segunda-feira, 30 de julho de 2007

É CAJUÍNO, CRISTALINO E TERESINO

O que é isso? Seriam os Los Hermanos? Mas que metaleira desenfreada é essa? Los Hermanos tocando ska? Não! Essa é uma banda de Brasília, os Móveis Coloniais de Acaju.

A banda começou a tocar em 1998 e lançou o primeiro disco em 2001, o EP. Em 2005, houve o lançamento do primeiro disco, intitulado Idem. O disco trouxe a maturidade, com uma sonoridade mais pop aos Móveis Coloniais de Acaju.

Os integrantes são André Gonzáles na voz, BC e Leonardo Bursztyn na guitarra, Beto Mejía na flauta transversal, Eduardo Borém na gaita cromática, escaleta e teclados, Fabio Pedroza no Baixo, Renato Rojas na bateria, Esdras Nogueira no sax barítono, Paulo Rogério no sax tenor e Xande Bursztyn no trombone.

Segundo seus integrantes, o nome da banda teria surgido numa homenagem à ‘Revolta de Acaju’, quando índios e portugueses se uniram para tomar de volta a Ilha do Bananal dos ingleses, e durante o confronto destruíram móveis e cachimbos feitos da madeira acaju, o que acabou dando nome à revolta.

Que confronto é esse que eu nunca ouvi falar? A própria banda reconhece que a revolta é pouco conhecida e não é mencionada nos livros escolares. Acontece que não existe nenhuma fonte confiável que remonte a trajetória dessa suposta revolta, o que leva a crer que ela não existiu.

Tudo que é encontrado na internet pode ser questionado. E a grande questão é que todas as notícias, publicações e textos sobre a suposta ‘Revolta de Acaju’, estão relacionadas com a banda, em blogs dos integrantes, ou em outras publicações sobre a banda em diversos veículos digitais.

Acaju é o nome popular do cajueiro, que tem como nome científico ‘Anacardium occidentale’, nada a ver com ‘Acajus mognole’, como afirma o site da banda. A árvore é muito cultivada em todo país, e dá o fruto conhecido com caju. A madeira também serve para a fabricação de móveis coloniais.

Mas nada que nos remeta a um confronto entre índios, portugueses e ingleses, no centro-oeste do país. Alías, não foram os ingleses, os primeiros a reconhecer a independência do Brasil? Isso tudo aumenta a possibilidade de boato internáutico.

Mas neste caso, a verdade pouco importa, até porque as vítimas foram os veículos que publicaram a notícia como certa. O que importa mesmo é que a banda faz um som de 'responsa', e que acaju, apesar de ser uma palavra oxítona e que toda palavra oxítona é acentuada, escreve-se mesmo sem acento no U.

Para André Abujamra, a banda faz um som que é uma “mistura de Kusturica com Hermeto, com um pouco de Karnak com Los Hermanos, Gorbachev com Copacabana, pagode de cego com Tom Waits, se fosse teatro seria Tadeus Kantor, se fosse fotografia seria do Rodchenko e se fosse esquilo não sambaria”.

2001 Móveis Coloniais de Acaju (EP)

1. Sr. Inácio Péricles não sabia surfar
2. Swing I
3. Eunascicomfama
4. Ervilha
5. Swing II (Aka ié ié jump)
6. Raul

http://www.mediafire.com/?emtynmm2hcz

2005 Idem

1. Perca peso
2. Seria o rolex?
3. Aluga-se vende
4. Copacabana
5. Menina-moça
6. Cego
7. Esquilo não samba
8. E agora, Gregório?
9. Swing hum e meio
10. Do mesmo ar
11. Sadô-masô
12. Receio do remorso

http://www.mediafire.com/?82dd0wp9vjj

segunda-feira, 23 de julho de 2007

ACADEMIA DA BERLINDA

Academia da Berlinda é uma banda de Olinda, formada por Alexandre Urêa e Tiné nos vocais, Irandê César na bateria, Yuri Rabid, no baixo, Gabriel Melo na guitarra, Hugo Gila no teclado e Tom Rocha e Gilsinho na percussão.

