domingo, 6 de outubro de 2013

UM PASSEIO NO MUSEU DE SOM DO BONIFRATE

Uma viagem psicodélica ao rock lunar pós-rural de um estrambólico Bonifrate e seu incrível vôo de Margaridas.


Bonifrate apresenta seu novo álbum, 'Museu de Arte Moderna`, como um passeio entre suas próprias canções. Todas elas devidamente expostas para apreciação no encarte de concreto que são todos Museus.

Então estendam os braços para fora do trem e sintam e toquem e ouçam tudo que quiserem neste lúgubre passeio ao 'Museu de Arte Moderna' de Bonifrate. Nessa visita, você vai perceber que o cantor adicionou novos elementos à sua música, como saxofone – criando assim, uma nova paleta de cor nas telas oníricas – por cima das pinceladas tradicionais de guitarra, violão, gaita, teclado, baixo e bateria.

Adentrando no salão, você encontra o 'Homem ao mar', seguida pela alegre 'Allegro! Allegro!', um rock pós-rural cheio de energia e bela lírica bucólica. 'Horizonte mudo' é um reggae com toques psicodélicos e leva o ouvinte à sala de antigas influências. Ainda no percurso da memória está 'Revoluções', com orquestração imaginária do quinto “beasouro”, seguida pela beleza crua de 'Soneto estrambólico', com as belas cenas criadas por Bonifrate, cheias de hélio e neon.

Interlúdio, 'Garbino' – serve para separar as alas do 'Museu de Arte Moderna'.

'Eu não vejo Teenage Fanclub nos teus olhos', tem todas as características de uma legítima canção “Bonifratiana”, mas funciona também para encher toda a cidade de musgo. Seguida pela faixa título, 'Museu de Arte Moderna', e pela intrumental 'Guaianá Mainline', resgatando a beleza rural “caipírica”. 'Paralaxe' encerra a visita ao salão do paredão de som, criado por Bonifrate e Banda.

'Aracati' funciona como introdução para 'Sabe da última', canção que representa o caldeirão de referências de Bonifrate, de suas aspirações e pirações etc e tal. 'Zéfiro' é um breve intervalo, apenas para permitir o ouvinte a tranquilidade para apreciar o encerramento do passeio em 'Canção de pelúcia', um convite a quietude existêncial.

Se no trabalho anterior, Bonifrate convidada o ouvinte a arrancar pedaços de si mesmo – na forma de ouvir suas canções – nesse álbum, 'Museu de Arte Moderna', o cantor expõe esses pedaços de alma – em forma de canções – numa coleção de peças de um quebra-cabeças psicoacústico.

2013 Museu de Arte Moderna

1. Homem ao mar
2. Allegro! Allegro!
3. Horisonte mudo
4. Revoluções
5. Soneto estrambólico
6. Garbino
7. Eu não vejo Teenage Fanclub nos teus olhos
8. Museu de Arte Moderna
9. Guaianá Mainline
10. Paralaxe
11. Aracati
12. Sabe da última
13. Zéfiro
14. Canção de pelúcia

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