11.17.2013

A ESPETACULAR CHARANGA DO THIAGO FRANÇA

Thiago França ataca novamente com um disco digital, apresentando e misturando ritmos latinos como cumbia, maxixe e ragga.


'A Espetacular Charanga do França Ataca Nocamente' é o nome do álbum. Um disco com esse nome tem que ser muito bom. Porém – e sempre tem um – são apenas quatro músicas... Em compensação, são quatro belas canções!   

Enfim... Esse França é o próprio selo de qualidade de música boa paulistana. Se tem o França! Pode crer que é bom. Seja 'MarginalS', 'Sambanzo', 'Duas Sessões', 'Metá Metá' e em projetos com Dona Inah, Rodrigo Campos ou Criolo. Sem menosprezar outros paulistanos, apenas para deixar claro que se tem o dedo – ou o  beiço – do França existem grandes possibilidades do som ser instigante e inventivo. 

O álbum abre com 'Hasta la cumbia', que o nome entrega todo o estilo, mas com o nome de extrema beleza plástica fica impossível não cantarolar a melodia e balançar os pés, braços, quadris etc. Continue de pé para bailar 'Cumbia cumbia' na sequência.

O lado B do compacto, começa com a mistura inspirada de ragga com maxixe, 'Raggaxixe'. Seguida pela também inspirada 'Pedra do rei', que encerra o petardo com paticipação na bateria de Tony Gordin e Wellington Pimpa Moreira, que também toca percussão.

Todas as faixas foram compostas e arranjadas pelo França, com o próprio tocando saxofone alto, acompanhado de Anderson Quevedo no saxofone barítono, Amilcar Rodrigues no trompete, Didi Machado no trombone e Samba Sam no surdo.

Como uma amostra espetacular, Thiago deixa no ar a possibilidade de um 'Retorno da Espetacular Charanga do França' num futuro bem próximo. Oxalá soprem ventos que entoem em únissono com os sopros que aqui partem!

2013 A Espetacular Charanga do França Ataca Novamente

1. Hasta la cumbia
2. Cumbia cumbia
3. Raggaxixe
4. Pedra do rei

11.10.2013

O BAILE DANÇANTE DO BIXIGA 70

'Bixiga 70' faz alusão a um dos mais famosos bairros da capital paulista e aos timbres e sonoridade almejada pelos integrantes da banda.  


O 'Bixiga 70' apresenta, em seu segundo álbum, uma incursão ao legítimo batuque paulistano de raízes africanas. A intenção foi resgatar a sonoridade dos anos 70 ao misturar o samba de terreiro com o afrobeat nigeriano de Tony Allen e Fela Kuti.

Já na faixa de abertura eles reinterpretam o clássico dos 'Tincoãs' de Mateus, Dadinho e Heraldo, que já haviam adaptado tema comum de domínio público, 'Deixa a gira girar', e encurtam a distancia entre Bahia e Nigéria.

'Ocupai' parece oportuna no momento atual e segue apresentando um afrobeat embriagado com o teclado de Maurício Fleury, que prepara a cama para os sopros de Cuca Ferreira (barítono), Daniel Nogueira (tenor), Douglas Antunes (trombone) e Daniel Gralha (trompete).

Em tempos de invasão paraense, a banda mostra uma cumbia em 'Kalimba', canção recheada de balanço, suingue e merengue. '5 esquinas' é um afrobeat característico com marcação cerrada daateria de Décio 7 e a guitarra espacial de Cris Scabello.

Em 'Kryptonita' a banda acelera as batidas pelas percurssões de Rômulo Nardes e Gustavo Cék, seguida pelo groove belo e melódico da faixa 'Tigre'. 'Tangará' é uma exaltação percurssiva, que infelizmente ficou de fora do vinil.

Quando chegares na audição de 'Retirantes', já estará completamente inebriado pelo climático e catártico som do 'Bixiga 70'. A última canção do álbum dá-se com 'Isa', bela composição do baixista Marcelo Dworeki, que funciona como um maravilhoso ponto final.

Um encerramento épico, a altura do disco, ao mesmo tempo acalmando os nervos e deixando um gosto de quero mais. Deixando no ouvinte a clara vontade de pedir um repeteco. Eu ovo de novo. E você?

2013 Bixiga 70

1. Deixa a gira girar
2. Ocupai
3. Kalimba
4. 5 esquinas
5. Kryptonita
6. Tigre
7. Tangará
8. Retirantes
9. Isa

11.03.2013

OUSA TUDO O QUE QUER SER VERLINDO

Projeto Verlindo apresenta um som cheio de bossa, samba, choro, batidas eletrônicas, belas melodias e climas espaciais e toda galáxia. 


Jorge Verlindo criou um universo particular cheio de belas melodias, através da arte conceitual de Nelson Cordeiro – a criança nas costas de uma tartaruga gigante, que como nos mitos antigos, carrega o universo em cima do casco – no álbum 'Ousa'.

Jorge juntou-se a Rafa Dornelles para arranjar e dar vida as canções compostas por Verlindo, com belas melodias pontuadas por efeitos, batidas e climas, que permeiam toda obra produzida por Tomás Seferin (que forma o Sacassaia junto com Gabriel Reis).