A maior parte dos oito componentes da Academia fazem parte de outros grupos, como A Roda, Bonsucesso Samba Clube, Variante, DJ Dolores & Aparelhagem, Eddie e Mundo Livre S/A.

A Academia da Berlinda nasceu como banda brega e cresceu acrescentando composições próprias aos shows. Daí para o primeiro disco foi um passo. O disco foi lançado este ano e saiu fresquinho do forno.

A banda vem experimentando novas canções para fazer dançar agarradinho, numa mistura de ska, rumba, salsa, cumbia, merengue, guaracha, samba de matuto, e outros ritmos brasileiros.

O disco conta com a participação de alguns ilustres da cena pernambucana, como Jorge DuPeixe, Fred 04 e China.

2007 Academia da Berlinda

1. Academia da berlinda
2. Ciranda enrustida
3. Cumbia do lutador
4. Nague
5. Ivete
6. Comandante
7. Envernizado
8. Bela vista
9. Brega Francês
10. Se ela gostar
11. Mama me queira
12. O sonho e a dor
13. Academia da berlinda (Remix)

http://www.mediafire.com/?atthowz0f09

Para comprar o CD ligue para (81) 91530-9789, ou mande um e-mail para

segunda-feira, 16 de julho de 2007

LIXO EXTRAORDINÁRIO OCIDENTAL

Lixo Extraordinário é um projeto independente com composição de Batone, produção musical de Júlio Anizelli e direção de arranjos de Mizão. O resultado é um disco que segue fielmente a nova corrente da música brasileira, que é a mistura de elementos, ritmos, gêneros e estilos.

Logo de cara o disco apresenta uma composição em homenagem a Glauber Rocha, com direito a trechos do filme ‘Terra em Transe’, o título da canção ‘Der Leone’ nos remete a um dos filmes que o cineasta fez no exílio, ‘Leão de 7 cabeças’.

A psicodelia dos timbres está presente em ‘Trégua’, assim como a cacofonia do solo de saxofone e a voz berrada de Batone, que apresenta figuras de linguagem muito eficientes. ‘Aos poloneses do Brasil’, Batone oferece ‘batatas aos vencedores’ e mais uma vez apresenta letras fortes e repletas de poesia.

O disco segue com rock’n’roll da melhor qualidade, com ‘Amarelo quase roxo’, que traz um riff de guitarra digno de Led Zeppelin. A música seguinte continua o rock forte com pegada, efeitos espaciais e teclado supersônico, não é a toa que a canção chama-se ‘Super’. O vocal de Batone nessa música lembra David Bowie na época de ‘Ziggy Stardust e as aranhas de marte’.

A voz de Batone também encaixa perfeitamente nas canções mais populares do disco, como ‘Gang bang’, ‘Acidente na rua Prof. Azevedo Marques’, ‘Tudo te é fácil ou inútil’, ‘Rosa dos ventres’ ou ‘O inventor’. Mais uma vez a poesia de Batone demonstra letras cada vez mais assobiáveis.

O disco também mostra versatilidade quando apresenta outros ritmos, como um samba moderno em ‘Tarzan moderno’, e um tango com ‘My heart now is rock’, que tem a tradução em português cantada na melodia, ‘Meu coração agora é pedra’. Em ‘Acrobatas epiléticos’ os arranjos trazem o circo delicioso de Fellini para a o cancioneiro da música moderna brasileira.

Enfim, como o próprio Batone definiu seu trabalho, o disco é “um extraordinário liquidificador sonoro”.

2007 Lixo Extraordinário

1. Der Leone
2. Trégua
3. Aos poloneses do Brasil
4. Amarelo quase roxo
5. Super
6. Gang bang
7. Acrobatas epiléticos
8. My heart is now rock
9. Acidente na rua Prof. Azevedo Marques
10. Tudo te é fácil e inútil
11. Rosa dos ventres
12. Tarzan moderno
13. O inventor

http://www.mediafire.com/?bxmtmakzzsy

segunda-feira, 9 de julho de 2007

SUPER-HIPER-ULTRA-MEGACORDAS

O Supercordas é uma banda que parece que saiu dos anos 70 e saltou direto para o ano 2000. A banda tem um timbre psicodélico e já esta no segundo disco. A banda também já lançou um EP virtual, e valeu-se principalmente da distribuição digital de seus discos.

