domingo, 31 de julho de 2011

MUSIQUE NOIRE, LÉGÈRE ET SOMBRE AVEC CRIOLINA









Sistema Criolina 2011 Europe Summer Tour

1. O tambor (Bolão - remix)
2. Mosca na cerveja (Raul Seixas Vs Chico Science - mashup)
3. Patuscada de Gandhi (Gilberto Gil - remix)
4. Ponto do guerreiro (Maria Bethânia - remix)
5. Lourinha americana (Mestre Laurentino - remix)
6. Manos & molhados (Secos & Molhados Vs Racionais MCs - mashup)
7. Marcha do candango (Criolina original mix Vs Paisagem Desgarrada)
8. Babydoll de nylon (Robertinho do Recife - remix)
9. Toque de pife (Dominguinhos - remix)

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domingo, 24 de julho de 2011

SAIBA QUEM É E O QUE FAZ O DJ INCIDENTAL

Eudes Ciriano é o DJ Incidental, também produtor musical, baixista e até pintor. Enfim, um artista. “Eu virei DJ Incidental, porque foi meio por incidência que acabei virando DJ”, comenta.

Ele já tocou com a Casa Bebopi e na Mula Manca e a Triste Figura, que hoje é a base da banda Seu Chico, e por último no forró pé-de-serra Chá de Zabumba. “Nada de reconhecimento nacional, mas todas bem tocadas em Pernambuco”, ressalta.

E como foi que começou a se dedicar somente à produção?

Faz cinco anos que sai do Chá de Zabumba. É o tempo que estou me dedicando apenas a produção musical e produção de eventos.

E a questão da grana? Tem sido mais vantajoso?

Sim. É de agregar valor profissional. Estou podendo aplicar meus conhecimentos de mais de 20 anos de palco, usando todo o aprendizado das situações profissionais que eu trabalhei, diretores de cena, produtores musicais, direção fotográfica, criação de figurinos, planejamento de carreira etc. Enfim, tudo pelo que já passei, estou aplicando em minha carreira de DJ produtor.

Já que você trabalha com produção de eventos e pesquisa pra discotecagens... Como concilia o tempo?

Nunca ocupo todo meu tempo. Separo um tempo diário para investir nos remixes, na composição etc.

Como você escolhe a canção que vai remixar?

Quando escuto e sinto que a própria música pede um suporte a mais para ir para pista.
Procuro músicas de melodias curtas, para não gerar um lounge.
Como vou muito pro lado latino, ragga e sonoridades do interior do nordeste. Essa forma de pensar a música deixa margem para escolher sempre músicas de frases curtas, ou algo que acelerando ou baixando o beat eu leve para os ritmos que citei acima.
Mas eu não tenho acesso as tracks abertas. Estou agora pegando tracks abertas para aí sim poder rearranjar as músicas.

Mas você também escolhe sons internacionais como o Buraka Sound System...

É uma banda de conhecimento internacional.
Eu adicionei um elemento de marchinha junina e um caixa no contra tempo.
Está com mais de 365 execuções, quer dizer, pelo menos uma execução por dia,
mais de 244 downloads.

Me gusta La Ciccimila... Essa é uma música tua, né?

Isso. Só os teclados que é Pi.R quem toca, o restante é tudo feito por mim. Mixagem minha e de Christiano.
Mas é uma versão demo. Lembre disso.
Porque a versão final vai rolar backing vocals e até sopro numa parte (talvez) estou estudando...

Sério? Eu já curto ela assim do jeito que está...

Eu também, mas precisa dar um upgrade e masterizar.
Quando entrarem os backing vocals e o sopro, você vai ver a pedrada.
Vai ficar mais pressão.
Aí é que vai ser o chamego mais certo ainda.

Você investe numa carreira internacional?

Eu estou investindo pouco fora do país, porque quero montar base nacional primeiro

Mas você não foi pro Womex, com o pessoal daí de Pernambuco?

Eu fui em 2005 e não fui mais. Agora fico me preparando para voltar, mas quero ter o que mostrar quando for por lá. Quero chegar com um CD autoral pronto, mais do que um de remix.
Enquanto isso eu fico remixando e enviando as músicas para os amigos tocarem por lá.

E o que você tem aprontado de eventos?


Visse a última festa que armei aqui em Olinda?

Eu vi - O MASTRO! Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk...

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkk... Uma gréia só!
As mulheres ficam se pegando na minha frente e eu sem poder fazer nada...

