O compositor Kiko Dinucci apresenta o novo álbum com o que há de melhor no punk rock
vanguardista paulistano.
O novo disco de Kiko
Dinucci é uma opereta de ruídos, que se revela como uma crônica
urbana de melodias e harmonias herméticas. 'Cortes Curtos' é um
petardo impossível de ser analisado pelo formato tradicional de
canção e tal. Pois ele funciona como uma peça cinematográfica.
A viagem começa com
'No escuro' – canção de Kiko em parceria com Wandi Doratiotto –
com a participação dos vocais de Juçara Marçal, Ná Ozzetti e
Tulipa Ruiz. 'Desmonto sua cabeça' e 'Fear of pop' formam uma suíte
pesada que precede a bela 'Chorei', de novo com a voz sublime de
Juçara Marçal – na canção de Beto Villares.
'Terra de um beijo só'
é uma ode a São Paulo, cidade onde o encontro causal é quase
impossível – canção de Kiko em parceria com Anna Zepa. Nesta
fase crônicas paulistanas, Kiko ainda apresenta um recorte de uma
briga cotidiana em 'Uma hora da manhã'.
'Seus olhos' é um hard
rock pesadão com baixo marcante de Marcelo Cabral e viradas de
batera espetaculares de Sergito Machado – canção composta por
Kiko em parceria com Sinhá. 'O inferno tem sede' tem vocais de
Tulipa Ruiz e tem uma levada reggae tradicional, que faz ferver
qualquer baladinha.
'Morena do Facebook' é
uma balada eletro-space-brega-xicletinha que podia muito bem ser tema
de novela. Toda essa leveza some em 'Quem te come', com Suzana Salles
nos vocais. 'Inferno particular' tem vocais de Ná Ozzetti e é um
skazinho russo, que podia facilmente animar noites de algum
inferninho.
Apesar do nome, o
'Chorinho' entorta tudo mais uma vez. 'Vazio da morte' volta à
crônica urbana com um relato de um suicida frustrado pela
burocracia. A tensa 'Crack de ninar' não dá trégua e revela uma
cidade suja e imperfeita. 'A gente se fode bem pra caramba' encerra o
álbum de forma alegre e bem humorada.
Apesar de ser um disco
em arquivo único – onde se deve ouvir do início ao fim – Kiko
Dinucci fez um álbum de belas canções, que devem fazer parte de
qualquer seleção das melhores canções do ano.
Banda com Juçara
Marçal, Kiko Dinucci e Thiago França lança terceiro álbum e
desponta no cenário internacional.
O 'Metá Metá' é pura
força do candomblé! Uma noite no terreiro! As performances ao vivo
são de força e energia. Neste terceiro álbum a banda captura em
estúdio a potência sonora das apoteóticas apresentações.
Dessa vez o 'Metá Metá' brinca com a escala da música árabe, influência da turnê
marroquinha, que levou a banda a tocar na capital Rabat. Intitulado
'MM3', o novo disco potencializa a agressividade alcançada pela
banda nas performances e canaliza tudo nas nove faixas.
'Três amigos' abre o
álbum preconizando as três partes da 'Metá Metá' – Juçara
Marçal no vocal, Kiko Dinucci na guitarra e Thiago França no
saxofone – hoje os três recebem auxílio de Sergio Machado na
bateria e Marcelo Cabral no baixo. Todos juntos fizeram os arranjos
do novo álbum.
'Angoulême' trás a
primeira parceria do trio, composta especialmente para este disco.
Com forte pegada punk-rock a canção ainda trás experimentação
sonora e vocal de Juçara Marçal – que iniciou a carreira no grupo
vocal e agora pode ser considerada uma das maiores cantoras
brasileiras da atualidade.
'Imagem e amor' é mais
uma parceria de Kiko com Rodrigo Campos, que inicia delicadamente e
logo se transforma em uma tensa experiência. “A imagem do amor não
é pra qualquer um. Fere os olhos desleais, impele os imortais”,
revela a letra. Onde a voz de Juçara ecoa através dos cânticos
comuns na cultura popular árabe.
