Homenagem a cantora Angela Rô Rô, valoriza as grandes composições desta intérprete autoral, na voz dos novos artistas da música brasileira.
“Coitadinha, Bem
Feito” é um álbum tributo à compositora Angela Rô Rô produzido
por Zé Pedro, com releituras de clássicos do repertório da
cantora, feitas por cantores da cena musical atual.
Abrindo com o hit
máximo da carreira desta artista, “Amor, meu grande amor”, na
voz do cantor Lucas Santtana, que desconstruiu o belo blues com
programações e samples pontuando a melodia executava em baixo,
órgão e sintetizadores – todos executados por Santtana. A bela
canção “Renúncia” tem Lirinha, Pupillo, Berna Ceppas, Igor
Medeiros e Rodrigo Coelho.
Leo Cavalcanti
apresenta uma versão singela de “Carne e case”, com o auxílio
do violoncello de Bruno Serroni. Rômulo Fróes apresenta “Só nos
resta viver” no violão, com Luca Raele no clarinete. “Mares de
Espanha” foi interpretada por Thiago Pethit, com Pedro Penna,
Camila Lordy, Anderson Ambrifi e Leonardo Rosa.
Tatá Aeroplano
apresenta a “Balada da arrasada” com Junior Boca, Meno Del
Picchia e João Leão. A canção que dá título ao álbum,
“Coitadinha, bem feito”, chega na voz de Otto, com Pupillo na
bateria, teclado e programações e Regis Damasceno no baixo e
guitarra. Gui Amabis entrega “Abre o coração”, também com
Damasceno.
“Gota de sangue”
aparece pelas mãos do multi-instrumentista e responsável pelo
padrão de qualidade do “CSS”, Adriano Cintra. Enquanto Pélico é
o responsável pela releitura de “Não há cabeça”, com Jesus
Sanchez, Tato Cunha e Bruno Bonaventure.
“Fogueira” tem
Rodrigo Campos na guitarra e voz e também Rica Amabis e Alexandre
Ribeiro. Kiko Dinucci apresenta “Tango da bronquite”, numa
reconstrução em voz e violão, com os teclados de Zé Nigro. Rael
da Rima vem com uma banda de responsa em “Perdoai-os, pai”, com
Muka Brass, Rafael Costa, Bruno Marccuci e Bruno Dupré.
“Fraca e abusada”
tem a voz de Gustavo Galo, com Pedro Gongon Manesco, Del Picchia e Zé
Pi. A voz e violão de Dani Black aparecem em “Tola foi você”,
seguida de “A mim e a mais ninguém” com Juliano Gauche, Gustavo
Souza, Del Picchia, Gustavo Cabelo, Zé Pi e João Leão.
Encerrando com Helio
Flanders cantando e tocando piano em “Me acalmo danando” com o
violino de Fernanda Kostchak. Um tributo bem produzido e bem
elaborado, com grandes canções da cantora Angela Rô Rô, que tem
sido subestimada como compositora de sucessos.
2013 Coitadinha, Bem
Feito
1. Amor, meu grande
amor - Lucas Santtana
2. Renúncia - Lirinha
3. Came e case - Leo
Cavalcanti
4. Só nos resta viver
- Romulo Fróes
5. Mares da Espanha -
Thiago Pethit
6. Balada da arrasada -
Tatá Aeroplano
7. Coitadinha, bem
feito - Otto
8. Abre o coração -
Gui Amabis
9. Gota de sangue -
Adriano Cintra
10. Não há cabeça -
Pélico
11. Fogueira - Rodrigo
Campos
12. Tango da bronquite
- Kiko Dinucci
13. Perdoar-os, Pai -
Rael
14. Fraca e abusada -
Gustavo Galo
15. Tola foi você -
Dani Black
16. A mim e a mais
ninguém - Juliano Gauche
17. Me acalmo danando -
Helio Flanders







‘Night time in the backyard’ é uma parceria com Arto Lindsay. Começa com o violão de Santtana e vai logo apresentando as camadas. Que barulho é esse? Um ruído do som? Não... É um grilo! Cadê esse grilo safado? Mas ai você entra mais fundo no bosque, na floresta, no jardim, ou onde sua imaginação o levar... Essa é uma faixa pra se respirar, junto com a retomada de ar de Santtana, junto com as cigarras, com os grilos e todos outros insetos, capturados na maravilhosa máquina de gravação do tempo... Inspira... Expira... “Closer, closer, closer… night begains to fall”.
‘Hold me in’ é uma balada. Uma nova pausa pra respirar… Enfim. Esse é um disco de voz, violão e ambiente e essa faixa também é uma das favoritas. Tem a voz sussurante de Santtana, os harmônicos no violão e quase que dá pra senti-lo reclamando de sede. Um copo d’água pro Santtana, por favor? Mais uma parceria com a belíssima poesia de Lindsay. “Hold me once, and hold me twice, while night booms on the sand”.
Inspira... Expira... ‘Cá pra nós’ é uma parceria com Ronei Jorge. Uma canção que acaba explicando o conceito, ou espírito, do disco, “sem ilusão, sem nostalgia”. ‘O violão de Mário Bros’ repete a fórmula de samples de grandes riffs clássicos do violão brasileiro, construída em parceria com João Brasil.
É portanto, o disco mais importante da década. Um álbum que transcendeu o formato, de voz e violão, tornando impossível associá-lo com a velha fórmula. Em tempo, Lucas Santtana lançou uma coletânia em vinil (pelo selo Vinyl Land) de todos seus discos, inclusive o ‘Sem Nostalgia’.

Eu Ovo: De onde surgiu essa idéia? Do violão e tudo mais... 