Banda com Juçara
Marçal, Kiko Dinucci e Thiago França lança terceiro álbum e
desponta no cenário internacional.
O 'Metá Metá' é pura
força do candomblé! Uma noite no terreiro! As performances ao vivo
são de força e energia. Neste terceiro álbum a banda captura em
estúdio a potência sonora das apoteóticas apresentações.
Dessa vez o 'Metá Metá' brinca com a escala da música árabe, influência da turnê
marroquinha, que levou a banda a tocar na capital Rabat. Intitulado
'MM3', o novo disco potencializa a agressividade alcançada pela
banda nas performances e canaliza tudo nas nove faixas.
'Três amigos' abre o
álbum preconizando as três partes da 'Metá Metá' – Juçara
Marçal no vocal, Kiko Dinucci na guitarra e Thiago França no
saxofone – hoje os três recebem auxílio de Sergio Machado na
bateria e Marcelo Cabral no baixo. Todos juntos fizeram os arranjos
do novo álbum.
'Angoulême' trás a
primeira parceria do trio, composta especialmente para este disco.
Com forte pegada punk-rock a canção ainda trás experimentação
sonora e vocal de Juçara Marçal – que iniciou a carreira no grupo
vocal e agora pode ser considerada uma das maiores cantoras
brasileiras da atualidade.
'Imagem e amor' é mais
uma parceria de Kiko com Rodrigo Campos, que inicia delicadamente e
logo se transforma em uma tensa experiência. “A imagem do amor não
é pra qualquer um. Fere os olhos desleais, impele os imortais”,
revela a letra. Onde a voz de Juçara ecoa através dos cânticos
comuns na cultura popular árabe.
'Mano légua' é uma
das mais lindas e brutas canções de todos os tempos – com o
saxofone complementando o riff da guitarra enquanto contrapõe os
vocais. Parceria de Juçara com Dinucci. 'Angolana' é mais uma
parceria do trio e representa a canção mais popular do disco. A
melodia dobrada pelo sax e vocal deixa à guitarra a função de
criar uma linha narrativa e ao baixo a criação do clima de
faroeste. Bonito solo apoteótico do França.
'Corpo vão' é mais
uma parceria da cantora, do guitarrista e saxofonista. Como sempre,
os vocais cumprem a função instrumental como um dos pontos de um
triângulo equilátero, que se reforça na participação das cordas
e sopros. 'Osanyin' evoca o senhor das folhas, que no candomblé é
Ossain – o que era pra ser uma canção delicada vai se tornando
pesada e criando clima até se encerrar suavemente.
'Toque certeiro' é uma
parceria entre Siba e Kiko Dinucci e mostra nitidamente as
influências africanas do cantor pernambucano e a veia sambista do
compositor paulistano. Toda essa mistura para criar uma mistura entre
o ritmo tradicional de Mali, o afrobeat da Nigéria com o samba
brasileiro. A perfeita sincronia entre os vértices deste triângulo
impressionam e impregnam os sentidos de quem percebe além do
hermetismo.
'Obá Koso' quer dizer
“Rei Koso” em iorubá e representa a lenda do menino rei. Uma
bela canção representante do Candomblé Ketu. Com esse sentimento o
'Metá Metá' encerra o álbum mais pesado de sua carreira. Oxalá
venham muitos outros pesados, leves, tortos ou mais tortos... Axé!
Thiago França quer
regatar as charangas de rua que seguirem pelo asfalto de Belo
Horizonte em épocas distantes.
Thiago França é um
dos mais requisitados músicos da nova geração de grandes
instrumentistas brasileiros. Toca saxofone em bandas como 'Metá Metá' – onde divide os palcos com Kiko Dinucci e Juçara Marçal –
e em projetos pessoais como 'Sambanzo' e 'MarginalS', mas também
toca com gente como Criolo, Rodrigo Campos, Elza Soares, Rodrigo Ogi
e muitos outros.
França já em seu
primeiro disco mostrou uma gafieira linda de se ouvir. Depois ele
produziu e se apresentou com Dona Ináh e foi se envolver com a
galera da nova vanguarda paulistana ou com o pessoal do samba sujo de
São Paulo ou da forma como chamam ou são chamados essa nova turma
musical de sampa. Dai para tocar em parceria com gente como Tony
Allen e Mulatu Astatke foi apenas um passo.
Dito
isso, ele lançou um disco de marchinhas de carnaval no primeiro dia
deste 2016 – um álbum que veio dar sequência ao projeto pessoal
da 'Espetacular Charanga'. No primeiro momento, França levantou
temas que remetiam a cumbia e boleros quando lançou o EP 'A Espetacular Charanga do França Ataca Novamente' em 2013. Mas logo
veio com a versão espacial jazzística do projeto em 'Space Charanga' de 2015. Agora ele assume de vez o carnaval e apresenta uma
nova safra de marchinhas inéditas.
