domingo, 25 de dezembro de 2011

MERGULHAR DE SURPRESA NO NATAL



“Estrelas coloridas de papel são jóias falsas presas lá no céu e quando eu ergo o olhar pro firmamento, juntinhas elas cantam desse jeito”, como canta Mauricio Pereira em ‘Estrelas’. 

Mas ele também canta o ‘Pinguím’, os ‘Balangandans’ de quem tem ‘Compromisso’, que ‘Responde Viscondi’, que vê ‘Motobóis, girassóis etc e tal’, mas que é ‘Quieto um pouco’ e mesmo com ‘Truques com facas’, viaja ‘Pra marte’ num ‘Teco teco amarelo em chamas’ ou vai pra ‘Imbarueri’ ‘Ser boi’ lá.



Em 1997, Mauricio Pereira lançava o segundo disco da carreira solo, o 'Mergulhar na Surpresa'. Um disco mais intimista que o anterior, 'Na Tradição' - que tinha uma banda tradicional como manda o título. Nesse ano, Mauricio eternizava em acetato (forma de dizer, já que os CDs eram produto dominante) o show com voz, piano e saxofone, que vinha apresentando em parceria com Daniel Szafran

A abertura fica a cargo de uma vinheta-canção de Fernando Arbex, 'Soley, soley', seguida por 'Cachorra', uma canção bebop com energia contagiante. 'Imbarueri' já havia sido gravada em parceria com André Abujamra, no 'Mulheres Negras', mas recebeu um arranjo mais simples de piano, voz e assobio, com um pandeirinho caudaloso de Guello.'Tudo que te dou' é o primeiro exemplo do resultado da parceria entre Szafran e Pereira, com "nuvens de pó-de-arroz, ricamente embrulhadas em papel manteiga".



Mauricio Pereira tem ascendência italiana e por isso gravou 'Wanda' de Paolo Conte. 'Um dia útil' é quase um diário musicado, ou um relatório poético do dia-a-dia de um músico. 'Música serve pra isso' é outra regravação do 'Mulheres Negras', desta vez apenas com vozes e a viola caipira de Paulo Freire. 'Tranquilo' é pura poesia em versos métricos. 

"Como é que tá tu" é o mote para 'Tu', uma canção que cresce em progressão de tons. 'Ironia' tem um arranjo que mistura Paulinho da Viola com Johnny Alf, numa cool-bossa-nova como raramente se ouve. 'Pan y leche' é um canção de ninar - já gravada no primeiro disco solo como um bolero‘n’salsa – desta vez, com um arranjo perfeitamente simples de piano e voz.



'Mergulhar na surpresa' - que dá título ao disco - também segue num crescendo microtonal, com adição do melodioso violoncelo de Mario Manga.'Estrelas' também havia sido gravada no disco anterior, mas desta vez recebeu o mesmo arranjo intimista, que permeia o disco e o show em parceria com Daniel Szafran. 'Coyote' é um blues com guitarra de Eduardo Cabello, além dos sempre presentes piano e voz. 'Recipiente (a jam)' também foi gravada antes, mas nesse disco ficou mais natural como se fosse mesmo uma jam-session - como exemplifica o subtítulo - com dois violões gravados por Luis Waack e Daniel Szafran, além das vozes de Skowa e Pereira

'Inventor brasileiro' tem participação de Paulo Lepetit no baixo elétrico. 'Curitibana' é uma versão minimalista para o clássico caipira de Tonico e Tinoco. 'Quem é quem' é uma ode à poesia urbana de Fernando Pessoa. "Ah, mas que delícia de Pessoa!", diz a letra. O disco encerra com 'Modão de Pinheiros (ou É por isso que as pessoas mudam de bairro)', que descreve um causo amoroso nas calçadas do bairro paulistano do título.



Com quatro discos solo, Mauricio Pereira seguiu um caminho natural entre um e outro, sempre olhando para frente com reverência ao passado. Pereira ainda mantém opções de espetáculos com piano e voz do 'Mergulhar na Surpresa' e de seus discos posteriores, 'Pra Marte', 'Canções que Um Dia Você já Assobiou Vol. 1' e ‘Carnaval Turbilhão’, com a banda ‘Turbilhão de Ritmos’, além de outros repertórios diferenciados com a mesma banda ou como a dupla caipira ‘Pereirinha e Pereirão’, com o filho Tim Bernardes. 