A faixa de abertura é 'Outro lamento', um sambinha bossa nova, que ressalta o dueto em vocalize de Verlindo com Renata Jambeiro. 'Ponto cego' se afasta do rótulo bossa nova ao se aproximar do lounge, mas segue a trajetória melódica do banquinho, voz e violão do cantor.

Em 'Bonita', Verlindo acrescenta um suingue, seguindo a mesma linha das canções anteiores. 'Esse teu choro' trás Xande Bursztyn (dos Móveis Coloniais de Acaju) no trombone, formando uma cama perfeita para o violão cadenciado e o baixo harmonioso de Rafa Dornelles (co-produtor do disco).

'No compasso da espera' é uma perfeita mistura das batidas eletrônicas com o violão melódico de Verlindo. “Devo adimitir” comenta a letra de 'Tudo bem', mas cabe a mim ressaltar que essa mistura bossa lounge, soa muito melhor que as intervenções 'Pafite', 'Da Lua', Bebel Gilberto, entre outras.

A faixa título, 'Ousa', carrega uma batida forte e suave ao mesmo tempo, que culmina num clímax atmosférico espacial. 'Passado' é um chorinho elegante e eletrônico de barulhinhos espaciais e vocais de Sônia Bonna (que também canta em 'Ponto cego', 'Esse teu choro' e 'Espero teu corpo').

O álbum encerra com 'Grande passeio' e 'Tudigual', duas baladas melódicas recheadas de barulinhos bons e que encerram uma ópera alegre. Uma obra que representa o universo e tudo que está contido nele, todos sentimentos, medos, alegrias, tristezas, enfim... E tudo mais...

Atualmente, Verlindo virou projeto com o próprio Jorge na voz e violão, Rafa Dornelles na guitarra, Arthur Lobo no baixo e Walter Cruz nos teclados e sintetizadores e mpc e com essa formação a banda têm se apresentado ao vivo. 

2013 Ousa

1. Outro lamento
2. Ponto cego
3. Bonita
4. Esse teu choro
5. Compasso da espera
6. Tudo bem
7. Ousa
8. Passado
9. Espero teu corpo
10. Grande passeio
11. Tudigual

10.27.2013

UM BLUSH DE TAPA NA ORELHA, DOS CEREBRAIS ANCESTRAIS

Banda 'Cérebro Eletrônico' lança álbum inspirado em momento singular e reforça o teor psicodélico e místico da própria discografia.


O som da banda 'Cérebro Eletrônico' é diferente de toda psicodelia dos outros representantes deste estilo musical. Eles conseguem fazer canções extremamente populares e experimentais, recheadas de efeitos e barulhinhos característicos do consumo de psicotrópicos.

A banda segue a mesma trajetória cronológica e coerente, que pode ser conferida desde o primeiro álbum, 'Onda Híbrida Ressonante' – apenas com as guitarras de Tatá Aeroplano e Fernando Maranho – no segundo 'Pareço Moderno' – com novos integrantes: Dudu Tsuda nos teclados, Isidoro Cobra no baixo e Gustavo Souza na bateria (que permanece na banda até hoje) – e em 'Deus e o Diabo no Liquidificador' – com Fernando TRZ nos teclados e Renato Cortez no baixo.

Neste álbum, 'Vamos pro Quarto', os cinco integrantes fizeram um retiro no recanto rural de 'Mestre Piu', nas montanhas de Bragança paulista. Foram três dias de muita chuva, muito tédio, brincadeiras e sons. Desse período surgiram as nove canções que compõe o disco, que funciona da mesma forma que a discografia da banda. É um petardo sonoro, que segue uma linha melódica, como fosse uma psico-ópera.

Tudo começa de maneira bucólica em 'Um brinde aos pássaros', canção rural bem-humorada que enaltece a cachaça e os apreciadores da bebida. 'Seus papos não colam' segue uma linha evolutiva e rítimica com a faixa anterior, e também explode num final crescente e apoteótico. O álbum segue num contínuo movimento rítimico crescente, comprovado na faixa seguinte, 'Não bateu', canção com letra envolvente e cheia de referências e influências – das gírias, outras canções ao cancioneiro francês.

'Oh! My Lou' é um interlúdio com letra em inglês e um suave toque psicodélico no solo da guitarra de Maranho. 'Libertem os Faunos' é uma “ópera lúdica” e lírica, seguida por 'Tristeza retrô' funcionando como um epílogo perfeito de extrema histeria. O disco segue com 'Canibais ancestrais', uma canção popular de simples luxúria.

'Egyptian birinights' é um mantra no melhor estilo psicodélico dos anos 60. Segue a narrativa de 'A internet parou', canção que encerra o álbum de forma catártica e hipnótica. Há ainda uma faixa escondida, 'No quartinho', que é uma colagem de levadas e climas diferentes, numa compilação de takes (ou ideias) não utilizados – na velocidade de um controle-remoto.

'Vamos pro Quarto' é um disco para se aproximar aos poucos e deixar-se levar suavemente pela caudalosa psicodelia da banda 'Cérebro Eletrônico'. Um novo clássico da música brasileira. Uma obra para ouvir sempre na sequência – inúmeras vezes... 

Em tempo, a capa é do 'Jardim de Delícias', do Bosch – e reflete bem o clima do álbum... 