O novo disco trás
diversas parcerias como a faixa de abertura, 'O capitão do sax',
composta por França e Alice Coutinho, cantada pela maravilhosa e
inconfundível Juçara Marçal. Douglas Germano dá voz a letra de
'Marchinha do pitbull (homo pitbullicus)' e também toca cavaquinho
nesta composição em parceria com França.
'Adeus saudade' nos
remete aos bons cortejos, composta por França e Rômulo Fróes, que
canta a letra inspiradíssima. 'Gourmetizada' faz uma crítica ácida
a vida social moderna, composta em parceria com Clima e cantada pelo
próprio. Tulipa Ruiz canta 'Cara do apetite', canção que ela mesmo
compôs com França e ainda tem a participação de Luiz Chagas na
guitarra.
França também compôs
sozinho algumas marchas como 'O trombonista' com a guitarra especial
de Rafa Barreto, 'Ferro na boneca' com Kiko Dinucci na guitarra e
'Santa Cecília de Itabirito'. A banda da charanga é França no
sax-alto e tenor, Anderson Quevedo no sax-barítono e flautas,
Amilcar Rodrigues no trompete e flughel, Allan Abbadia no trombone,
Filipe Nader na tuba, Wellington 'Pimpa' Moreira na bateria e agogô
e Samba Sam no surdo. Com participações no flautin e flauta de Cuca
Ferreira, no trombone de Victor Fão e no clarinete de Juliana
Perdigão e Maria Beraldo Bastos.
'O bom marido' trás
Rodrigo Campos na voz, guitarra e composição em parceria com França
– numa típica canção de Campos, onde ele evoca diversos nomes de
personagens naquela característica crônica cotidiana particular.
'Eu vou pra fornalha' é composição de França e Clima, mas com
vocais de Juçara Marçal – a canção evoca os blocos de carnaval
de rua. O coral carnavalesco especialíssimo com gente como Juçara
Marçal, Tika, Victória, Maria Beraldo Bastos, Samba Sam, Caê
Rolfsen, Rafa Barreto e o próprio Thiago França.
Como toda boa folia
carnavalesca, o França também criou o próprio movimento popular
com o 'Espetacular Bloco da Charanga do França', que levou oito mil
pessoas para as ruas de Santa Cecília em São Paulo.
O disco termina com
'Brasirodim' composta por Pimpa, onde ele colocou voz e violão com o
próprio França na flauta – a canção difere do resto do álbum
mas a intenção é essa mesma. “Achei que ia ser massa terminar o
disco com algo apontando pra outra direção. Alguma coisa que não
conversa diretamente com o resto.”, encerra França.
Compositor baiano lança
álbum cheio de parcerias com a turma paulistana, que inclui Rodrigo
Campos e Thiago França.
Vicente Barreto é
antigo parceiro de Alceu Valença e também outros artistas, mas é
mais comumente conhecido como co-autor de 'Morena Tropicana'. Pois
foi recentemente que ele lançou o álbum 'Cambaco'.
Com produção de
Marcelo Cabral, 'Cambaco' tem composições fortes com diversas
parcerias de Vicente; com Rômulo Fróes em 'Tataravô' e 'Chororô',
com Kiko Dinucci em 'É tipo de conversa' e 'Sabiás', com Rodrigo
Campos em 'Karina' e 'Jardim Japão, com Manu Maltez em 'Cambaco' e
'Preço do amanhecer' que abrem e encerram o disco.
Um álbum de ranger os
dentes que representa o encontro do 'Passo Torto' com o 'Metá Metá',
Isto é, Marcelo Cabral no baixo e Rodrigo Campos na guitarra com
Sergio Machado na bateria, Thiago França no saxofone e flauta e a
participação especial de Juçara Marçal cantando em duas faixas –
a faixa-título que abre o disco e 'Herança', feita por Vicente em
parceria com Rafa Barreto, o próprio filho, a quem ele dedica este
álbum.
O fato é que o som
rasgante dos novos vanguardistas paulistanos faz bem ao estilo vocal
de Vicente Barreto meio Gil Scott-Heron, Coehn, Waits etc. A
combinação entre o ruído programado com o cantar quase
declamatório é estilosa e elegante. Com certeza é um disco
importante no cenário atual.
A 'Espetacular Charanga
do França' volta como 'Space Charanga', logo após ter animado o
carnaval de rua paulistano.
Thiago França lançou
um o 'Space Charanga', como um surpreendente desdobramento de sua
'Incrível Charanga': primeiro no compacto 'A Espetacular Charanga do
França Ataca Novamente' e depois no bloco carnavalesco da
'Charanga'.
