me embebedarei, por que é complicado, já tive contrato em gravadora e só me ferrei, mas o cara tem que analisar, de repente pode ser interessante assinar com alguma gravadora, se forem honestos e fizerem direitinho o trabalho deles a coisa pode andar, mas vai saber quando vão jogar direito contigo?!!?! Acho que pra gente, nesse momento, o melhor caminho é esse que estamos traçando, mais devagar, mais trabalhoso, mas muito mais consistente, muito mais gratificante. Tu vê as coisas acontecendo naturalmente, recebe elogios espontâneos, tanto de fãs como de outros músicos, e vê a coisa ir tomando vulto. É um que passa pro outro, que mostra pra outro e assim vai indo e se solidificando a parada. A internet ta sendo o principal caminho pra gente hoje, com certeza.

2008 Robô Gigante

1. Hoje eu resolvi beber
2. Seis da manhã
3. Sem ter medo
4. Não fui eu que errei
5. Não me tira pra bobo
6. Pé na tábua

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sábado, 21 de junho de 2008

TÓING-ÓING-ÓING ZÉ

O blogui Eu Ovo completa dois anos de atividades nesta segunda-feira, dia 23 de junho, e no aniversário do Eu Ovo quem ganha o presente é você.

Quem marca presença dessa vez é o Tom Zé, com seu disco novo, gravado ao vivo em cima do material do ‘Danç-Êh-Sá (Dança dos Herdeiros do Sacrifício)’.

Esse disco foi mal compreendido pela maioria da audiência, que complexidade das harmonias e da simplicidade das letras. Não existem letras com significados, mas onomatopéias que servem para fazer contraponto às melodias criadas pelo Tom Zé.

É exatamente isso que torna o disco tão genial. A complexidade das harmonias do Tom Zé com as letras em onomatopéias tornam o disco internacional. Fazem com que qualquer pessoa do planeta possa apreciar o Tom Zé com toda sua complexidade.

E o disco novo do Tom Zé ainda nem chegou nas lojas especializadas, mas já foi lançado virtualmente pela Trama, gravadora do artista.

Nesse disco, Tom Zé brinda o ouvinte com as músicas do disco ‘Danç-Êh-Sá’ e mais um versão onomatopéica para ‘Xique-xique’, música que compôs em parceria de José Miguel Wisnik para a trilha do espetáculo ‘Parabelo’ do Grupo Corpo. Essa mesma música saiu em versão editada no disco ‘Com Defeito de Fabricação’ de Tom Zé.

As músicas são versões com o peso de um espetáculo ao vivo, muito bem gravado. No princípio pode causar estranheza, mas no decorrer da audição percebe-se a genialidade de Tom Zé. Que privilégio dever ser para esses músicos tocar com Tom Zé. Os privilegiados são Jarbas Mariz no vocal, viola de 12 cordas, cavaquinho e percussão; Cristina Carneiro no vocal e teclado; Daniel Maia no vocal e baixo; Sérgio Caetano na guitarra; Lauro Léllis na bateria e Luanda nos vocais.

Tom Zé é um artista sem igual. É o único que mantém ligação forte com os princípios do Tropicalismo, movimento que fez parte junto com Caetano e Gil. Enquanto os outros baianos ilustres dedicam-se à música popular, Tom Zé continua inventando e inovando, que era o fundamento básico do movimento dos anos 60.

Tom Zé sempre esteve muito próximo da cultura popular e suas manifestações, apesar das músicas cheias de contrapontos e melodias difíceis de assimilação. A prova disso são as respostas de Tom Zé quando perguntado sobre as ditas manifestações populares, como o funk carioca, que ele chamou de ‘micro-tonal, pluri-semiótico e meta-refrão’, e que segundo ele foi uma grande influência para fazer esse disco ‘Danç-Êh-Sá’.



E para isso, no aniversário do blogui, você pode baixar esse disco tão genial, juntamente com vários outros da discografia deste artista ímpar da música popular brasileira.