2013 Vamos pro Quarto

1. Um brinde aos pássaros
2. Seus papos não colam
3. Não bateu
4. Oh! My Lou
5. Libertem os Faunos
6. Tristeza retrô
7. Canibais ancestrais
8. Egyptian birinights
9. A internet parou
10. No quartinho (hidden track)

10.19.2013

OS HERDEIROS DA LOUCURA DE BAGGIO

Dupla sergipana mescla o sotaque nordestino com um paredão sonoro de rock'n'roll repleto de efeitos e peso.


'The Baggios' é uma dupla roqueira do estado de Sergipe, com Julio Andrade nos vocais e guitarras e Gabriel Carvalho na bateria – mas esse posto já foi ocupado por Lucas Goo (que foi estudar na Suiça) e Elvis Boamorte (que hoje tem o projeto 'Elvis Boamorte e os Boas Vidas').

O som dos caras é uma mistura de referências e influências do cenário do rock'n'roll atual – como as bandas 'The White Stripes', 'The Black Keys' etc – e nomes da música brasileira, como Raul Seixas, Zé Rodrix, Alceu Valença, Zé Ramalho etc. Tudo isso devidamente mesclado, Julio e Gabriel criam uma sonoridade única e ímpar com sotaque brasileiro.

O recém-lançado álbum, 'Sina', é prova de maturidade da dupla, que consegue apresentar um quebra-cabeças sonoro maciço e pesado, com letras evidênciando experiências cotidiana, simples dúvidas, gírias locais ou provérbios populares.

Além da dupla, gravando guitarra, vocais, bateria, pandeirola, maracas e queixada, o disco tem participações especiais de Pedrinho Mendonça na percussão em 'Afro', Rafael Ramos no órgão em 'Tardes amenas', Vitor Bigjohn na sanfona e Fabio Snoozer no contrabaixo acústico em 'Salomé me disse', Mário Augusto no saxofone e André Lima no trompete em 'Vagabundo arrependido' e 'Esturra Leão', que também tem as vozes de Daniel Torres, Arthur Matos e Renata Abreu – que também cantam em 'Domingo'.

Destaque para canções como 'Blues do aperreio', 'Sem Condição', 'Sina', 'Um rock para Zorrão', 'De malas prontas' e 'Descalço'. Enfim.... Para todo o disco.... A dupla Julio Andrade e Gabriel Carvalho apresentam um paredão sonoro chamado 'The Baggios', inspirado no músico andarilho conhecido apenas como Baggio, na cidade sergipana de São Cristovão - ver vídeos ao lado.

Um som que merece ser conhecido e apreciado pelo amante do bom e velho rock'n'roll.

2013 Sina

1. Afro
2. Blues do aperreio
3. Sem condição
4. Salomé me disse
5. Sina
6. Esturra Leão
7. Vagabundo arrependido
8. Um rock para Zorrão
9. De malas prontas
10. Domingo
11. Tardes amenas
12. Descalço

10.13.2013

COM VOCÊ EU TÔ SEGURO PRA VIVER O QUE VIER

Marcela Vale lança novo compacto sob a alcunha de Mahmundi, e acrescenta música eletrônica no cancioneiro brasileiro. 



Mahmundi já é nome conhecido da casa e pertence ao novo time de jovens artistas da música brasileira, desde o lançamento do EP 'Efeito das Cores' em 2012.

Neste novo lançamento, Mahmundi apresenta um som mais intimista e delicado, que permeia todo o EP 'Setembro'. São ecos de James Blake, Bjork, 'Boards of Canada', entre tantas outras referências da música eletrônica atual. Ela faz um lounge com clima carioca do 'Arpoador'.

Um álbum que pode ser um 'Prelúdio' ao anterior ('Efeito das Cores'). Mahmundi consegue, 'Quase sem querer', se enquadrar num time de grandes nomes da cena eletrônica atual. Com o parceiro Lucas Paiva, ela cria um clima 'Leve' e sensual usando synths, drummachines, baixo synths, samples, loops, efeitos, bateria e guitarra.

'Setembro' é um livro musical de Mahmundi, onde ela conta a vida dos outros e abre o próprio peito e expõe-se aos sentidos dos ouvintes.

'Vem' sentir o coração batendo forte com as batidas e letras da canções de Mahmundi.

2013 Setembro EP

1. Vem {Selah}
2. Prelúdio
3. Quase sem querer
4. Arpoador
5. Setembro
6. Leve


10.06.2013

UM PASSEIO NO MUSEU DE SOM DO BONIFRATE

Uma viagem psicodélica ao rock lunar pós-rural de um estrambólico Bonifrate e seu incrível vôo de Margaridas.


Bonifrate apresenta seu novo álbum, 'Museu de Arte Moderna`, como um passeio entre suas próprias canções. Todas elas devidamente expostas para apreciação no encarte de concreto que são todos Museus.

Então estendam os braços para fora do trem e sintam e toquem e ouçam tudo que quiserem neste lúgubre passeio ao 'Museu de Arte Moderna' de Bonifrate. Nessa visita, você vai perceber que o cantor adicionou novos elementos à sua música, como saxofone – criando assim, uma nova paleta de cor nas telas oníricas – por cima das pinceladas tradicionais de guitarra, violão, gaita, teclado, baixo e bateria.

Adentrando no salão, você encontra o 'Homem ao mar', seguida pela alegre 'Allegro! Allegro!', um rock pós-rural cheio de energia e bela lírica bucólica. 'Horizonte mudo' é um reggae com toques psicodélicos e leva o ouvinte à sala de antigas influências. Ainda no percurso da memória está 'Revoluções', com orquestração imaginária do quinto “beasouro”, seguida pela beleza crua de 'Soneto estrambólico', com as belas cenas criadas por Bonifrate, cheias de hélio e neon.