Uma banda de improviso
jazzistico que faz um som inexplicável e extremamente difícil de
rotular, que poderia ser nomeado como um “jazz-espacial-do-mal”.
Com o próprio Thiago França como comandante, compositor e arranjador e ainda solista nos
saxs alto e tenor. O resto do naipe formado por Anderson Quevedo no
barítono e percusões, Amilcar Rodrigues no trompete e flughel,
Allan Abbadia no trombone e percussões e com Juliana Perdigão no
clarone nas canções 'Abdu' e 'Moacíria'.
Com diversos climas, o
Thiago França criou um mosaico de influências, seja do ethio-jazz
em 'Abdu', nos improvisos malucos jazzisticos da faixa de abertura
'Ngoloxi/ R.A.N.', sigla para “rhythm and noise” (ritmo e poesia
em português).
'Fakechá' é a única
canção que o França divide a autoria com Daniel Bozzio e Marcelo
Cabral, que também integra a 'Space Charanga' tocando baixo acústico
e percussão. A canção, que é um reggae-jazzistico-espacial logo é
seguida pelo ska-ficção-científica de 'Conta'.
Um dos motivos singelos
do disco vem com o delicado dueto entre percussão e saxofone de
'Enquanto ficamos sem água', que sugere o momento em que foi
gravada... ou composta... ou não...
'Cerca Lourenço' é um
samba-noise cheio de energia com um excelente trabalho de bateria de
Sergio Machado. O álbum encerra com o solo de França no chorinho
delicado 'Tão rápido quanto uma paixão de metrô'.
O novo disco da banda
paulistana 'Passo Torto' vem pra confundir e complicar o entendimento
e a percepção.
'Passo Torto' é uma
super banda paulistana. São os caras mais inventivos da cena musical
da cidade de São Paulo. Formada por Rômulo Fróes, Kiko Dinucci,
Rodrigo Campos e Marcelo Cabral.
Junto com a cantora Ná
Ozzetti, eles lançaram o álbum 'Thiago França'. Não... O
saxofonista França não faz e nunca fez parte da banda – assim
como não participa deste disco. Apenas foi homenageado no título
numa clara alusão a eterna confusão que sempre o colocam como
membro deste supergrupo.
O fato é que o França
toca com toda essa galera em seus trabalhos solo, com Kiko Dinucci
ele mantém o 'Metá Metá', que ainda tem a cantora Juçara Marçal,
com o Rômulo Fróes ele gravou o álbum mais recente, 'Barulho
Feio', com Rodrigo Campos gravou o 'Bahia Fantástica' e com o
Marcelo Cabral integra o 'MarginalS', junto com o baterista Tony
Gordin.
Foi então que esse
quarteto de cinco fez um dos álbuns mais complexos do ano – o
álbum 'Thiago França' – com a cantora Ná Ozzetti. O disco é
osso duro de roer e ouvir. Uma pérola que faria sorrir o maestro
vanguardista Itamar Assumpção e que deve deixar orgulhoso o mestre
Arrigo e todos aqueles outros que integraram o movimento de vanguarda
paulistano. Mas não tem saxofone nesse disco...
Essa galera do 'Passo Torto' representa a nova geração de vanguardistas e seguem à
risca a inventividade e dodecafonia e hermetismo. Impossível
terminar a audição deste álbum sem estar modificado ou
transtornado de certa forma – de preferência em posição fetal ou
em desespero catatônico. Tá esperandoquê?
Banda paulistana segue
instigando os ouvintes ao universo das matrizes africanas e ao culto
ao afro-ascendente.
O 'Metá Metá' ataca
novamente com um EP enxuto e coerente com a linha evolutiva
apresentada pela banda até agora.
Formado pelo trio em
excelência, Kiko Dinucci nos vocais, violão e guitarra, Juçara
Marçal nos vocais e Thiago França nos sopros, eles contam com o
auxílio de Sergio Machado na bateria e Marcelo Cabral no baixo.
Esse EP é uma prévia
do que vem por aí, no próximo álbum da banda e apresenta três
canções que são pedras aos ouvidos. 'Atotô' abre o EP com a
saudação a Omulu de Kiko Dinucci, que havia sido gravada
anteriormente no álbum 'Padê' de Juçara Marçal com o próprio
Dinucci – esse álbum pode ser considerado como um dos pontos de
origem para o próprio 'Metá Metá'.
Depois vem o cover
pós-punk d'As Mercenárias', 'Me perco nesse tempo', de autoria de
Edgard Scandurra. Se você ouvisse separadamente essa única faixa,
jamais pensaria que estaria ouvindo o 'Metá Metá'. Rola até um sax sinistro do "espetacular charangueiro" França.