2008 Danç-Êh-Sá (Dança dos Herdeiros do Sacrifício - O Fim da Canção) Ao Vivo

1. Acum-mahá
2. Atchim
3. Uai uai
4. Triu-trii
5. Taka-tá
6. Cara-cuá
7. Abrindo as urnas
8. Xique-xique

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2006 Danç-Êh-Sá (Dança dos Herdeiros do Sacrifício)

1. Uai uai (Revolta Queto-Xambá 1832)
2. Atchim (Revolta Paiaiá 1673)
3. Triu-trii (Revolta Malê 1835)
4. Cara-cuá (Revolta Nagô-Oió 1830)
5. Acum-mahá (Revolta Jege-Mina-Fon 1834)
6. Taka-tá (Revolta Banta 1910)
7. Abrindo as urnas (Encourados De Pedrão 1823)

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Tom Zé se reinventou mais uma vez com esse disco e mostrou um lado sensível ao compor uma obra em homenagem à mulher. Ele buscou a produção de Jair Oliveira para realizar essa opereta sobre a segregação da mulher.

Nesse disco há participações de Zélia Duncan, Edson Cordeiro, Luciana Melo e Patrícia Marx. Com esse disco, Tom Zé propôs uma continuação de sua obra mais famosa, o ‘Estudando o Samba’, que foi o disco que David Byrne, dos ‘Talking Heads’, descobriu o som de Tom Zé e reapresentou-o ao mundo.

O disco ‘Imprensa Cantada’ traz um Tom Zé preocupado com as questões sobre a paz. Esse disco também foi produzido por Jair Oliveira.

2005 Estudando o Pagode (Na Opereta Segregamulher e Amor)

1. Ave dor Maria
2. Estúpido rapaz
3. Proposta de amor
4. Quero pensar (A mulher de Bath)
5. Mulher navio negreiro
6. Pagode-enredo dos tempos do medo
7. Canção da nora (Casa de bonecas)
8. O Amor é um rock
9. Duas opiniões
10. Elaeu
11. Vibração da carne
12. Para pá do Pará
13. Prazer carnal
14. Teatro (Dom Quixote)
15. A volta do trem das onze
16. Beatles a granel

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2003 Imprensa Cantada

1. Dona Divergência
2. Companheiro Bush
3. Requerimento à censura
4. Desenrock-se
5. Interlagos F1
6. 1, 2, identificação
7. Urgente, pela paz
8. Sem saia, sem cera, censura
9. Vaia de bêbado
10. Língua brasileira
11. Vaia de bêbado (Instrumental)
12. São São Paulo
13. Você é o mel
14. Bate boca

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Tom Zé gravou duas trilhas para espetáculos do Grupo Corpo, em parceria com Gilberto Assis ele gravou ‘Santagustin’ e com José Miguel Wisnik ‘Parabelo’.

2002 Santagustin (& Gilberto Assis)

1. Marco da era
2. Ayres da Mantiqueira
3. Nogueira do monte
4. Moura-Sion
5. Pixinguim-rasqueira e outras
6. Ciro-gberto
7. Bate-boca

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1997 Parabelo (& Zé Miguel Wisnik)

1. Emerê
2. Emoremê
3. Assum branco
4. Baião velho
5. Uauá
6. Canudos
7. Bendegó
8. Cego com cego
9. Xique-xique

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Em ‘Jogos de Armar’ Tom Zé lançou um álbum com um disco auxiliar, que serviria para qualquer um que estivesse a fim de tocar junto com a banda do Tom Zé. Era só ouvir o disco e pegar seus instrumentos para tocar no silêncio deixado no meio das faixas, que eram as mesmas do disco.

2000 Jogos de Armar

1. Passagem de som
2. Peixe viva (Iê-quitinguelê)
3. Jimi renda-se/ Moeda falsa
4. Chamegá
5. Desafio
6. Pisa na fulo
7. Asa branca
8. Conto de fraldas
9. Medo de mulher
10. O pib da pib (Prostiuir)
11. Cafuas, guetos e santuários
12. A chegada de Raul Seixas e Lampião no FMI
13. Perisséia
14. Sonhar

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No disco ‘Postmodern Platos’, Tom Zé é remixado por diversos músicos renomados como Amon Tobin e Sean Ono Lennon. Todas as músicas são oriundas do disco ‘Com Defeito de Fabricação’ e do ‘Parabelo’.

‘Com Defeito de Fabricação’ juntamente com o álbum ‘Hips of Traditions, foram os dois discos que marcaram o retorno de Tom Zé aos palcos e sua volta por cima.

Antes disso, Tom Zé estava relegado ao circuito universitário, onde fazia apresentações esporádicas sozinho ao violão. Pois é dessa época, de ostracismo, que é o disco ‘No Jardim da Política’. Assim como o álbum ‘Nave Maria’.