O primeiro foi lançado em 2003, 'A Pior das Alergias', e em 2004, foi lançado o EP virtual, 'Satélite no Bar'. No ano de 2006, a banda já havia sido premiada com algumas horas de estúdio num concurso da Trama Virtual, e lançou o single do seu próximo disco com as músicas 'Ruradélica', '3.000 folhas' e 'Ricochete'.

Os integrantes do Supercordas são Bonifrate nos vocais, guitarra e teclado, Valentino nos vocais e no baixo, Eduardo ‘Cabelo’ Wakaplot na bateria e Filipe Giraknob nos sintetizadores, programações, distorções e barulhinhos.

O nome da banda só pode ter sido uma alusão aos instrumentos utilizados na música popular, com a física, através da Teoria das Supercordas. Essa teoria explica que os seres, objetos, enfim, todos componentes do universo, não são pontos uniformes, como se pensavam, mas sim filamentos, barbantes, elásticos, ou cordas que se tensionam e fibram infinitamente.

O som da banda, pode ser definido como um estilo de rock ruradélico, uma mistura de rural com psicodélico, Os rapazes lembram um fase pré-histórica do 'Clube da Esquina', quando Beto Guedes gravava 'Belo horror' e Lô Borges atacava de 'Um girassol da cor de seu cabelo'.

O Supercordas gravou um disco maduro o suficiente para receber inúmeras críticas positivas das publicações do gênero, como as revistas, 'Bizz' e 'Rolling Stone'. O disco 'Seres Verdes ao Redor; Música para samambaias, Animais rastejantes e Anfíbios Marcianos', foi lançado em 2006, e desde então a banda não parou.

A primeira música do disco, 'O sol brilhou sobre o verde', é uma abertura instrumental com vocais que lembram muito os Beatles. A segunda faixa, 'A charneca', é um rock rural no melhor estilo 'Sá, Rodrix e Guarabyra', com temperos psicodélicos de Syd Barret.

Na terceira faixa, 'Ruradélica', a banda mostra a que veio e entrega uma canção extremamente grudenta, bem no estilo dos ‘quatro fabulosos’ de Liverpool. Com essa canção, o Supercordas pode gabar-se de ter sua própria 'Strawberry Fields forever'. Então '3.000 folhas' é a 'Lucy in the sky with diamonds'.

As músicas 'Sobre o frio', 'Frog rock' e 'Sobre o calor', também pedem assobios instantâneos, pés marcando ritmo, e dedos tamborilando sob a mesa. Mas a banda também mostra um lado bem experimental, em canções como a suíte dos eme’s, 'Mofo', 'Musgo' e 'Mangue'. O disco termina com uma homenagem para as árvores, 'Fotossíntese'.

O som do Supercordas é o encontro do rock rural brasileiro de 'Sá, Rodrix e Guarabyra', com imagens lisérgicas de Syd Barret, os timbres psicodélicos do 'Pink Floyd', nas melodias assobiáveis dos 'Beatles'.

2006 Seres Verdes ao Redor

1. O sol brilhou sobre o verde
2. A charneca
3. Ruradélica
4. 3.000 folhas
5. Mofo
6. Sobre o frio
7. Ricochete
8. Musgo
9. Frog rock
10. Sobre o calor
11. Mangue
12. Fotossíntese

Baixe aqui pelo Eu Ovo

segunda-feira, 2 de julho de 2007

MINHA VIDA PÓS RAMONES

Douglas Glen Colvin nasceu em Berlim em 1952, e cresceu numa Alemanha devastada pela segunda guerra. Aos 14 anos se mudou com a mãe para os Estados Unidos, e passou a adolescência num subúrbio de Nova Iorque.