Para encerrar o
assunto, 'Sozinho' é um legítimo samba de Douglas Germano, com
aquelas síncopes tão características do mesmo autor do hino máximo
da banda, a canção 'Obá Iná'. Nessa canção o 'Metá Metá' se
apresenta com a formação acústica do primeiro álbum.
Thiago França lança mais um registro evolutivo de seu próprio processo criativo em outro estado e com diferentes parceiros.
O 'Sambanzo' de Thiago França acontece de forma intuitiva e improvisada – talvez de uma
forma bem mais organizada que os eventos com a outra banda do França,
o 'MarginalS' e bem menos que mais uma outra banda do França, o
'Metá Metá'.
O primeiro álbum da
banda foi 'Etiópia' lançado digitalmente e depois em formato
digipack em 2012. Da forma como foi concebido, o disco foi gravado.
Como um registro ao vivo realizado com muita urgência.
O que não influenciou
o resultado nem a qualidade da obra, gravada com França nos sopros,
Kiko Dinucci no violão e guitarra, Marcelo Cabral no baixo, Pimpa na
bateria e Samba Sam na percussão.
Como o próprio França
alardeia na descrição desse novo produto, o álbum 'AH!', é uma
“versão carioca quase paranormal do disco ao vivo, show sem ensaio
com a galera tocando junto esse repertório pela primeira vez.
Gravado na Audio Rebel no dia 4 de fevereiro de 2014”.
Isto é, gravado ao
vivo com o pessoal do Rio de Janeiro tocando o mesmo repertório do
álbum gravado em São Paulo. Incluindo duas canções
não presentes no álbum de 2012. Uma canção do EP 'A Espetacular
Charanga do França', 'Cumbia, cumbia' e outra inédita, 'Ngoloxi'. Com França no saxofone tenor, Gustavo
Benjão na guitarra, Pedro Dantas no baixo e Thomas Harres na
bateria.
Enfim, o jejum de um
artista viciado em lançar discos – sejam digitais ou não. Uma
pérola do novo cancioneiro popular brasileiro.
Inspirado no universo notívago dos bares paulistanos, o saxofonista Thiago França apresenta uma obra cheia de suíngue e balanço.
Thiago França é
onipresente na nova safra da música brasileira. O saxofonista é
co-fundador da banda 'Metá Metá', junto com Kiko Dinucci e Juçara
Marçal, toca na banda do Criolo, também tem projetos como a banda
'MarginalS', 'A Espetacular Charanga do França' e o 'Sambanzo'.
Neste álbum, ele
apresenta o universo da noite paulistana na visão do escritor João
Antonio. O disco, 'Malagueta, Perus e Bacanaço' é livremente
inspirado na obra literária de mesmo nome, escrita por Antonio. Na
obra, Malagueta e Bacanaço são malandros que vivem de pequenos
golpes nos bares da capital, enquanto Perus é o pivete que se vê no
meio dos dois vagabundos.
Da mesma forma que João
Antonio apresenta uma literatura rimada e ritmada, como fosse uma
longa e extensa canção em homenagem ao trio de golpistas nas mesas
de sinuca da Boca do Lixo em São Paulo, as canções do álbum
contam uma história através dos bailes noturno de gafieira, samba e
bolero.
O álbum 'Malagueta,
Perus e Bacanaço' funciona como uma ópera paulistana, e a canção
título abre a obra como uma Overture, Num samba jazz com um pé na
gafieira. As canções 'Fome (Malagueta)', 'Nostalgia (Perus)' e
'Picardia (Bacanaço)' apresentam os personagens desta ópera da Boca
do Lixo, mas também os definem, respectivamente. Daniel Ganjaman
toca hammond nas duas últimas.
O rapper paulistano Ogi
canta em 'Caso do Bacalao', composta em parceria com Kiko Dinucci,
que ainda toca guitarra e percussão em 'Vila Alpina', que é cantada
e composta por Rodrigo Campos, que ainda toca cavaquinho, guitarra e
violão em outras faixas. A cantora Juçara Marçal canta em 'Na
multidão', um samba moderno composto por Dinucci e Rômulo Fróes.
Compondo sobre temas da
noite paulistana, França consegue te transportar pelo ambiente
através dos movimentos 'São Paulo de noite' e 'Bolero de Marly',
que representam uma jornada madrugada adentro, enquanto o 'Tema do
Carne Frita' apresenta a figura do lendário jogador de sinuca
paulistano.
'De volta à Lapa'
encerra a tour pela noite da capital paulista com direito a visita na
padaria da esquina, pela locução especial de Maurício Pereira.
Além das participações já mencionadas, e de Thiago França nos saxs (alto, tenor e soprano), flauta e pocket
piano, o disco também foi gravado por Anderson Quevedo no sax barítono, Amilcar Rodrigues no
trompete e flughel, Didi Machado no trombone, Pimpa na bateria e
percussão e Marcelo Cabral no baixo.
