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1.11.2021

RETROSPECTIVA 2020 ou VOCÊ ACHOU QUE O BLOGUI TINHA ENCERRADO AS ATIVIDADES?

Depois de dois longos anos sabáticos, o blogui Eu Ovo retoma as atividades para apresentar lista de melhores do ano.


Neste ano, vimos a importância da música em streaming avançar consideravelmente. Tanto que quase todos artistas disponibilizam suas obras em uma plataforma ou outra, quando muito em todas elas. São várias plataformas de streaming como Spofify, Tidal, Google Play, Apple Play e Youtube.

Considerando todas essas mudanças no mercado da música – que já vinham ocorrendo há algum tempo, mas que se consolidaram de verdade nos últimos anos – daremos preferência em utilizar o Youtube, por ser uma ferramenta mais acessível a todos.

A nova lista terá os discos apresentados em streaming e não mais serão disponibilizados os links para download gratuitos, uma vez que em muitos casos nem mesmo existam. Os comentários estarão livres para o compartilhamento e encorajamos essa maravilhosa troca de informações.

Apresentaremos diversas listas de 10 melhores discos do ano, nos mais variados estilos. A primeira lista serão os melhores discos do ano. A partir dai serão apresentados os mais variados estilos, com os discos que não entraram na lista principal, mas mereceram estar aqui também pela excelência.

MELHORES DISCOS DE 2020

Luedji Luna – Bom Mesmo é Estar Debaixo d’Água




O melhor disco deste ano que passou foi o maravilhoso ‘Bom Mesmo é Estar Debaixo d’Água’ de Luedji Luna. A cantora já tinha apresentado uma bela estréia no seu disco de 2017, ‘Um Corpo no Mundo’, mas superou todas expectativas com este lançamento. ‘Bom Mesmo é Estar Debaixo d’Água’ é quase uma ópera suave sobre as dificuldades de ser mulher e negra. Uma obra delicada e sublime que reflete a luta de gênero e racial nos dias atuais.

Com produção da própria Luedji em parceria com Kato Change, que também toca guitarra em todas as faixas, o disco faz uma viagem sonora e visual nesse universo de lutas. Um disco extremamente necessário, que simboliza o amor em todas suas forma na vida das mulheres negras. O disco é acompanhado pelo filme dirigido por Joyce Prado e permeado por textos e poesias de escritoras negras, como Conceição Evaristo, Cidinha Silva e Tatiane Nascimento. Um disco essencial.




Zé Manoel – Do Meu Coração Nu



O próximo melhor álbum do ano é ‘Do Meu Coração Nu’ de Zé Manoel. O cantor e compositor pernambucano seu quarto álbum de estúdio com diversas canções delicadas que refletem a realidade negra brasileira. A obra reflete sobre o racismo institucional inserido no âmago da sociedade brasileira, mas também apresenta momentos suaves e românticos.

O disco alterna canções delicadas e românticas com ancestralidade e afrodescendência. Com participações de grandes artistas da música brasileira, como a própria Luedji Luna, mas também como o maestro Letieres Leite, Kassin, Alberto Continentino e Stephane San Juan, entre outros. Com produção musical de Luizão Pereira.





Mateus Aleluia – Olorum




Em seguida o melhor do ano é ‘Olorum’ de Mateus Aleluia. O cantor e compositor baiano foi parte fundamental d‘Os Tincoãs’ e junto com Dadinho cunhou clássicos absolutos da música brasileira. Em seu terceiro disco solo, Aleluia apresenta seu cântico afoxé e se existe uma prova da existência divina é o canto de Mateus Aleluia.

O disco tem produção de Ronaldo Evangelista e participações de gente como João Donato, Lenna Bahule,  Mauricio Fleury, Thiago França, Gustavo Ruiz, Bruno Buarque, Décio 7, Sérgio Machado, entre outros. Outro disco fundamental para entender a cultura afro brasileira.




