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11.22.2015

QUANDO OS GUARANIS DOMINAVAM A TERRA

O 'Supercordas' dá continuidade ao universo bucólico rural através do futuro utópico de grandes possibilidades da 'Terceira Terra'. 


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Terceira Terra' é o nome do terceiro álbum do 'Supercordas'. Foi precedido por uma longa estrada iniciada com os EPs 'A Pior das Alergias' e 'Satélite no Bar' – de 2003 e 2005 respectivamente – e depois pelos álbuns que sempre seguiram uma linha narrativa entre si.

A banda é formada atualmente por Bonifrate, Valentino, Giraknob e Gabriel Ares, mas todos eles já participaram desta saga psicodélica iniciada com os 'Seres Verdes ao Redor' em 2006, seguida por 'A Mágida Deriva dos Elefantes' de 2012 e encerrada agora com a 'Terceira Terra'. O fato é que os três álbuns seguem uma linha de eventos que fazem deles o início, o meio e o fim.

Enquanto o primeiro disco descrevia o universo em que vivemos pelo rural bucólico – ou como o “sertão”, numa analogia direta com 'Os Sertões' de Euclides da Cunha – o segundo viajava pelo percurso e trazia certa urbanidade – ou mencionava o “homem”, usando a mesma analogia.

A 'Terceira Terra' é a luta – um disco que preconiza um mito do universo Guarani, que fala de um mundo dividido entre outros mundos, o primeiro sendo dos Deuses, o segundo a Lama dos homens e o terceiro aquele almejado pelas pessoas – o paraíso.

A volta às origens que há tanto tempo está na mente dos homens – bem lá no tempo em que os índios dominavam a terra. Pois é essa a verdadeira Terra a que se refere o título do álbum. Neste caso, o fim precede a aurora. A 'Terceira Terra' representa a união entre o rural e o urbano e a aceitação dos dois ambientes como partes fundamentais e complementares do homem e ao homem.

Enfim, um disco novo do 'Supercordas' é um convite a uma viagem interdimensional daquelas que você segue flutuando num universo psicodélico habitado por 'Sapos Alguimicos', 'Anões da Vila do Magma', 'Substâncias Cósmicas' no 'País das Libélulas'. Imperdível!

2015 Terceira Terra

1. Fundação Roberto Marinho blues & Co.
2. Sobre amor e pedras
3. Maria
4. Colunas
5. Itinerarium extaticum in temporalibus
6. Primeira Terra
7. Sinédoque mulher
8. Ipubiara
9. Espectralismo ou barbárie?
10. Segunda Terra
11. Terceira Terra


9.02.2012

A MÁGICA DERIVA DAS SUPERCORDAS


O Supercordas continua fazendo o mesmo som, recheado de melodias psicodélicas e imagens bucólicas, no recém-lançado e tão esperado terceiro disco – ‘A Mágica Deriva dos Elefantes’.

O último petardo da banda foi o ‘Seres Verdes ao Redor’, lançado em 2006, seguido pelo single de ‘Mágica’, em 2008. De lá pra cá, o quinteto formado por Bonifrate (guitarra, violão, harmônica e voz), Valentino (baixo e voz), Giraknob (guitarras, percussão eletrônica e theremin), Gabriel Ares (teclados) e Digital Ameríndio (bateria e voz) já tocou em diversos projetos paralelos.

Bonifrate lançou no ano passado ‘Um Futuro Inteiro’ – disco que se aproxima muito do som do Supercordas – além de tocar com um monte de gente, como com os ‘Demônios do Brejo’ e pelo ‘Projeto Minimecenas’. Digital Ameríndio também lançou o disco independente ‘Mas Qual?’, tocou com Augusto Malbouisson na banda ‘Acessórios Essenciais’ (junto com Bonifrate e Gabriel Ares) e montou outra banda, a ‘Digital Ameríndio & American Bigfoot Mouse Mouse Joe’ – também com Bonifrate e Gabriel, mais Lois Lancaster do ‘Zumbi do Mato’ e Robson dos ‘Seletores de Freqüência’ – além de produzir o novo trabalho de Simplício Neto, junto com Bonifrate. Valentino e Giraknob foram morar em São Paulo e andaram produzindo vários projetos por lá, entre eles o ‘Some Community’.