1999 Postmodern Platos

1. Curiosidade (High Llamas remix)
2. Curiosidade (John McEntire remix)
3. O olho do lago (Sean Lennon remix)
4. Curiosidade (Amon Tobin remix)
5. O gene (Gene to Gene remix)
6. Canudos

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1998 Com Defeito de Fabricação

1. Defeito 1 - O gene
2. Defeito 2 - Curiosidade
3. Defeito 3 - Politicar
4. Defeito 4 - Emerê
5. Defeito 5 - O olho do lago
6. Defeito 6 - Esteticar
7. Defeito 7 - Dançar
8. Defeito 8 – ONU: Vendem-se armas
9. Defeito 9 - Juventude javali
10. Defeito 10 - Cedotardar
11. Defeito 11 - Tangolomango
12. Defeito 12 - Valsar
13. Defeito 13 - Burrice
14. Defeito 14 – Xique-xique

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1992 Hips of Traditions

1. Ogodô, ano 2000
2. Sem a letra A
3. Feira de Santana
4. Sofro de juventude
5. Cortina 1
6. Ta-hí
7. Iracema
8. Fliperama
9. O amor é velho-menina
10. Cortina 2
11. Tatuarambá
12. Jingle do disco
13. Lua-gira-sol
14. Cortina 3
15. Multiplicar-se única
16. Cortina 4
17. O pão nosso de cada mês
18. Amar

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1985 No Jardim da Política

1. No jardim da política (Introdução)
2. Democracia
3. Sobre a liberdade
4. No jardim da política
5. Classe operária
6. Desafio do bóia-fria (Folclore)
7. Marcha partido
8. Figura nacional
9. Dólar
10. Vá tomar
11. Minha carta

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1984 Nave Maria

1. Nave Maria
2. Moamar no mundo
3. Su su menino Mandú
4. Cilindrada
5. Identificação
6. Neném gravidez
7. Acalanto nuclear
8. Conto de fraldas
9. Mestre sala
10. Teu olhar

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Tom Zé re-gravou suas próprias músicas inúmeras vezes, seja com títulos diversos ou com o mesmo nome, como é o caso da canção-título ‘Correio da estação do Brás’ que no disco ‘Hips of Traditions’ ganhou o nome de ‘Feira de Santana’, ou ‘Vai tomar’ do disco ‘No Jardim da Política’, que no disco ‘Com Defeito de Fabricação’ teve parte da letra na canção ‘Politicar’. Também é o caso de ‘Sabor de burrice’ do disco ‘Grande Liquidação’ que virou apenas ‘Burrice’ no ‘Com Defeito de Fabricação’ e perdeu a viola caipira do arranjo original. Tem até mesmo ‘Su su menino Mandú’ que teve a base aproveitada para ‘Xique-xique’. Existem também várias versões para outras canções de Tom Zé, como ‘Conto de fraldas’, ‘Identificação’, ‘Jimi renda-se’, entre outras.

Foi dessa época, muito criativa de Tom Zé, o disco ‘Estudando o Samba’, que David Byrne encontrou numa prateleira de samba, devido à falta de conhecimento de um funcionário de uma loja de discos.

David Byrne ficou tão impressionado com a inventividade de Tom Zé, que procurou por esse artista com uma dúvida na cabeça, “como um país que tem um artista como Tom Zé, mas ninguém conhece esse artista?”.

Veja agora os primeiros discos da carreira de Tom Zé.

1978 Correio da estação do Brás

1. Menina Jesus
2. Morena
3. Correio da estação do Brás
4. Carta
5. Pecado original
6. Lavagem da igreja de Irará
7. Pecado, rifa e revista
8. A volta da xanduzina
9. Amor de estrada
10. Lá vem cuíca
11. Na parada de sucesso

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1976 Estudando o Samba

1. Mã
2. A felicidade
3. Toc
4. Tô
5. Vai (Menina amanhã de manhã)
6. Ui! (Você inventa)
7. Doi
8. Mãe (Mãe solteira)
9. Hein?
10. Só (Solidão)
11. Se
12. Índice

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1973 Todos os Olhos

1. Complexo de épico
2. A noite do meu bem
3. Cademar
4. Todos os olhos
5. Dodó e Zezé
6. Quando eu era sem ninguém
7. Brigitte Bardot
8. Augusta, Angélica e Consolação
9. Botaram tanta fumaça
10. O riso e a faca
11. Um oh e um ah
12. Complexo de épico (Reprise)