Interlúdio, 'Garbino' – serve para separar as alas do 'Museu de Arte Moderna'.

'Eu não vejo Teenage Fanclub nos teus olhos', tem todas as características de uma legítima canção “Bonifratiana”, mas funciona também para encher toda a cidade de musgo. Seguida pela faixa título, 'Museu de Arte Moderna', e pela intrumental 'Guaianá Mainline', resgatando a beleza rural “caipírica”. 'Paralaxe' encerra a visita ao salão do paredão de som, criado por Bonifrate e Banda.

'Aracati' funciona como introdução para 'Sabe da última', canção que representa o caldeirão de referências de Bonifrate, de suas aspirações e pirações etc e tal. 'Zéfiro' é um breve intervalo, apenas para permitir o ouvinte a tranquilidade para apreciar o encerramento do passeio em 'Canção de pelúcia', um convite a quietude existêncial.

Se no trabalho anterior, Bonifrate convidada o ouvinte a arrancar pedaços de si mesmo – na forma de ouvir suas canções – nesse álbum, 'Museu de Arte Moderna', o cantor expõe esses pedaços de alma – em forma de canções – numa coleção de peças de um quebra-cabeças psicoacústico.

2013 Museu de Arte Moderna

1. Homem ao mar
2. Allegro! Allegro!
3. Horisonte mudo
4. Revoluções
5. Soneto estrambólico
6. Garbino
7. Eu não vejo Teenage Fanclub nos teus olhos
8. Museu de Arte Moderna
9. Guaianá Mainline
10. Paralaxe
11. Aracati
12. Sabe da última
13. Zéfiro
14. Canção de pelúcia

9.29.2013

COM QUANTAS CABEÇAS SE FAZ UMA ORQUESTRA?

O que antes era 'Coutto Orchestra de Cabeça' virou apenas 'Coutto Orchestra', para apresentar o álbum de estréia, 'Eletro FUN Farra', cheio de novidades sonoras.



A banda surgiu da cabeça de Alisson Coutto, por causa dos samples e das peças fundamentais que foram se encaixando e orbitando ao redor – como Rafael Ramos (baixo e teclados), Fabinho Espinhaço (bateria) e Vinícius Bigjohn (acordeon e teclados), que junto a Alisson (trombone e samples) formam a 'Coutto Orchestra'.

O som que eles fazem mistura elementos da música latina com a do nordeste e inclui as batidas eletrônicas nesse mesmo caldeirão. O novo álbum, 'Eletro FUN Farra' foi recém-lançado e chega como uma procissão, romaria, bloco ou cortejo.

Que abre com 'Ladeira', funcionando como uma overture ou introdução ao percurso que a banda apresenta. 'Corre' vem em seguida puxando o cordão de foliões, que ainda não haviam aderido às batidas.

Depois seguem as canções com nomes de mulheres; 'Forbelle', um xote dos balcãs; 'Cordélia', um tango sensorial; 'Juanita', uma cumbia espacial; 'Flor', de volta ao leste europeu e 'Loretta e Boutique', uma milonga em xaxado.

'Routine' tem uma bela melodia para deixar qualquer um assobiando. Os barulhinhos ao fundo intrigam mais que perturbam e demonstram claramente, que a vida é cheia de ruídos sonoros.

'Quadrinharia' segue a mesma linha milongueira com xaxado e serve para dar passagem ao encerramento do 'Eletro FUN Farra', como fosse mesmo um bloco de rua, com a oração a 'Dorival Caymmi'.

Alisson Coutto conversou comigo por e-mail e respondeu algumas questões primordiais para sabermos quem é ele e o que pretende daqui pra frente.


De onde surgiu a ideia para a 'Orchestra de Cabeça'?

A 'Orchestra de Cabeça' surge no momento em que não possuia banda, apenas eu (Alisson Coutto) produzia as músicas em estúdio e junto com aparatos eletrônicos construía minha banda, minha 'Orchestra de Cabeça'.

Hoje somos um quarteto, e ao lançar o 'Eletro FUN' Farra decidimos retirar o nome “de Cabeça” e assumirmos apenas o nome 'Coutto Orchestra', pois vimos mais que nunca conseguimos sair de um projeto imaginário, hoje nos identificamos como banda, montamos nossa micro-big-band, nossa pequena Orquestra.

Como surgem as canções? O que vem primeiro, o ritmo ou a melodia?

As canções sempre surgem a partir de algum estimulo visual ou histórias que ouvimos em relatos, que se transformam muitas vezes em trilhas sonoras, outras, em canções quase sem palavras. Geralmente o conto vem antes da melodia, e quase sempre por último, mas não menos importante, o ritmo.

Nas composições da 'Orchestra' sempre buscamos fundir elementos daqui (nordestinos e prioritáriamente sergipanos) com os demais ritmos da aldeia global. Ao compor não nos preocupamos em seguir uma forma ou rítmica obrigatória, o que buscamos a risca é apenas comunicar sensações imagéticas por meio de quase nada, geralmente expressadas em melodias curtas e repetitivas em um caldeirão sonoro. A silhueta no lugar da imagem.

