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7.12.2015

SENDEIRO LUMINOSO DO AMPLEXOS

Banda 'Amplexos' apresenta continuação do caminho iniciado no disco anterior e uma busca por um caminho espiritual interior.


Não dá pra falar do 'Amplexos' sem mencionar a guinada no som que eles se proporcionaram. Uma mudança é complicada, ainda mais quando envolve todo o coletivo.

A banda do interior de Volta Redonda, no estado do Rio de Janeiro, começou a carreira em 2008 com o ótimo álbum de estréia auto-intitulado. Chegou a lançar um single em 2010, que trazia uma regravação de uma canção e uma versão de 'Off the Wall' de Michael Jackson – essa cover ditou todo caminho seguido pela banda a seguir.

Na verdade o 'Amplexos' tinha tudo para virar mais uma bandinha pop de encher estádio, com todo mundo cantando em uníssono etc e tal. Mas não virou... A banda cresceu, amadureceu e foi pra rua buscar sua identidade.

Com muito improviso, os caras da banda criaram um repertório único e uma pegada peculiar que os identifica na primeira audição – poucas bandas conseguem isso. Mas também o 'Amplexos' não é nada iniciante e está lançando agora o terceiro álbum – com uns três singles ai pelo meio de tudo – 'Sendeiro', que quer remeter ao caminho luminoso que a banda empreendeu.

Nesse caminho, a banda recebeu a visita do guitarrista Oghene Kologbo, que tocou com Fela Kuti e Tony Allen e abriu novos horizontes para os integrantes – Guga na voz e guitarras, Leandro Vilela nas guitarras e voz, Nartchê nos teclados e vocais, Polito no baixo, Leandro Tolentino nas percussões e Mestre André na bateria.

Com produção deles mesmos e total influência de Buguinha Dub, a banda apresenta um disco curto e totalmente não radiofônico a banda apresenta uma urgência sonora poucas vezes vista ou ouvida na música brasileira.

Um som coeso e surpreendente, o 'Amplexos' entrou definitivamente no cenário das grande bandas nacionais. Ouçam 'Sendeiro'.

2015 Sendeiro

1. A tecnologia
2. Miragem
3. O presente
4. Cai pra dentro
5. Do perdão
6. Travessia
7. Om

11.04.2012

A ALMA DA MÚSICA DA AMPLEXOS



Depois de lançarem quatro faixas arrasadoras, no 'Manifesta EP', a banda Amplexos mostra a que veio com este lançamento. O álbum 'A Música da Alma' foi gravado ao vivo num estúdio em Volta Redonda-RJ, com produção e mixagem de Buguinha Dub e masterização de Gustavo Lenza - com a direção de Jorge Luiz Almeida nos vídeos maravilhosos.

O afrobeat de Fela Kuti foi uma das grandes influências para a composição deste disco, como a faixa entitulada 'Afrobeat', 'Making love' e 'Leão'. Mas também tem as canções com levadas dubs como 'Filho', 'O homem', 'Mistério' e 'Festa'; ska com 'Boladão'; e outras faixas, que seguem de perto os estilos jamaicanos, mas que salpicam temperos brasileiros e populares nessa mistura, como 'Sim' e 'Falsa salsa', que abre o álbum, fazendo uma ponte entre o som dos primórdios da Amplexos com este novo som da alma da Amplexos.

Ultimamente, a Amplexos tem feito uma série de shows com Oghene Kologbo, guitarrista nigeriano, que gravou com Fela Kuti, e seguido sua instrução de tocar onde o povo está. Eles levam os equipamentos para as ruas e tocam para o publico passante. "Isso tem sido fundamental para gente perceber que a nossa música pode ser absorvida por qualquer pessoa", revelam.

Recentemente, a banda gravou uma faixa para um tributo ao 'Raça Negra', no disco 'Jeito Felindie', 'Quando te encontrei', que virou uma pérola de levada soul. Amplexos divide o disco com Lulina, Hidrocor, Giancarlo Rufatto, Nevilton, Letuce, entre outros.

