5.03.2026

MARKU ARISTOPORINDÉ ANTONIO PACUTIGABÊ RIBAS IAÔ

 

 Marku Ribas é um dos grandes artistas do país, que deixou sua marca inconfundível no cancioneiro popular brasileiro.


Talvez um dos mais subestimados cantores e compositores brasileiras seja o grande Marku Ribas, mineiro de Pirapora, descendente de uma mistura do negro africano com indígena brasileira, o jovem começou a tocar bateria em conjuntos de baile no início da carreira.

No final da década de 60 o artista se mudou pra São Paulo com o colega Déo e juntos lançaram o álbum Déo & Marco, na intenção de serem a nova sensação do rock nacional. O álbum não fez sucesso, mas rendeu à dupla uma participação no Festival Internacional da Canção (FIC), com a música ‘Canto certo’, que incomodou os militares na época e resultou na prisão ao cantor. Anos depois, a mesma canção seria gravada por Alcione com novo título, ‘Alerta geral’. 

Depois da prisão, Marku se exilou em Paris, onde trabalhou tocando percussão com artistas como Hugues Aufray numa versão francesa para ‘Maracangalha’; e Frida Boccara com a versão francesa para ‘Disparada’ de Geraldo Vandré, chamada ‘Taureau’. 

Nessa época Marku também criou o grupo ‘Batuki’, no qual deu início a seu estilo que mistura soul, jazz, batuque e ritmos africanos. Com esse grupo ‘Batuki’, Marku participou do filme ‘Quatre Nuits d’un Reveur’ de Robert Bresson. O grupo também realizou algumas gravações, que jamais foram lançadas na época, mas que fizeram parte de um lançamento anos mais tarde, ‘Marku 50’. 

Depois da temporada em Paris, Marku foi para Martinica, onde gravou com o grupo de rock caribenho ‘Liquid Rock’, o álbum ‘Hit Parade’. Nesse período expandiu seus horizontes e conheceu o reggae e as figuras centrais do gênero como Bob Marley e os ‘Waillers’. 

No retorno ao Brasil, Marku lançou seu primeiro álbum, que ficou conhecido pelo nome da gravadora, ‘Underground’. Logo depois seguiu a carreira com álbuns solo e inúmeras participações como percussionista em álbuns de outros artistas. Tanto era requisitado pelo estilo singular, que Marku gravou percussão corporal e vocal no álbum dos ‘Rolling Stones’, ‘Dirty Work’, mais precisamente na faixa ‘Back to zero’. 

O cantor também gravou percussão em discos de artistas como Chico Buarque, Nara Leão, Emilio Santiago, Jair Rodrigues, Alcione, Tim Maia, Erasmo Carlos, Wagner Tiso, Sebastião Tapajós, Mauricio Einhorn, Décio Marques e também de novos artistas como Curumin, Marcelo D2, Ed Motta, Lucas Avelar, Adriano Campagnani, Rubinho Vale, entre outros. 

Na década de 2000, o cantor participou do álbum de estréia do ‘Clube do Balanço’ que revitalizou o samba-rock junto com o ‘Funk como le Gusta’ do produtor BiD, que quando produzia o projeto ‘Bambas & Biritas Vol 1’, convidou Marku para participar com uma canção. 

E quando a diretora de cinema Laís Bodasnky preparava seu terceiro longa-metragem, a comédia musical ‘Chega de Saudade’, e precisava montar uma banda de baile, Marku foi escalado pelo produtor BiD, juntamente com a cantora Elza Soares e diversos outros músicos que formaram a ‘Banda Luar de Prata’. 

Em 2010, Marku lançou o ‘4 Loas’ com um samba-rock-jazz trazendo o melhor de suas composições características, seguido por um disco ao vivo gravado no Itau Cultural, ‘Toca Brasil’. Em 2013, o cantor faleceu e no mesmo ano foi lançado o box-set ‘Marku 50’ com as gravações feitas em Paris pelo grupo ‘Batuki’, um segundo cd com material inédito, ‘Parda Pele’, gravado em Lavras Novas no final dos anos 90 e um terceiro dvd com um documentário sobre sua carreira. 

Em 2015, o álbum ‘+Samba’, com material inédito gravado em 2012, na época de seu diagnóstico do câncer no pulmão. Vários materiais póstumos ainda foram lançados, como uma canção no projeto de músicas infantis, ‘A Zeropeia’, duetos com artistas como Xandele, Bina Coquet e Thiago Elniño e também uma versão ao vivo de ‘Fora do horário comercial’, do projeto do produtor BiD, ‘Bambas & Biritas Ao Vivo’. 

Marku Ribas deixou um legado e uma discografia sem nenhuma concessão, que pode não ter tido o sucesso merecido, mas que se instaurou definitivamente no panteão da elite da música brasileira contemporânea.