'Mano légua' é uma
das mais lindas e brutas canções de todos os tempos – com o
saxofone complementando o riff da guitarra enquanto contrapõe os
vocais. Parceria de Juçara com Dinucci. 'Angolana' é mais uma
parceria do trio e representa a canção mais popular do disco. A
melodia dobrada pelo sax e vocal deixa à guitarra a função de
criar uma linha narrativa e ao baixo a criação do clima de
faroeste. Bonito solo apoteótico do França.
'Corpo vão' é mais
uma parceria da cantora, do guitarrista e saxofonista. Como sempre,
os vocais cumprem a função instrumental como um dos pontos de um
triângulo equilátero, que se reforça na participação das cordas
e sopros. 'Osanyin' evoca o senhor das folhas, que no candomblé é
Ossain – o que era pra ser uma canção delicada vai se tornando
pesada e criando clima até se encerrar suavemente.
'Toque certeiro' é uma
parceria entre Siba e Kiko Dinucci e mostra nitidamente as
influências africanas do cantor pernambucano e a veia sambista do
compositor paulistano. Toda essa mistura para criar uma mistura entre
o ritmo tradicional de Mali, o afrobeat da Nigéria com o samba
brasileiro. A perfeita sincronia entre os vértices deste triângulo
impressionam e impregnam os sentidos de quem percebe além do
hermetismo.
'Obá Koso' quer dizer
“Rei Koso” em iorubá e representa a lenda do menino rei. Uma
bela canção representante do Candomblé Ketu. Com esse sentimento o
'Metá Metá' encerra o álbum mais pesado de sua carreira. Oxalá
venham muitos outros pesados, leves, tortos ou mais tortos... Axé!
Compositor baiano lança
álbum cheio de parcerias com a turma paulistana, que inclui Rodrigo
Campos e Thiago França.
Vicente Barreto é
antigo parceiro de Alceu Valença e também outros artistas, mas é
mais comumente conhecido como co-autor de 'Morena Tropicana'. Pois
foi recentemente que ele lançou o álbum 'Cambaco'.
Com produção de
Marcelo Cabral, 'Cambaco' tem composições fortes com diversas
parcerias de Vicente; com Rômulo Fróes em 'Tataravô' e 'Chororô',
com Kiko Dinucci em 'É tipo de conversa' e 'Sabiás', com Rodrigo
Campos em 'Karina' e 'Jardim Japão, com Manu Maltez em 'Cambaco' e
'Preço do amanhecer' que abrem e encerram o disco.
Um álbum de ranger os
dentes que representa o encontro do 'Passo Torto' com o 'Metá Metá',
Isto é, Marcelo Cabral no baixo e Rodrigo Campos na guitarra com
Sergio Machado na bateria, Thiago França no saxofone e flauta e a
participação especial de Juçara Marçal cantando em duas faixas –
a faixa-título que abre o disco e 'Herança', feita por Vicente em
parceria com Rafa Barreto, o próprio filho, a quem ele dedica este
álbum.
O fato é que o som
rasgante dos novos vanguardistas paulistanos faz bem ao estilo vocal
de Vicente Barreto meio Gil Scott-Heron, Coehn, Waits etc. A
combinação entre o ruído programado com o cantar quase
declamatório é estilosa e elegante. Com certeza é um disco
importante no cenário atual.
O novo disco da banda
paulistana 'Passo Torto' vem pra confundir e complicar o entendimento
e a percepção.
'Passo Torto' é uma
super banda paulistana. São os caras mais inventivos da cena musical
da cidade de São Paulo. Formada por Rômulo Fróes, Kiko Dinucci,
Rodrigo Campos e Marcelo Cabral.
Junto com a cantora Ná
Ozzetti, eles lançaram o álbum 'Thiago França'. Não... O
saxofonista França não faz e nunca fez parte da banda – assim
como não participa deste disco. Apenas foi homenageado no título
numa clara alusão a eterna confusão que sempre o colocam como
membro deste supergrupo.
O fato é que o França
toca com toda essa galera em seus trabalhos solo, com Kiko Dinucci
ele mantém o 'Metá Metá', que ainda tem a cantora Juçara Marçal,
com o Rômulo Fróes ele gravou o álbum mais recente, 'Barulho
Feio', com Rodrigo Campos gravou o 'Bahia Fantástica' e com o
Marcelo Cabral integra o 'MarginalS', junto com o baterista Tony
Gordin.