O ruim foram os pênaltis...

Vixe! Total!!! Foi péssimo!

Mas a festa foi boa, né?

Foi sim. Mas choveu e lá é meio descoberto... Ficou naquela...
Deu uma galera, mas não encheu.
Vamos fazer de novo o segundo capítulo.
Vai ser a festa “Molhação”. Mulheres de blusa branca, sem sutiã, molhadas de mangueira

Tinha que colocar arena de luta livre de mulheres no gel

Vixe, perfeito (per peitos).

Então vamos ouvir os remixes... Pra quem quiser curtir o release oficial, além de outras coisas e o mixtape Mix Zoom numa faixa única.

2010 Mix Zoom Remixes

1. Siba e a Fuloresta do Samba – Pisando em praça de guerra
2. Bojo – Balança a pança
3. Maga Bo – Cabeça voar
4. Arnaldo Antunes – Lava uma
5. DJ Incidental – La Cicimila
6. Celso Piña – Cumbia Campanera
7. Tonny Brasil – Cumbia do Tupinambá
8. Buraka Som Sistema – Morte do Sonic
9. Mazuca – Recife
10. Shantel – Bucovina

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domingo, 17 de julho de 2011

O MITO DO SEU ESTRELO E DO CALANGO VOADOR

Seu Estrelo - MiniDoc - 061UHA from UHAvideo on Vimeo.

Seu Estrelo é um brincante, ele nasceu do ventre de uma árvore, mas sua mãe é Laiá e o pai é o Rio.

Conta a história de que Laiá sempre fora fascinada pelo Rio. Um dia seu irmão, Luzbelo, deu-lhe de presente um sonho com o Rio. Nesse sonho, o Rio entrou dentro de Laiá e inundou-a. Ela guardou esse sonho dentro de uma árvore e nove meses depois nasceu Seu Estrelo.

Toda essa história foi criada como uma brincadeira tradicional – quem sabe daqui mais alguns anos – pela trupe de integrantes do ponto cultural Seu Estrelo e Fuá do Terreiro. Além de oficinas de percussões, dança e confecção dos figurinos dos brincantes, eles trazem as apresentações de circo na rua para o plano piloto de Brasília. O grupo existe há sete anos, mantendo viva essa tradição de brincantes no Distrito Federal.

Durante suas apresentações, cada integrante incorpora um personagem dessa mitologia criada especialmente para essa brincadeira da tradição popular. Além de Seu Estrelo, outro personagem é o Calango Voador, que é filho do Sol com a Terra.

O que eles tocam é o samba pisado, no meio desse Planalto Central, entre brincadeiras e elementos tradicionais do cerrado. Eles são o cerrado popular.

2009 Seu Estrelo e Fuá do Terreiro

1. Baque do Seu Estrelo
2. Trovão
3. Sinhá Laiá
4. O Rio
5. Gavião
6. Ka Nho Naben
7. Mariasia
8. Vim da Mata
9. O Tronco
10. Luzbelo
11. Samba pisado em terreiro estrelado
12. Risadas da Tristeza
13. Bordei de Maracatu, um terninho pra Manoelzinho

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domingo, 10 de julho de 2011

A MALDIÇÃO DO LORD ASTOR E A ÚLTIMA POSTAGEM ou Por Onde Andará Zecalouro?

Há quase dois anos atrás, o grande blog Loronix encerrava as atividades bruscamente. Zecalouro, o autor do blog, postou justamente esse disco, e sumiu sem deixar rastro, nem notícia alguma.

O Loronix era um blog que primava pelo resgate de grandes obras da música brasileira. O texto vinha sempre em inglês, claramente demonstrando que o público alvo era o gringo. Mas mesmo assim, por causa das sempre completas fichas técnicas e da qualidade dos discos e raridades, era quase uma biblioteca fundamental da música brasileira.

Quando a busca era por algum disco raro ou alguma obra ímpar do cancioneiro brasileiro, o Loronix era o primeiro lugar onde se procurar. Na última postagem, o Zecalouro ainda anunciou que, apesar de problemas financeiros passados, haveria uma grande novidade relacionada com o blog.

Ninguém jamais imaginaria que essa grande novidade, seria o fim das atividades, sem nenhuma despedida. O álbum do maestro e trombonista, Astor Silva, com o título de ‘Lord Astor e seu Conjunto’, ‘É Dança’, ficou por meses estampando a página principal do Loronix, sem nenhuma menção ou resposta aos comentários. Hoje, a imagem já sumiu, como se tivesse sido desgastada com o tempo.

