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4.03.2011

O TEMPO COLONIAL DOS MÓVEIS REAIS DE ACAJU



Os Móveis Coloniais de Acaju sempre estiveram atentos com as novas mídias, novas ferramentas na internet, novas redes sociais etc. Semana passada, mais precisamente no dia 27 de março – o dia do graffite –, a banda movimentou o twitter e o site da MTV gravando o clipe da canção ‘O tempo’.

A idéia era gravar um clipe em plano sequência, com a música em rotação quatro vezes mais lenta, para quando tudo passasse em tempo real, os atores, bailarinos e músicos ficassem com o movimento bem rapidinho – da forma que eles estão dançando no vídeo acima.

Tudo isso foi transmitido em tempo real pelo site da MTV...





















No dia do graffiti, a homenagem da banda era em parceria com o grupo graffiteiro Kollors Kingz , além de claro também a MTV e o diretor Steve ePonto, que coordenou a empreitada.

Enquanto a banda dançava a coreografia estranha, o grupo Kollors Kingz escrevia, num painel de vidro, os nomes das pessoas que twittassem utilizando a tag #TempoRealMoveisMTV. Lembrem-se de que tudo era transmitido ao vivo por livestreaming.




É curioso que o nome do projeto seja #TempoRealMoveisMTV, que envolva a twittagem, graffitagem e coreografia da banda em tempo real e que o nome da faixa seja ‘O tempo’.

Essa é apenas um das iniciativas do Móveis Coloniais de Acaju, que envolvem novas mídias e tecnologias. A banda sempre foi muito ativa na internet, desde a atualização intensa do site, das redes sociais e das estratégias para colocar o nome da banda na mídia.

O disco mais recente, ‘C_mpl_te’, saiu em 2009 pela Trama Virtual (é só se cadastrar e baixar) e desde então a banda segue divulgando o petardo de todas formas possíveis. Até criaram uma tag, ’Adoro Couve’, onde tocaram vários covers de bandas como Flaming Lips, Talking Heads, Ultraje a Rigor, entre outros.

Grande parte dos integrantes da banda tocam em outra banda – tipo uma spinoff (termo em inglês, que serve para denominar um produto menor, derivado de outro bem maior) com a qual tocam em festivais e grandes jams com os amigos – a Vai Tomar no Acaju, que toca covers em versões metais em brasa, como por exemplo o crossover da canção título do segundo filme da série ‘Pantera Cor-de-Rosa’, ‘A shot in the dark’ com o rap ‘Careca sim e daí’ do Câmbio Negro, de Brasília – que virou ‘A shot in the dark, sim e daí’.


2009 C_mpl_te

1. Adeus
2. Lista de casamento
3. O tempo
4. Cão-guia
5. Descomplica
6. Café com leite
7. Pra manter ou mudar
8. Bem natural
9. Falso retrato
10. Cheia de manha
11. Sem palavras
12. Indiferença

Abaixar pelo álbum virtual

2010 Adoro Couve

1. Adeus de carnaval (Móveis Coloniais de Acaju)
2. Do you realize (Flaming Lips)
3. Alegria (Cartola)
4. Psycho killer (Talking Heads)
5. Replay (Trio Esperança)
6. Eu me amo (Ultraje a Rigor)
7. Everybody (Backstreet Boys)
8. Enter Sandman (Metallica)
9. A menina dança (Novos Baianos)

Abaixar

7.30.2007

É CAJUÍNO, CRISTALINO E TERESINO

O que é isso? Seriam os Los Hermanos? Mas que metaleira desenfreada é essa? Los Hermanos tocando ska? Não! Essa é uma banda de Brasília, os Móveis Coloniais de Acaju.

A banda começou a tocar em 1998 e lançou o primeiro disco em 2001, o EP. Em 2005, houve o lançamento do primeiro disco, intitulado Idem. O disco trouxe a maturidade, com uma sonoridade mais pop aos Móveis Coloniais de Acaju.

Os integrantes são André Gonzáles na voz, BC e Leonardo Bursztyn na guitarra, Beto Mejía na flauta transversal, Eduardo Borém na gaita cromática, escaleta e teclados, Fabio Pedroza no Baixo, Renato Rojas na bateria, Esdras Nogueira no sax barítono, Paulo Rogério no sax tenor e Xande Bursztyn no trombone.

Segundo seus integrantes, o nome da banda teria surgido numa homenagem à ‘Revolta de Acaju’, quando índios e portugueses se uniram para tomar de volta a Ilha do Bananal dos ingleses, e durante o confronto destruíram móveis e cachimbos feitos da madeira acaju, o que acabou dando nome à revolta.

Que confronto é esse que eu nunca ouvi falar? A própria banda reconhece que a revolta é pouco conhecida e não é mencionada nos livros escolares. Acontece que não existe nenhuma fonte confiável que remonte a trajetória dessa suposta revolta, o que leva a crer que ela não existiu.

Tudo que é encontrado na internet pode ser questionado. E a grande questão é que todas as notícias, publicações e textos sobre a suposta ‘Revolta de Acaju’, estão relacionadas com a banda, em blogs dos integrantes, ou em outras publicações sobre a banda em diversos veículos digitais.

Acaju é o nome popular do cajueiro, que tem como nome científico ‘Anacardium occidentale’, nada a ver com ‘Acajus mognole’, como afirma o site da banda. A árvore é muito cultivada em todo país, e dá o fruto conhecido com caju. A madeira também serve para a fabricação de móveis coloniais.

Mas nada que nos remeta a um confronto entre índios, portugueses e ingleses, no centro-oeste do país. Alías, não foram os ingleses, os primeiros a reconhecer a independência do Brasil? Isso tudo aumenta a possibilidade de boato internáutico.

Mas neste caso, a verdade pouco importa, até porque as vítimas foram os veículos que publicaram a notícia como certa. O que importa mesmo é que a banda faz um som de 'responsa', e que acaju, apesar de ser uma palavra oxítona e que toda palavra oxítona é acentuada, escreve-se mesmo sem acento no U.

Para André Abujamra, a banda faz um som que é uma “mistura de Kusturica com Hermeto, com um pouco de Karnak com Los Hermanos, Gorbachev com Copacabana, pagode de cego com Tom Waits, se fosse teatro seria Tadeus Kantor, se fosse fotografia seria do Rodchenko e se fosse esquilo não sambaria”.

2001 Móveis Coloniais de Acaju (EP)

1. Sr. Inácio Péricles não sabia surfar
2. Swing I
3. Eunascicomfama
4. Ervilha
5. Swing II (Aka ié ié jump)
6. Raul

http://www.mediafire.com/?emtynmm2hcz

2005 Idem

1. Perca peso
2. Seria o rolex?
3. Aluga-se vende
4. Copacabana
5. Menina-moça
6. Cego
7. Esquilo não samba
8. E agora, Gregório?
9. Swing hum e meio
10. Do mesmo ar
11. Sadô-masô
12. Receio do remorso

http://www.mediafire.com/?82dd0wp9vjj