5.25.2014

UMA MARRETADA NA ORELHA ou QUAL DE VOCÊS É O CHARLIE? …E OS OUTROS SÃO OS MARRETAS?

Banda paulistana cria um funk pesado e pegajoso com forte influência dos bailes blacks da década de 70. 



Nos primórdios dos bailes funks – como são atualmente conhecidos – eram os bailes da pesada, também chamados de bailes blacks.

A banda 'Charlie & os Marretas' usou essas influências para criar a pegada forte e precisa, cheia de barulhinhos e grooves pesados. Formada em 2009 por Charles Tixier na bateria, MPC e voz, Gabriel Basile na percussão e voz, André Vac na guitarra e voz, Guilherme Giraldi no baixo e Tomás de Souza nos teclados e voz. Participação especial de Rafael Molina e Vinicius Chagas nos saxofones e Natan Oliveira no trombone e trompete.

O 'Charlie & os Marretas' apresenta o estilo único do funk psicodélico, que fica entre o jazz-fusion e a soul-music – no melhor estilo George Clinton e Bootsy Collins, entre outras referências. Com um disco para atingir em cheio as pistas de dança nos bailes blacks dos dias de hoje.

Com um clipe espirituoso o 'Charlie & os Marretas' se apresentam ao grande público e mostram seu funk brasileiro com tempero latino.

2014 Charlie & os Marretas

1. Intro
2. Demetrius
3. Bote um funk
4. Chegou a hora
5. Baile da pesada
6. O vô te ensina
7. Marretón
8. Black Geeza
9. Quimpassi

5.18.2014

SEM QUE EU POSSA CONTROLAR

Clássico caso de filho e sobrinho de músicos que vira ator que depois vira compositor que vira cantor e canta seus sucessos como ninguém. 



Com a veia artística, Ian Ramil apresenta composições fortes e singelas em seu vigoroso álbum de estréia.

Já há tempos, que o ator, compositor e cantor Ian Ramil envereda seu caminho pelas artes. Primeiro cênicas para depois iniciar parceria em algumas composições com os conterrâneos da banda 'Apanhador Só'.

Com o lançamento de 'IAN', o artista enaltece as relações humanas e experiências pessoais em belas canções inspiradoras. O álbum abre com 'Segue o bloco', uma celebração às novas experiências do povo nas ruas – que ocorreram no ano passado. Seguida pela beatlemaniaca 'Seis patinhos', na forma de uma balada intimista.

'Zero e um' é um hino melódico de clímax poderoso, seguido pelo 'Pelicano' a voar pelo arranjo em ragtime. 'Suvenir' mereceu um clipe inspirador – no topo da postagem – todo filmado por Ian em seu celular e editado pela irmã, Isabel Ramil.

“Durante alguns meses eu filmei com meu celular cenas do meu cotidiano, gente que eu amo, lugares que eu ia. As pessoas estranhavam e ficavam perguntando o porquê dessa mania recente, mas eu nunca contei pra ninguém o que tinha em mente (não queria criar expectativas e não podia ter certeza da eficácia dessa ideia que eu intuía). Aí peguei todas as imagens e entreguei na mão da minha irmã pra ela fazer a edição. No fim, acho que a minha intuição apontou o caminho certo. O resultado é o primeiro clipe do meu disco”, declara Ian em seu feicibuqui.

'Nescafé' já havia sido gravada pela banda 'Apanhador Só' e por Filipe Catto, mas nas mãos de Ian se tornou uma ode ao clássico dos Beatles, 'I want you (she`s so heavy)'. 'Entre o cume e o pé' é mais uma peça homenagem às inúmeras influências com o verso clássico de 'Jorge da Capadócia' de Benjor. 'Cabeça de painel' começa como uma paulada na orelha e segue nesse mesmo intuito. 'Over and over' apresenta versos em inglês numa melodia singela e contagiante.

Em 'Transe', Ian transborda como um rio de inspiração em um final apoteótico pontuado por um solo de sax barítono com tuba. 'Imã ralo' trás o máximo do vocal falsete de Ian, enquanto 'Hamburguer' mostra exatamente o contrário – também cantada em inglês. O disco encerra com 'Rota', canção de rara beleza e simplicidade.

2014 IAN

1. Segue o bloco
2. Seis patinhos
3. Zero e um
4. Pelicano
5. Suvenir
6. Nescafé
7. Entre o cume e o pé
8. Cabeça de painel
9. Over and over
10. Transe
11. Imã ralo
12. Hamburguer
13. Rota

5.11.2014

MEMÓRIAS DE UM CARAMUJO CHEIO DE GENTE

Banda paulistana mistura diversas influências e estilos para criar um som único e universal, que vai fazer sua cabeça.



'Memórias de um Caramujo' é uma das jovens bandas atuais e pertinentes do cenário musical paulistano, formada por Beatriz Mentone nos vocais, André Vac na guitarra, bandolim e vocais, Gabriel Basile na bateria e percussão, Gabriel Milliet no violão, sopros e vocais, Thomas Huszar no baixo e vocais.