No final dos anos 70, a discoteca imperava nas radio, clubes, boates em todos Estados Unidos. O mais apropriado era encontrar Douglas, apelidado de Dee Dee, nos inferninhos, assistindo shows dos Stooges e New York Dolls.

Juntamente com seus colegas de farra, Joey, Johnny e Tommy, Dee Dee formou os Ramones. Como nenhum dos integrantes da banda, sabia tocar decentemente algum instrumento, eles criavam músicas de três acordes e praticamente reinventaram o punk-rock.

Na época, o maior expoente do punk-rock era os Stooges e sua iguana Iggy Pop. Os New York Dolls faziam uma mistura de glam-rock com punk-rock. Dee Dee chegou a usar roupas glam-rock, como sapatos de plataforma, calças de veludo e plumas e paetês, mas quando criou os Ramones adotou o estilo de jeans rasgados e cabelinho cortado redondinho.

O punk-rock feito pelos Ramones foi uma grata surpresa aos jovens da época e apesar de muitos acreditarem que o Sex Pistols foi o precursor do movimento punk, Sid Vicious não passava de um clone mal feito de Dee Dee Ramone. Quando os Pistols ainda eram uma bandinha de garagem, os Ramones já rodavam a Europa em turnê, e foi num desses shows que Sid Vicious ficou seguindo Dee Dee por todo canto como um fã embasbacado.

Todos integrantes dos Ramones, utilizavam o nome da banda como sobrenome, e mesmo após a separação do grupo, Dee Dee continuou a usar o sobrenome. Dee Dee era praticamente o compositor da banda, mas se sentia pressionado pelas extensas turnês e compromisso da banda. O vício em heroína também influencio a sua saída da banda.

No meio da turnê do disco Brain Drain de 1989, Dee Dee deixou a banda. Antes, em 87, Dee Dee havia tentado uma carreira como rapper, e com o sobrenome King lançou o compacto Funky Man, e depois com o álbum Standing in the spotlight. Não é preciso dizer que a carreira de rapper foi curta e fracassada. Graças ao bom Deus!

Em 1993, quatro anos após sua saída dos Ramones e o fracasso como rapper, Dee Dee lançou um compacto com a sua própria banda, chamada de Chinese Dragons. No ano seguinte, 94, lançou outro compacto chamado Chinese Bitch e depois o LP I hate freaks like you, com o grupo ICLC, que significava Inter-Celestial Light Commune, que em português é Comuna Leve e Inter-celestial.

Em 96, Dee Dee gravou o disco Last Race, com Johnny Thunders dos Heartbreakers, na guitarra e Stiv Bators nos vocais. Após isso veio Zonked, que saiu com o título Ain’t it fun no mercado europeu, e também teve uma faixa bônus, Please kill me.

Em 99, com o fim dos Ramones, Dee Dee se juntou a Marky Ramone, baterista que substituiu Tommy, e CJ Ramone, o próprio baixista que tocou baixo nos Ramones após sua saída da banda, e juntos gravaram um disco ao vivo em Nova Iorque, como os Ramainz, numa alusão a remains, que em português quer dizer literalmente restos, ou como gostamos de lembrar, remanescentes.

Depois disso, Dee Dee lançou Hop Around e Greatest & Latest em 2000, e um outro compacto junto com a banda Terrogroupe, em 2002. Dee Dee morreu de overdose de heroína no dia cinco de junho de 2002. Ele foi encontrado em casa, já desfalecido, pela mulher Bárbara Zampini.

Em 2003, a banda Youth Gone Mad lançou o disco de mesmo título, com participação de Dee Dee Ramone, na guitarra em todas as faixas, baixo em uma delas e vocais em duas outras. Apesar de ter morrido um ano antes, Dee Dee já havia deixado gravadas as faixas deste álbum, que ficou como um disco póstumo.

Em outras mídias, Dee Dee lançou três livros, o primeiro Coração Envenenado, Minha Vida com os Ramones, em parceria com Verônica Koffman. Este livro conta sua autobiografia, da mesma forma que uma canção dos Ramones. Curto e grosso.