Foi então que esse
quarteto de cinco fez um dos álbuns mais complexos do ano – o
álbum 'Thiago França' – com a cantora Ná Ozzetti. O disco é
osso duro de roer e ouvir. Uma pérola que faria sorrir o maestro
vanguardista Itamar Assumpção e que deve deixar orgulhoso o mestre
Arrigo e todos aqueles outros que integraram o movimento de vanguarda
paulistano. Mas não tem saxofone nesse disco...
Essa galera do 'Passo Torto' representa a nova geração de vanguardistas e seguem à
risca a inventividade e dodecafonia e hermetismo. Impossível
terminar a audição deste álbum sem estar modificado ou
transtornado de certa forma – de preferência em posição fetal ou
em desespero catatônico. Tá esperandoquê?
Banda paulistana segue
instigando os ouvintes ao universo das matrizes africanas e ao culto
ao afro-ascendente.
O 'Metá Metá' ataca
novamente com um EP enxuto e coerente com a linha evolutiva
apresentada pela banda até agora.
Formado pelo trio em
excelência, Kiko Dinucci nos vocais, violão e guitarra, Juçara
Marçal nos vocais e Thiago França nos sopros, eles contam com o
auxílio de Sergio Machado na bateria e Marcelo Cabral no baixo.
Esse EP é uma prévia
do que vem por aí, no próximo álbum da banda e apresenta três
canções que são pedras aos ouvidos. 'Atotô' abre o EP com a
saudação a Omulu de Kiko Dinucci, que havia sido gravada
anteriormente no álbum 'Padê' de Juçara Marçal com o próprio
Dinucci – esse álbum pode ser considerado como um dos pontos de
origem para o próprio 'Metá Metá'.
Depois vem o cover
pós-punk d'As Mercenárias', 'Me perco nesse tempo', de autoria de
Edgard Scandurra. Se você ouvisse separadamente essa única faixa,
jamais pensaria que estaria ouvindo o 'Metá Metá'. Rola até um sax sinistro do "espetacular charangueiro" França.
Para encerrar o
assunto, 'Sozinho' é um legítimo samba de Douglas Germano, com
aquelas síncopes tão características do mesmo autor do hino máximo
da banda, a canção 'Obá Iná'. Nessa canção o 'Metá Metá' se
apresenta com a formação acústica do primeiro álbum.
O Sambanzo é uma banda instrumental que toca estilos tão díspares como samba de gafieira, carimbó, forró, ponto de umbanda, afrobeat e guitarrada. Tudo com uma pegada jazzística e extremamente suingada.
Thiago França é saxofonista e já tocou com Criolo, gravou em trio com Kiko Dinucci e Juçara Marçal, no ‘Metá Metá’, e também lançou o ‘disco sem nome’ do ‘MarginalS’.
Kiko Dinucci é compositor de mão cheia, violonista e cantor, tem a carreira solo (disco gravado com várias parcerias), os discos com o ‘Bando AfroMacarrônico’, o projeto em parceria com Douglas Germano, o ‘Duo Moviola’, e as grandes participações em discos de outros artistas.
Marcelo Cabral é baixista, que além de tocar no ‘MarginalS’ e no já citado ‘Sambanzo’, também divide a cena do ‘Passo Torto’ com Dinucci, Romulo Fróes e Rodrigo Campos. Além de ter produzido um dos melhores discos do ano passado, o ‘Nó na Orelha’, do Criolo.
O bateirista Pimpa e o percurcionista Samba Sam completam essa banda intuitiva que apresenta temas simples, com harmonias de dois acordes (geralmente tônica e dominante), e até melodias de um só acorde. Com uma sonoridade única, o Sambanzo destila veneno em vários estilos musicais.
O disco é produzido por Rodrigo Campos e pelos integrantes do Sambanzo, França, Dinucci, Cabral, Pimpa e Samba Sam. Gravado por Diogo Poças, Emilio Minduca e Léo Mendes no estúdio Plug-in. Mixado e masterizado por Carlos Lima no estúdio YB. O design da capa foi feito pelo próprio Kiko Dinucci.