Mas foi com o 'Mergulhar na Surpresa' que ele encerrou este ano, no espetáculo 'Mergulhar na Surpresa de Natal', apresentado no Teatro da Vila Madalena no dia 23 de dezembro. Do repertório, pode-se dizer que entraram músicas dos três álbuns autorais de Mauricio Pereira. Como uma versão de ‘Pra marte’, que foi originalmente composta, com Daniel Szafran, para piano e voz quase como um rock - mas no disco virou um samba-choro.



O disco ‘Mergulhar na Surpresa’ é mesmo um álbum de natal! Mesmo que seja por uma questão involuntária... Pois essa expressão - que deu nome à canção e ao álbum - pode muito bem representar o sentimento natalino e toda aquela sensação de renovação que essa data traz. 

Imaginando o que o menino quis dizer com 
 “mergulhar na surpresa!”

1998 Mergulhar na Surpresa

1. Soley soley
2. Cachorra
3. Imbarueri
4. Tudo eu te dou
5. Wanda
6. Um dia útil
7. Música serve para isso
8. Tranquilo
9. Tu
10. Ironia
11. Pan y leche
12. Mergulhar na surpresa
13. Estrelas
14. Coyote
15. Recipiente (a Jam)
16. Inventor brasileiro
17. Curitibana
18. Quem é quem
19. Modão de Pinheiros (ou É por isso é que as pessoas mudam de bairro)

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domingo, 18 de dezembro de 2011

A NIGHTMARE BEFORE CHRISTMAS



‘Lulu’, o disco da união de Lou Reed com o ‘Metallica’ de Lars Ulrich, James Hetfield, Kirk Hammet e Robert Trujillo, deu dor de cabeça aos ouvintes. Tanto os fãs do ‘Metallica’ como os de Reed, torceram o nariz para esse disco, sem mencionar toda a massa-crítica.

A idéia surgiu do fascínio de Lou Reed com duas obras do dramaturgo alemão Frank Wedekind. As peças de teatro em questão são os chamados ‘The Lulu Plays’ (As peças de Lulu em português), que contam a história de uma mulher descrita como “o verdadeiro animal, selvagem, belo espécime e o primor da forma de mulher”.

 

A primeira peça, ‘O Espírito da Terra’ (Erdgeist, no original alemão), descreve a vida de Lulu, desde sua infância cheia de abusos do pai, passando por suas aventuras amorosas entre amantes e maridos mortos, para um final devastador com sua condenação por assassinato – a vítima foi o último marido e primeiro amante, Dr. Schön (o mesmo que a livrou dos abusos do pai e foi seu tutor).

Na segunda peça, ‘A Caixa de Pandora’ (Die Büchse der Pandora, em alemão), conta toda uma série de aventuras e viagens de Lulu, que foge da prisão com o auxílio de suas amantes, as Condessas lésbicas. Primeiro em Paris, mas Lulu não consegue se livrar da vida de proscrita e segue para Londres, onde vira prostituta e morre nas mãos do famoso Jack, o Estripador. Essa peça também virou um filme mudo de 1929, intitulado ‘Pandora’s Box’.

 

Os poemas de Lou Reed são violentos e profanos e podem ser considerados Buckowsckianos em certas partes, como crônicas de um velho safado. Reed conta a história de Lulu ao inverso, começando por uma suíte de abertura, que evoca todo tipo de sórdidas influências, explícitas na frase de abertura, “eu cortaria minhas pernas e tetas fora (I would cut my legs and tits off, em inglês)”, e seguindo para suas reflexões post-mortem em ‘The view’.

Em ‘Pumping blood’, Reed demonstra todo o fascínio de Lulu perante seu assassino, com versos como “I will swallow your sharpest cutter, like a colored man’s dick”, que não me sinto confortável em traduzir, mas seria algo como “vou engolir sua navalha como a porra dum pinto dum negão”. Porra, Lou Reed! Porra, Hetfield!! Porra, Metallica!!! O Lars eu até podia imaginar... Mas, Porra!!!! Caraleo!!!!! Putaqueospariu!!!!!!

