União de representantes da cultura hip-hop coloca gênero no topo das paradas de sucesso, através de download gratuito.
Criolo e EMICIDA são
reconhecidos pela função de mestres de cerimônia, que é mesmo o
significado de MC, antes do nome de cada cantor de rap. Os dois
representam o movimento e ajudaram a colocar o gênero em outro
patamar da “linha evolutiva da música popular brasileira”, como
bem disse Raulzito.
O que os dois juntos
não fariam em prol da difusão e fomentação do estilo? Do grande
circuito dos artistas consagrados aos cantos mais distantes das mais
afastadas periferias, favelas, guetos etc. Com essa ideia, os dois
artistas empreenderam um show ao vivo, que foi gravado em áudio e
video.
A equipe de filmagem
espalhou 40 microcâmeras GoPros por todo palco, na mão dos
cantores, no braço do baixo, atrás da bateria e tantos outros
lugares imagináveis. Gerando mais de 120 horas de material bruto,
que levou mais de dois meses na mesa de edição. Com direção do
dvd por conta de Andrucha Waddington e Ricardo Dellarosa, direção
do espetáculo de Paula Lavigne e direção musical de Daniel
Ganjaman.
Depois de tantos
motivos, você tá esperando o que pra baixar esse disco –
disponível gratuitamente num site criado especialmente para o dvd –
e encomendar o dvd nas lojas indicadas no site.
Repercussão na internet ao comercial de refrigerante narrado por Tom Zé, gera compacto inspirado do cantor com diversas participações especiais.
Tudo começou quando
foi ao ar o comercial da Coca-Cola, onde o Tom Zé narrava o texto
enaltecedor do anúncio. Uma propaganda que revisava a paixão do
brasileiro ao futebol e refletia sobre a realização do Mundial de
Futebol, em 2014. Muita gente criticou essa atuação na peça
publicitária, utilizando postagens (muitas vezes ofensivas) nas
redes sociais, mais predominatemente pelo feicibuqui.
Tom Zé replicou as
críticas e explicou usaria o lucro em investinto em suas
experiências musicais – porque ele sempre as fez, mas agora teria
respaldo e capital de giro. Naquele pedido de desculpas, o artista
abriu o coração e transpareceu ao público. Além de ter dado mais
crédito à mal-falada Coca-Cola, com narração otimista e
legitimadora, Tom Zé ainda submetia o orçamento pessoal à
aprovação pública.
Mas o assunto não
morreu ai... Tom Zé, começou a postar em seu blog, uma contagem
regressiva para um nascimento.... Nessas narrativas, o cantor
comentava diversos nascimentos históricos ou fictícios entre outros
assuntos, como a experiência teatral com o espetáculo icônico
'Arena canta Bahia' e episódios da época de ostracismo – final
dos anos 70 e toda a década de 80. Mas quem nasceria?
Nasceu o disco
'Imprensa Cantada (Segunda Edição) – Tribunal do Feicibuqui',
proposto por Marcus Preto, como resposta ainda mais concisa que o
extrato das intenções de Tom Zé. Com participações especiais de
EMICIDA, O Terno, Filarmônica de Passárgada, Trupe de Chá de Boldo
e Tatá Aeroplano.
Impossível não se
render a genialidade, maravilhosidade, sensacionalidade e todas
outras idades de Tom Zé, na terra da Irará-Cola.
Imprensa Cantada
(Segunda Edição) – Tribunal do Feicibuqui
Projeto produzido por Daniel Ganjaman, em comemoração aos 75 anos da marca Ray Ban, que reuniu vários artistas da música brasileira.
A festa de lançamento
do projeto 'Ray Ban presents Meet the Legends' aconteceu com uma
festa ao som de Tulipa Ruiz, com as participações especiais de
Emicida e Jorge Mautner. O álbum em si, promove o encontro entre
novos artistas da música brasileira com grandes mestres deste mesmo
universo.
A primeira faixa resume
o encontro do violino e voz de Jorge Mautner com Tulipa Ruiz e sua
banda formada por Luiz Chagas (guitarra), Gustavo Ruiz (baixo),
Marcio Arantes (teclado) e Caio Lopes (bateria). Uma revoada de
passarinhos em 'A ordem das árvores', música presente no primeiro
álbum da cantora.