As 'Memórias de um Caramujo' propõem uma catarse coletiva entra banda e ouvinte, onde o espectador compactua com a coletividade do conjunto, que destila todas influências a todo e qualquer momento. Melhor dizendo, tudo aquilo que escutamos todos – ou já escutamos um dia – faz parte do repertório da banda.

Impossível destacar esta ou aquela canção, visto que todas se misturam e se transformam em tempo integral. Por isso você pode começar ouvindo uma balada e terminar com rock pesado, do rock rural à ópera dodecafônica, do sambinha ao psicodélico ou da salsa ao progressivo. Enfim.... Um disco imperdível e memorável cheio de referências e reverências à música brasileira.

Quer uma definição do som das 'Memórias de um Caramujo'? Melhor seria dizer que é o encontro entre o clube da esquina com a vanguarda paulista e com o rock progressivo e psicodélico.

2014 Cheio de Gente

1. Ávida dúvida
2. Caminho de volta
3. Nina
4. Rio
5. Meu corpo é
6. Potosí
7. Tribo dos homens
8. Delírios da chuva
9. Sino
10. Sandança
11. Cosmogonia

5.04.2014

VOCÊ QUE É MAL PASSADO E QUE NÃO VÊ

Antonio Carlos Belchior ganha homenagem de novos artistas, que recriam suas canções e mostram que ainda continuam atuais.


O remake do álbum seminal de Belchior, 'Alucinação' de 1976, foi lançado digitalmente com regravações de clássicos do cancioneiro deste grande compositor nordestino. Este tributo ainda contém outras canções, lançadas em outros álbuns do bardo cearense, na forma de um EP digital.

O álbum 'Ainda Somos os Mesmos' segue a mesma ordem do clássico de 76. Começa com 'Apenas um rapaz latino americano' interpretada por Dario Julio & os Franciscanos – também conhecido como Dary Jr. da banda 'Terminal Guadalupe' – e segue com outra estréia solo, desta vez de Manoel Magalhães – da banda 'Harmada' – com a versão rockenrou para 'Velha roupa colorida', com muitas referências roqueiras nos riffs de guitarra.

'Como nossos pais' recebeu bela transformação nas mãos e voz de Phillip Long – coisa difícil de se alcançar após a versão quase definitiva de Elis Regina. 'Sujeito de sorte' também foi levemente modificada e ganhou uma levada mais rockenrou ao invés do groove da versão original pela banda 'Nevilton', que também inseriu riffs interessantes à melodia Belchioriana.

Lucas Vasconcelos – a outra metade do 'Letuce' – apresenta uma interpretação eletrônica para a minimalista 'Como o diabo gosta'. Bruno Souto – das 'Bicicletas de Atalaia – insere experiências em 'Al;ucinação'. 'Lemoskine' é o projeto solo de Rodrigo Lemos – d'A Banda mais Bonita da Cidade' – e mostra vigor em 'Não leve flores'.

A banda 'Fábrica' dá uma versão épica 'A palo seco', seguida pela 'Transmissor' com 'Fotografia 3x4' numa levada rock-indie. Marcelo Perdido – da banda 'Hidrocor' – encerra o disco com 'Antes do fim'.

Como não bastassem as ótimas versões para o álbum 'Alucinação', foi lançado ainda um EP com outros clássicos de outros discos de Belchior. 'Todo sujo de batom' – do primeiro álbum do compositor – recebeu versão pesada da banda 'The Baggios', seguida pela versão folk de Jomar Schrank para 'Comentário a respeito de John'.

Ricardo Gameiro apresenta uma versão voz, violão e programações para 'Medo de avião', enquanto
João Erbetta mostra uma intimista 'Paralelas'. Mana denota delicadeza e fragilidade em 'Coração selvagem'. A versão de 'Na hora do almoço' de Bonifrate entrou como bônus do EP 'Entre o Sonho & o Som'.

Esses artistas recriam as velhas canções e demonstram que a poesia de Belchior não envelheceu e continua relevante e pertinente mesmo nos dias de hoje.

2014 Ainda Somos os Mesmos

1. Dario Julio & os Franciscanos – Apenas um rapaz latino americano
2. Manoel Magalhães – Velha roupa colorida
3. Phillip Long – Como nossos pais
4. Nevilton – Sujeito de sorte
5. Lucas Vasconcelos – Como o diabo gosta
6. Bruno Souto - Alucinação
7. Lemoskine – Não leve flores
8. Fábrica – A palo seco
9. Transmissor – Fotografia 3x4
10. Marcelo Perdido – Antes do fim

2014 Entre o Sonho & o Som EP

1. The Baggios – Todo sujo de batom
2. Jomar Schrank – Comentário a respeito de John
3. Ricardo Gameiro – Medo de avião
4. João Erbetta – Paralelas
5. Mana – Coração selvagem
6. Bonifrate – Na hora do almoço



4.27.2014

MASSAGUEIRA DO FINO COLETIVO

O 'Fino Coletivo' apresenta terceiro disco 'Massagueira' fazendo uma ponte entre Rio de Janeiro e Alagoas.  