Vocês participaram de vários festivais e feiras musicais... Como foi a experiência?

A cada evento que temos a oportunidade de viajar, a banda consegue se renovar, oxigenar a pluralidade que buscamos no nosso som, é impressionante como em nossas viagens conseguimos (re)avaliar os elementos estéticos, sonoros, que compõem o nosso trabalho.

De onde veio o investimento para gravar os EPs? ...e este álbum? 

O investimento para este disco e os anteriores partem de recursos próprios. Através dos cachês, venda de discos, dentre outros produtos geramos os recursos para a produção do nosso material de trabalho.


Como vocês lidam com os downloads gratuitos?

Para nós que somos uma banda ainda pouco conhecida, o download gratuito é algo muito positivo e porque não dizer necessário. Disponiblizar gratuitamente para que as pessoas conheçam nosso trabalho é uma das nossas principais ferramentas de promoção que temos.

Vivemos em um local fora dos grandes circuitos e na medida que conseguimos propagar nosso som para uma quantidade mais ampla de pessoas (e isso o download gratuito permite bem) facilita nossa circulação.

Apesar de disponibilizarmos de forma gratuita para download, as pessoas sempre compram muitos discos nos shows que realizamos, isso nos faz acreditar que disponibilizar o disco para download funciona muito mais como um bom “cartão de visita” , ele ajuda a impulsionar nosso trabalho.

Vejo fortes influencias de ritmos latinos... Quem mais influenciou vocês?

Nós como músicos tivemos a oportunidade de tocar individualmente em bandas dos mais diversos estilos, o que nos possibilitou uma boa vivência e a oportunidade de apreciarmos a música global de forma ampla, especialmente a música latina.

O folclore sergipano, o forró e ritmos latinos como o tango e a cumbia, são elementos presentes em grande parte das composições do 'Eletro FUN Farra', entretanto, não fazemos esforços para que esta valorização local soe aparente, ela vem de forma natural orgânica, não há intenção de preservação, bandeira ou até mesmo resgate desta latinidade. Somos latinos de ouvidos e olhos abertos aos sons e rumores do mapa global. Isso é o que buscamos e nos influencia cada vez mais.

Quais são os planos da banda?

Após o lançamento do disco, estaremos entrando na turnê 'Eletro FUN Farra' e na produção do nosso primeiro video-clipe.

A turnê começa a partir do dia 18 de outubro, quando lançamos nosso disco em formato físico, na cidade de Aracaju e partimos inicialmente para shows em Brasília (DF), Macapá (AP), Olinda (PE) e demais regiões do Nordeste.

2013 Eletro FUN Farra

1. Ladeira
2. Corre
3. Forbelle
4. Cordélia
5. Juanita
6. Flor
7. Routine
8. Loretta e Boutique
9. Quadrinharia
10. Dorival Caymmi



9.22.2013

EU TENHO FÉ NAS GAROTAS SUECAS

Depois de uma estréia bem sucedida, a banda 'Garotas Suecas' apresenta outra obra recheada de groove, peso e maturidade.


A banda 'Garotas Suecas' não é formada por meninas do país escandinavo, muito menos somente por pessoas do sexo feminino, aliás só tem uma mulher na formação. Irina Bertolucci nos teclados e vocais, que é acompanhada por Guilherme Sal nos vocais, Fernando Freire no baixo, Nico Paolielo na bateria, e Tomaz Paolielo na guitarra.

Com essa formação, a banda ainda conta com o auxilio luxuoso de Maheus Prado nas percussões, Anderson Quevedo no sax barítono, Daniel Nogueira no sax tenor – ambos também tocam flauta – , Jaziel Gomes no trombone e Paulinho Viveiro no trompete, sem falar no trio de cordas formado por Fabio Tagliaferri na viola, Otávio Teco no violino e Mário Manga no violoncelo.

O disco abre com 'Manchetes da solidão`, uma balada popular com letra sofisticada e final apoteótico. Com letra em inglês, 'New country' apresenta uma crônica de uma realidade utópica, que serve para aplicar o ouvinte no groove que permeia todo o álbum. 'Bucolimo' segue de leve com o balanço soul e levada meio reggae, numa canção pós-rural.

A sequência da narrativa da banda nos leva ao retrato de um momento qualquer em 'Pode acontecer', com participação do próprio produtor do disco, Nick Graham-Smith no teremim. 'L.A. Disco' leva o ouvinte ao cenário “black music” do final dos anos 70, com o moog de Mauricio Orsoloni e participação de Kid Congo Powers. “Mas eu tenho fé” diz a letra pontuada pela guitarra característica do funk norte-americano.

'Eu vou sorrir pra quem é gente boa' rema nas boas energias de todas cabeças abertas e loucas o suficientes para curtirem o jazz de Thelonius Monk. 'A Nuvem' traz a participação de Lurdez da Luz e resume o intuito de todo álbum, com suas 'Feras Míticas' e soberanas – também ganhou clipe psicodélico. Outra letra em inglês, 'St. Mark`s theme' assume a porção rural-psicodélica cheia de boas vibrações da banda.

'Bicho' é mais uma canção pra bailar no salão e suingar deslizando os pés no chão, que remete à alegria pós-tropicalista na música brasileira. Paulo Miklos participa de 'Charles Chacal', canção sobre o terrorista Carlos Chacal do repertório dos Titãs pré-'Cabeça Dinossauro'. 'Roots are for trees' explana sobre o famoso e consagrado botão do “foda-se”.