Para Bonifrate, é uma velha confusão de projetos, “uma coisa bonita”, ele acha. Mas quanto ao disco ‘A Mágica Deriva dos Elefantes, “tive momentos de achar que não conseguiríamos terminar”. Eles quase se acostumaram com a idéia de que esse disco ia virar uma lenda – “uma espécie de ‘Smile’ (dos Beach Boys), que nunca veria a luz do dia”. Portanto, é preciso abstrair a paranóia que tem todo criador e curtir este álbum como um todo. “Afinal, nenhum disco acaba sendo exatamente aquilo que tinha sido imaginado pelos músicos, e esse agora até que soa bastante inteiro em diversos sentidos”, completa Bonifrate.

Distante do fato de o disco ser simliar a um ‘Smile’, ‘Smiley Smile’, ‘Sgt Pepper’s’, ‘Odessey & Oracle’ ou ‘In the Court of the Crimson King’, este novo álbum é tudo que os fãs da banda poderiam esperar e muito mais. O som característico do Supercordas permeia todo disco, desde ‘Mumbai’ a ‘Belo Horizonte’, como ‘Um grande trem positivista’ ou uma ‘Orquestra de mil martelos’.

A banda, que sempre foi antenada às novas tendências digitais, já disponibilizou o disco para download gratuito, decretando ao mesmo tempo o ‘Declínio e queda do Império Magnetico’ e a ‘Ascensão e glória do Imperio Cibernetico’ – mas o disco já chegou ao formato digipack. Destaque também para as canções ‘Índico de Estrelas’, ‘Mágica’ e ‘O céu sobre as cabeças’.

O Bonifrate falou sobre o disco, processos, planos e outras coisas mais...



Porque essa demora para lançar ‘A Mágica Deriva dos Elefantes’?

Os processos de gravações em si foram um pouco caóticos. Começamos de um jeito, terminamos de outro, muitos planos não deram certo e muitas improvisações acabaram dando. É claro que não estivemos esse tempo todo trabalhando no disco continuadamente. Mudamos de formação algumas vezes, cada um de nós teve seus trabalhos, estudos e aventuras diversas, incluindo discos solo, outras bandas, produções etc.

Como foi todo o processo de gravação do disco?

Fizemos uma pré-produção em 2007/2008, ainda com o baterista antigo, de onde saiu aquela versão single de ‘Mágica’. Em 2009 nós arrendamos um estúdio (o Musgo) lá no Rio, no Flamengo. Ficamos com o estúdio por 1 ano, passamos um perrengue pra conseguir pagar as contas só com os ensaios e gravações que rolavam nele, mas conseguimos gravar a maioria das bases do disco. Depois disso veio um hiato na produção, alguns de nós achávamos que o disco deveria ser regravado num esquema melhor, outros que era melhor acabar logo com isso do jeito que dava. Depois de quebrarmos a cara algumas vezes, essa última alternativa acabou prevalecendo – terminamos em casa, pegando equipamentos emprestados com amigos e gravando nós mesmos, um pouco como foi também a segunda fase do ‘Seres Verdes ao Redor’. No fim masterizamos nós mesmos também, na Casa do Mancha lá em Sampa, que tem sido a base sonora do Valentino e do Giraknob nos últimos meses.

Existe algum fio condutor das faixas?

Elas estão no mesmo álbum, dispostas numa sequência específica, então acaba sendo inevitável que exista. Mas já não sei qual é a natureza desse fio, e nem se ele é um fio ou uma onda ou uma nuvem de probabilidade. Algumas noções novas sobre o disco têm aparecido das conversas que temos sobre ele, das entrevistas, etc. Existe o sentido de uma Geografia, ora imaginária, ora mundana, que permeia aquilo tudo liricamente. E nesse sentido ele trabalha com as distâncias e os deslocamentos. Não dá pra ser muito específico com esse disco, eu acho, e todas as formulações linguísticas que estão ali podem ser interpretadas de qualquer maneira, possível ou impossível.

Tem algum plano de lançar o álbum em vinil?

A gente quis muito, por um tempo. Mas o vinil teria que ser duplo e isso encarece bastante o processo. Não cogitamos cortar alguma música pra caber num disco só em nenhum momento, então resolvemos lançar em CD com um digipack desses bonitinhos. Ainda estamos esperando o disco chegar da fábrica.

E para a turnê?

Temos uma nova produtora que tá correndo com isso. Nosso tempo tem sido um pouco limitado por conta de outros trabalhos, e moramos em três cidades diferentes agora, então não vai ser uma tempestade de shows. Vamos correr por aí o máximo que conseguirmos.

Megaupload X FBI?