'Fino Coletivo' já sem Wado e MoMo segue com o terceiro álbum em pleno estado de transformação. A banda tem Alvinho Cabral, Alvinho Lancelotti e Adriano Siri nos vocais, Daniel Medeiros no baixo e Rodrigo Scofield na bateria e inúmeras participações especiais.

Entre elas, Dinho Zampier e Ivo Senra nos teclados, Zero e Domenio Lancelotti nas percussões, Davi Moraes e Pedro Costa nas guitarras, Gilmar Ferreira no trombone, Diogo Gomes no trumpete e Luana e Iuri Carvalho nos vocais.

O álbum 'Massagueira' abre com 'Is very good jam' com a canção 'Nega' de Arnaud Rodrigues como música incidental e segue com a bela 'Iracema' e 'De maré', duas canções da beira da praia, onde dá pra sentir a maresia através das notas musicais.

'Tudo fica lindo' e 'Meu carinho meu calor' representam o sambinha carioca do 'Fino Coletivo', seguidas pelas baladas 'Floreando' e 'Nós'. 'Porvir' apresenta uma bela parceria entre pai e filho, Alvinho e Ivor Lancelotti. 'Como é que a gente se ajeita' e 'Vou que vou' representam dois exemplos de canções típicas da banda.

Todo o disco 'Massagueira' é ensolarado como fosse feito na praia de mesmo nome em Alagoas, mas com um pé no bairro carioca, que intitulou o álbum anterior, 'Copacabana'. Um disco de rara beleza e simplicidade. Imperdível, como toda a discografia da banda. 'Fino Coletivo' é coisa fina.

2014 Massagueira

1. Is very good jam (Nega)
2. Iracema
3. De maré
4. Tudo fica lindo
5. Meu carinho meu calor
6. Floreando
7. Nós
8. Porvir
9. Como é que a
10. Vou que vou

4.20.2014

A MÃO QUE RESGATA DO AFOGAMENTO NO PRÓPRIO CATARRO AUTOFÁGICO

Com carreira consolidada no cenário musical brasileiro, o sexteto brasiliense 'Satanique Samba Trio', apresenta coletânea lançada virtualmente no exterior.   



O 'Satanique Samba Trio' (SS3), liderado por Munha da 7, chegou de vez no exterior através da coletânea do selo 'Far Out Recordings', 'Badtriptych'.

“Os figurões da 'Far Out Recordings' cismaram que queriam lançar um disco do 'SS3' no primeiro semestre de 2014”, comenta Munha da 7. “Não entendi muito bem as motivações deles, mas suspeito que estavam na pilha de começar o ano com o pé esquerdo ou algo assim”, emenda ele.

O sexteto 'SS3' tinha acabado de lançar o elo final da trilogia 'Bad Trip Simulator', '#3', '#1' e '#2', realizada nos anos de 2013, 2011 e 2010, respectivamente – que estão disponíveis por ai na internet. Por esse motivo o pedido do 'Far Out Recordings' pegou Munha da 7 de surpresa e sem material inédito para lançar este ano.

“De comum acordo, resolvemos lançar uma coletânea com os “melhores momentos” dos últimos três discos”, diz Munha da 7. Cabe uma ressalva, que o que ele realmente quis dizer foi piores momentos sem quaisquer aspas. “Nenhum deles tinha sido plenamente distribuído no exterior, então achei que seria um bom negócio”, emenda. Melhor seria um mau negócio? Não é? Ou quem sabe um “bom negócio” entre aspas?

Sacaram o clima né? O lance todo do 'SS3' é desconstrução. Destruição de paradigmas, padrões, pré-conceitos etc e tal. Inclusive o texto pode ir para as cucuias> Fodam-se as convenções não é preciso mais vírgulas pontos parágrafos aspas ou diagramação e o que dira das acentuacoes ordem numerica ou sei la o que mais pois foi por isso mesmo que o munha preparou uma faixa inédita intitulada 'Cliches 04, 21 & 23' que não significa nada – e que essa porra de acento foi gerado pela correcao ortografia do editor de texto inutil que não sabe ler essa merda mas esse travessao fui eu que pus aqui porque eu quis assim – além de 'Cliches 04, 21 & 23' mas o álbum coletanea intitulado 'Badtriptych' tambem possui três faixas ao vivo gravadas no setor comercial sul (SCS) quadra dois bloco c e também no grande colorado (regiao do entorno de brasilia) e que segundo o próprio munha da sete a banda já tem recebido os louros do lancamento desta coletanea com inumeros convites para uma turne no exterior que não deve demorar mas ele nao-gosta de ressaltar que a banda escolheu as musicas para figurar nessa coletanea visando a melhor (ou pior) assimilacao dos gringos e para isso os temas priorizados foram os sambas as bossas e os choros em detrimento a temas mais complicados que fazem referencia desconstrutivistas como aos sotaques do bumba-meu-boi e tudo mais e por isso desejo a todos leitores e ouvintes – e acredito que o munha da sete vai assinar embaixo – uma pessima audicao e nos regozijamos pela odiosa experiencia literaria