A parte disso tudo, a banda entrega um álbum coerente e cheio de nuances, que transportam o ouvinte ao universo Amplexos. Que belo universo é esse! Cheio de swingue, suor e graça. Vale a pena ouvir essa 'Música da Alma'.

2012 A Música da Alma


1. Falsa salsa
2. Boladão
3. Making love
4. Sim
5. Afrobeat
6. Filho
7. O homem
8. Mistério
9. Festa
10. Leão

ABAIXAR

12.11.2011

THE AMPLEXOS SOUL SOUNDSYSTEM

O som do ‘Amplexos’ mudou. A banda seguiu um caminho incomum, saindo da zona de conforto e lançando um novo EP, com uma pegada diferente e inovadora.

Lembrando que o primeiro disco do ‘Amplexos’, de 2008, foi um grande sucesso na internet e figurou entre as primeiras colocações em várias votações na internet. Mesmo assim a banda parou de tocar as músicas deste disco e corajosamente investiu em um material mais recente, neste ‘Manifesta EP’.

O ‘Amplexos’ existe há três ou quatro anos, e nota-se a evolução instrumental dos integrantes, Guga na voz e guitarra, Leandro Vilela na guitarra, Flavio Polito no baixo, Martché nos teclados, Leandro Tolentino na percussão e Mestre André na bateria.

Neste EP, eles flertam com ritmos como dub, reggae e afrobeat. Conversei com Guga sobre este lançamento...

Como foi a gravação deste EP?
Gravamos em Volta Redonda, interior do Rio, com o Jorge Luiz Almeida. Depois, levamos as gravações todas pro Buguinha, que fez a mix, a masterização e os dubs!!!
A gente entregou uma parada que já tava pronta, mas tava crua... Tipo, se tu reparar, as músicas são bem longas, porque a gente foi tocando eternamente... Já pensando nas brincadeiras do Buguinha.

Amplexos - Leão (ao vivo) from amplexos on Vimeo.

Mas influenciou bastante o som de vocês, né? Porque está bem diferente do primeiro disco e do EP ‘A Atriz’...
Então, cara... Na verdade, o Buguinha não sabia nem o que era a parada... Hehehehe. A gente gravou por conta própria mesmo, com o Jorge dando aquela moral no estúdio (ele conseguiu fazer o que a gente queria, que era captar todo mundo tocando junto, ao vivão). Depois é que a gente foi caçar alguém pra fazer esse trabalho pós, e a gente já tinha as referências todas na cabeça de Lee Perry, King Tubby... Aí a escolha do Buguinha foi natural. Ele curtiu o que escutou, foi entrando na onda e acabou tendo bastante liberdade ali durante a mix...
Mas a sonoridade a gente foi desenvolvendo desde 2010, cara. É uma parada que a gente já vinha fazendo, um pouco às escondidas (por trás de ‘A Atriz’ e do nosso primeiro disco).
Foi uma busca mesmo, de encontrar o que batia na gente, o que tocava mesmo, de verdade... Espiritualmente e musicalmente.
E a música negra era o que a gente ouvia, era o que emocionava a gente, é o que emociona... Aí foi só lapidar essa parada, construir em cima daqueles sentimentos.

[Clique aqui para ver o registro do processo criativo da banda]




Quais são os planos para depois desse EP?
A idéia era lançar um disco cheio, que tá até pronto, com 10 faixas, mas resolvemos segurar um pouco porque o ano foi acabando (e fim de ano não é lá muito bom pra lançamentos de discos, exceto do Rei Roberto).
Mas como a gente já vinha divulgando e muita gente vinha "cobrando", pegamos três músicas desse disco e fizemos o EP.
Que é também um teste dessa sonoridade nova que você fala, com os fãs, com o pessoal que curtia a onda do primeirão, de ‘A Atriz’.

Então vai sair um disco cheio, todo produzido pelo Buguinha, né?
Sim, pro ano que vem!

Tem previsão?
O disco sai em fevereiro ou março - antes deve rolar um crowdfunding pra ajudar a gente com umas loucuras aí. A gente quer testar essa parada pra ver se dá certo mesmo! Hehehehehe.