Um álbum feito como uma
adaptação sonora da obra de João Antonio, 'Malagueta, Perus e
Bacanaço'. Agora é só esperar o próximo script com a logomarca
'França S.A.'.
Thiago França ataca novamente com um disco digital, apresentando e misturando ritmos latinos como cumbia, maxixe e ragga.
'A Espetacular Charanga do França Ataca Nocamente' é o nome do álbum. Um disco com esse nome
tem que ser muito bom. Porém – e sempre tem um – são apenas quatro
músicas... Em compensação, são quatro belas canções!
Enfim... Esse França é o próprio selo de qualidade de música boa paulistana. Se tem o França! Pode crer
que é bom. Seja 'MarginalS', 'Sambanzo', 'Duas Sessões', 'Metá
Metá' e em projetos com Dona Inah, Rodrigo Campos ou Criolo. Sem menosprezar outros paulistanos, apenas para deixar claro que se tem o dedo – ou o beiço – do França existem grandes possibilidades do som ser instigante e inventivo.
O álbum abre com
'Hasta la cumbia', que o nome entrega todo o estilo, mas com o nome
de extrema beleza plástica fica impossível não cantarolar a
melodia e balançar os pés, braços, quadris etc. Continue de pé
para bailar 'Cumbia cumbia' na sequência.
O lado B do compacto,
começa com a mistura inspirada de ragga com maxixe, 'Raggaxixe'.
Seguida pela também inspirada 'Pedra do rei', que encerra o petardo
com paticipação na bateria de Tony Gordin e Wellington Pimpa
Moreira, que também toca percussão.
Todas as faixas foram
compostas e arranjadas pelo França, com o próprio tocando saxofone
alto, acompanhado de Anderson Quevedo no saxofone barítono, Amilcar
Rodrigues no trompete, Didi Machado no trombone e Samba Sam no surdo.
Como uma amostra
espetacular, Thiago deixa no ar a possibilidade de um 'Retorno da
Espetacular Charanga do França' num futuro bem próximo. Oxalá
soprem ventos que entoem em únissono com os sopros que aqui partem!
2013 A Espetacular
Charanga do França Ataca Novamente
Dois dos mais ativos
artistas brasileiros lançam discos instrumentais em parceria no
início deste ano.
Thiago França toca com
todo mundo, Kiko Dinucci também, e juntos mantêm o grupo 'Metá
Metá', que lançou ano passado o álbum 'MetaL MetaL'. Pois os caras
não param mesmo e já lançaram dois discos de música instrumental.
O arquivo intitulado
'Duas Sessões' é referente aos álbuns 'Funfun Sessions', com a
dupla, e 'Dada Rádio Sessions', com a dupla e a bateria de
Sergio Machado, que também toca com o Thiago França no show do Criolo – além de tocar com o 'Metá Metá'.
O som é torto e
experimental e ambos discos seguem rumos diferentes. Em 'Funfun
Sessions', Kiko Dinucci e Thiago França propõe um exercício entre
saxofone e violão, cada qual improvisando através do momento e
juntos criando peças únicas de mais de oito minutos cada. Sobre os títulos,
'Ngoloxi' são de influência do candomblé Angola, ao qual França mantém ligação.
'Dada Rádio Sessions'
explora um lado mais percussivo da dupla Dinucci e França, com
adesão de Sergio Machado nas baquetas. As faixas foram gravadas ao vivo, durante um programa de rádio online. Cabem experimentos e delicadeza, bem como uma canção com vocais, 'Sambaúba'. Uma experiência extrema para
os que ousarem baixar a dupla sessão.
2013 Funfun Sessions –
Thiago França e Kiko Dinucci
1. Ngoloxi, #1
2. Ngoloxi, #2
3. Ngoloxi, #3
2013 Dada Rádio
Sessions – Thiago França e Kiko Dinucci e Sergio Machado
O Metá Metá virou 'MetaL MetaL' - ainda com Kiko Dinucci no violão e agora assumindo de vez a eletricidade da guitarra, Juçara Marçal com a voz e Thiago França no saxofone, flautas e efeitos, mas também com adição de Marcelo Cabral no baixo, Sergio Machado na bateria e Samba Sam na percussão.
Com essa formação, a banda já tocava ao vivo desde o final do ano passado e foi com ela que gravou, praticamente ao vivo, o segundo álbum, 'MetaL MetaL'. Algumas releituras de canções de discos como o 'Padê' de Juçara Marçal e 'Pastiche Nagô' do Bando AfroMacarrônico. Todas canções ficaram muito pesadas - quiçá por causa do uso dos efeitos na guitarra e nos sopros e pelo inserção do baixo, bateria e percussão - com uma pegada afro-punk-rock-heavy-metal-pedrada-na-orelha.