2014 Badtriptych (Deluxe Edition)

1. Cliches 04, 21 & 23
2. Vermizelas
3. Ana Lidia ressurection
4. Self-destructing samba-reggae
5. Tagua York city piano concerto
6. Lambada post-mortem
7. Piece for throat clearing and some latino drum
8. Banzo Bonanza
9. We have obitum
10. Herpes soul & samba zoster
11. Deprelicious
12. Forró mata
13. Mangrou
14. Cabra da Peste Negra
15. Sodoma & Gonzaga
16. Pipocalipse
17. Hellcife blues
18. Cabra da Peste Negra (Live at Chez Michou)
19. Herpes soul & samba zoster (Live at SCS Qd. 02, Bloco C)
20. Ana Lidia resurrection (Live at SCS Qd. 02, Bloco C)
21. Banzo Bonanza (Live at Grande Colorado – DF)
22. Diabolyn

ABAIXAR

4.13.2014

ZEBRAFROSALSAMBADACUMBIENGUITARRARIMBÓBEAT

Pare tudo que está fazendo e venha conhecer o som da 'Zebrabeat Afro-Amazônia Orquestra' e sentir todo o peso do Pará e da África na sua pleura.


Quando Lagos da Nigéria se encontra com Belém do Pará nasce um jazz-fusion híbrido de afrobeat, salsa, lambada, cumbia, merengue, guitarrada e carimbó.

A banda 'Zebrabeat Afro-Amazônia Orquestra' nasceu da mente e esforço de Junior Gurgel, quando ele experimentou misturar estilos paraenses e latinos com o ritmo nigeriano criado por Fela Kuti e Tony Allen. “Essa idéia surgiu a partir dos ritmos que eu gosto de tocar e ouvir”, ressalta.

Junior Gurgel se uniu com Stefano Manfrin, um italiano formado em jazz que se encantou com o estado e inclusive arranjou os metais do álbum. “Ele veio ao Pará, tomou açaí e ficou”, conlcui Gurgel. Quanto ao resto da banda, não existe formação fixa, com músicos de apoio tanto em Belém, Rio de Janeiro e São Paulo. “Isso é legal porque crio links com outros artistas e músicos”, encerra.

Mas para gravar o disco, Gurgel chamou, além de Manfrin no saxofone e arranjos, Thel Silva no trompete, Maurício Brito no trombone, Príamo Brandão no baixo, Leo Chermont e André Macleuri e Davi Amorim nas guitarras, Dan Bordallo e Rodrigo Camarão nos teclados e JP na percussão, com a bateria do próprio Gurgel – que também gravou algumas guitarras.

O álbum recém-lançado, 'Zebrabeat', se apresenta com 'Lobitos show', referência à primeira banda de Fela Kuti – os 'Koola Lobitos' – enquanto a faixa seguinte lembra a ilha que fica a 50 quilômetros do centro de Belém, 'Mosqueiro'. Seguidas por 'Policial africano' e 'Zebrabeat'.

Um dos pontos altos do disco é a canção de Mestre Laurentino, com participação do próprio, 'Vale de São Fernando', que mistura afrobeat com lambada, cumbia, salsa e merengue. MG Calibre participa de 'Pescador de fragmentos', rimando em cima do groove da banda.

Em 'Lagos', Gurgel relembra a capital da Nigéria e seu povo oprimido. “Ouço essa música e me vem algumas imagens desse lugar”, recorda. 'Vieirando' homenageia o Mestre Vieira, uma das grandes influências da banda, com uma mistura homogênea de guitarrada com afrobeat. “Trabalho sempre com as texturas de som, a partir daí penso em uma imagem ou situação vivida e crio as melodias” diz ele.

Gurgel criou um estilo de vida com essa levada única, que mistura afrobeat com os ritmos latinos e paraenses. O nome 'Zebrabeat' toma forma através do som e não há rótulo mais apropriado para esse novo ritmo. Um dos grandes lançamentos do ano.

Com download livre e gratuito, Gurgel pretende alcançar além da linha do equador. “Para gente é muito importante liberar as nossas musicas para download etc. Assim todo mundo pode ouvir e compartilhar”. Então ouçam e compartilhem!!!