A banda Dorgas gravou
com Jards Macalé, a canção 'Faisão dourado (tendência e cor)',
com a união entre o rock harmônico da banda com o tom grave da voz
de Macalé. Depois a mistura do rock, dos Forgoten Boys, com o
soul-funk de Toni Tornado, deixou a música 'Change' com um andamento
mais lento para caber na interpretação do tom do Tornado.
A faixa inédita 'Até
o amanhecer' resume a parceria da rapper curitibana Karol Conká,
acompanhada por Nave nos beats e programações, com os vocais
lendários de Luiz Melodia. A próxima parceria foi entre a banda de
funk Garotas Suecas com a sambista Elza Soares, em 'Alma'.
A última canção foi
'Ô, sorte!' com Emicida e o bateirista Wilson das Neves, que também
conta com acompanhamento de Duani Martins (baixo) e Pepe Cisneiros
(piano). Mesclando o jazz com samba e as rimas de Emicida,
evocando os títulos das canções do mestre Wilson das Neves.
Uma boa oportunidade
para ouvir e assistir essa reunião de batutas e coringas da música
popular brasileir.
Ray Ban presents
2012 Meet the Legends
1. Tulipa Ruiz + Jorge
Mautner – A ordem das árvores
E.M.I.C.I.D.A. lança mais uma canção, desta vez em homenagem às vítimas da truculência policial, agindo em defesa dos graúdos e poderosos. Como foi o caso da retirada dos moradores de Pinheirinho, em São José dos Campos, ou da desocupação da Cracolândia em São Paulo e como bem diz o jovem Leandro, “todas as quebradas devastadas pela ganância”.
No caso de Pinheirinho, a força policial distribuiu pontapés e bombas de gás lacrimogênio, não se importando com a presença de mulheres, crianças, idosos, deficientes e moradores inocentes. Na cracolândia, a mesma truculência foi aplicada para retirar os usuários da droga, que mais deviam ter sido reabilitados em algum programa social de recuperação de viciados.
Toda a bronca do E.M.I.C.I.D.A. é com a falta de políticas sociais votadas para uma parcela carente da população. Sinceramente, acho que ele pegou um pouco mais pesado, que devia... Mas a música foi feita para ser mesmo um soco no estômago, um tapa na cara ou um dedo na ferida de uma sociedade, que está cada vez mais ignorante e alheia ao que a cerca.
“O Brasil tem um histórico do povo ser colocado contra o povo e abraçar a causa da "elite": olha pro caso da USP, olha a favela do Moinho, a situação dos quilombolas, do MST, de todas as famílias sem ter onde morar... embora esta parcela da população seja gigantesca, a mídia faz com que o povo pense que são baderneiros. O que me assusta é a apatia das pessoas perante estas situações: você está assistindo o governo solucionar um problema de moradia com a Tropa de Choque agredindo mulher com criança de colo e acha que é isso que deve ser feito? Na hipótese mais bizarra, o Estado ainda estaria errado pela forma como trata as pessoas”, diz E.M.I.C.I.D.A..
Valeu E.M.I.C.I.D.A. pelo posicionamentoe engajamento! A faixa foi produzida por Renan Saman, com letra do próprio Leandro, lançada pelo Laboratório Fantasma.
Leandro Roque se tornou E.M.I.C.I.D.A. por tanto massacrar seus oponentes nas batalhas de MCs. O nome é uma junção de homicídio com MC (que significa mestre de cerimônia e comumente utilizada no cenário hip-hop).
E.M.I.C.I.D.A. fez seu nome nas rinhas de MCs, mas foi com o lançamento da primeira mixtape em 2009, ‘Pra Quem já Mordeu um Cachorro por Comida até que eu Cheguei Longe’, que alcançou espaço maior no resto do país. Essa mixtape era quase uma coletânea do início da carreira desse rapper paulistano, mas já continha clássicos antológicos como ‘Só isso’e ‘Triunfo’.
No ano passado, E.M.I.C.I.D.A. lançou o EP ‘Sua Mina Ouve meu Rep Também’ que já trazia composições maduras, mas ainda assim se parecia muito com sobras de estúdio do trabalho anterior. Mas no segundo semestre de 2010, E.M.I.C.I.D.A. lançou outra mixtape, ‘Emicidio’, na qual conta sua história de vida com rimas fortes e grooves com pegadas irresistíveis.