1967 Déo & Marco 

1. Sinta Comigo 
2. Vou lhe Dar Tudo de Bom 
3. Tentei Fugir 
4. Um Dia de Sol 
5. Serei Sincero 
6. Ri 
7. Meu Tempo de Criança 
8. Sozinho na Praia 
9. Teu Olhar em Meu Olhar 
10. Jardim de Primavera 
11. Prisioneiro da Ilha 
12. Esperança 


1973 Underground 

1. Zamba ben 
2. 5.30 Schoelcher 
3. O Adeus segundo Maria 
4. N’biri n’biri 
5. Porto Seguro 
6. Pacutigubê Iaô 
7. Madinina 
8. Tira teima 
9. Matinic moins 
10. Orange lady 

 
1976 Marku 
 
1. Zi zambi 
2. Coisas das minas 
3. Meu samba reguê 
4. La pli tombé (folklore Martinica, adapt Marku) 
5. Canavia 
6. Kaçuada 
7. Deixa comigo 
8. Curumim 
9. In via Brasil 
10. Kazumbanda 

 
1978 BarranKeiro 

1. Colcha de retalho 
2. Quem sou eu 
3. Barrankeiro 
4. Cruzeiro do sol 
5. Maleme 
6. A lua e o rio 
7. Com o apito do vapor 
8. Nessa ela me amarrou 
9. Kelé 
10. Ô mulher 
11. Delícia de Damasco 
12. Kalenda 
 

 1979 Cavalo das Alegrias 
 
1. Beira d’água (A festa) 
2. Maria Maria 
3. Canção do sol 
4. Julia 
5. Morena sereia 
6. Canto negroamor 
7. Balaio da nega 
8. Caribe ai 
9. Cirandando 
10. Cavalo das alegrias 
11. Galopando 
12. Kambinda 
 
 
1980 Mente & Coração 
 
1. Mente & coração 
2. Choro verde 
3. Será bem melhor 
4. Quem pode pede 
5. As vozes não mentem 
6. Nunca vi 
7. Só você 
8. Olha a brecha 
9. Novo dia 
10. Limites naturais 

 
1983 Marku 
 
1. Limbo do rei 
2. Girassóis 
3. Fôlôzinha 
4. Urubu é meu lôro 
5. Karijó (tema de Macunaíma) 
6. Paranóia cromada 
7. Brazil com Z 
8. Favela blues 
9. Nobre gente 
10. Reflexos 
 
 
1991 Autóctone 
 
1. Kalimba 
2. Favela blues 
3. Made in Brasil 
4. Mas que nada 
5. Karijó 
6. Banana boat song (Day-O) 
7. Mussulo 
8. Retrato latino 
9. N’biri n’biri 
10. Tamarrêra 
 
 
2008 Chega de Saudade – Trilha Sonora do filme de Laís Bodanski 
 
1. Não deixa o samba morrer – Elza Soares + Marku Ribas 
2. De noite na Cama – Elza Soares 
3. Um calo de estimação – Elza Soares + Marku Ribas 
4. Você não vale nada – Marku Ribas 
5. Tequila – Banda Luar de Prata 
6. Bebete vãobora – Maestro Tiquinho 
7. Lama – Elza Soares 
8. Sonata ao Luar – Banda Luar de Prata 
9. Mulheres – Marku Ribas 
10. Bambino – Elza Soares 
11. Cha cha cha – Marku Ribas 
12. Como uma onda (zen surfismo) – Banda Luar de Prata 
13. Mon amour meu bem ma femme – Banda Luar de Prata 
14. Chega de Saudade – Rogério Duprat 
 

2010 4 Loas 
 
1. Aurora da revolução 
2. Querobem querubim 
3. Altas horas 
4. Sambatema 
5. Daomé 
6. Bervely help 
7. Doce vida 
8. Aristoporindé 
9. O mar não tem cabelo 
10. A embaixatriz 
11. Ce pas pour ça 
 
 
2011 Toca Brasil (Itaú Cultural) 
 
1. Altas horas 
2. A embaicatriz 
3. Aristoporindé 
4. Neguin Robertin 
5. Alerta geral 
6. Daomé 
7. Ce pas pour ça 
8. Ato tridimensional n5 
9. Zamba ben 
10. Laguna de Dagmar 
11. Arreia 
12. Baixaria 
13. Queborem queburim 
14. Pereketéia bingola 
 
 
2013 Marku 50 – Batuki / Parda Pele / Avatu 
 
Disco 1 – Batuki (Paris 1970) 
1. São Salvador 
2. Musseke 
3. Vem eu vou lhe mostrar 
4. Mucama 
5. O adeus segundo Maria 
6. N’biri n’biri 
7. Kalunga (reza por mim Tereza) 
8. Cateretê 
 
Disco 2 – Parda Pele (Lavras Novas 1997) 
1. Arreia 
2. Canto dos pássaros (onomatocanto) 
3. Cirandando 
4. De binóculo em binóculo 
5. Karranca groove 
6. Onomatojazz 
7. Moreninha 
8. Embolacumba 
 