Não que eu morra de amores por qualquer site desses, tem uns bem melhores que o Megaupload, inclusive, mas a música é distribuída gratuitamente agora. Isso tem um lado muito bonito e é inevitável. Que é que o artista vai fazer? Reclamar por aí que não ganha seus centavos por CD vendido de direito autoral? Não faz sentido nenhum. Independente de ser melhor ou pior do que era antes, os artistas tem que dar seu jeito. Talvez tenham que fazer outras coisas pra sobreviver se não tiverem público suficiente pra rodar muito por aí, pra vender seus próprios CDs e ficar com o lucro, mas hoje em dia você faz um disco no seu quarto. Não precisa ser um músico profissional com um baita orçamento pra fazer isso. É um tempo incrível para o underground, e eu ainda acredito nessa ideia, nesse conceito. Como qualquer outro, ele se transforma com o mundo.

Pirataria X Acessibilidade?

São dois lados da mesma coisa nesse caso, né? O jeito como isso é formulado nas políticas anti-pirataria, assim como nas políticas anti-drogas, beira o fascismo.

2012 A Mágica Deriva dos Elefantes

1. Mumbai
2. Orquestra de mil martelos
3. O céu sobre as cabeças
4. Um grande trem positivista
5. Belo Horizonte
6. Mágica
7. Declínio e queda do Império Magnético
8. À minha estrela bailarina
9. Índico de estrelas
10. Ascensão e glória do Império Cibernético
11. Asclepius
12. Ninguém conquista a noiva dançando

ABAIXAR

8.09.2008

E UM CALDEIRÃO DE FOLHAS ME FARIA MAIS FELIZ

A banda Supercordas já lançou dois discos, ‘A Pior das Alergias’ de 2003 e ‘Seres Verdes ao Redor’ de 2006. Eles também lançaram um EP, ‘Satélites no Bar’ de 2005 e o single 'Ruradélica' em 2006, que continha versões demos de músicas que saíram no último disco.

Quem quiser pegar os outros discos do Supercordas, pode ver aqui no blogui mesmo. E para baixar os projetos paralelos dos integrantes do Supercordas, veja lá no blogui (Mu)shroom Records. Lá você pode encontrar projetos solo do Bonifrate, que no Supercordas canta, toca guitarra e teclado, e do Filipe Giraknob que toca sintetizadores, programações, distorções, mas no seu trabalho solo ele orquestra passarinhos esquizofrênicos, ou não seriam espectros complexos....

Nessa semana saiu uma versão demo de uma música nova, que com certeza vai estar incluída no próximo disco da banda. A banda também está com o clipe de 'Ruradélica', já disponivel no youtube. Então o Bonifrate apareceu por aqui e falou sobre este e outros assuntos.


Eu Ovo: Muitos dizem que o ‘Seres Verdes ao Redor’ foi o ‘Revolver’ de vocês, numa analogia com os Beatles. Vocês estão preparando um ‘Sgt. Peppers’?

Bonifrate: Dizem mesmo? É possível. Mas acho que não. Nós vamos tentando deixar pra trás toda essa referência cronológica e beatlemaníaca que todas as bandas costumam ter, talvez nós tenhamos feito um ‘Revolver’ antes de fazer um ‘Help’, quem sabe? O próximo disco vai ser bem diferente do ‘Seres Verdes’, não aprofunda uma idéia já iniciada, vai em outra direção mesmo. Prefiro achar que o ‘Seres Verdes’ foi o nosso ‘Smiley Smile’ (disco de 1967 dos ‘Beach Boys’), e o próximo pode ser que seja o nosso ‘Odessey and Oracle’ (disco de 1968 dos ‘Zombies’).


EO: Como vai ser o novo disco? Porque a faixa que saiu do novo single está bem mais rock do que o resto do trabalho de vocês...

B: A versão de ‘Mágica’ que botamos no MySpace agora ainda é uma espécie de demo, mas já representa um pouco o caminho que vamos tomar. Realmente vai ser mais elétrico, tenso e esquizofrênico. Aquele clima monocromático do ‘Seres Verdes’ vai dar lugar a uma variedade mais colorida de canções que liricamente tratam dos temas mais diversos.

EO: Quando sai o novo disco? Vocês têm um deadline?

B: Ainda não. Estamos procurando meios de gravar. Achamos que ele precisa de uma produção mais refinada, então preferimos esperar por uma boa oportunidade de gravar num estúdio legal do que fazer em casa como fizemos os anteriores.


EO: E como surgiu o Supercordas?