Fabiana Cozza – Dos Santos




Prosseguimos com o mais um melhor do ano em ‘Dos Santos’ de Fabiana Cozza. A cantora vem com outro lançamento essencial para a música brasileira. Depois de cantar sambas clássicos e mostrar o cancioneiro latino, Fabiana apresenta um passeio aos cânticos africanos.

Com produção de Fi Maróstica, o disco revela a riqueza da mitologia Africana. Com diversos cânticos em Iorubá, a cantora expõe a beleza divinal dessa mitologia. Outro disco fundamental que expõe a cultura e história dos negros no Brasil. Essencial para entender o Brasil atual.



Roseanne Santos – Fronteiriça



O próximo melhor do ano é ‘Fronteiriça’ de Roseanne Santos. A cantora carioca apresenta seu álbum de estréia com frescor e originalidade. Roseanne é radicada em Curitiba há mais de 15 anos e participa ativamente da cena musical da cidade.

Roseanne apresenta uma ancestralidade baiana e fluminense e soube mesclar com influências sulistas, da capital Paranaense. Entre diversas parcerias com músicos da cena curitibana, Roseanne mistura com maestria o suingue da Bahia com os ponteios do sul e ainda sobra espaço para tangos. Com produção musical de Leonardo Gumieiro e Luciano Faccini.




Thereza Alves – Canta Outra Vez



Mais uma estréia como melhor do ano é o ‘Canta Outra Vez’ de Thereza Alves. A cantora de Piracicaba, que chegou a gravar alguns compactos em 78 rotações, tem sua verdadeira estréia em disco apenas na melhor idade e entrega uma obra cheia de personalidade e bom gosto.

Thereza Alves é um furacão repentino que chega com feroz cadência, demonstrando grande poder e controle vocal.





Alaíde Costa – O Anel (Canta José Miguel Wisnik)



O próximo melhor do ano é ‘O Anel’ de Alaíde Costa, onde ela ‘Canta José Miguel Wisnik’. A cantora é uma diva da época da Bossa Nova, que só não recebeu maior destaque por puro preconceito. A cantora foi a interprete favorita da canções de Johnny Alf, outro ícone da Bossa Nova, que também foi vítima de preconceitos ao longo da carreira.

Alaíde sempre for a reverenciada por diversos músicos e sempre por onde passava, pelo timbre de voz firme e ao mesmo tempo suave. A cantora se une ao pianista e compositor José Miguel Wisnik para interpretar as canções dele e entrega uma pérola bruta da música brasileira.






Rapadura – Universo do Canto Falado




Depois de tanta suavidade e delicadeza, mais um melhor do ano vem do ‘Universo do Canto Falado’ de Rapadura. O rapper e compositor apresenta sua mistura de ritmo e poesia com o repente, o côco, o martelo agalopado e todo universo do nordeste.

O disco de Rapadura pode ser considerado uma obra coesa e perfeita para os dias atuais, ao representar a saga de todos nordestinos. Entre aboios e repentes, o rapper canta e reconta as tradições orais da população nordestina e apresenta referências artísticas e geográficas da região.



Fran e Chico Chico – Onde?



Outro melhor do ano que segue é ‘Onde?’ de Fran e Chico Chico. Fran é filho de Preta Gil e neto de Gilberto Gil, já Chico Chico foi conhecido desde pequeno como Chicão, filho de Cássia Eller. Tanto Fran quando Chico Chico não são iniciantes na música e carregam experiência não somente no DNA. Enquanto Fran lançou sua estréia em disco neste mesmo ano, Chico Chico já gravou com sua banda ‘2x0 Vargem Alta’.

Nesta despretenciosa obra os dois se mostram à vontade para apresentar suas próprias versões de canções anteriormente gravadas por grandes compositores e interpretes, como Sérgio Sampaio, Luiz Melodia, Itamar Assumpção, Edson Gomes e até mesmo Gilberto Gil. Como uma releitura da obra-prima Gil e Jorge, Fran e Chico Chico demonstram que não é preciso muito para a criação de um clássico.



Nana Caymmi – Nana Tom Vinicius




Mais um melhor do ano com ‘Nana Tom Vinicius’ de Nana Caymmi. A cantora tem uma das mais belas vozes da música brasileira. Um timbre límpido e claro que não mudou nada com o passar do tempo e que fica cada vez melhor.