Disco 3 – Atavu (Documentário) 
 
 
2015 +Samba 
 
1. Zabelê e mãe d’água 
2. Amar é direito 
3. Helena Rosa 
4. Quimbanda 
5. Areia movediça 
6. Jeito de felicidade 
7. Se a onça morrer 
8. Cabana e calor 
9. Samba de lira 
10. Concorrência desleal 
11. 500 anos 
12. Vexame 
13. Choro pro Marku 
 
 

1.03.2026

RETROSPECTIVA 2025 ou TOP 10 DISCOS MAIS LEGAIS DA MÚSICA BRASILEIRA de 2025 ou DO SERTÃO AO TERREIRO, PASSANDO PELO BREGA, ROCK E EMBOLADA

Depois de cinco anos sem publicar essas listas, o blogui retorna no inutito de recuperar o tempo perdido e apresentar novas seleções anuais de melhores do ano. 



Sem mais delongas, seguimos com a lista dos melhores do ano de 2025. Diferente dos outros anos recentes, onde essa seleção de lançamentos existiu, separamos apenas 10 exemplares da música brasileira, que servem como representantes da excelência da música atual brasileira. 

Em primeiro lugar ficou a grande surpresa do ano, o encontro do onipresente João Gomes, com o já consagrado sanfoneiro Mestrinho e o recém vencedor do grammy Jota.Pê – no álbum ‘Dominguinho’. Uma ópera de boas vibrações e tardes ensolaradas épicas. 

Seguido pelo álbum ‘Big Buraco’ de Jadsa, uma grande surpresa da música brasileira. Segundo álbum da cantora e compositora baiana, soteropolitana, com produção luxuosa de Antonio Neves. Uma aula de timbres e sonoridade. 

Na sequência o álbum do baixista e compositor Alberto Continentino, ‘Cabeça a Mil e Corpo Lento’. Uma pérola da música contemporãnea cheia de elegância e bom gosto. Não dava para deixar esse disco fora dessa lista. 

Zé Ibarra vem em quarto lugar com ‘Afim’. Uma obra cheia de preciosismo de um cantor, compositor e interprete talentosíssimo. Segundo álbum solo de Ibarra, que já vinha de bandas como ‘Dônica’ e ‘Bala Desejo’. Presença obrigatoria nas playlists de melhores do ano. 

Seguido por Seu Pereira e Coletivo 401, representam o quinto posto em ‘Obsoleto’, numa aula de maestria de canções gigantes em tom menor. Rock e brega numa seleção de sucessos radiofônicos cheios de alma e sentimentos. Você vai sair cantarolando e assoviando uma canção após a outra. 

Totonho e os Cabra vêem com sua ópera “nodestropicaletrônica” ‘Aí Dentu, Funk de Embolada e Hip Hop do Mato’ em sexto lugar. Um som de explodir os alto falantes e botar a pista inteira pulando na batida do funk, da embolada e do hip hop do mato. O título é mesmo auto-descritivo. Não dá pra perder. 

Na sétima posição o Wado, sempre constante, com ‘Obstrução Samba’. Uma obra repleta de canções no estilo que o cantor faz de melhor. Aquela mistura do samba com o popular bem característica do cancioneiro deste artitsta sublime. 

Não poderia deixar de fora o maravilhoso e perfeito Mateus Aleluia com seu álbum auto-intitulado, em oitavo lugar. Mateus Aleluia é um caso particular. Ouvir suas canções é comungar na presença do divino. 
 
O jazz do ‘Trio Corrente’ ocupa o nono lugar com ‘Vinte e Cinco’. Com um samba-jazz em perfeita harmonia e sintonia entre seus integrantes, o trio representa o país como o que há de melhor na música instrumental brasileira. 
 
Para terminar a seleção com o som delicado e despojado de Nay Porttela em ‘Alvorada’. Uma boa supresa em um disco cheio de pérolas contemporâneas que passeiam por diversos estilos e gêneros. 

Com tantos lançamentos neste ano, ficaram de fora tanta gente como Gaby Amarantos, Rodrigo Campos, BK, Baco, Rael, Emicida, Hamilton de Hollanda Trio, entre outros. 

Daqui pra frente, postaremos algumas listas de melhores dos anos que passaram e quiçá perpetuar toda essa seleção até os primórdios da história musical brasileira. Segue a lista atual. 