2014 Zebrabeat

1. Lobitos show
2. Mosqueiro
3. Policial africano
4. Zebrabeat
5. Vale de São Fernando (& Mestre Laurentino)
6. Pescador de fragmentos (& MG Calibre)
7. Lagos
8. Vieirando

4.06.2014

UMA VIAGEM MITOLÓGICA À ILHA DE HY BRAZIL

O quarto volume da coletânea 'Hy Brazil' tem o intuito de mapear e divulgar a música eletrônica brasileira e foi lançado digitalmente por Chico Dub.



Chico Dub é idealizador e curador do 'Festival Novas Frequências', pois com essa experiência ele separou um apanhado de novos artistas do cenário eletrônico do Brasil.

A coletânea 'Hy Brazil' já tem quatro volumes e é totalmente voltada para a divulgação da música eletrônica. Com três volumes lançados em 2013, o quarto exemplar saiu agora, no final de março. O título da compilação remete à lenda celta que descrevia uma ilha paradisíaca ao sul da Irlanda, cheia de delícias e exuberâncias.

Neste quarto volume, Chico Dub disponibilizou canções inéditas de artistas como 'Rio Shock', Secchin, Cybass e nos volumes anteriores foram com gente com 'Taksi', 'Opala', 'Sobre a Máquina', Tropikillaz, 'CESRV', Sants, Strausz, Jaloo, Omulu, Psilosamples, Leo Justi e muitos outros.

Os quatro volumes de coletâneas servem para confirmar que existe mercado para a verdadeira música contemporânea de vanguarda no país.

2014 Hy Brazil
Vol. 4 – Fresh Electronic Music from Brazil

1. Manara - Man, mytho
2. Carrot Green - Itajam
3. ALDO - Bluffing
4. Rio Shock - Sabaracid
5. Bruno Belluomini - P95G
6. Secchin - SWUTL (parte 1)
7. Ney Faustini - Make a wish
8. Radio Guidance - Flutuante laranja
9. No Step - The borly dossier
10. Missiles at a Wedding - The dig
11. Cybass - Bigger than Betelgeuse
12. Hill Sax - ESC_00
13. Asshake
14. Som Peba - Pagodão porra


2013 Hy Brazil
Vol. 3 – (More) Fresh Electronic Music from Brazil

1. Fudisterik - Calango
2. Paulo Dandrea - Macaco azul
3. MJP - Emx1 error
4. Droid-ON - Auto discord
5. Taksi - Nananananananana
6. oscilloID - Blau
7. Thingamajicks - Priceless
8. akaaka - JHW-122
9. Catacumba - Urubu
10. Epicentro do Bloquinho - 2303
11. grassmass + INKY - Inaccessible
12. Opala - Make it shake
13. Vekr - Razor in the flesh
14. Viní - Santa Teresa


2013 Hy Brazil
Vol. 2 – New Experimental Music from Brazil

1. Sobre a Máquina - Aldeia
2. Gimu - In tatters again
3. Babe, Terror - C’mon breakfest
4. DeCo Nascimento - Queimo
5. Iridescent Life - No ouvidor
6. The Industrialism - Earth ink
7. Camel Heads - Red firefly
8. Barulhista - Giss
9. Satanique Samba Trio - Pipocalipse
10. Keroøàcidu Suäväk - Binga miocórpio
11. DEDO - Indonesia
12. Duplexx - Capilar
13. Chinese Cookie Poets + Zbigniew Karkowski – LURK
14. bemônio - Dilecti laceratione complevit


2013 Hy Brazil
Vol. 1 – Fresh Electronic Music from Brazil

1. Tropkillaz - Let the ba$$
2. Soul One - Morfina
3. CESRV - Walk away
4. Sants - Ollie Bob
5. Pazes - Cendres
6. Jaloo - Pa parará
7. Strausz + Kassin - Me ama
8. OMULU - Fire eagle
9. Psilosamples - Amélias polaminesas
10. DJ Guerrinha - Pra que ter o alvará se você cega eles com luz strobo
11. People I Know - Dedicado ao meu primo Tomás
12. Bruno Real - No concreto, a flor
13. seixlacK - Baoding
14. Leo Justi - O invasor (baile metal)

3.31.2014

SALVE A FÚRIA E A FORMOSURA DA AMÉRICA DO SUL

Fábio Trummer, do 'Eddie', se une a Diego Reis e Lucas Bori, do 'Vivendo do Ócio', para juntos criarem um dos melhores álbuns de rock brasileiro. 



Há tempos que Fábio Trummer tem a necessidade de dar vazão a sua veia mais roqueira – uma vez que o 'Eddie' sempre experimentou outros estilos, mesmo predominando a mistura de frevo com surf-music.

A ideia era se aproximar do universo punk-rock, que foi a partícula criadora de toda a carreira do próprio Trummer. Para isso, ele chamou dois novos colegas – e fãs do trabalho com o 'Eddie' – Dieguito Reis e Lucas Bori, bateirista e baixista do 'Vivendo do Ócio', respectivamente. Juntos criaram o 'Trummer Super Sub América' – nome inspirado em Eduardo Galeano, que categoriza a América do Sul como uma sub-américa.