2012 Etiópia
1. O sino da igrejinha 2. Xangô 3. Tilanguero 4. Capadócia 5. Xangô da Capadócia 6. Etiópia 7. Risca-faca
Qual é a cara dos MarginalS? Tem a cara do trio Thiago França, Marcelo Cabral e Anthony Gordin – sopros, baixo e bateria, respectivamente.
Juntos, França, Cabral e Gordin, formam o MarginalS, e fazem um som instrumental que dificilmente se encaixa em qualquer estereotipo ou rótulo. É um som que muda a cada dia, porque é totalmente improvisado.
A banda lançou um disco pela internet no momento em que comemorava o primeiro aniversário como grupo e o Thiago França conversou sobre esse álbum.
Como é o som dos MarginalS?
Nosso som é 100% improvisado, ou seja, cada show é único, tudo é espontâneo e instantâneo, mas o MarginalS tem uma cara, um jeitão, e uma sonoridade. A gente passeia pelo caos e pelo lírico, por grooves pesados e abstrações musicais. O grande lance é o encontro dos três, eu Cabral e Tony, cada um com a sua história e fazendo um som junto. Eu, por exemplo, tô sempre pensando em caminhos alternativos como solista, o saxofone já foi explorado tanto que parece que não há mais o que fazer. Tenho usado alguns pedais de efeito (delay, octaver, phaser…) pra criar texturas e situações, montar acordes, distorcer o som do instrumento, dá pra sacar bem isso no disco. Ou às vezes, simplesmente me jogar na fogueira sem saber o que vai sair e criar em cima disso. O disco não teve pós-produção, todos os efeitos rolam na hora mesmo, tudo ao vivo, a não ser na última faixa do disco (parte 2, parte 3), que passamos um filtro na bateria e colocamos um drive (aquele efeito meio rachado) no baixo acústico e no EWI (que é uma espécie de saxofone MIDI, tipo um teclado), mas ficou sutil e natural, muita gente nem percebe. Daqui um ano, não sei como vai estar o som, e não importa: o mote mesmo é tocar junto, o que acontece quando nós três nos encontramos, aconteça o que acontecer, um por todos, todos por um. Estamos bem felizes de ter gravado o disco e lançado no nosso aniversário de um ano e da repercussão que está tendo.
Como nasceu o disco sem nome? Foi pensado em algum conceito?
O disco existe por ele próprio, como um retrato. Não sei se você está se referindo aos vídeos do MarginalS no youtube. Eles não tem a ver com o disco, são extratos de gravações da época que a gente tocava no +Soma. Queríamos disponibilizar alguma coisa, mas um trecho sozinho não tem o mesmo sentido que no set completo (geralmente com 1 hora de duração), pois como a gente toca sem parar, o que vem antes e depois é essencial, muda completamente a impressão daquele som. Daí veio a idéia dos vídeos, que no caso, a música entra quase que como trilha sonora e ganha vida própria, independente do todo de onde ela surgiu.
Porque MarginalS e não Marginais? O que significa o S maiúsculo?
Não foi uma escolha muito pensada… aliás, nada do que a gente faz é, é tudo meio na base da intuição. Depois de uns meses de resistência minha, começamos a escolher o nome. No início eu não queria, por mim seria só o nome dos três. Mas fomos percebendo que nasceu ali uma coisa nova e única, era mais que um encontro casual. Quando o Cabral apareceu com o nome, eu e o Tony gostamos de cara, soou bem e pareceu correto pra proposta do som. O "S" maiúsculo foi sem querer também. Quando eu estava criando a home no facebook, já existia um "Marginals" e o sistema não aceitava. Coloquei o "S" e rolou. A opção de manter assim foi estética, o nome virou uma espécie de logo.
Você acha que existe um cenário de música instrumental hoje? Onde o MarginalS se encaixa?
Cena ou cenário, acho que é a mesma coisa, mas se usa mais "cena"… Tenho ouvido muito que o MarginalS é "meio jazz mas com uma pegada de rock". Gosto disso. Não consigo enxergar exatamente uma cena instrumental X ou Y, mas, fazendo um recorte com "pegada rock", uns mais, outros menos, eu curto e acho que tem a ver com a gente o Burro Morto, Macaco Bong, M.Takara3, Hurtmold, Guizado e o PsychoJazz.