2025 Dominguinho 
João Gomes, Mestrinho e Jota.Pê 

1. Lembrei de nós 
2. Beija flor
3. Arriadin por tu 
4. Flor 
5. Flor de flamboyant 
6. Mala e cuia 
7. Até mais ver
8. Some ou me assume 
9. Mete um block nele/ Ela tem 
10. Lenda 
11. Meu bem 
12. Pontes indestrutíveis 


2025 Big Buraco 
Jadsa 

1. big bang 
2. tremedêra 
3. sol na pele 
4. mel na boca 
5. big luv 
6. no pain 
7. 1000 sensations 
8. big mama 
9. your sunshine 
10. um choro 
11. samba pra Juçara 
12. big buraco 


2025 Cabeça a Mil e Corpo Lento 
Alberto Continentino 

1. O Ovo do Sol 
2. Coral 
3. Milky Way 
4. Cerne 
5. Manjar de Luz 
6. Go get your fix 
7. Uma verdade bem Contada 
8. False Idol 
9. A Palavra Rio 
10. Negrume 
11. Vieux souvenirs 
12. Madrugada Silente 


2025 Afim 
Zé Ibarra 

1. Infinito em nós 
2. Segredo 
3. Transe 
4. Retrato de Maria Lúcia 
5. Da Menor Importância 
6. Morena 
7. Essa Confusão 
8. Hexagrama 28 


2025 Obsoleto 
Seu Pereira e Coletivo 401 

1. Desde o dia em que meu bem partiu 
2. Sem futuro 
3. Obsoleto 
4. Só por um instante 
5. Autopistas 
6. Maré cheia 
7. No dia em que vendi a minha alma 
8. Um dia 
9. Boy da Amarok 
10 Erva daninha 


2025 Ai Dentu – Funk de Embolada e Hip Hop do Mato 
Totonho e os Cabra 

1. Sulandê 
2. Balança de precisão 
3. A comentarista 
4. Meu passado é negro 
5. Emboledance 
6. AmaZona 
7. Que trocar? 
8. Oi amor 
9. O Pajé 
10. Pega o beco 
11. Webcam 
 

2025 Obstrução Samba 
Wado 
 
1. Jão 
2. Sereia 
3. Gira 
4. Conversa entre sementes 
5. Pára 
6. Passo de avarandar 
7. Atotô obaluaê 
8. Mirador 
9. Esse mar 
10. Deixa acontecer 
 
 

2025 Mateus Aleluia 
Mateus Aleluia 
 
1. No amor não mando 
2. Doce Sacrifício/ Filho/ Acalanto 
3. Lua/ Luar outra face fo sol 
4. Para tentar te esquecer/ Pantera negra/ Jogo de engano 
5 Márua 
6. Oh musical/ Aleluia 

 

2025 Vinte e Cinco 
Trio Corrente 
 
1. Tudo que você podia ser 
2. Cinco torres 
3. A volta do malandro 
4. Suite 
5. Segura ele 
6. A volta do Benny 
7. Choro da melaleuca 
 
 
2025 Alvorada 
Nay Porttela 
 
1. Sopro do mar 
2. Lá vem ela 
3. Culpado ou inocente 
4. As vezes 
5. Rotina 
6. Casa 
7. Ficar 
8. Tempo 
9. Gravidade 
10 Sei lá 
11. Samba da desilusão 
12 Poetry 

8.01.2025

GRANDES SERTÕES DOMINGUINHO

A união entre João Gomes, Mestrinho e Jota.Pê representa o que tem de mais popular no cenário da música brasileira atual.



O CENÁRIO:


O SERTANEJO


Desde os primórdios da música sertaneja, seus representantes retratam o cotidiano do sertão. Seja nos Aboios e vaquejadas, os compositores cantam versos sobre quermesses, festas e amores. Inúmeros representantes permearam o cenário sertanejo e marcaram a história como referência deste estilo. 

Quando as feiras cresceram e o número de expectatores também aumentou e foi necessário amplificar o alcance do som sertanejo e difundir as idéias e canções ao mundo todo. Aos poucos a vivência daquele mesmo menino matuto cantador de causos do nordeste mudou do sertão para a cidade e ele viveu tantas experiências novas que trocou a vaca estrela e o boi fubá pelo Camaro ou moto-taxi amarelo. 

O cancioneiro popular do sertão foi do circuito universitário e está de volta ao chão pisado das sertanias com temas cotidianos que vão do amor na era digital. O cenário atual da música sertaneja é hoje representado por inúmeros cantores e cantoras que realçam a grandeza do gênero através de suas próprias experiências.


O FORRÓ


O forró, dizem ter nascido dum termo pejorativo norte-americano que traduz como um baile “para todos” (“for all” em inglês). Mas o termo remete a um passado mais distante, o “forrobodó” que significa festa doida ou confusão. Como estilo musical, sempre fora dividido em diversos sub-ritmos como baião, xote, arrasta-pé, xaxado etc. 

Na era das rádios, ouvia-se muito forró de todos os tipos, mas com o advento da televisão, o estilo foi perdendo seu lugar de honra na predileção popular da época e sofrendo falta de audiência nas mídias. Foi assim que Luiz Gonzaga introduziu o trio de sanfona, zabumba e triângulo, de modo facilitar a viagem às feiras e quermesses do sertão a fora. Este fato não só permitiu uma sobrevida de artistas deste gênero tão popular, mas também possibilitou o nascimento de diversas gerações de novos forrozeiros. 