B: Nos conhecemos puxando assunto uns com os outros, coincidentemente ou não, sempre por causa de camisetas do ‘Spiritualized’ ou do ‘Spacemen 3’. Eu e Valentino já fazíamos uns sons juntos quando morávamos em Parati, daí quando nos mudamos pro Rio vieram vindo os outros. Fazem só cinco anos, mas acho que era bem diferente naquela época. Não tinha essa infinidade de bandas e projetos, MySpace, essa coisa toda.


EO: Vocês se inspiraram na ‘teoria das supercordas’ para dar o nome a banda?

B: Sim. A teoria me pareceu uma boa fonte de batismo, tanto pela estética impecável que ela propõe (cordas unidimensionais que geram e sustentam toda a matéria do universo numa grande sinfonia), quanto pelo fator de dúvida que ela ainda traz. A Teoria das Supercordas é completamente incomprovável nos dias de hoje, e apesar de todo o embasamento teórico-matemático, pode ser tudo uma grande farsa. Pensando nisso, achei um bom nome pra uma banda.


EO: Me fale um pouco dos projetos paralelos? Dos integrantes da banda...

B: Antes da banda existir, eu gravei muitas coisas num porta-estúdio de fita. Primeiro com uma banda ultra-psicodélica chamada ‘Psylocibian Devils’, depois como Bonifrate mesmo e depois me juntei ao Valentino pra gravar como ‘Vitrola Photossintética’. Tudo isso nunca passou dos nossos porões musguentos e mofados até formarmos os ‘Supercordas’. No ano passado meu disco ‘Os Anões da Villa do Magma’ foi lançado pela Peligro e até tenho feito uns showzinhos por aí, com banda (Os Anões) ou só com o violão e o Giraknob nas ambientações. Falando no Giraknob, ele também faz os trabalhos eletroacústicos dele. Tem um disco lançado pela Fronha Records daqui do Rio e algumas faixas a serem lançadas.
Nosso mais novo integrante, o Digital Ameríndio, é baterista, mas também um baita de um compositor genial. Em breve vou postar uns discos dele no blog da Shroom Records.
O Kauê também faz canções, mas ainda não as lançou. Talvez alguma entre no próximo disco dos Supercordas.


EO: E quanto ao blogui? – (Mu)shroom Records – É um veiculo apenas para divulgar os singles ou projetos paralelos da banda? Existe retorno dos internautas? Porque é um texto muito bem escrito que descreve histórias engraçadas, como a da apresentação do Giraknob, que versava sobre os ‘passarinhos psicodélicos’ e ‘espectros complexos’.

B: É. Eu sempre gostei de publicar de alguma forma o que já gravei, e com essa onda de blogs me deu vontade de fazer um especial pra todos esses projetos, não só meus, mas do coletivo mais amplo. Eu gosto muito de escrever, então faço sempre uma resenha livre dos trabalhos. Até agora não tive grandes retornos não, só você e mais um punhado de gente que comentou alguma coisa. Também não tive tempo de fazer um grande esforço pra divulgar ainda. Essa entrevista já é uma mão na roda. Quem sabe agora começa a bombar?

EO: Download pela internet. Divulga ou prejudica o artista?

B: Divulga, definitivamente. É o que há, no momento. Se dependêssemos de discos físicos ainda estaríamos nos anos 90. É claro que adoraríamos ter um vinil lançado, por exemplo, mas o meio principal agora é a internet. Por isso, quem quer ganhar alguma grana com música gravada hoje em dia tem que ser muito esperto e criativo. Por um lado é bom, mas também obriga as bandas a se organizarem de acordo com uma lógica empresarial que eu abomino. Talvez por isso não estejamos ricos ainda.


2008 Mágica (Single)

1. Mágica

Baixe aqui pelo Eu Ovo

E tem mais. Há muito tempo baixei pelo ‘Soulseek’ uma pasta de um certo usuário ‘Supercuerda’. E não é que ele tinha uma pasta intitulada ‘Outtakes, demos, covers etc’... O conteúdo desse arquivo é o que o título sugere, ‘Outtakes, demos, covers etc’, mas você pode ouvir ali na rádio do blogui.

8.20.2007

SUPERCORDAS REPRISE

O que mais eu posso dizer sobre essa banda Supercordas, que já não foi dito na outra publicação.

Eles são poderosos, já que nos remetem a uma psicodelia esquecida na música popular brasileira.

Após o êxito da postagem com o disco mais recente do Supercordas, ‘Seres verdes ao redor’, que alcançou mais de mil downloads, publicado no Eu Ovo, Lágrima Psicodélica, Som Barato e na comunidade do Eu Ovo no orkut.