O Manifesta foi independente total?
Yes... O disco todo, desde gravina, mix, master... A gente já vinha pagando com grana de caixa que a gente tinha, de show, de material que a gente vendia e de outros trampos também, é claro.
Porque somos músicos, mas não dá pra viver só de um trabalho... a gente tem vários outros projetos.
E aí sai uma grana aqui, outra ali, tem o trabalho em estúdio que alguns de nós fazemos...

Mas pra bancar esse EP, o que a gente fez foi um show por aqui.
Lançaram uma campanha no facebook (clique aqui para ver esse evento), pedindo pra que a gente voltasse a tocar as músicas do primeiro disco nos shows.

[amplexos] ensaio_5/11/11 FALSA_VALSA from amplexos on Vimeo.

Mas eu curti bastante essa nova sonoridade... Mas vocês não têm medo de alguns fãs não gostarem?
Medo não... Alguns já apareceram dizendo que não gostaram até, mas apareceu muito mais gente dizendo que curtiu demais, apareceu muita gente nova, que não conhecia a banda antes e que chegou por conta dessa sonoridade nova.
Quem vê a gente tocando sabe o que é, sente a parada.

Eu sempre achei referencias aos Mutantes no som de vocês - principalmente no primeiro disco...
A gente escutou Mutantes pra cacete mesmo!
Hehehehehehehe.
Ainda tem um pouco dessa onda, ontem mesmo eu tava escutando ‘Cantor de mambo’ aqui, chapaaaaaaaaando... Que guitarra!

Inclusive a versão de ‘A atriz’ no disco é bem mais “rockenrou” - eu curto bastante...
É, bem mais crua, bem mais direta.

Mas a versão do EP até indica - de certa forma - um caminho pro próximo disco... Não acha isso também?
Eu acho, cara. Ela tem um lance de encaixe, no arranjo, umas guitarras e orgãos com uma onda bastante ska/reggae em alguns momentos. Tem o lance de ela ser dançante (apesar de ser mais próxima de disco music, eu acho) e a onda psicodélica do final...
Mas é um caminho pra essa sonoridade, sim.

Tem uma parada que a gente lançou, há alguns meses, para os fãs. Uma versão DELUXE do primeiro disco, que tinha, além das duas versões de ‘A atriz’, uma versão de ‘Off the wall’ do Michael Jackson, que gravamos pra um tributo que ia sair (e que eu nem sei se saiu, de fato) só com artistas indies.

[Quem quiser pode ouvir essa faixa no player ao lado - ou baixar aqui.]

Essa gravação é de 2010 e é afrobeat total, já tem bastante do som de MANIFESTA, negão mesmo.



Falando em direitos autorais... Como vocês lidam com os free-downloads?
O lance do download grátis é uma parada que a gente acha natural, tem que ser assim. É o jeito de chegar até as pessoas mais facilmente, não tem muita escolha. O EP a gente não deve lançar em CD físico não, mas o álbum, que sai no ano que vem, com certeza, até em vinil, se tudo der certo!!!
No show, o cara que curte acaba ficando emocionado com aquilo, tocado, sangue quente, lágrima nos olhos... Esse cara compra o CD mesmo, isso é fato. Se tem a barraquinha com o CD ali, ele compra - a gente sabe por experiência.
Com o primeiro foi assim, acontece com a gente também, quando a gente vai em shows bacanas.
Mesmo com o disco completinho no HD, no iPod, ainda existe aquela coisa de comprar o material, dar aquela digerida...
E a Ana Costa também, fazendo um trabalho maravilhoso de projeto gráfico, isso tem que sair fisicamente, não tem jeito.

2011 Manifesta EP

1. O leão
2. Making love
3. Festa

Abaixar

4.18.2010

UMA PEQUENA AMPOLA DE AMPLEXOS

A banda ‘Amplexos’ já no disco de estréia, em 2008, mostrou uma instrumentação coesa e com boas letras e canções.

Confesso que mesmo assim, o disco não entrou na minha lista de melhores daquele ano, mas a estréia foi um grata surpresa e me deixou ansioso por um novo trabalho. O segundo disco é sempre melhor – a regra é clara!