O disco abre com 'Exu', um tambor de mina Nagô, do Maranhão - de domínio público - seguido por 'Oya', parceria de Kiko Dinucci com Dougas Germano, canção da época do Bando AfroMacarrônico (do qual Germano também fez parte), que tem um final catártico e apoteótico, pra não dizer cataclísmico. Depois vem a bela regravação de 'São Jorge', que funciona como a derradeira atualização da canção composta por Kiko Dinucci, seguida por outra faixa de domínio público, a cantiga de candomblé para Oxum, 'Man feriman', com um saxofone atômico entoado por Thiago França (from Sapartaaaaaaa!).
'Rainha das cabeças' é mais uma com a co-autoria de Douglas Germano - que também foi regravada - desta vez com a guitarra endiabrada de Kiko Dinucci. 'Cobra rasteira' é uma doce melodia, com poesia única sobre os caminhos curvos, turvos e sinuosos, num dueto suave entre Juçara, Kiko e o sopro de Thiago servindo de contrapondo. 'Logun' é mais uma faixa dedicada aos orixás, que é um afrobeat pesadão com um riff poderoso, pontuado pela guitarra e sax-tenor.
Não foi só Kiko Dinucci que aderiu aos efeitos com sua utilização da guitarra, Thiago França também passou a usar os efeitos com o uso do EWI. Em 'Orunmila' (outra parceria com Germano) o som dos sopros cheios de efeitos abre a canção seguido pelo solo de guitarra, deixando a faixa poderosa e suja. "Palavra de Ifá"!!! 'Tristeza não' - composta por Alice Ruiz e Itamar Assumpção - já vinha sendo tocada nos shows e encerrou o disco com uma delicadeza ímpar.
'MetaL MetaL' é um álbum para se ouvir várias vezes, seguidas vezes, às vezes…. Ouvir 'MetaL MetaL' é complementar a porção mentaL de cada um! Quer ouvir 'MetaL MetaL'? Baixa já!
2012 MetaL MetaL
1. Exu
2. Oya
3. São Jorge
4. Man Feriman
5. Rainha das cabeças
6. Cobra rasteira
7. Logun
8. Orunmila
9. Tristeza não
O Sambanzo é uma banda instrumental que toca estilos tão díspares como samba de gafieira, carimbó, forró, ponto de umbanda, afrobeat e guitarrada. Tudo com uma pegada jazzística e extremamente suingada.
Thiago França é saxofonista e já tocou com Criolo, gravou em trio com Kiko Dinucci e Juçara Marçal, no ‘Metá Metá’, e também lançou o ‘disco sem nome’ do ‘MarginalS’.
Kiko Dinucci é compositor de mão cheia, violonista e cantor, tem a carreira solo (disco gravado com várias parcerias), os discos com o ‘Bando AfroMacarrônico’, o projeto em parceria com Douglas Germano, o ‘Duo Moviola’, e as grandes participações em discos de outros artistas.
Marcelo Cabral é baixista, que além de tocar no ‘MarginalS’ e no já citado ‘Sambanzo’, também divide a cena do ‘Passo Torto’ com Dinucci, Romulo Fróes e Rodrigo Campos. Além de ter produzido um dos melhores discos do ano passado, o ‘Nó na Orelha’, do Criolo.
O bateirista Pimpa e o percurcionista Samba Sam completam essa banda intuitiva que apresenta temas simples, com harmonias de dois acordes (geralmente tônica e dominante), e até melodias de um só acorde. Com uma sonoridade única, o Sambanzo destila veneno em vários estilos musicais.
O disco é produzido por Rodrigo Campos e pelos integrantes do Sambanzo, França, Dinucci, Cabral, Pimpa e Samba Sam. Gravado por Diogo Poças, Emilio Minduca e Léo Mendes no estúdio Plug-in. Mixado e masterizado por Carlos Lima no estúdio YB. O design da capa foi feito pelo próprio Kiko Dinucci.
2012 Etiópia
1. O sino da igrejinha 2. Xangô 3. Tilanguero 4. Capadócia 5. Xangô da Capadócia 6. Etiópia 7. Risca-faca
Qual é a cara dos MarginalS? Tem a cara do trio Thiago França, Marcelo Cabral e Anthony Gordin – sopros, baixo e bateria, respectivamente.
Juntos, França, Cabral e Gordin, formam o MarginalS, e fazem um som instrumental que dificilmente se encaixa em qualquer estereotipo ou rótulo. É um som que muda a cada dia, porque é totalmente improvisado.
A banda lançou um disco pela internet no momento em que comemorava o primeiro aniversário como grupo e o Thiago França conversou sobre esse álbum.
Como é o som dos MarginalS?