A escolha de repertório soa perfeita. Os arranjos do disco são belos e precisos. Não há uma falha sequer e não poderia ficar de for a dessa lista. Apesar de maravilhoso o disco não surpreende como deveria, entretanto entrega o que sempre se esperou de uma obra de Nana Caymmi – Excelência. Viva Nana Caymmi!



Com estes 10 petardos, deixamos o caminho preparado para a próxima rodada da lista de melhores do ano.  

Aguarde….



6.29.2006

RARIDADES DOS MUTANTES E AFINS

Antes de conhecer os irmãos Dias Baptista, Rita Lee formava junto com uma colega de classe o grupo vocal The Teenage Singers. Suas parceiras eram Suely Chagas, Jean e Beatrice, duas outras colegas de classe. Não demorou para o quarteto musical virar uma dupla apenas com Rita e Suely. Foi durante a Beatlemania que assolou a juventude da década de 60, que Rita e Suely conheceram o conjunto Wooden Faces, formado por Arnaldo Baptista, Raphael Vilardi e outros integrantes. Não tardou para as meninas do Teenage Singers e os rapazes do Wooden Faces se juntarem e formarem o conjunto Six Sided Rockers, que depois seria rebatizado O’Seis, e mais tarde como Os Mutantes.
Suely era a que cantava melhor, e por isso chegou a ser convidada para substituir Celly Campelo, como a rainha do rock nacional. Quem fez o convite foi o próprio irmão da cantora Tony Campelo. A dupla Teenage Singers, Rita e Suely gravaram backing vocals num compacto de Tony Campelo de 1965, com as canções, Pertinho do mar e O meu bem só quer chorar perto de mim. Porém Suely desistiu da carreira de cantora para estudar nos Estados Unidos. Quando voltou em 1968, Suely lançou um compacto intitulado Suely & Os Kanticus, banda que tinha como integrante Lanny Gordin, futuro guitarrista emblemático da Tropicália, que chegou a tocar com Hermeto Pascoal no conjunto Brazilian Octopus no ano seguinte (1969).
Em 1966, os Six Sided Rockers mudaram o nome para O’Seis e gravaram um compacto com o mesmo nome e uma capa em referência explícita ao disco With The Beatles. Além disso o grupo fez backing vocals no compacto de outra banda da época o Gemini II. Depois de lançarem o compacto O’Seis, o grupo se desfez, ficando somente os irmãos Dias Baptista e Rita Lee. Os três foram acompanhar Ronnie Von em seu programa televisivo. Foi o cantor que escolheu novo nome para eles, e os batizou de Os Mutantes, baseado no livro de ficção-científica de Stefan Wull, O Império dos Mutantes.
Após tocarem com Ronnie Von, Os Mutantes foram convocados pelo maestro Chiquinho de Moraes para gravarem junto com Nana Caymmi, uma canção composta por Gilberto Gil. A canção Bom dia, gravada por Nana Caymmi e Os Mutantes foi apenas um teste para a gravação da canção de Gilberto Gil, Domingo no parque, que estava classificada para o 3º Festival de Música Popular Brasileira.
Depois de muitas apresentações na televisão e a participação no álbum coletivo da Tropicália, Os Mutantes gravaram seu primeiro álbum. Logo receberam o convite do cineasta Walter Hugo Khouri para participar do filme As Amorosas com Paulo José como ator principal. Além da participação no filme, o trio compôs três músicas para o filme.