‘Emicidio’ já pode ser considerado um dos discos de rap mais importantes da década, junto com grandes clássicos dos Racionais MCs, Kamau, MV Bill, entre outros. Nessa mixtape E.M.I.C.I.D.A. faz uma crônica pessoal de suas aspirações, anseios e dúvidas. Em ‘Cê lá faz idéia’, E.M.I.C.I.D.A. mostra a realidade cruel da periferia e do preconceito racial, social etc, em rimas contundentes. Já ‘Rinha (já ouviu falar?)’, ele se lembra dos bons tempos das batalhas de MCs, assim como ‘Santa Cruz’ e ‘De onde cê vem?!’.
‘Então toma’ é uma crônica do cotidiano, onde E.M.I.C.I.D.A. lança suas rimas rápidas e fala de tudo um pouco, desde o vestido da Geisi ao seriado ‘Lost’. ‘Emicidio’, que também havia sido lançada como single, lembra da dificuldade que todo MC tem pra vencer na vida, seja em coisas simples como levar leite para casa...
Em ‘Velhos amigos’, E.M.I.C.I.D.A. se lembra dos grandes companheiros, ‘Rua Augusta’ ele faz rima sobre a profissão mais antiga do mundo, e ‘I love quebrada’ é um hino de amor à periferia. ‘Eu gosto dela’ mostra toda a criatividade de E.M.I.C.I.D.A., ao descrever uma namorada, amante, esposa, ou seja “uma mulher durona”. ‘Só mais uma noite’é uma canção popular, que poderia muito bem estar em qualquer trilha da novela, mas é uma crítica social contundente.
E.M.I.C.I.D.A. fala com carinho de toda família em ‘Um final de semana’, lembrando que na correria para fazer sucesso como MC, ele deixou em casa várias pessoas com as quais preferia estar naquele momento. ‘Avua besouro’ fazia parte do EP, lançado no início de 2010, como bônus track, “cês esperava que eu roubasse tudo, menos a cena”.
Na última faixa do disco, ‘Beira de piscina’, ele faz uma carta de amor às pessoas que ama e do esforço que faz para “dar outro sentido pra frase, tinha que ser preto”. Mas ele também se lembra do sucesso que faz e da dificuldade de se manter fiel às convicções sem se afrouxar com o conforto da primeira classe.
Não bastante todo sucesso que faz, E.M.I.C.I.D.A. já é considerado um dos grandes representantes do rap nessa década. Mas ele não para. Segue produzindo suas rimas e faixas. A última foi lançada em single recente – o que pode significar que no final do ano teremos mais uma grande mixtape – em parceria com Mart’nália e produção caprichosa.
Lançado pelo Laboratório Fantasma, esse single tem letra de E.M.I.C.I.D.A., batida de Damien Seth, Marlon Sete e Altair Martins nos metais, Kuko na percussão, Nilo Romero no baixo, Evandro Fioti nos vocais e Carlinhos 7 Cordas no violão. A produção é de Damien Seth e Nilo Romero. 2011 Quarta-Feira (Single)
1. E agora? 2. Cê lá faz idéia 3. Rinha (já ouviu falar?) 4. Isso não pode se perder 5. Santo Amaro da purificação 6. Então toma! 7. Emicidio 8. Santa Cruz 9. Velhos amigos 10. Rua Augusta 11 I love quebrada 12. Eu gosto dela 13. Só mais uma noite 14. De onde cê vem?! 15. Um final de semana 16. Novo nego veio 17. Avua besouro 18. Beira de piscina
2009 Pra Quem já Mordeu um Cachorro por Comida até que eu Cheguei Longe
1. Intro (é necessário voltar ao começo) (ft. Projeto Nave) 2. E.M.I.C.I.D.A. (adoooro) 3. Sozim 4. Rotina 5. Pra mim... (isso é viver) 6. Ainda ontem (ft. Rashid, Projota & Fióti) 7. Pra não ter tempo ruim (ft. Mariana Timbó) 8. Só isso 9. Vô buscá minha fulô 10. Ela diz 11. Por Deus por favor 12. Preciso (melô do Mundiko) 13. A cada vento (ft. Paulo) 14. Sei lá... (ft. Rael da Rima) 15. Cidadão 16. Soldado sem bandeira 17. Vai ser rimando 18. Um, dois, três, quatro 19. Fica mais um pouco amor 20. Outras palavras (ft. Rael da Rima) 21. Hey Rap! 22. Essa é pra vc Primo 23. Triunfo 24. Eu tô bem (ft. Daniel Cohen) 25. Ooorra... (a que deu nome a mix tape)
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