O novo álbum, segue essa premissa com letras fortes e impactantes, com arranjos executados no formato de “power trio”. Em 'SAS', Trummer evoca uma ode à América do Sul, chancelando os heróis assassinados, as festas, geografias e até políticas etc. 'Medo da rua' parece oportuna neste momento de manifestações populares e repressões governamentais.

Quase como uma ópera punk-rock, o roteiro do álbum segue com 'Ardendo em chances', ressaltando as consequências relacionadas ao clamor do povo em descontentamento. 'Eu tenho fé' injeta um miligrama de esperança na situação atual – sentimento que não norteava a versão original de Rogerman, líder do 'Bonsucesso Samba Club', gravada em 2010 e 2012 (antes dos movimentos populares).

'Música Canibal' reflete uma autofagia da amada pátria, seguida à analogia entre o frevo e o blues, 'De Olinda ao Mississipi'. Em 'Descompasso' Trummer apresenta um riff poderoso ao serviço da letra pungente sobre a distorção da realidade. 'The end' ameaça a vida com pessimismo de proporções apocalípticas.

'Sindicato natural' critica as formas de associações enquanto 'Só faltou' encerra o petardo de forma otimista. Um dos melhores discos de rock do ano. Pode baixar sem erro. Vida longa ao 'Trummer SSA'.

2014 Trummer Super Sub América

1. SAS (Salve a América do Sul)
2. Medo da rua
3. Ardendo em chances
4. Eu tenho fé
5. Música Canibal
6. De Olinda ao Mississipi (Movimentação)
7. Descompasso
8. The end (o fim)
9. Sindicato natural
10. Só faltou

3.23.2014

SEQUELADOS EM ALDEBARAN

Entre ossadas e fragmentos, Bonifrate apresenta um universo de “substâncias cósmicas”, “sapos alquímicos”, “anões da vila do magma” em “breve viagens ao país das libélulas”.


O cantor e compositor Bonifrate, também integrante dos 'Supercordas', apresenta um novo álbum com recriações de canções já gravadas por outros artistas, como Digital Ameríndio, banda 'Filme', 'Os Telepatas' e 'Acessórios Essenciais'.

O EP 'Toca do Cosmos' inicia com 'Sequelagem', anteriormente gravada pelo próprio Bonifrate no disco de 2002, 'Sapos Alquímicos na Era Espacial'. A canção é uma balada psicodélica e psicótica, no melhor estilo dos “seres verdes” cheios de musgo, que existem na cabeça de Pedro, o bardo – com participação de Alexandr Zhemchuzhnikov no sax tenor.

Na sequência, a inédita dos 'Acessórios Essenciais', 'Rock da paçoca', cantada em parceria com Thalita Aguiar – que também clicou a foto da capa do EP (e da postagem também). Um lendário rock rural de proporções épicas e final apoteótico.

Segundo o próprio Bonifrate, 'Aldebaran', já fazia parte do repertório ao vivo. A canção, já gravada pela banda 'Filme' de Simplício Neto, tem todos requisitos básicos para integrar o repertório psicodélico rural do cantor. Com inúmeras referências, desde religiosas e cósmicas, do sertão ao espaço, de 'Paebirú' à estrela que nomeou a música.

'The last time' foi gravada anteriormente por Digital Ameríndio, parceiro de Bonifrate no 'Supercordas', junto também com Diogo Valentino, que masterizou este EP. Uma canção popular com predisposição a virar um hino de estádio cheio, para ser entoada em uníssono por toda multidão. O disco todo tem participação de Marcus Thanus nas guitarras.

O EP encerra com 'Dissipado Amor', d'Os Telepatas', numa bela recriação de Bonifrate, que transforma a canção num réquiem ao fim do amor. Como todo lançamento de Bonifrate... Este álbum é uma peça fundamental à sua coleção. Impoerdível!

2014 Toca do Cosmos EP

1. Sequelagem
2. Rock da paçoca
3. Aldebaran
4. The last time
5. Dissipado amor

3.16.2014

LEVE E LEVANTE, LEO CAVALCANTI

Com novo álbum, Leo Cavalcanti apresenta um interessante levantamento de belas canções com apelo polular.


'Despertador' de Leo Cavalcanti pode ser considerado como um dos melhores lançamentos do ano. O álbum inicia com a faixa título, entregando o tema do redescobrimento ou do verdadeiro despertar.

Um disco que pode bem definir-se através da canção título, que permeia todo o conceito do álbum, 'Despertador'. Gravado num sítio com Leo no violão e voz, Guilherme Held na guitarra, Samuel Fraga na bateria, Marcos Leite Till no baixo e Fabio Pimczowski nos sintetizadores e teclados. Produzido por Cavalcanti e Pimczowski, com uma co-produção de Held.