Os Mutantes gravaram vários discos e chegaram a emplacar um jingle numa campanha dos postos de gasolina da Shell. Além dos irmãos Dias Baptista e Rita Lee, Os Mutantes contaram com outros integrantes como Dinho Leme na bateria e Lininha no baixo.
O último disco com participação de Rita Lee foi Os Mutantes e Seus Cometas no País do Bauretz. Ela acabou sendo expulsa da banda porque não acompanhara o virtuosismo instrumental dos irmãos Dias Baptista, Liminha e Dinho. Porém uma raridade é a versão ao vivo de Mande um abraço pra velha, composta para o 7° Festival Internacional da Canção de 1972.
Após essa gravação Rita Lee, saiu dos Mutantes e formou sua própria banda. Os Mutantes inda gravaram como um quarteto o disco O A e o Z, que acabou engavetado pela gravadora. A banda se desfez e Sergio Dias tentou com várias formações e dois discos manter a banda. Apesar do grande sucesso dos últimos discos, a banda acabou.
Arnaldo formou a Patrulha do Espaço, Dinho foi trabalhar com assessoria de imprensa, Liminha virou um produtor conceituado e Sergio Dias radicou-se nos Estados Unidos. Recentemente Os Mutantes se reuniram, sem Liminha e Rita Lee, que alegaram agendas cheias. Porém a presença dos irmãos Dias Baptista, do baterista Dinho e a participação especial de Zélia Duncan bastaram para que fossem aclamados nesta reunião tão esperada.

1965 Compacto Tony Campelo (Odeon, 1965)
Com The Teenage Singers (backing vocals)
1. Pertinho do mar (South of border) (Jimmy Kenedy/ Michael Carr/ Pepe Ávila)
2. O meu bem só que chorar perto de mim (Hamilton Di Giorgio)

http://www.4shared.com/file/10228074/27c00ab1/1965_Tony_Campello.html

1966 Compacto Gemini II (Continental, 1966)
Com O’Seis (backing vocals)
1. Lindo (Groovin’) (Felix Cavallieri/ Eddie Brigati/ Carlos Walace)
2. Tchau mug (Edy Miranda)

http://www.4shared.com/file/10228212/9b7ddc6c/1966_Gemini_II.html

1966 Compacto O'Seis (1966)
1. O suicida (Rafael Vilardi/ Rita Lee)

2. Apocalipse (Rita Lee)

http://www.4shared.com/file/10228873/b7b7ceaa/1966_OSeis.html

1968 Compacto Nana Caymmi

Nana Caymmi & Mutantes - Bom dia (Gilberto Gil)

http://www.mediafire.com/?68hmnentdd9

1968 Diversos
Gilberto Gil e Os Mutantes – Domingo no parque (Ao vivo TV Record)
Mutantes – Banho de lua/ 2001 (Ao vivo 1968)
Mutantes – Glória ao Rei dos confins do além
Jingles inesquecíveis – Alvarenga e Ranchinho/ Algo Mais

http://www.4shared.com/file/10229274/9cf8b9ba/1968_Diversos.html

1968 Trilha Sonora As Amorosas
Mutantes – As Amorosas
Mutantes – Misteriosas rosas brancas
Mutantes – O tigre do inferno

http://www.4shared.com/file/10230153/728496f8/1968_Trilha_Sonora_As_Amorosas.html

1968 Suely & Os Kanticus
1. Que bacana
2. Esperanto

>http://www.4shared.com/file/10229524/e4c05b7a/1968_Sueli__os_Kanticus.html

1969 Ao Vivo TV Cultura
1. TV intro
2. Panis et Circensis
3. Quem tem medo de brincar de amor
4. Preciso urgentemente encontrar um amigo
5. Domingo no parque (com Gilberto Gil)
6. 2001

http://www.4shared.com/file/10230708/9cacc787/1969_Ao_Vivo_na_TV_Cultura.html

1969 Jingle Shell
Mutantes - Algo mais

http://www.4shared.com/file/10231209/55dc529f/1969_Jingle_da_Shell.html

1969 Compacto Ando Meio Desligado
1. Ando meio desligado (Não faz marola)
2. Ando meio desligado (Ao vivo)

http://www.4shared.com/file/10231028/1369d4e5/1969_Compacto_Ando_Meio_Desligado.html

1971 Benvinda Ao Vivo

http://www.4shared.com/file/10231360/7b98278a/1971_Benvinda.html

1972 Mande um Abraço Pra Velha

http://www.4shared.com/file/10231570/660e6a79/1972_Compacto.html