'O primeiro dia' encerra o álbum com a balada rústica de alto astral, com outra participação de Graham na guitarra slide. 'Garotas Suecas' apresenta um forte petardo musical, com alta possibilidade de figurar entre os melhores do ano.

2013 Feras Míticas

1. Manchetes da solidão
2. New country
3. Bucolismo
4. Pode acontecer
5. L.A. Disco
6. Eu vou sorrir pra quem é gente boa
7. A Nuvem
8. St. Mark`s theme
9. Bicho
10. Charles Chacal
11. Roots are for trees
12. O primeiro dia

9.15.2013

TEMPO ILUSÃO DE RODRIGO BEZERRA

Jovem guitarrista e produtor apresenta álbum cheio de grandes canções e interpretações próprias, que vão do jazz ao samba.  


Rodrigo Bezerra é o produtor e diretor artístico do álbum de estréia de Ellen Oléria, 'Peça' de 2009, além de tocar guitarra nas apresentações ao vivo. Bezerra sempre deu mostras de enorme talento ao simplesmente deixar brilhar e florecer a cantora, que hoje é unanimidade nacional. Reza a lenda que o bom guitarrista no jazz é aquele que não aparece, mas quando deixa de tocar todos sentem sua falta. Rodrigo rezava a cartilha com maestria, enquanto acompanhava Ellen, mas agora aparece como um furacão no seu segundo álbum solo, 'Tempo Ilusão', o primeiro no qual também canta.

Uma estréia pungente e singela num disco de rara beleza, que não é apenas uma obra de jazz, mas um compêndio de belas composições, orquestradas com maestria por Rodrigo Bezerra, que apresenta canções autorais, num disco sóbrio e maduro, que abre com a faixa título. 'Tempo ilusão', um jazz-fusion com tempero brasileiro, com solo de guitarra de Pedro Martins. 'Circular' traz o violão de Bezerra pontuando o ritmo, quebrado apenas pelo solo de teclado de Felipe Viegas, que participa de todas canções.

O dedilhado delicado do violão de Bezerra evoca esperança em 'Esperar' pelo amanhecer, pelo novo amor, por mais sorte, por mais força e por todas aquelas utras pequenas coisas que devemos todos esperar. 'A criança' segue a mesma linha melódica da faixa anterior. 'Além de acordes' é um samba-jazz pontuado pelas baquetas de Renato Galvão e trompete de Westonny Rodrigues, com letra e vocais de Ana Reis.

'Trilhos' é uma canção suave e delicada, que segue crescendo até o final. 'Bandeiras, pra quê?' traz participação de Bruno Patrício na flauta – que também toca saxofone em outras faixas – e reflete sobre as questões de fronteiras universais. 'O homem formiga' segue marchando na melodia intimista, seguida pela balada do violão de Bezerra e do piano de Viegas, 'Mais é menos'.

'Celebrar' encerra o álbum em alto astral com os sopros de Rodrigues e Patrício, a bateria de Galvão, teclados de Viegas, sem falar no violão, guitarra e voz de Rodrigo Bezerra. Uma estréia grandiosa para um jovem cantor, que já tem muita experiência como guitarrista, arranjador e produtor.

2013 Tempo Ilusão

1. Tempo ilusão
2. Circular
3. Esperar
4. A criança
5. Além de acordes
6. Trilhos
7. Bandeiras, pra quê?
8. O homem formiga
9. Mais é menos
10. Celebrar

9.08.2013

O SOM TROPICAL BREGA PARAENSE DE JALOO

DJ paraense faz sucesso com música eletrônica e tecnomelody em remixes de grandes sucessos e canções autorais.


Jaloo é paraense, nascido no interior do estado em Castanhal sob o nome de Jaime Melo. Seus remixes e beats próprios começaram a aparecer na internet em 2010 e desde então seu nome passou a ser reconhecido como um dos jovens expoentes da nova cena musical do Pará.

Já em 2012, Jaloo lançou o álbum de remixes, 'Female & Brega', com reimaginações a canções de sucesso de gente como Adele, Kyle Minogue, Amy Winehouse, M.I.A., Donna Summer, Beyoncé, Grace Jones, Bjork, entre outras vozes femininas.

Recentemente Jaloo participou da coletânea de música brasileira eletrônica, 'Hy Brazil vol. 1', com a canção 'Pa Parará'. Neste mesmo ano, lança o EP 'Couve', para mostrar algo além dos remixes. O resultado deste EP surpreende pela desconstrução de cada hit de sucesso e adequação do material à voz de Jaloo e ao ritmo eletrônico que ele mesmo representa, o tecnomelody.

Como entrega o título bem humorado, 'Couve', o DJ paraense apresenta covers de clássicos da música pop gringa, sem esquecer do lado brasileiro – ele gravou 'Baby' de Gil e Caetano e sucesso na voz de Gal, e também regravou 'Cira, Regina e Nana' de Lucas Santtana. Os outros covers são de Rhianna, Sia, Grimes, Lykke lie, Crystal Casttles e Teddybears.