Outros livros lançados por Dee Dee, foram Chelsea Horror Hospital, e Legend of a Rock Star, ambos sem tradução em português.

1987 Dee Dee King – Funky Man

1. Funky Man
http://www.mediafire.com/?1emmqkynqq3

1989 Dee Dee King – Standing in the Spotlight

1. Mashed potato time
2. 2 Much 2 drink
3. Baby doll
4. Poor little rich girl
5. Commotion in the ocean
6. German kid
7. Brooklyn babe
8. Emergency
9. The crusher
10. I wan't what want when I want it

1993 Dee Dee Ramone & The Chinese Dragons

1. What about me
2. Chatterbox

1994 Chinese Bitch (EP)

1. Chinese bitch
2. I don't wanna get involved with you
3. That's what everybody else does
4. We're a creepy family

1994 I Hate Freaks Like You (ICLC)

1. I'm making monsters for my friends
2. Don't look in my window
3. Chinese bitch
4. It's not for me to know
5. Runaway
6. All's quiet on the eastern front
7. I hate it
8. Life is like a little smart alleck
9. I hate creeps like you
10. Trust me
11. Curse on me
12. I'm seeing strawberry's again
13. Lass Mich in Ruhe
14. I'm making monsters for my friends

1996 Last Race (With Stiv Bator & Johnny Thunder)

1. Poison heart
2. Nobody
3. Don't go away
4. You must be a witch
5. Good lovin
6. Magyk
7. Yesterdays
8. Two hearts

1997 Zonked (Ain't it Fun)

1. I'm zonked, Los hombres
2. Fix yourself up
3. I am seeing UFOs (& Joey Ramone)
4. Get off of the scene
5. Never never again
6. Bad horoscope (& Lux Interior)
7. It's so bizarre
8. Get out of my room
9. Someone who don't fit in
10. Victim of society
11. My Chico
12. Disguises
13. Why is everybody always against Germany?
14. Please kill me (Bônus track)

1999 Ramainz – Live In NYC

1. Rockaway beach
2. Commando
3. I don't care
4. Teenage lobotomy
5. Beat on the brat
6. Chinese rocks
7.. Rock ’n’ roll vacation in LA
8. Listen to my heart
9. I don't wanna walk around with you
10. I wanna be sedated
11. Cretin hop
12. Hop around
13. Sheena is a punk rocker
14. I just want to have something to do
15. Gimme gimme shock treatment
16. Wart hog
17. Chainsaw
18. Judy is a punk
19. Loudmouth
20. Blitzkrieg bop
21. 53rd & 3rd

2000 Greatest & Latest

1. Blitzkrieg bop
2. Time bomb
3. Sheena is a punk rocker
4. Shaking all over
5. I wanna be sedated
6. Cretin hop
7. Teenage lobotomy
8. Gimme gimme shock treatment
9. Motorbikin'
10. Come on now
11. Cathy's clown
12. Pinhead
13. Rockaway beach
14. Fix yourself up
15. Sidewalk surfin'
16. Beat on the brat
17. Sidewalk surfin' (Instrumental version)

2000 Hop Around

1. I don’t wanna die in the basement
2. Mental patient
3. Now I wanna be sedated
4. Rock ’n’ roll vacation in LA
5. Get out of this house
6. 38th and 8th
7. Nothin’
8. Hop around
9. What about me?
10. I saw a skull instead of my face
11. I wanna you
12. Master plan
13. Chinese rocks
14. Hurtin’ kind
15. I'm horrible

2002 Dee Dee Ramone & Terrorgruppe (EP)

1. I got a right to love her if I want to
2. Horror hospital
3. Dee Dee
4. Sunny

2003 Youth Gone Mad

1. Bego bago
2. False alarm
3. I gotta right to love her
4. I kill you
5. You guys ready
6. Blitzkrieg bop
7. Horror hospital
8. Louse
9. Rock ’n’ roll

http://www.mediafire.com/?7j1nt1yvujm