Nosso som é 100% improvisado, ou seja, cada show é único, tudo é espontâneo e instantâneo, mas o MarginalS tem uma cara, um jeitão, e uma sonoridade. A gente passeia pelo caos e pelo lírico, por grooves pesados e abstrações musicais. O grande lance é o encontro dos três, eu Cabral e Tony, cada um com a sua história e fazendo um som junto. Eu, por exemplo, tô sempre pensando em caminhos alternativos como solista, o saxofone já foi explorado tanto que parece que não há mais o que fazer. Tenho usado alguns pedais de efeito (delay, octaver, phaser…) pra criar texturas e situações, montar acordes, distorcer o som do instrumento, dá pra sacar bem isso no disco. Ou às vezes, simplesmente me jogar na fogueira sem saber o que vai sair e criar em cima disso. O disco não teve pós-produção, todos os efeitos rolam na hora mesmo, tudo ao vivo, a não ser na última faixa do disco (parte 2, parte 3), que passamos um filtro na bateria e colocamos um drive (aquele efeito meio rachado) no baixo acústico e no EWI (que é uma espécie de saxofone MIDI, tipo um teclado), mas ficou sutil e natural, muita gente nem percebe. Daqui um ano, não sei como vai estar o som, e não importa: o mote mesmo é tocar junto, o que acontece quando nós três nos encontramos, aconteça o que acontecer, um por todos, todos por um. Estamos bem felizes de ter gravado o disco e lançado no nosso aniversário de um ano e da repercussão que está tendo.
Como nasceu o disco sem nome? Foi pensado em algum conceito?
O disco existe por ele próprio, como um retrato. Não sei se você está se referindo aos vídeos do MarginalS no youtube. Eles não tem a ver com o disco, são extratos de gravações da época que a gente tocava no +Soma. Queríamos disponibilizar alguma coisa, mas um trecho sozinho não tem o mesmo sentido que no set completo (geralmente com 1 hora de duração), pois como a gente toca sem parar, o que vem antes e depois é essencial, muda completamente a impressão daquele som. Daí veio a idéia dos vídeos, que no caso, a música entra quase que como trilha sonora e ganha vida própria, independente do todo de onde ela surgiu.
Porque MarginalS e não Marginais? O que significa o S maiúsculo?
Não foi uma escolha muito pensada… aliás, nada do que a gente faz é, é tudo meio na base da intuição. Depois de uns meses de resistência minha, começamos a escolher o nome. No início eu não queria, por mim seria só o nome dos três. Mas fomos percebendo que nasceu ali uma coisa nova e única, era mais que um encontro casual. Quando o Cabral apareceu com o nome, eu e o Tony gostamos de cara, soou bem e pareceu correto pra proposta do som. O "S" maiúsculo foi sem querer também. Quando eu estava criando a home no facebook, já existia um "Marginals" e o sistema não aceitava. Coloquei o "S" e rolou. A opção de manter assim foi estética, o nome virou uma espécie de logo.
Você acha que existe um cenário de música instrumental hoje? Onde o MarginalS se encaixa?
Cena ou cenário, acho que é a mesma coisa, mas se usa mais "cena"… Tenho ouvido muito que o MarginalS é "meio jazz mas com uma pegada de rock". Gosto disso. Não consigo enxergar exatamente uma cena instrumental X ou Y, mas, fazendo um recorte com "pegada rock", uns mais, outros menos, eu curto e acho que tem a ver com a gente o Burro Morto, Macaco Bong, M.Takara3, Hurtmold, Guizado e o PsychoJazz.
Pirataria X acessibilidade?
A gente é completamente a favor de disponibilizar tudo, mas nessa questão que você levantou, baixar um disco é só a ponta do iceberg. Historicamente, tirando alguns medalhões como Ivete Sangalo, Roberto Carlos, Xitãozinho e Xororó, entre outros desse quilate, artista nenhum ganhou dinheiro com venda de disco, o disco sempre pertenceu às gravadoras. Hoje, o disco é propriedade do artista, somos nós que decidimos o destino dele. Daí, você vê artistas como o MarginalS, o Metá Metá (que tem eu, Kiko Dinucci e Juçara Marçal), Criolo, Romulo Fróes, entre muitos outros, disponibilizando seus discos pra quem quiser baixar, enquanto outros artistas tão fazendo de tudo pra impedir isso, vide o caso da Ministra Ana de Hollanda. Ela tem os motivos dela. Independente duns trocados a mais ou a menos que viriam pros nossos bolsos, o acesso leva e traz muita coisa pra muita gente. Funciona quase que como um acordo de cavalheiros, você baixa o meu, eu baixo o seu, e tá tudo certo, todo mundo quer ouvir e ser ouvido. No lançamento do CD do Metá Metá em Curitiba tinha gente cantando todas as músicas do disco, e curiosamente, essas são as pessoas que compram o disco, elas valorizam o artista. Num texto de 25 anos atrás, O Hermano Vianna contava que o dono dum selo de música africana tentou lançar o Fela Kuti aqui no Brasil nos anos 80 e nenhuma gravadora se interessou. Isso é acessibilidade, você ter liberdade pra ouvir e pesquisar o que você quiser, apreciar música livremente, longe dos grilhões do jabá. 90% do que eu conheço de música africana, que é indispensável pra tudo que eu faço hoje, é graças a internet. Da mesma forma, as coisas que a gente faz chegam com muito mais rapidez ao público e com uma abrangência enorme, que é muito favorável. O cara que baixa música em casa é o mesmo cara que há um tempo atrás, copiava um vinil ou CD numa fitinha cassete. A proporção disso hoje em dia é infinitamente maior, mas esse cara só quer ouvir música. Pirataria é outra coisa... Pirata é quem lucra com essa "transação". Você não paga pro artista, você não paga o download pro dono do site, mas o provedor de acesso você paga… Vixi, que esse papo vai longe…
Não tem capa, é? ...E qual é o nome do disco?