2013 Couve EP

1. Cobrastyle (Robyn-Teddybears cover)
2. Crimewave (Crystal Castles cover)
3. Diamonds (Rihanna cover)
4. Breathe Me (Sia cover)
5. Oblivion (Grimes cover)
6. I Follow Rivers (Lykke Li cover)
7. Cira Regina e Nana (Lucas Santtana live cover)
8. Baby (Gal cover)

9.01.2013

CEDO SOOU O SOM DO SÁBADO DE CÍCERO

Cantor carioca apresenta segundo álbum de canções repletas de poesia concreta, melodias simples e arranjos complexos.


Depois de uma estréia arrasadora, com o álbum 'Canções de Apartamento', Cícero voltou sua atenção às praças, coretos e vielas do Rio de Janeiro. Ele desceu do bondinho de Santa Teresa, no centro da cidade, e abraçou o experimentalismo da poesia concreta no segundo disco, 'Sábado'.

Diferente do primeiro registro, nesse novo lançamento Cícero apresenta canções mais intimistas e delicadas com arranjos singulares e complexos. Mesmo assim soando como uma sequência natural ao antecessor. Seguindo a cronologia iniciada pelos Mutantes em 'Fuga n˚ 2', ele apresenta uma possível continuação em 'Fuga n˚ 3 da rua Nestor', que abre o disco, e depois 'Fuga n˚ 4'.

Todas as canções emanam a assinatura característica de Cícero. Como um crônista do cotidiano, ele encarna o concretismo e desconstroi as narrativas com poemas melódicos. Destaques para 'Por Botafogo', 'Asa delta' e 'Frevo por acaso', que seguem a linha da poesia concreta cotidiana.

'Capim-limão', 'Ela e a lata', 'Para animar o bar', 'Duas quadras' e 'Porta, retrato' completam a obra e apresentam um lado mais ousado, sem perder as características que destacaram o cantor e compositor carioca.

Com produção do próprio Cícero e pelos Brunos, Schulz e Giorgi, o disco foi todo gravado de forma caseira nas residências dos amigos, novos e antigos. Participações de gente como Mahmundi, Luisa Mayall, Marcelo Camelo, Silva, Uirá Bueno e dos dois co-produtores.

Um disco essencial para entender o novo cenário da música popular brasileira.

2013 Sábado

1. Fuga n˚ 3 da rua Nestor
2. Capim-limão
3. Ela e a lata
4. Fuga n˚ 4
5. Pra animar o bar
6. Por Botafogo
7. Duas quadras
8. Asa delta
9. Porta, retrato
10. Frevo por acaso

8.25.2013

CACAI NUNES E A VIOLA NA CASA DO CHAPÉU

Violeiro brasiliense apresenta álbum instrumental que homenageia a viola brasileira na música nordestina.


Cacai Nunes gravou o segundo disco na 'Casa do Chapéu', que além de ser o título da obra e nomear o sítio rural onde vive, no entorno do Distrito Federal, também pode ser um ditado popular para denominar um lugar muito distante.

O álbum abre com a faixa título, 'Casa do Chapéu', e vai criando o clima e ambientação do sítio com os grilos mesclando-se ao som da viola de 'Lobo guarânia', 'Inhuma do cocho' e 'Forró sem aperreio' e da chuva em 'Sopro'. Esses sons ecoam por todo disco, criando uma atmosféra rural e bucólica.

Nessa obra, Cacai apresenta diversos parceiros, como Marcos Farias no acordeom, Àlágbé Elton na percussão, Claudio Rabeca na rabeca, Valéria Lehmann no violoncelo, George Lacerda na percussão e Vavá Afiouni no contra-baixo.

Destaque ainda para canções como 'Cabaceiras', 'Flor de peregum', 'Tudo alterado' e 'Tá com pressa, boiada?', todas de autoria do próprio violeiro, que ainda gravou de Roberto Corrêa, 'Perobeira-Maria' e de Lennon e McCartney, 'Eleanor Rigby'.

Um álbum para relaxar e ouvir com calma e tranqulidade, deixando o clima rupestre preencher o ambiente.

2013 Casa do Chapéu

1. Casa do Chapéu
2. Lobo de guarânia
3. Cabaceiras
4. Sopro
5. Inhuma do cocho
6. Forró sem aperreio
7. Flor de peregum
8. Tudo alterado
9. Eleanor Rigby
10. Perobeira-Maria
11. Tá com pressa, boiada?

8.18.2013

VIAGEM SATÂNICA #3 X -1

Satanique Samba Trio é uma banda instrumental que aplica cacofonia e caos na estrutura da música brasileira.



A banda liderada por Munha da 7 apresenta a terceira parte da triolgia 'Bad Trip Simulator' – 'Simulador de Onda Ruim' em português – o volume '#3'. 

Difícil definir o som da banda. “É música erudita popular das antigas, tipo Chiquinha Gonzaga”, definem alguns, como o próprio Munha da 7 anuncia, mas que não sabe o significado dessa resposta. Ele mesmo acredita que eles são uma banda de música popular brasileira multiplicada por menos um (x-1).

Nos últimos anos, conciliando as gravações dos volumes anteriores, '#2' e '#1', todos os integrantes realizaram ensaios abertos ao público que se mostraram cansativos e divertidos ao mesmo tempo, como declara Munha da 7. “Era muita pressão pra mim ter que conduzir os ensaios, maneirar nos esporros, evitar insultos e ainda acertar as músicas no final das contas. Saldo positivo para a banda, negativo para a minha coluna”, enfatiza ele.