Pirataria X acessibilidade?
A gente é completamente a favor de disponibilizar tudo, mas nessa questão que você levantou, baixar um disco é só a ponta do iceberg. Historicamente, tirando alguns medalhões como Ivete Sangalo, Roberto Carlos, Xitãozinho e Xororó, entre outros desse quilate, artista nenhum ganhou dinheiro com venda de disco, o disco sempre pertenceu às gravadoras. Hoje, o disco é propriedade do artista, somos nós que decidimos o destino dele. Daí, você vê artistas como o MarginalS, o Metá Metá (que tem eu, Kiko Dinucci e Juçara Marçal), Criolo, Romulo Fróes, entre muitos outros, disponibilizando seus discos pra quem quiser baixar, enquanto outros artistas tão fazendo de tudo pra impedir isso, vide o caso da Ministra Ana de Hollanda. Ela tem os motivos dela. Independente duns trocados a mais ou a menos que viriam pros nossos bolsos, o acesso leva e traz muita coisa pra muita gente. Funciona quase que como um acordo de cavalheiros, você baixa o meu, eu baixo o seu, e tá tudo certo, todo mundo quer ouvir e ser ouvido. No lançamento do CD do Metá Metá em Curitiba tinha gente cantando todas as músicas do disco, e curiosamente, essas são as pessoas que compram o disco, elas valorizam o artista. Num texto de 25 anos atrás, O Hermano Vianna contava que o dono dum selo de música africana tentou lançar o Fela Kuti aqui no Brasil nos anos 80 e nenhuma gravadora se interessou. Isso é acessibilidade, você ter liberdade pra ouvir e pesquisar o que você quiser, apreciar música livremente, longe dos grilhões do jabá. 90% do que eu conheço de música africana, que é indispensável pra tudo que eu faço hoje, é graças a internet. Da mesma forma, as coisas que a gente faz chegam com muito mais rapidez ao público e com uma abrangência enorme, que é muito favorável. O cara que baixa música em casa é o mesmo cara que há um tempo atrás, copiava um vinil ou CD numa fitinha cassete. A proporção disso hoje em dia é infinitamente maior, mas esse cara só quer ouvir música. Pirataria é outra coisa... Pirata é quem lucra com essa "transação". Você não paga pro artista, você não paga o download pro dono do site, mas o provedor de acesso você paga… Vixi, que esse papo vai longe…
Não tem capa, é? ...E qual é o nome do disco?
Tem capa sim, é essa foto da gente jogando bocha, mas não tem nome. No arquivo está como (disco sem nome), talvez esse seja o nome. Na real, muita gente simplesmente diz que é o disco do MarginalS, algumas pessoas estão chamando de "o disco da bocha" - isso eu acho legal, tipo Beatles, que tem o "álbum branco", saca? Hehe... Mas a idéia por trás disso é não induzir a audição do disco, por esse mesmo motivo, as faixas também não tem nomes, apenas indicações, "prólogo", "parte 1", etc… que servem meramente pra formalizar o começo e fim de cada idéia musical que apareceu, mas, ouvindo do começo ao fim, é imperceptível. É muito comum termos feedbacks completamente diferentes do público e a gente gosta disso. Tem gente que lembra de coisas da infância; uns falam que não pensam em nada, que rola um transe; uma vez, uma amiga disse que durante um set do MarginalS teve um insight de como resolver um pepino no escritório. Isso, pra gente, é muito mais importante do que se tivesse alguém prestando atenção em escalas, harmonias, quais pedais eu uso e quando. Queremos dialogar com o nosso tempo, com a cidade e com as pessoas. Não quero ser dissecado por estudantes de música nem virar matéria de faculdade.
2011 MarginalS (Disco sem Nome) ou (Disco da Bocha)
1. Prólogo 2. Parte 1, parte 1 3. Parte 1, parte 2 4. Parte 1, parte 3 5. Parte 1, parte 4 6. Intermissão, parte 1 7. Intermissão, parte 2 8. Parte 2, parte 1 9. Parte 2, parte 2 10. Parte 2, parte 3
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