Tem capa sim, é essa foto da gente jogando bocha, mas não tem nome. No arquivo está como (disco sem nome), talvez esse seja o nome. Na real, muita gente simplesmente diz que é o disco do MarginalS, algumas pessoas estão chamando de "o disco da bocha" - isso eu acho legal, tipo Beatles, que tem o "álbum branco", saca? Hehe... Mas a idéia por trás disso é não induzir a audição do disco, por esse mesmo motivo, as faixas também não tem nomes, apenas indicações, "prólogo", "parte 1", etc… que servem meramente pra formalizar o começo e fim de cada idéia musical que apareceu, mas, ouvindo do começo ao fim, é imperceptível. É muito comum termos feedbacks completamente diferentes do público e a gente gosta disso. Tem gente que lembra de coisas da infância; uns falam que não pensam em nada, que rola um transe; uma vez, uma amiga disse que durante um set do MarginalS teve um insight de como resolver um pepino no escritório. Isso, pra gente, é muito mais importante do que se tivesse alguém prestando atenção em escalas, harmonias, quais pedais eu uso e quando. Queremos dialogar com o nosso tempo, com a cidade e com as pessoas. Não quero ser dissecado por estudantes de música nem virar matéria de faculdade.
2011 MarginalS (Disco sem Nome) ou (Disco da Bocha)
1. Prólogo 2. Parte 1, parte 1 3. Parte 1, parte 2 4. Parte 1, parte 3 5. Parte 1, parte 4 6. Intermissão, parte 1 7. Intermissão, parte 2 8. Parte 2, parte 1 9. Parte 2, parte 2 10. Parte 2, parte 3
O novo disco do Kiko Dinucci, ‘Metá Metá’, em parceria com Juçara Marçal e Thiago frança, é uma das gratas surpresas do ano.
O álbum abre com ‘Vale do Jucá’, música de Sibá Veloso, que enche os ouvidos com uma formação enxuta, da voz de Juçara, violão de Dinucci e sax do Thiago. O disco todo foi gravado nessa formação enxuta de voz, violão, sax e flauta, eventualmente – como em ‘Umbigada’ – mas ainda assim com algumas participações especiais.
‘Papel sulfite’ a voz de Juçara faz um duelo com o sax de Thiago, com o violão ao fundo. Em ‘Trovoa’, Dinucci transforma a composição de Maurício Pereira em quase um chorinho-blues, a canção só tem flauta, voz e volão.
A canção ‘Samuel’, que Dinucci compôs em parceria com Rodrigo Campos, que também participou da gravação. A partir dessa faixa, ‘Vias de fato’, o trio passa a ser acompanhado de Samba Ossalê na percussão e Sérgio Machado na bateria. ‘Oranian’ tem uma levada selvagem e um solo de sopro-atômico.
A música seguinte continua a pancada e leva o incauto ouvinte ao terreiro qualquer de ‘Obá Iná’. Em ‘Obatalá’ – bela composição de Dinucci – o trio volta ao formato enxuto e faz uma delicada gravação, com ótimos momentos de improviso de saxofone, bela impostação de voz de Juçara e o violão sempre marcante de Dinucci.
O disco encerra com ‘Ora iêiê o’, que traz um sensacional arranjo para o ponto de Oxum da casa de Fanti-Ashanti.
2011 Metá Metá – Kiko Dinucci + Juçara Marçal + Thiago França
1. Vale do Jucá 2. Umbigada 3. Papel sulfite 4. Trovoa 5. Samuel 6. Vias de fato 7. Oranian 8. Obá Iná 9. Obatalá 10. Ora iê iê o
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