O disco tem uma levada densa e pegajosa. Um álbum para se apreciar inúmeras vezes sem cansar o ouvinte.

2014 Despertador

1. Despertador
2. Só digo sim
3. Sonho parasita
4. Leve
5. Inversão do mal
6. O momento
7. Get a heart
8. Tudo tem seu lugar
9. Sua decisão (ser feliz e contente)
10. Amoral

3.09.2014

THEY CALL ME AURORA

Projeto Aurora une dupla de artistas na criação de um universo de canções baseadas no som dos anos 60.


A cantora Bárbara Eugênia se juntou com o guitarrista do 'Hurtmold', Fernando Cappi, que assina os trabalhos solos como Chankas, para produzirem um álbum com canções cantadas em inglês e de sonoridade folk.

A ideia partiu da cantora, logo após lançar seu mais recente disco solo, 'É o que Temos'. Com inspiração nos 'Beatles', ela começou a escrever canções que falavam das relações entre as pessoas, enquanto membros de uma banda, e ponderou sobre as mudanças como indivíduos, que ocorrem com o tempo.

Para dar vida às músicas, ela convidou o Chankas, que já havia arranjado uma das faixas de seu último álbum, de 2013, 'Não tenho medo da chuva e não fico só'. Juntos os dois criaram um compêndio de belas canções.

O álbum 'Aurora' pode ser encontrado gratuitamente na internet e apresenta um emaranhado de referências ao pop-rock e folk dos anos 60. Com letras em inglês, o projeto pode trazer certo desconforto ao ouvinte, mas tudo compensado pelas belas melodias influenciadas por artistas do mesmo período, como Dylan, Barrett, Young e os já citados acima, “os besouros do ritmo”.

Um disco cheio de baladas como 'Say goodbye', 'With love', 'Don`t let it slip away', 'Why so mute?' e 'And love you`ll have', mas também com espaço para a canção pop brasileiro/indiana 'Climb the stairs', e também para o rock psicodélico em 'Ants' e experimental em 'Stand up for yourself'. A faixa título, 'Aurora', encerra o álbum com um clímax apoteótico, legítimo de um hino indie-folk-rock.

Independente da cantora manter um “tumblr” com o nome 'Me llamo Aurora', o título do álbum veio mesmo por causa do termo universal que 'Aurora' representa. Com participações de outros artistas como Regis Damasceno, Thomas Rohrer, Richard Ribeiro, Davi Bernardo, Guizado e Gil Duarte.

A dupla pretende apresentar um projeto de crowdfunding para viabilizar a prensagem de um vinil, antes de iniciar a turnê do álbum - esta campanha de financiamento já está no site catarse. Colaborem!


2014 Aurora

1. Say goodbye
2. With love
3. Don't let it slip away
4. Why so mute?
5. Stand up for yourself
6. Climb the stairs
7. And love you'll have
8. Ants
9. Aurora

3.02.2014

OKOLOFÉ ÍYÁ JUÇARA MARÇAL ODOYÁ ou QUERO MORRER NA AMÉRICA DO SUL

Cantora paulistana apresenta a voz como instrumento no primeiro disco solo após quase vinte anos de carreira.


A cantora Juçara Marçal começou a carreira com o grupo vocal 'Vésper', com o qual gravou quatro álbuns. Depois integrou 'A Barca', onde gravou mais dois discos, para seguir em parceria com Kiko Dinucci, 'Padê', até formar o trio 'Metá Metá', com a adição do saxofone de Thiago França.

Quase vinte anos depois, Juçara lança o primeiro disco solo, 'Encarnado', que reflete sobre a morte em diversas formas de experiências. Com arranjos enxutos pela rabeca de Thomas Rohrer, o saxofone e o piano de bolso do Thiago França, a guitarra de Kiko Dinucci e Rodrigo Campos, que também toca cavaquinho, e a voz incrível de uma das maiores cantoras da atualidade funcionando como mais um instrumento.

Tudo começa com 'Velho amarelo', canção de Rodrigo Campos, que evoca a morte inevitável com os versos de “quero morrer na América do Sul”. Em 'Damião' de Douglas Germano e Everaldo Silva, Juçara apresenta a sugestão do velho ditado de quem bateu também leva, seguida pela romântica parceria entre Romulo Fróes e Alice Coutinho, 'Queimando a língua' e depois 'Pena mais que perfeita', composta por Gui Amabis e Regis Damasceno. 'Odoyá' é uma saudação à mãe Yemanjá de autoria da própria cantora.

'Ciranda do aborto', composta por Kiko Dinucci, é uma desconcertante e violenta canção sobre o tema do título. Nenhum ouvinte é capaz de passar incólume após escutar os fortes versos da canção, unidos ao arranjo tenso e pungente, que culminam num explícito catarse caótico. 'Canção para ninar Oxum', de autoria de Douglas Germano, propõe uma melodia singela, que contrapõe com a dureza da faixa anterior.