Neste novo formato, o forró sobreviveu na predileção popular da juventude, que incrementou o gênero misturando elementos atuais dentro da receita tradicional. Hoje em dia o forró tem seu lugar de destaque e passou a ser apreciado nas grandes salas de concertos do mundo inteiro.


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O AFRO-POP ACÚSTICO


A música popular periférica brasileira teve origem nas tradições das festas populares de rua e foi se modernizando através dos jovens que misturavam o passado com toda aquela vivência de ritmo e poesia, batendo latas e panelas e assim criaram estilos como o repente e muitos outros. 

O jovem de periferia evoluiu a própria música e reinventou-se em outros ritmos. Hoje, toda essa evolução pode ser percebida como um novo som, que é uma mistura inusitada do acústico no estilo violão pop de luau com Ijexá e afoxé e até outros Grooves. 

Este novo estilo, grupo ou movimento sem nome, pode ser percebido no som de gente como Xamã, Os Garotin, Gilsons, Filhos de Jorge, bem como em diversos artistas internacionais. Hoje esse ritmo acústico soa como o resultado natural de todas as vivências de toda juventude atual – como um afro-pop acústico.




O HOMEM:


JOÃO GOMES


O cantor João Gomes começou a cantar desde cedo, aos sete anos, no coral da igreja em Petrolina, no estado de Pernambuco. Despontou em 2019 como revelação do gênero piseiro e das vaquejadas. A facilidade de criar canções memoráveis foi a razão do grande destaque nas redes sociais. 

Conhecido como Rei do Piseiro, João Gomes foi o artista mais escutado do Brasil em 2021 – pelo serviço de streaming mais popular do país. Hoje ele representa um gênero em constante ascensão no mercado da musica brasileira e serve como inspiração para todos outros artistas que seguem o mesmo estilo musical. 
 
João Gomes já se apresentou com artistas como Zé Vaqueiro, Xand-Avião, Barões da Pisadinha, Tarcísio do Acordeom, Vitor Fernandes, Vanessa da Mata e Fagner, entre outros.




MESTRINHO


Mestrinho nasceu em berço musical, filho e neto de sanfoneiros, toca o instrumento desde os seis e profissionalmente dos 12 anos. Com 17 anos, saiu de Aracaju, se mudando de Sergipe para São Paulo, junto com a irmã Thais Nogueira, com quem formou o Trio Juriti. 

Desde então, dividiu os palcos com inúmeros artistas como Dominguinhos, Elza Soares, Hermeto Pascoal, Chico Cesar entre outros. Também gravou com gente como Elba Ramalho, Mariana Aydar, Jair Rogrigues, Gilberto Gil e o disco solo da própria irmã Thais Nogueira. 

Atualmente é considerado uma grande referência do gênero e importante representante do estilo. Nos recantos por onde esteve, o cantor e sanfoneiro levou seu estilo inconfundível e segue reverenciando as estrelas do passado e difundindo a sanfona por todo país.



JOTA.PÊ


O cantor Jota.Pê nasceu em Osasco, São Paulo, e desde pequeno dedilha as cordas dum velho violão. Também veio de uma família musical, o pai, cantor de sambas; o tio, condutor de orquestra e o avô, chorão nas horas vagas, como todo bom chorão. 

Formou em 2021 o duo Àvuà, com a colega Bruna Black, que foi indicado ao Grammy Latino, mas foi em 2024, com o segundo álbum solo, ‘Se Meu Peito Fosse Mundo’, que o artista conquistou logo três prêmios Grammy. 

Com estilo único, Jota.Pê apresenta seu afro-pop acústico, levando as próprias composições e estilo que representa a um patamar internacional.




O DISCO:


DOMINGUINHO


Numa tarde tranquila em Olinda, Pernambuco, três jovens artistas se encontraram para registrar quatro belas canções e planejar um futuro disco. O que aconteceu foi uma catarse coletiva e o trio, acompanhado de dois músicos de apoio, acabou produzindo um dos grandes destaques do ano. 
 
João Gomes, Mestrinho e Jota.Pê se reuniram num fim de semana de março para gravarem ao vivo as 12 faixas do que viria a ser o disco ‘Dominguinho’, evocando o clima tranquilo de uma tarde ensolarada, mas também como uma bela homenagem ao grande ícone do forró, Dominguinho. Pois nesse sentido, de boas vibraçoes do reggae e do xote, o álbum ‘Dominguinho’ traz João Gomes nos vocais, Mestrinho também na voz e na sanfona, Jota.Pê na voz e violão e o auxílio luxuoso de Gilú Amaral nas percussões e Vanutti também no violão. 