Daí eu achei por bem, publicar os outros discos da banda que já foram lançados, como o primeiro disco de 2003, 'A pior das alergias', o EP de 2005, 'Satélites no bar' e o single do último disco, que tem versões diferentes das músicas, o single 'Ruradélica'.

2003 A Pior das Alergias


1. A pior das alergias
2. Quando o sol se põe
3. Meu vidrinho de fluídos oníricos
4. Frutas verdes
5. Longe do chão
6. At the core
7. Câncer
8. Quase fim
9. Café pra não dormir

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2005 Satélites no Bar (EP)

1. Da órbita de um sugador
2. Satélites no bar
3. Supercordas
4. O céu que você vê
5. O perspicillum
6. A terra da tv

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2006 Ruradélica (Single)

1. Ruradélica
2. 3000 folhas
3. Ricochete

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7.09.2007

SUPER-HIPER-ULTRA-MEGACORDAS

O Supercordas é uma banda que parece que saiu dos anos 70 e saltou direto para o ano 2000. A banda tem um timbre psicodélico e já esta no segundo disco. A banda também já lançou um EP virtual, e valeu-se principalmente da distribuição digital de seus discos.

O primeiro foi lançado em 2003, 'A Pior das Alergias', e em 2004, foi lançado o EP virtual, 'Satélite no Bar'. No ano de 2006, a banda já havia sido premiada com algumas horas de estúdio num concurso da Trama Virtual, e lançou o single do seu próximo disco com as músicas 'Ruradélica', '3.000 folhas' e 'Ricochete'.

Os integrantes do Supercordas são Bonifrate nos vocais, guitarra e teclado, Valentino nos vocais e no baixo, Eduardo ‘Cabelo’ Wakaplot na bateria e Filipe Giraknob nos sintetizadores, programações, distorções e barulhinhos.

O nome da banda só pode ter sido uma alusão aos instrumentos utilizados na música popular, com a física, através da Teoria das Supercordas. Essa teoria explica que os seres, objetos, enfim, todos componentes do universo, não são pontos uniformes, como se pensavam, mas sim filamentos, barbantes, elásticos, ou cordas que se tensionam e fibram infinitamente.

O som da banda, pode ser definido como um estilo de rock ruradélico, uma mistura de rural com psicodélico, Os rapazes lembram um fase pré-histórica do 'Clube da Esquina', quando Beto Guedes gravava 'Belo horror' e Lô Borges atacava de 'Um girassol da cor de seu cabelo'.

O Supercordas gravou um disco maduro o suficiente para receber inúmeras críticas positivas das publicações do gênero, como as revistas, 'Bizz' e 'Rolling Stone'. O disco 'Seres Verdes ao Redor; Música para samambaias, Animais rastejantes e Anfíbios Marcianos', foi lançado em 2006, e desde então a banda não parou.

A primeira música do disco, 'O sol brilhou sobre o verde', é uma abertura instrumental com vocais que lembram muito os Beatles. A segunda faixa, 'A charneca', é um rock rural no melhor estilo 'Sá, Rodrix e Guarabyra', com temperos psicodélicos de Syd Barret.

Na terceira faixa, 'Ruradélica', a banda mostra a que veio e entrega uma canção extremamente grudenta, bem no estilo dos ‘quatro fabulosos’ de Liverpool. Com essa canção, o Supercordas pode gabar-se de ter sua própria 'Strawberry Fields forever'. Então '3.000 folhas' é a 'Lucy in the sky with diamonds'.

As músicas 'Sobre o frio', 'Frog rock' e 'Sobre o calor', também pedem assobios instantâneos, pés marcando ritmo, e dedos tamborilando sob a mesa. Mas a banda também mostra um lado bem experimental, em canções como a suíte dos eme’s, 'Mofo', 'Musgo' e 'Mangue'. O disco termina com uma homenagem para as árvores, 'Fotossíntese'.

O som do Supercordas é o encontro do rock rural brasileiro de 'Sá, Rodrix e Guarabyra', com imagens lisérgicas de Syd Barret, os timbres psicodélicos do 'Pink Floyd', nas melodias assobiáveis dos 'Beatles'.

2006 Seres Verdes ao Redor

1. O sol brilhou sobre o verde
2. A charneca
3. Ruradélica
4. 3.000 folhas
5. Mofo
6. Sobre o frio
7. Ricochete
8. Musgo
9. Frog rock
10. Sobre o calor
11. Mangue
12. Fotossíntese

Baixe aqui pelo Eu Ovo