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1972 Se o Caso é Chorar

1. Happy end
2. Frevo
3. A babá
4. Menina, amanhã de manhã (O sonho voltou)
5. Dor e dor
6. Senhor cidadão
7. A briga do edifício Itália com o Hilton Hotel
8. O anfitrião
9. O abacaxi de Irará
10. O sândalo
11. Se o caso é chorar
12. Sonho colorido de um pintor

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1970 Tom Zé

1. Lá vem a onda
2. Guindaste à rigor
3. Distância
4. Dulcinéia popular brasileira
5. Qualquer bobagem
6. O Riso e a faca
7. Jimi renda-se
8. Me dá me dê me diz
9. Passageiro
10. Escolinha de Robô
11. Jeitinho dela
12. A gravata

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1968 Grande Liquidação

1. São São Paulo
2. Curso intensivo de boas maneiras
3. Glória
4. Namorinho de portão
5. Catecismo, creme dental e eu
6. Camelô
7. Não buzine que eu estou paquerando
8. Profissão de ladrão
9. Sem entrada e sem mais nada
10. Parque industrial
11. Quero sambar meu bem
12. Sabor de burrice

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sábado, 14 de junho de 2008

O AMOR IDEAL EXISTE?

Especialmente para os dias do namorados eu apresento Aselin Debison. Não sabe quem é ela? Veja esse vídeo abaixo e ouça essa voz.



Pois é ela mesmo, Aselin Debison, e é também ela quem canta a canção do novo comercial. Veja ai embaixo.



As duas músicas foram compostas exclusivamente para os comerciais, ‘Run to you’ é o título da canção do comercial da moto, enquanto ‘Someone is there waiting for my song’ é o título da canção do comercial do beijo. Clique no nome de cada música para baixar.

Enquanto a primeira campanha causou um rebuliço na internet, das pessoas que queriam baixar a música, e também gerou várias versões no youtube para a música do comercial. Desde uma versão abrasileirada com violão e cavaquinho...



...Ou uma versão muito bem humorada da mesma música em punk-rock, com a banda Os Pinigras.



Diante todo esse hype na internet, a empresa montou um site especial para acompanhar essa nova campanha, http://www.oamorideal.com/.

Nesse site, você pode baixar uma versão da música e inclusive gravar sua própria versão em karaokê, e claro se quiser ouvir as versões dos outros, fique a vontade.

Portanto, para aproveitar o dia dos namorados, eu coloco aqui os dois discos dessa jovem canadense, Aselin Debison.

Esses discos são apenas obras medianas e valem a título de curiosidade, para que conheçam a voz por traz dos comerciais. É um bom trabalho adolescente e se você curte música bonitinha e fofinha vai gostar da Aselin Debison. Inclusive, o nome dela foi uma homenagem ao célebre personagem da obra de C.S. Lewis, o leão Aslan das ‘Crônicas de Nárnia’.

Mas ninguém tira da minha cabeça que é o Sidney Magal falando no final da publicidade, “o amor ideal existe! Encontre no Mercadolivre ponto com”.

2002 Sweet is the Melody

1. Sweet is the melody
2. The dance you choose
3. Rise again
4. Moonlight shadow
5. Over the rainbow/ What a wonderful world
6. Out of the woods
7. Driftwood
8. Some days
9. Once in every life
10. Love so rare
11. Getting dark again
12. To say goodbye to you
13. The island
14. The gift

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2005 Bigger Than Me

1. Life
2. Faze
3. Miss you
4. The friend in me
5. Thank you (4 breaking my heart)
6. Had to grow up
7. Bigger than me
8. Stupid things
9. Lazy days
10. Cat in the sun
11. Most of all

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sábado, 7 de junho de 2008

E ELA CONTINUA SORRINDO PRA MIM EM JAPONÊS

Pare tudo que você está fazendo! Pois o disco novo da Hiromi Uehara, com lançamento previsto para 10 de junho, é exatamente o tema da postagem dessa semana aqui no Eu Ovo.

É um disco sem comentários! Começa com uma vinheta introdutória com direito até chiado de vinil, e quando entra o primeiro acorde do jazz-standart, ‘Softly, as in a morning sunrise’, é uma porrada na orelha, e o final é apoteótico.

A próxima faixa é uma versão bem pessoal para ‘Clair de lune’do Debussy. Esqueça todas as versões que você já escutou desse clássico, porque essa versão vai te fazer querer ouvir mais e mais vezes.