O disco abre com o xote ‘Lembrei de nos’ canção já presente no repertório de João Gomes, mas com uma suingada mais leve em clima de forró pé-de-serra. Esse clima de xote levinho segue com ‘Até mais ver’, mas depois vai assumindo levada mais movimentada em ‘Meu bem’ de João Gomes e ‘Flor’, de Mestrinho, canções inéditas e autorais, que representam o que há de melhor da modernidade no forró. ‘Flor de flamboyant’, apresenta ao Brasil, o compositor Kara Véia, conhecido como Rei das Vaquejadas de Alagoas. 
 
Em ‘Beija-flor’, Jota.Pê também apresenta canção autoral, que já fazia parte de seu reperrtório, assim como ‘Lenda’, onde ambas recebem um adorno deste clima despretensioso de um final de tarde. ‘Arriadin por tu’ define de vez por todas o clima de boas vibrações, que permeia todo este ‘Dominguinho’, assim como ‘Mala e cuia’, de autoria de Flavio Leandro e sucesso na voz de Flavio José – tanto que o sino da igreja abalou o final da canção como sinal de aprovação. 
 
O disco também apresenta grandes sucessos do piseiro de João Gomes, em ‘Some ou me assume’ e ‘Mete um block nele’, que também vem acompanhada de ‘Ela tem’. O encerramento fica a cargo da regravação de um clássico do Charlie Brown Jr, ‘Pontes Indestrutíves’. 
 
O disco foi registrado pela Macaco Gordo Sessions e a equipe toda teve que se aprumar afim de recolher todo o equipamento antes da chuva começar a cair torrencialmente, como se a terra chorasse copiosamente e pedisse bis. Segue o som.

2025 Dominguinho 
João Gomes, Mestrinho e Jota.Pê 


1. Lembrei de nós 
2. Beija flor 
3. Arriadin por tu 
4. Flor 
5. Flor de flamboyant 
6. Mala e cuia 
7. Até mais ver 
8. Some ou me assume 
9. Mete um block nele/ Ela tem 
10. Lenda 
11. Meu bem 
12. Pontes indestrutíveis

4.04.2021

ALÉM DAS BAÍAS DO CANCIONEIRO POPULAR BRASILEIRO

A música pop do trio ‘As Baías’ transcende gêneros musicais e firma-se como uma maravilhosa e eclética mistura de ritmos.

 

O trio formado por Assucena Assucena, Rafael Acerbi e Raquel Virgínia entrou em nova fase na carreira, passou a adotar apenas o nome de ‘As Baías’ e aproximou-se do universo da música pop brasileira. 

A carreira da banda ‘As Bahias e a Cozinha Mineira’ começou com a estréia poderosa no disco ‘Mulher’, no qual passeiam por diversos estilos que vão do blues, funk, forró, maracatu, catira e samba, mas sempre exaltando o poder das mulheres. 

O poder das mulheres é muito aparente e emana muita mais força ainda no mais recente single da banda, ‘Quarto andar’, com a participação da cantora Luísa Sonsa.

 

O disco de estréia foi seguido pelo álbum ‘Bixa’, no qual a banda já começava a flertar com a música pop eletrônica brasileira. Como sempre a banda desfila em diversos ritmos, incluindo também o bolero nessa mistura eclética. Marcou-se a profissionalização da banda, que se firmou como muito mais que uma grande revelação. 

O álbum seguinte, ‘Tarântula’ trazia o amadurecimento da carreira do trio, que até mesmo recebeu indicação ao Grammy Latino e entrou para a história como as duas primeiras mulheres transgênero a receberem tal indicação. Fato que a voz única de Assucena e Raquel contribuiram muito para o sucesso da banda. 

O ano seguinte foi marcado pela quarentena e o trio lançou um EP de cinco músicas todo gravado à distância, ‘Enquanto Estamos Distantes’. Esse EP também foi indicado ao Grammy Latino.

 

Desde o início do ano, o trio, que encurtou o nome apenas para ‘As Baías’, lançou diversas canções com diversas participações especiais, entre elas, Xand Avião, Kell Smith, a atriz Cleo Pires, os rappers Rincon Sapiência, MC Rebecca e Linn da Quebrada. Cada lançamento aconteceu na forma dos respectivos video clipes no youtube, extremamente bem produzidos e realizados. Confira também abaixo os clipes remanescentes.


2.28.2021

RETROSPECTIVA 2020 ou O SOM UNIVERSAL DE FRITAR A CABEÇA E ENTORTAR A CUCA

Depois de todas listas que passaram, do samba, forró, rock rep e samba-jazz, segue mais uma lista com mais alguns melhores do ano que passou. 



Sabe aquele som difícil de entender, que para alguns pode parecer ruído e para outros é pura pérola. Pois o som dos artistas e bandas que são apresentados agora, cabe nessa categoria. 

São aqueles sons que dividem opiniões e quase sempre geram críticas extremamente favoráveis ou desfavoráveis. Mas nunca deixará qualquer ouvinte impassível. 

