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12.08.2013

OS METÁ MULHERES METÁ NEGRAS COM SABOR GUEMBÔ

'Os Mulheres Negras' se juntam ao 'Metá Metá' para apresentarem espetáculo antológico, magistral e intimista.
São Paulo, 18 de agosto do ano de 2013, no Casa de Francisca, dois gigantes se colidiram num espetáculo colossal.

São Paulo, 1988, os jovens paulistanos André Abujanra e Maurício Pereira, lançavam o primeiro álbum sob o nome 'Os Mulheres Negras' – 'Música e Ciência' – onde experimentavam samplers eletrônicos misturados às guitarras e saxofones da dupla, que ficou conhecida como “a terceira menor big-band da história”.

Depois de um segundo disco – 'Música Serve pra Isso' – a dupla 'Os Mulheres Negras' se separou com cada qual seguindo a própria carreira. Maurício gravou um disco solo – 'Na Tradição' – enquanto Abujanra formou o 'Karnak', com quem também gravou álbum. Ambos seguiram as carreiras sempre participando dos álbuns dos antigos parceiros e vez ou outra retomando a parceria em shows especiais da dupla.

São Paulo, 2011, o compositor e violonista, Kiko Dinucci, a cantora Juçara Marçal e o saxofonista e flautista Thiago França lançaram o resultado fonográfico da parceria entre eles, o trio 'Metá Metá'. O álbum foi um sucesso e abriu caminho para o segundo petardo – 'MetaL MetaL', que hoje incorporou novos integrantes – mas neste espetáculo aparece apenas como trio.

São Paulo, 2013, na Casa de Francisca, as duas bandas se uniram e realizaram um espetáculo, que poucos puderam prestigiar. Já há algum tempo que a dupla Abujanra e Pereira se apresentam numa espécie de revival d'Os Mulheres Negras' e como poderíamos esperar, duas bandas das mais legais e importantes de suas respectivas décadas se unificaram num duplo-trio-de-cinco, com a adesão dos integrantes do 'Metá Metá.

Considerando que os anos 80 foram cheios de inúmeras bandas legais, mas dentre todas elas a que continua atual e relevante nos dias de hoje é sem dúvida nenhuma 'Os Mulheres Negras', enquanto as outras se tornaram meros representantes do saudosismo à época. O 'Metá Metá' já é essa unanimidade por onde passa, mas apresenta fortes influências de Pereira e Abujanra. Nesse dia apresentaram um espetáculo com repertório mesclado de canções das duas bandas e dos quatro álbuns que lançaram.

Das canções d'Os Mulheres Negras', eles tocaram 'Só tetele', 'Orelhão', 'Purquá mecê?', 'Milho', 'Mãos coloridas' e 'Métodos Os Mulheres Negras para o ensino do skate na escola pública do terceiro mundo'. André Abujanra relembra a história de 'Guembô' e sugere que a junção das duas bandas deveria usar esse mesmo nome.

'Imbarueri' também era do repertório da dupla, mas foi gravada posteriormente por Maurício Pereira no disco solo 'Mergulhar na Surpresa'. 'Trovoa' também havia sido gravada por Pereira – no álbum 'Pra Marte' –, mas ficou mais conhecida na voz de Juçara Marçal, no primeiro disco 'Metá Metá'.

Também do 'Metá Metá', foram apresentadas as canções 'Cobra rasteira', 'Obá Iná', 'Obatalá', 'Oyá' e 'Ossanin'. 'Depressão periférica' também foi incluída no repertório, por se tratar de uma parceria entre Kiko Dinucci e Maurício Pereira, gravada no disco solo de Dinucci com vários cantores e parceiros – 'Na Boca dos Outros'.

A santa missa do velho modelo “faça-vocë-mesmo” tem neste registro, seu mais precioso cântico espiritual, com a soma das duas bandas mais atuantes nesse sentido. 'Os Metá Mulheres, Metá Negras' (apenas 'Guembô' – como prefere Abujanra) apresentam objetivos idênticos, mas separados por uma década de existência.