 

Em ‘Mistress dread’, Reed canta “I’m a woman who likes men”, numa faixa pesada e rápida. O teor das letras é, de certa forma, constrangedor, mas ao mesmo tempo transgressor por cauda da voz voz rouca e suja de Reed. Já ‘Iced honey’ descreve Lulu como sonhadora, enquanto ‘Cheat on me’ mostra uma amante sentimental contradizendo a esposa ninfomaníaca.

O segundo CD começa com ‘Frustration’, que descreve o desprezo com que Lulu encara seus parceiros sexuais, seguida por ‘Little dog’, antecipando esses sentimentos mundanos, com os quais ela vai passar a encarar todas futuras relações amorosas e sexuais, “Little doggie face to a cold hearted pussy, you could have a taste”, que também nem sei mais como traduzir...

 

‘Dragon’ descreve a adolescência de Lulu e o período em que foi tutelada pelo Dr. Schön – que eventualmente seria assassinado como o terceiro marido. Sua insatisfação como amante, como mulher, como filha e todo sentimento de pertencer à escória da sociedade vêm a tona nessa forte e pungente poesia de Reed, com todo o peso do ‘Metallica’, numa faixa de longos 11 minutos.

A última peça desse literal quebra-cabeça é a canção de 19 minutos, ‘Junior dad’. Uma singela narração poética, que descreve os abusos sexuais do pai de Lulu, e os define como “selvageria psíquica”, vindos da cabeça de um velho safado e lambedor de vulvas menstruadas.

 

Darren Aronofsky já está escalado para dirigir o clipe de ‘Iced honey’, mas já apresentou uma filmagem de Lou Reed com a própria banda tocando ‘The view’, para acompanhar o lançamento do disco.

Reed e o ‘Metallica’ também já se apresentaram tocando ‘Sweet Jane’ e ‘White light/ White heat’, da época do ‘Velvet Undergound’, além de outras faixas de ‘Lulu’.



‘Lulu’ é um álbum que incomoda, tanto pelas letras violentas, quanto pelo som pesado e dissonante, que muitas vezes não combina com a voz de Reed.

O disco é um espetáculo sado-masoquista que mais parece um pesadelo sonoro, bem na véspera do natal. Mas quem sabe no futuro seja melhor apreciado e visto como uma obra clássica repleta de ousadia.  

2011 Lulu (Lou Reed + Metallica)

Disc 1
1. Brandenburg gates
2. The view
3. Pumping blood
4. Mistress dread
5. Iced honey
6. Cheat on me 

Disc 2
1. Frustration
2. Little dog
3. Dragon
4. Junior dad

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domingo, 11 de dezembro de 2011

THE AMPLEXOS SOUL SOUNDSYSTEM

O som do ‘Amplexos’ mudou. A banda seguiu um caminho incomum, saindo da zona de conforto e lançando um novo EP, com uma pegada diferente e inovadora.

Lembrando que o primeiro disco do ‘Amplexos’, de 2008, foi um grande sucesso na internet e figurou entre as primeiras colocações em várias votações na internet. Mesmo assim a banda parou de tocar as músicas deste disco e corajosamente investiu em um material mais recente, neste ‘Manifesta EP’.

O ‘Amplexos’ existe há três ou quatro anos, e nota-se a evolução instrumental dos integrantes, Guga na voz e guitarra, Leandro Vilela na guitarra, Flavio Polito no baixo, Martché nos teclados, Leandro Tolentino na percussão e Mestre André na bateria.

Neste EP, eles flertam com ritmos como dub, reggae e afrobeat. Conversei com Guga sobre este lançamento...

Como foi a gravação deste EP?
Gravamos em Volta Redonda, interior do Rio, com o Jorge Luiz Almeida. Depois, levamos as gravações todas pro Buguinha, que fez a mix, a masterização e os dubs!!!
A gente entregou uma parada que já tava pronta, mas tava crua... Tipo, se tu reparar, as músicas são bem longas, porque a gente foi tocando eternamente... Já pensando nas brincadeiras do Buguinha.

Amplexos - Leão (ao vivo) from amplexos on Vimeo.