E o que dizer do solo de piano para a versão dela de outro jazz-standart, ‘Caravan’, o solo de bateria também é fenomenal. O baixo arrebenta na ‘Ue O Muite Aruko’, que é uma versão personalíssima para a canção folk japonesa, também conhecida como ‘The sukiyaki song’.

Não há como descrever as versões que Hiromi faz nesse álbum e ‘My favorite things’ também é uma delas. Nela, Hiromi desconstrói o fraseado e incorpora improvisos elegantes e muito bem executados no piano e pela banda afiadíssima. Aliás, o mais importante do som dessa jovem pianista é que ela permite o brilhantismo de sua banda de apoio.

Com Hiromi no piano e teclado, Tony Grey no baixo, Martin Valihora na bateria e Dave Fiuczynski na guitarra, este é o Hiromi’s Sonicbloom. A versão de ‘Led boots’ de Jeff Beck é um caso a parte, onde Hiromi retoma com brilhantismo o uso de sintetizadores. Assim como a regravação de ‘XYZ’, que com a adesão do guitarrista Fiuczynski, virou ‘XYG’.

A última faixa do disco é mais um jazz-standart, que nas mãos de Hiromi virou uma peça singela e complexa, mas não se surpreenda pois é uma versão da tradicional ‘I got rythm’ de Gershwin. Você que gosta dos improvisos da Hiromi, vai se deliciar nessa faixa, onde ela toca sozinha no piano.

O único pesar é que esta é a versão alemã do disco, e não vem com nenhuma das faixas bônus. A versão japonesa vem com ‘Return of kung-fu world champion’ gravada ao vivo em 2007, também com o guitarrista Fiuczynski, e também tem a edição especial com mais um dvd bônus, que vem com as músicas, ‘Time diference’ e ‘Deep into the night’.

Por isso, quem tiver essas faixas que subam o arquivo em qualquer servidor e coloquem aqui nos comentários, e claro aproveitem logo os downloads, antes que expirem.

2008 Hiromi’s Sonicbloom – Beyond Standart

1. Intro
2. Softly, as in a morning sunrise
3. Claire de lune
4. Caravan
5. Ue o muite aruko (The sukiyaki song")
6. My favorite things
7. Led boots
8. XYG (XYZ)
9. I got rhythm

Baixe aqui a Parte 1 pelo Eu Ovo
Baixe aqui a Parte 2 pelo Eu Ovo

Se você quer pegar outros discos da Hiromi Uehara pode ver aqui no Eu Ovo mesmo, ou ir lá para o Boggie Woody e pegar um bootleg gravado em 2007 na suíça.

Mas agora que eu consegui sua atenção, vem outra coisa também muito importante. Pois foi com a publicação desse bootleg, que o Woody, do blogui acima, lançou o desafio de uma raridade da Hiromi Uehara. Como o próprio Woody comentou que não tinha o que postar porque já tinha toda a discografia da Hiromi no Eu Ovo, e que “faltou apenas o Hiromi Uehara & Chick Corea - Duet, mas esse é bem raro e só saiu em edição limitada no Japão”.

Depois o Woody falou que ainda tem um programa de rádio com a Hiromi e a pianista Marian McPartland, gravado em Nova Iorque em 2008, “as duas tocam uma série de peças e trocam idéias musicais, querendo te passo”.

Então, Woody, só lhe resta agora colocar esse outro bootleg da Hiromi no seu blogui, porque até o disco que ela gravou ao vivo no Japão com Chick Corea está aqui como bônus de mais uma postagem sobre essa japonesa de 29 anos.

Portanto, pode se atracar nos links, Woody, e pode avisar o EdSom, que ele vai gostar dessa guitarra no ‘Beyond Standart’...

E tem mais... Você que deve ler isso aqui, Cobrinha... Já está mais do que na hora de você começar a entupir esse HD ai em Madri, porque esses discos são demais e merecem bastante atenção.

2006 Duet (& Chick Corea)

Disc 1
1. Very early
2. How insensitive
3. Deja vu
4. Fool on the hill
5. Humpty dumpty
6. Bolivar blues

Baixe aqui o Disco 1 pelo Eu Ovo

Disc 2
1. Windows
2. Old castle by the river in the middle of a forest
3. Summertime
4. Place to be
5. Do mo (Children's song # 12)
6. Concierto de Aranjuez/ Spain

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