Com esse registro ao vivo, com qualidade da mesa de som, sem mixagem, sem cortes etc e tal, 'Os Mulheres Negras' se atualizam ao compartilharem as experiências com o 'Metá Metá' e compartilharem com todos ouvintes.

2013 Os Metá Negras Ao Vivo na Casa de Francisca

1. Mãos coloridas - Ossanin
2. Métodos Os Mulheres Negras para o ensino do skate na escola pública do terceiro mundo
3. Imbarueri
4. Depressão periférica
5. Cobra rasteira
6. Trovoa
7. Milho
8. Oyá
9. Só tetele
10. Guembô
11. Obatalá
12. Obá Iná
13. Orelhão
14. Purquá mecê?

6.11.2007

VIAJAR NO SUB-MARINO AMARELO

A banda Os Mulheres Negras nasceu na década de oitenta e era na verdade uma dupla de músicos paulistanos, que resolveram se juntar e levar um som.

Os Mulheres Negras eram André Abujamra, voz guitarra e teclados, e Maurício Pereira voz e saxofone, e faziam uma música com letras irreverentes e equipamentos eletrônicos, como samplers, sequencers, sintetizadores e bateria eletrônica. A dupla se autodenominava como a terceira menor big band do mundo, e foram considerados representantes da vanguarda paulista ao lado de bandas como Premeditando o Breque e Grupo Rumo.

O primeiro disco foi lançado em 1988, intitulado Música e Ciência, com muito bom humor e recheado de referências aos Beatles, Villa-Lobos e Pepino de Capri. O segundo e último disco foi lançado em 1990, Música Serve para Isso, e era mais popular com intenções claras de ser mais radiofônico. No ano seguinte, 1991, a dupla apresentou o show de despedida e cada um seguiu seu rumo. Maurício Pereira lançou-se em carreira solo, enquanto André Abujamra, filho do ator e diretor teatral Antônio Abujamra, formou a banda Karnak.

Em sua carreira solo, Maurício Pereira lançou três discos, cada um diferente do outro. Em 95, Pereira lançou o disco Na Tradição, que trazia uma banda com piano, saxofone, baixo e guitarra, com canções clássicas como Recipiente e Pingüim. Em 1998, Pereira lançou um disco mais intimista, com saxofone e violão, Mergulhar na Surpresa. Em 2003, Pereira lançou o disco ao vivo Canções que Um Dia Você já Assobiou Vol. 1, com versões bem particulares de músicas que um dia qualquer um de nós já assobiou, acompanhado pela banda Turbilhão de Ritmos, criada especialmente para o espetáculo.

André Abujamra lançou o primeiro disco com a banda Karnak, em 1995, com muita influência de world music. Em 97, lançou o disco Universo Umbigo, com participação da banda Pato Fu. O último disco com o Karnak, Abujamra lançou direto nas bancas de jornais, em 2000, Estamos Adorando Tókio.

Abujamra e Pereira se uniram novamente para uma apresentação histórica dos Mulheres Negras, em 2003. Segundo a própria dupla, depois desse show, o mais provável é que os dois fiquem mais 15 anos sem tocar juntos novamente. Os dois reforçam que o fato de não tocarem juntos, não impede uma forte amizade, “apenas tocamos em outras bandas”.

André Abujamra lançou o primeiro disco solo em 2004, O Infinito de Pé. Tanto Abujamra quanto Maurício Pereira, planejam novos lançamentos para este ano de 2007. O disco de Pereira provavelmente se chamará Pra Marte, e será um disco intimista como foi seu disco de 1998. Já Abujamra planeja um disco com o título Transformafricando.