Mas influenciou bastante o som de vocês, né? Porque está bem diferente do primeiro disco e do EP ‘A Atriz’...
Então, cara... Na verdade, o Buguinha não sabia nem o que era a parada... Hehehehe. A gente gravou por conta própria mesmo, com o Jorge dando aquela moral no estúdio (ele conseguiu fazer o que a gente queria, que era captar todo mundo tocando junto, ao vivão). Depois é que a gente foi caçar alguém pra fazer esse trabalho pós, e a gente já tinha as referências todas na cabeça de Lee Perry, King Tubby... Aí a escolha do Buguinha foi natural. Ele curtiu o que escutou, foi entrando na onda e acabou tendo bastante liberdade ali durante a mix...
Mas a sonoridade a gente foi desenvolvendo desde 2010, cara. É uma parada que a gente já vinha fazendo, um pouco às escondidas (por trás de ‘A Atriz’ e do nosso primeiro disco).
Foi uma busca mesmo, de encontrar o que batia na gente, o que tocava mesmo, de verdade... Espiritualmente e musicalmente.
E a música negra era o que a gente ouvia, era o que emocionava a gente, é o que emociona... Aí foi só lapidar essa parada, construir em cima daqueles sentimentos.

[Clique aqui para ver o registro do processo criativo da banda]




Quais são os planos para depois desse EP?
A idéia era lançar um disco cheio, que tá até pronto, com 10 faixas, mas resolvemos segurar um pouco porque o ano foi acabando (e fim de ano não é lá muito bom pra lançamentos de discos, exceto do Rei Roberto).
Mas como a gente já vinha divulgando e muita gente vinha "cobrando", pegamos três músicas desse disco e fizemos o EP.
Que é também um teste dessa sonoridade nova que você fala, com os fãs, com o pessoal que curtia a onda do primeirão, de ‘A Atriz’.

Então vai sair um disco cheio, todo produzido pelo Buguinha, né?
Sim, pro ano que vem!

Tem previsão?
O disco sai em fevereiro ou março - antes deve rolar um crowdfunding pra ajudar a gente com umas loucuras aí. A gente quer testar essa parada pra ver se dá certo mesmo! Hehehehehe.

O Manifesta foi independente total?
Yes... O disco todo, desde gravina, mix, master... A gente já vinha pagando com grana de caixa que a gente tinha, de show, de material que a gente vendia e de outros trampos também, é claro.
Porque somos músicos, mas não dá pra viver só de um trabalho... a gente tem vários outros projetos.
E aí sai uma grana aqui, outra ali, tem o trabalho em estúdio que alguns de nós fazemos...

Mas pra bancar esse EP, o que a gente fez foi um show por aqui.
Lançaram uma campanha no facebook (clique aqui para ver esse evento), pedindo pra que a gente voltasse a tocar as músicas do primeiro disco nos shows.

[amplexos] ensaio_5/11/11 FALSA_VALSA from amplexos on Vimeo.

Mas eu curti bastante essa nova sonoridade... Mas vocês não têm medo de alguns fãs não gostarem?
Medo não... Alguns já apareceram dizendo que não gostaram até, mas apareceu muito mais gente dizendo que curtiu demais, apareceu muita gente nova, que não conhecia a banda antes e que chegou por conta dessa sonoridade nova.
Quem vê a gente tocando sabe o que é, sente a parada.

Eu sempre achei referencias aos Mutantes no som de vocês - principalmente no primeiro disco...
A gente escutou Mutantes pra cacete mesmo!
Hehehehehehehe.
Ainda tem um pouco dessa onda, ontem mesmo eu tava escutando ‘Cantor de mambo’ aqui, chapaaaaaaaaando... Que guitarra!

Inclusive a versão de ‘A atriz’ no disco é bem mais “rockenrou” - eu curto bastante...
É, bem mais crua, bem mais direta.

Mas a versão do EP até indica - de certa forma - um caminho pro próximo disco... Não acha isso também?
Eu acho, cara. Ela tem um lance de encaixe, no arranjo, umas guitarras e orgãos com uma onda bastante ska/reggae em alguns momentos. Tem o lance de ela ser dançante (apesar de ser mais próxima de disco music, eu acho) e a onda psicodélica do final...
Mas é um caminho pra essa sonoridade, sim.

Tem uma parada que a gente lançou, há alguns meses, para os fãs. Uma versão DELUXE do primeiro disco, que tinha, além das duas versões de ‘A atriz’, uma versão de ‘Off the wall’ do Michael Jackson, que gravamos pra um tributo que ia sair (e que eu nem sei se saiu, de fato) só com artistas indies.