O blog amigo, Toque Musical – pode-se dizer que ocupou uma lacuna deixada pelo Loronix nas postagens de raridades e discos importantes da discografia antiga brasileira – postou o mesmo exemplar do ‘Lord Astor e seu Conjunto’, como que num desafio à maldição da última postagem e do Lord Astor.

Também desafio a maldição – mais no intuito de investigar a verdade – e espero que o amigo AugustoTM tenha algo mais a comentar sobre o fim prematuro do nobre Loronix. Além de postar o disco maldito e temido por outros blogueiros etc, também disponho outros links de algumas raridades do Astor Silva – por estes links agradeço ao blog Música da MPB ao Rock.

PS: ...E Augusto... Se vc puder subir de novo o disco ‘Lord Astor e seus Dixiedrools, Brasil em Ritmo de Charleston’, que eu vi lá no TM, seria ótimo – melhor ainda se postar o link aqui nos comentários...

E quem quiser contribuir com mais discos do maestro também... Podem postar nos comentários.

1961 É Dança – Lord Astor e seu Conjunto

1. Agora é cinza
2. A noite do meu bem
3. Copacabana
4. Fita amarela
5. Oh Carol
6. Stardust
7. Este seu olhar
8. Feitiço da Vila
9. Dindi
10. The diary
11. Eu sei que vou te amar
12. Laura

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1962 Metais em Brasa no Samba

1. Samba de uma nota só
2. Brasiliana nº 1
3. Chega de saudade
4. Arrasta a sandália
5. Chora tua tristeza
6. O que é que a baiana tem
7. O samba da minha terra
8. Palhaçada
9. Minha palhoça
10. A felicidade
11. Menina moça
12. Maracangalha

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1963 Samba... Só Samba – Astor Silva e sua Orquestra

1. Mulata assanhada
2. Garota de Ipanema
3. Só danço samba
4. Saudade
5. Olhou para mim
6. Aquarela do Brasil
7. Meditação
8. La forcata
9. Chora tua tristeza
10. Doce amargura
11. Eu nasci no morro
12. O que o samba tem

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domingo, 3 de julho de 2011

A CABEÇA DO SOM DE GERMANO

O som do Douglas Germano pode ser considerado o novo samba de São Paulo, pós-Adoniran Barbosa ou a ressurreição do samba paulista, junto com Kiko Dinucci, que é parceiro de Germano nas composições, no Bando AfroMacarrônico e Duo Moviola.

Germano é um poeta urbano, que mantém a tradição das rodas de samba vivas e introduz a poesia da cidade. O disco abre com a faixa homônima, 'Orí', que significa "cabeça humana que compreende o conhecimento e o espírito" pela tradição dos orixás, e tem participação de Dulce Monteiro.

Atabaques, ferros, farols e xequerês são instrumentos que marcam e pontuam todo o disco, juntamente com violões de 6 ou de 7 cordas, pegos no antidopping ou não, e bandolins e cavaquinhos. Os parceiros foram Júlio César na percussão, João Marcondes, Júnior Pita e Guilherme Ramos nas cordas, Everaldo Efe Silva nos vocais e Zéphir, Berada e Ataliba batendo palmas.

'Obá Iná' é um belo canto para xangô, onde Germano comete a ousadia de questionar essa divindade do candomblé. Kiko Dinucci gravou essa mesma canção com Juçara Marçal e Thiago França, no disco 'Metá Metá'. A canção 'Damião' é uma bela crônica do cotidiano urbano, junto com 'Gota a gota', 'Seu Ferrera e o Parmera' e 'Falha humana'.

'Jaci e a maré cheia' é um belo canto em homenagem ao mar e ao amor. 'Cordel de Bananeira' tem participação especialíssima Seu Germano e Guilherme Azenha Germano, além do coro especial formado por Dulce, Mariana Laura e Tarsila, Efe Silva, Pita, Pedrosa, Ramos, Cuca e João Marcondes, que segundo Germano, foi responsável pelo disco inteiro.

2011 Orí

1. Orí
2. Espólio
3. Obá Iná
4. Damião
5. Gota a gota
6. Falha humana
7. Canção de desmeninar (canção para ninar fodido)
8. Jaci e a maré cheia
9. Seu Ferrera e o Parmera
10. Deixei meu coração na Vila
11. Cordel da Bananeira

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