Por estes motivos chegamos a considerar este som de característica vanguardista, como uma verdadeira música experimental e universal.

Entraram nessa lista aqueles discos e artistas considerados muito à frente de seu próprio tempo e que tiveram uma proposta igualmente vanguardista e extremamente ousada. 


MELHORES DA MÚSICA EXPERIMENTAL 


Satanique Samba Trio – Forrível 


A banda ‘Satanique Samba Trio’ apresenta o álbum ‘Forrível’, onde eles demonstram uma atmosfera de filmes de terror misturando forró e outro elementos culturais da música brasileira. A banda segue incentivando o desconforto e a estranheza, mas apresenta seu trabalho mais melódico e ritmado. Um excelente primeiro exemplar à esta lista.


 



Iara Rennó – AfrodisiacA 


Iara Rennó vem com ‘AfrodisiacA’, um disco manifesto feminista, onde apresenta poesias eróticas que reverenciam o orgão genital feminino. Uma obra prima fora de seu tempo, que choca qualquer ouvinte desavisado com poemas concreto-eróticos, representando toda a luta da mulher contra a eterna opressão atual. Um disco com diversas participações como de Anelis Assumpção, Ava Rocha, Tulipa Ruiz, Arrigo Barnabé, Arnaldo Antunes, entre outros.


 



Negro Leo – Desejo de Lacrar 


Negro Leo apresenta em seu ‘Desejo de Lacrar’, uma obra singela, mas que também funciona como um ato supremo de experimentalismo, até se transformar no ato de um arauto da lacração. Um disco produzido pelo bateirista e percussionista Sergio Machado. Um disco que demonstra belas melodias, mas entorta à execução de tal forma a deixar o ouvinte totalmente confuso.


 



Rogério Skylab – Cosmos 


Rogério Skylab vem de ‘Cosmos’, onde ele continua apresentando canções como sempre apresentou. Entretanto, de certa forma Skylab se transmutou com um produção primorosa e arranjos samba-jazz, mas manteve suas letras em muitas vezes escatológicas e em outras com duplo-sentido. De fato, Rogério Skylab continua sendo uma belíssima evolução de si mesmo. Imperdível.


 



Giovanna Moraes – Direto da Gringa 


Giovanna Moraes com ‘Direto da Gringa’, apresenta experimentalismo com roquenrou. A cantora apresenta seu segundo trabalho misturando suas fortes influências brasileiras com outras influências que vêm direto da gringa. Depois de um primeiro disco todo cantado em inglês a cantora mostra sua faceta e brasilidade, mas sem perder o foco gringo. Um disco primordial, que promete novos belos trabalhos desta jovem cantora.


 



Juliana Cortes – 3 


Juliana Cortes vem com ‘3’, um disco belo e sublime com diversas experimentações vocais e instrumentais. Um disco com inúmeras participações especiais como Pedro Luis, Airto Moreira, entre outros. Um híbrido entre o rock, o folk e o experimental.


 



Thiago Nassif – Mente 


Thiago Nassif vem com ‘Mente’, um disco experimental mas que apresenta um suingue dançante por baixo de toda estranheza. O cantor mostra belos poemas concretos musicalizados de forma orgânica e eletrônica. Com diversas participações como Jonas Sá, Arto Lindsay, Ana Frango Elétrico, Laura Wrona e Negro Leo.


 



Trio Pó de Serra – Forró Abstrato 


O ‘Trio Pó de Serra’ apresenta ‘Forró Abstrato’, um disco em que nome já diz tudo o que representa. Diferente do que outras bandas já fizeram com o forró, esse trio joga pó de serragem no forró brasileiro e coloca instrumentos de construção no meio do caldeirão. Definitivamente é impossivel dançar coladinho de buxo com buxo e mijador com mijador. Simplesmente não dá.


 



Aiyê – Gratitrevas 


Aiyê apresenta ‘Gratitrevas’ como um disco de libertação e de reencontro. A cantora Larissa Conforto, após de encerrar sua própria banda, se viu sem rumo e acompanhando melhores amigos músicos em suas próprias turnês, mas foi deste caminho que nasceu seu alter-ego Aiyê e este disco, repleto de belas composições. No começo os arranjos podem levar à estranheza, mas logo se compreende onde quer chegar a cantora. Belíssima estréia solo.


 



Sarine – Raízes Aéreas 


Sarine vem de ‘Raízes Aéreas’, com uma mistura entre o orgânico e o eletrônico. Mariano de Melo, que agora se denomina apenas como Sarine, apresenta este som todo construído em sintetizadores e programações. Uma psicodelia descontrolada e maravilhosamente apresentada.


 



Todos estes discos são incríveis, mas não são para todo mundo… Ouça por sua própria conta e risco… Não nos responsabilizamos pela sua não curtida...

2.21.2021

RETROSPECTIVA 2020 ou OS SONS MAIS POPULARES DOS RINCÕES DESSE PAÍS

A música brasileira está em todo lugar, e é de lá que vêm as expressões mais populares e que fazem a sua maior riqueza. 