[Quem quiser pode ouvir essa faixa no player ao lado - ou baixar aqui.]

Essa gravação é de 2010 e é afrobeat total, já tem bastante do som de MANIFESTA, negão mesmo.



Falando em direitos autorais... Como vocês lidam com os free-downloads?
O lance do download grátis é uma parada que a gente acha natural, tem que ser assim. É o jeito de chegar até as pessoas mais facilmente, não tem muita escolha. O EP a gente não deve lançar em CD físico não, mas o álbum, que sai no ano que vem, com certeza, até em vinil, se tudo der certo!!!
No show, o cara que curte acaba ficando emocionado com aquilo, tocado, sangue quente, lágrima nos olhos... Esse cara compra o CD mesmo, isso é fato. Se tem a barraquinha com o CD ali, ele compra - a gente sabe por experiência.
Com o primeiro foi assim, acontece com a gente também, quando a gente vai em shows bacanas.
Mesmo com o disco completinho no HD, no iPod, ainda existe aquela coisa de comprar o material, dar aquela digerida...
E a Ana Costa também, fazendo um trabalho maravilhoso de projeto gráfico, isso tem que sair fisicamente, não tem jeito.

2011 Manifesta EP

1. O leão
2. Making love
3. Festa

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domingo, 4 de dezembro de 2011

DE COMO THE ROOTS LANÇOU A ÓPERA-RAP UNDUN E THE MOVIE COM BETTY WRIGHT



O novo album do ‘The Roots’ – ‘Undun’ – é uma obra melancólica. Uma ópera-rap, que conta a triste história da curta existência de Redford Stephens, um jovem pobre de um subúrbio norte-americano.

Com a narrativa inversa, o disco começa pelos minutos finais da vida do jovem Stephens aos 25 anos, em ‘Sleep’, que no melhor estilo de memórias póstumas procura dar um sentido à toda sua existência. Descrita nas faixas seguintes, como uma vida de crimes e vícios, que eventualmente, levaram à sua morte anunciada, em ‘One time’, ‘Kool on’ e ‘The other side’. Em ‘Stomp’, uma faixa que demonstra toda a adrenalina na vida atribulada de Stephens, aos 19 anos.



As faixas seguintes refletem a falta de perspectiva de Stephens. ‘Tip the scale’, mostra um jovem de 16 anos, que sente a pressão da impossibilidade de um destino melhor. As próximas canções são quatro suítes instrumentais, que remetem ao nascimento de Stephens.

Com esse lançamento, o ‘The Roots’ se firma como um dos grandes representantes da soul-music norte-americana.



Em tempo, a banda de ?uestlove e Black Thought, participaram do retorno em álbum de Betty Wright, que há 10 anos não gravava um novo disco, com ‘The Movie’.

Betty Wright and The Roots - Old Songs by DJ Dan Buskirk
Betty Wright & The Roots: Grapes On A Vine ft. Lil' Wayne by S-CurveRecords

Destaques para faixas como ‘Old songs’, ‘Real woman’ com Snoppy Dog, ‘Grapes on a vine’ com Lil Wayne, ‘Whisper in the wind’ com Joss Stone, ‘Baby come back’ com Lenny Williams, ‘In the middle of the game (don't change a play)’, ‘Look around (be a man)’ e ‘You & me, Leroy’.

2011 Undun

1. Dun
2. Sleep
3. Make my (& Big K.R.I.T.)
4. One time (& Phonte and Dice Raw)
5. Kool on (& P.O.R.N.)
6. The other side
7. Stomp (& P.O.R.N.)
8. Lighthouse
9. I remember
10. Tip the scale (& Dice Raw)
11. Redford (For Yia Yia & Pappou)
12. Possibility (2nd movement)
13. Will to power (3rd movement)
14. Finality (4th movement)

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2011 The Movie (Betty Wright + The Roots)

1. Old songs
2. Real woman (& Snoop Dogg)
3. In the middle of the game (don’t change the play)
4. Surrender
5. Grapes on a vine (& Lil Wayne)
6. Look around (be a man)
7. Tonight again
8. Hollywould (& The Messenger)
9. Whisper in the wind (& Joss Stone)
10. Baby come back (& Lenny Williams)
11. So long, so wrong
12. You & me, Leroy
13. The one
14. Go! (live)

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