1988 Música e Ciência

1. Orelhão
2. Método OMN para o ensino de música nas escolas
3. Sub (Yellow submarine)
4. Summertime
5. Feridas (Juntos ou não, felizes juntos)
6. 3 músicas coladas (Peter Gunn)
7. Purqua mecê
8. Eu vi
9. 19h30
10. Elza
11. Milho
12. Gambá
13. Lobos para crianças
14. Samba do avião
15. Mãoscolorida
16. Xarope, a levada
17. Sub (Remix do Grego, Silvio Muller e Pena)

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1990 Música Serve para Isso

1. Música serve para isso
2. Martim
3. Guembô
4. Só tetele
5. John
6. Só quero um xodó
7. Cabeludas
8. Etiópia mirim
9. Imbarueri
10. Judith
11. A lavadeira, o varal e a saudade
12. Monstros japoneses
13. Common uncommunicability

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1995 Karnak

1. Vinheta Árabe
2. Alma não tem cor
3. Martim parangolá
4. O mundo
5. Vim que venha
6. Comendo uva na chuva
7. Espinho na roseira (Drumonda)
8. Conversa de nenês
9. Balança a pança
10. Ai ai ai ai ai ai ai
11. Oxalá meu pai
12. Hymboraewqueyra
13. Cala a boca menina

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1995 Na Tradição

1. 1 reggae
2. Pingüim
3. Balangandans
4. Tudo por ti
5. Uma loira
5. Cantando num toró (Singing in the rain)
6. Recipiente
7. Domingo feliz
8. 4 letras
9. Estrelas
10. Compromisso
11. Canção do marinho (Cisne branco)
12. Pan y leche

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1997 Universo Umbigo

1. Universo umbigo
2. O mundo muda
3. Eu tô voando
4. Céu com pé no chão
5. Velho no metrô
6. Nome das coisas
7. Inalabama
8. Candelara
9. Num pode ser
10. Eu só quero um xodó
11. Como nascem as crianças
12. Rapaz eu vi
13. Boiadeiro

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1998 Mergulhar na Surpresa

1. Soley soley
2. Cachorra
3. Imbarueri
4. Tudo eu te dou
5. Wanda
6. Um dia útil
7. Música serve para isso
8. Tranqüilo
9. Tu
10. Ironia
11. Pan y leche
12. Mergulhar na surpresa
13. Estrelas
14. Coyote
15. Recipiente
16. Inventor brasileiro
17. Curitibana
18. Quem é quem
19. Modão de Pinheiros (Por isso é que as pessoas mudam de bairro)

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2000 Estamos Adorando Tókio

1. Vinheta
2. Abertura Russa
3. Juvenar (Versão 1)
4. Estamos adorando Tókio
5. Momuntueira
6. 3 aliens in L.A.
7. Rap 3 aliens in L.A.
8. Sosereiseuseforso
9. Iosef
10. We need nothing
11. Mediocritas
12. Zoo
13. Depois da chuva
14. Niquepomaquyde
15. Maria Inês
16. Feio bonito
17. Juvenar (Versão 2)

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2003 Canções que Um Dia Você já Assobiou Vol. 1
(& Turbilhão de Ritmos)

1. El presidente
2. Sou uma criança não entendo nada
3. Marcianita
4. Pensando nela, Pra que vou recordar o que chorei
5. Eu sonhei que tu estavas tão linda
6. Se non avessi piu te
7. Iracema
8. Meu mundo e nada mais
9. Universo no teu corpo
10. Cristina
11. Muito estranho
12. Férias na Índia
13. O homem de Nazaré
14. O amor e o poder
15. Galopeira
16. A praça

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2004 O Infinito de Pé

1. Olho azul
2. Infinito de pé
3. Nóis eh sampli
4. O dah oh
5. Essa música não existe
6. Natureza
7. Tempo
8. Atoto
9. Namburuquê
10. Palmeira do deserto
11. 70%
12. Elevador
13. Blue Rose, Senha do motim
14. Magina de Pipo
15. Curriculum

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