Nas gravações anteriores, Munha da 7 sempre ressaltou as dificuldades, brigas e confusões e nesse volume não foi diferente. “Se não tivesse treta, eu pararia tudo e mandaria voltar. Foi dor de cabeça do começo ao fim, membros cativos deixaram a banda, piques de luz aos montes, bate-boca, doenças, drogas... o de sempre”, declara ele.

Para compor canções como 'Pipocadélica', 'Sodoma & Gonzaga', 'Forró mata', 'O Auto da Maldita', 'Hellcife blues' ou 'Imoboi', Munha da 7 avisa que o conceito vem sempre antes da melodia. “No meu livro a melodia, a harmonia, a estrutura e as figuras rítmicas estão sempre submissas ao conceito”, explica.

Ainda sem previsão de uma turnê mundial, Munha da 7 resume que o mundo ainda não vale a pena, mas que 0,20 centavos fazem muita diferença. “Quem acha que não é por que nunca teve que pedir esmola na rodoviária”.

Mas o 'Satanique Samba Trio' segue em frente, seja em cima do trio elétrico, em ensaios abertos, encenações públicas e nos aportes físicos e digitais. Segundo Munha da 7 o vinil deve demorar um pouco mais, mas ele promete alguma notícia sobre esse assunto ainda este ano. “Por enquanto, quero deixar claro que nosso último CD, o célebre 'Bad Trip Simulator #3' está a venda no site www.sataniquesambatrio.com.br ou pelo e-mail sataniquesambatrio@sataniquesambario.com.br. É só chegar pedindo e pagando”.

2013 Bad Trip Simulator #3

1. Pipocadélica
2. Badtriptronics #13
3. Imoboi
4. Sodoma & Gonzaga
5. Forró mata
6. O Auto da Maldita
7. Hematuria of the Gods
8. Hellcife blues
9. Mangrou
10. Badtriptronics #3
11. Cabra da peste negra (Live @ Chez Michou)

8.11.2013

BANDA GUARDIA NOVA APRESENTA NOVO DISCO

Banda piauiense lança primeiro álbum recheado de referências pop e batidas eletrônicas com melodias singelas e sofisticadas.  


A banda 'Guardia Nova' é formada por João Veras, Hugo Trincado, Dmitrit Petit e Jan Pablo, que também produziu o disco recém-lançado. Um petardo que abre com 'Parasoul', faixa densa de clima oriental pela adição da cítara, seguido pela canção pop-indie-apoteótica 'Setenta e seis'.

'Preta' leva o ouvinte ao estado do Pará com uma batida eletrônica com referências à cumbia. 'Kazoo' é a balada do disco no melhor estilo voz e violão, com pequenas interferências de um piano e violinos.

'Frescurinha' já inicia com beats eletrônicos, quase como um carrossel infantil, seguida pela eletro-experimental 'Guardia'. 'Macacal' mistura os breves batuques com a crônica cotidiana autoral, para depois dar lugar ao “quase-afrobeat” 'Melvin Jones (quase nada)'.

'Onde ela se perdeu' é rock puro com direito a guitarras estridentes, ruídos e muita sujeira. A canção 'Solução' apresenta um chill-out-lounge” de batidas eletrônicas. 'Manhã de sol nas classes' volta ao universo paraense, remetendo à guitarrada.

'Vestida de branco' tem participação especial de Makeh, numa batucada bossa-nova, par encerrar a peça em 'Sem saída'.

2013 Guardia Nova

1. Parasoul
2. Setenta e seis
3. Preta
4. Kazoo
5. Frescurinha
6. Guardia
7. Macacal
8. Melvin Jones (quase nada)
9. Onde ela se perdeu
10. Solução
11. Manhã de sol nas classes
12. Vestida de Branco (& Makeh)
13. Sem saída

8.04.2013

A FESTA TERROR DOS PORCAS BORBOLETAS

Banda de Uberlândia demonstra plena maturidade com um terceiro álbum recheado de ótimas canções.



A banda 'Porcas Borboletas' é formada por Banzo (voz e violão), Danislau (voz e guitarra), Moita (guitarra e voz), Chelo (baixo), Vi (bateria) e Ricardim (barulhos).

O disco abre com 'David Bowie' elevando a clara referência ao artista camaleônico, seguida por 'Todo mundo está pensando em sexo' e 'Tudo que tentei falhou', duas maravilhosas crônicas cotidianas do inconsciente popular.

'Aninha' é uma balada soul-disco-pop-aqua-boogie, seguida pela 'Festa terror', onde se repete o mote da terceira faixa. 'Only life' é um poema musicado de Paulo Leminski, remetendo ao clássico dos Stones, “it`s only life, but I like it”.

A letra de 'Valéria' brinca com a personagem real de Silvio Santos e remete à outra canção classica que se refere ao apresentador de “sorriso franco e puro de um filme de terror”. 'Go to Cuyabá' tem uma levada especial, seguida por 'Fim do mundo', 'Infelizmente' e 'Giro' para encerrar no cover da banda conterrânea 'Dead Smurfs', 'Wellington'.

2013 Porcas Borboletas

1. David Bowie
2. Todo mundo está pensando em sexo
3. Tudo que tentei falhou
4. Aninha
5. Festa terror
6. Only life
7. Valéria
8. Go to Cuyabá
9. Fim do mundo
10. Infelizmente
11. Giro
12. Wellington