Seguindo todos as listas de melhores do ano em rock, rep, samba, entre outros, não poderiam faltar expressões como forró, frevo, carimbó e até os ritmos do norte. 

Apresentamos aqueles ritmos, que são os mais populares na boca e nos ouvidos do povo brasileiro que vive nos rincões e nas regiões mais afastados desse país. 

MELHORES DE RITMOS LATINOS, FORRÓS, FREVOS, SONS DO NORTE, ENTRE OUTROS


Marcelo Nakamura – Naka e os Piranha 



Marcelo Nakamura apresenta ‘Naka e os Piranha’, um disco suingado e caliente. O cantor e compositor paraense, mas radicado em Manaus, vem com o segundo disco repleto canções dançantes e deliciosamente latinas. O disco tem uma mistura excelente dos ritmos do norte com batidas eletrônicas e uma produção eficiente de Remi Chatain e ainda participação de Samuca (da Selva), das Rachadas do Côco, entre outros. 

 
 


Sandra Belê – Cantos de Cá 



Sandra Belê apresenta ‘Cantos de Cá’, um disco com temática nordestina, que tem côco, forró e aboiada. Mas a cantora pernambucana também insere o rock no caldeirão de seu som. Com o terceiro disco solo, a cantora mostra amadurecimento para desenvolver sua própria narrativa. Imperdível.
 
 



Academia da Berlinda – Descompondo o Silêncio 



A banda ‘Academia da Berlinda’ vem com ‘Descompondo o Silêncio’, onde trouxe de volta sua mistura dos ritmos pernambucanos com a latinidade da cumbia e salsa. Já no quarto disco, a banda se firma no cenário brasileiro como um dos grandes representantes da música pernambucana e dos divulgadores do som do norte do país.

 



Trio Nordestino – Canta Gilberto Gil 



O ‘Trio Nordeste’ vem com o dico ‘Canta Gilberto Gil’, onde eles apresentam grandes clássicos de Gil no melhor formato de forró. Dominguinhos, que ao ouvir reggae pela primeira vez, dizia que se colocassem sanfona, triângulo e zabumba teriam o forró. Esse disco é isso. Grande energia que vêm do eterno ‘Trio Nordestino’. Não tem como ficar parado ouvindo esse disco.

 



Orquestra Frevo do Mundo – Orquestra Frevo do Mundo 



A ‘Orquestra Frevo do Mundo’ apresenta o disco auto-intitulado, onde recebe a presença de diversos artistas interpretando seus próprios sucessos neste ritmo tão presente em todos carnavais brasileiros. São participações de gente com Otto, Caetano Veloso, Duda Beat, Tulipa Ruiz, Siba, Arnaldo Antunes e muitos outros.
  
 
 


Ju Cassou – Koratã 



Ju Cassou apresenta ‘Koratã’, que traz elementos de batuque, samba e de outros gêneros, que poderia estar na lista anterior de samba, na anterior de samba-jazz e instrumental (e até mesmo na próxima e última lista), mas coube nesse lista e representa um cantora que sabe passear entre estilos com grande destreza. Uma bela descoberta e belo acréscimo às listas.

 
 


Mauricio Cavalcanti – Coração no Meio 



Maurício Cavalcanti vem com ‘Coração no Meio’, um disco com diversas regravações de frevos conhecidos brasileiros, mas de forma delicada e sublime. Um disco concebido e produzido durante a pandemia, com gravações remotas e diversas participações especiais com gente como Ylana Queiroga, Zé Manoel, Isaar, entre outros.

 
 


Ton Rodrigues – Quintal Caboclo 



Ton Rodrigues trouxe ‘Quintal Caboclo’, que mostra o carimbó legítimo do norte do país. A batida dos tambores do carimbó são tão contagiantes que vibram por todo corpo de qualquer ouvinte. Com belíssimas composições autorais e primorosa interpretação e instrumentação. 

 



Patricia Secchis – Meu Lugar no Mundo 



Patricia Secchis vem com ‘Meu Lugar no Mundo’, onde apresenta o som latino e suave da beira da sua própria praia. A cantora apresenta a maravilhosa mistura da salsa cubana com o samba brasileiro e descobre o tempero definitivo para este disco com participação especial de Guga Stroeter e Pepe Cisneros.

 
 


Genival Lacerda e João Lacerda – Pai & Filho 



Genival Lacerda e João Lacerda apresentam o álbum ‘Pai & Filho’, que o nome já diz tudo. O disco vem trazer a união do velho e do novo. Os dois, pai e filho, eternizam o forró-sacana que tanto foi cantado pelo próprio Lacerda e que agora tem também representação no próprio filho.

 



Depois de tanta dança e tanto suíngue, na semana que vem nos encaminhamos para a última lista, com todo som torto e de entortar a cuca. Inté lá…