E o segundo é ainda melhor quando vem com uma amostra grátis. Se no álbum de estréia, a banda apresentava seu trabalho de forma bastante popular na forma de um bom rock independente. Nesse novo trabalho eles mostram a vontade de também serem dançantes.

A banda é formada por Guga na voz e guitarra, Leandro Vilela na guitarra, Flavio Polito no baixo, Martché nos teclados e órgãos, Leandro Tolentino na percussão e agora com Vinícius Leonardo na bateria, no lugar de Helio Ventura

Agora eles re-lançam a música ‘A atriz’ como single, com um novo arranjo, que antecipa a pegada do próximo disco. Na primeira versão, do álbum de estréia, a música era um rockezinho energético e eficiente – e digo rockezinho sem querer depreciar a canção. A segunda versão tem mais suingue e termina numa orgia psicodélico-depressiva.

Foi mal que eu tô falando difícil... Mas é que esses ‘Amplexos’ são demais! Bem mais que os côncavos ou os convexos, que também aos aspectos cognitivos dos complexos dos disléxicos...

Então fala ai Guga...

Pode me indicar as principais diferenças do som do ‘Amplexos’ de 2008 pra esse de 2010?

Em 2008 a gente fez poucos shows, a produção do disco foi feita muito lentamente, pois dependíamos de inúmeras coisas pra que a coisa saísse. Mas quem foi aos shows no ano passado sabe que a diferença não é lá tão gritante assim, foi uma coisa gradativa. O nosso disco, lançado em 2008, é bastante diferente dos shows que a gente já vinha fazendo há tempos. O disco surgiu de uma necessidade de registrarmos uma história - então lá tem músicas de 2006, 2007, 2008... coisas que não tocávamos mais nos shows, etc. É um apanhado geral, uma coletânea e, mais do que qualquer coisa, é um presente para o pessoal que nos acompanhava desde cedo. Hoje, a nossa preocupação maior é ter uma identidade bem formada, é que o disco novo venha com uma unidade, um conceito, pois sabemos que a nossa estréia foi exatamente o oposto disso, apesar de ser um trabalho que a gente gosta. Posso dizer que deixamos de lado algumas influências que trazíamos "de graça" pra nossa música e trouxemos outras que realmente nos batem, nos emocionam. Acho que a principal diferença a ser notada é que as músicas estão todas muito dançantes, mas sem que sejam festivas.

O que podemos esperar do disco novo? Podemos esperar ele pra quando?

No momento, estamos na fase de escolha do repertório ainda, estamos definindo o que vai entrar e arranjando as músicas com muito carinho. Posteriormente, vamos tentar nos aproximar de pessoas que a gente gosta e que nós achamos que vão contribuir de alguma forma, na produção, na gravação e até mesmo participando das gravações de instrumentos e vozes adicionais. Temos tudo bem prontinho - a idéia geral, o conceito, a sonoridade, a timbragem. Então, em relação ao grosso já está tudo definido. Agora é acertar tudo e começar a gravar. A idéia é gravá-lo todo ao vivo em estúdio, como foi feito em "A Atriz". Esse ano a gente grava ele, sem dúvidas... a questão é se ele vai ser lançado esse ano ou não. Acredito que na internet ele já estará em 2010, a versão física é que deve demorar um pouco mais.

Vocês ficaram surpresos com a eleição do ‘Amplexos’ para melhor do ano em 2008 no prêmio Uirapuru da revista ‘O Dilúvio’?

Ficamos um pouco. Por mais que tenhamos muita gente que gosta da banda e participa de votações, premiações e compra nossas coisas, vai aos shows, achávamos um pouco difícil faturar o prêmio por conta da concorrência mesmo, que era forte. Mas ficamos muitíssimo felizes com tudo, já que é uma revista que gostamos demais, somos ativos na comunidade, etc. Pra nós foi uma honra, mas uma surpresa, sem dúvida.

2010 A Atriz (EP)

1. A atriz

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2008 Amplexos

1. Eterno retorno
2. Deixa dizer
3. Falsa valsa
4. Vê se tá bom de açucar
5. Eu e o silêncio
6. Choveu
7. Mais blues
8. A atriz
9. Diminuto (instrumental)
10. O pássaro

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