A seguir, Juçara apresenta clássicos de dois grandes nomes da música brasileira, Itamar Assumpção e Tom Zé, em 'E o Quico?' e 'Não tenha ódio no verão', respectivamente. Em 'A velha da capa preta', de Siba Veloso, ela apresenta uma representação popular da morte como ceifador sinistro. 'Presente de casamento' é uma parceria entre Thiago França e Romulo Fróes.

O final dá-se com o duelo da voz de Juçara com o cavaquinho de Rodrigo Campos na canção de Kiko Dinucci, 'João Carranca'. 'Encarnado' é um disco forte e opressor, que vai te levar mais fundo e além da experiência pós-vida. O álbum é um renascimento sustentado pela voz suave e encorpada de Juçara.

2014 Encarnado

1. Velho amarelo
2. Damião
3. Queimando a língua
4. Pena mais que perfeita
5. Odoyá
6. Ciranda do aborto
7. Canção para ninar Oxum
8. E o Quico?
9. Não tenha ódio no verão
10. A velha da capa preta
11. Presente de casamento
12. João Carranca

2.23.2014

AS PENAS DO TIÊ-SANGUE DE GUSTAVO GALLO

Cantor paulistano Gustavo Gallo estréia em vôo solo com disco cheio de participações especiais e belas canções.


O álbum solo de Gustavo Galo, integrante da 'Trupe de Chá de Boldo', saiu dividido entre par ou ímpar. As canções ímpares são mais introspectivas enquanto as pares ficaram com arranjos mais arrojados.

O álbum 'Asa' apresenta Galo como um compositor experiente que segue uma linha evolutiva de uma canção a outra. A dualidade também foi representada pelas penas do tiê-sangue, um pássaro que sobrevoava os umbrais do cantor e o inspirava em determinados momentos, e sua própria pele.

Abrindo com leveza em 'Tomara', com participação de Maurício Pereira e Alzira E., e seguida pela alegre 'Cantei cantei', que dispara diversas referências de algumas influências de Galo. 'Só' faz parte do lado ímpar, com participação de Tatá Aeroplano, enquanto a canção seminal de Walter Franco, 'Eu te amei como pude (Feito gente)', representa o lado par.

Se em 'Moda' Galo determina que “não está a venda nem a prestação”, em 'De aeroplano' ele exalta a boa sensação de alegria e tranquilidade “sem pressa, amor, de aterrissar”. 'Um garoto' apresenta uma crônica urbana cotidiana, com participação de Lucinha Turnbull, seguida pela delicadeza sincera de 'Seresta'.

A canção 'Cama' de Tatá Aeroplano, gravada no terceiro álbum do 'Cérebro Eletrônico', ganhou versão acústica e singela. O disco encerra com as participações de Lirinha em 'Nosso amor é uma droga' e Ava Rocha na faixa título, 'Asa'.

O disco foi produzido por Gustavo Ruiz e contou com Pedro Gongom (bateria e percussões), Meno del Picchia (baixo e rhodes), Zé Pi (guitarras), Peri Pane (cello), Tomás Oliveira (piano e rhodes), Luiz Chagas (lap steel), Pedro Mibielli (violino), Flavio Guaraná (pandeirola), Juliana Perdigão (clarinete) e Maico Lopes (trompete).

Um disco imperdível para quem pretende entender a nova produção musical brasileira. 

2014 Asa

1. Tomara
2. Cantei cantei
3. Só
4. Eu te amei como pude (Feito gente)
5. Moda
6. De aeroplano
7. Um garoto
8. Seresta
9. Cama
10. Nosso amor é uma droga
11. Asa

2.16.2014

TODO CALOR DE ISAAR ou NUNCA MAIS DESAPAREÇA

Cantora pernambucana lança novo disco repleto de belas canções com suaves melodias e ritmos frevoadores.  


O terceiro álbum solo da cantora Isaar, 'Todo Calor', apresenta 11 canções de arranjos enxutos e singelos, executados por uma banda formada por Deco do Trombone, Gabriel Melo (guitarra), Rama Om (baixo) e Do Jarro (bateria).

A abertura do álbum é com 'Nunca mais desapareça', composta pela própria Isaar em parceira com Lito Viana, uma canção pop e recheada de referências da bossa nova à jovem guarda. Em 'Casa vazia', ela revela um balanço latino repleto de sol e mar.

Em 'Estrada de sementes', Isaar mistura reggae com frevo sem a menor parcimônia com a participação do grupo 'Voz Nagô', para em seguida mergulhar em reverências ao som da África, também presentes no “afrevobeat” de 'Coisas por escrito', poema do olindense França em homenagem ao pintor Miró e musicado por Lito Viana. Respire agora...

'Brincadeira' é um interlúdio vocal seguido pelas primeira sílabas da voz suave e melodiosa de Isaar em 'Tudo em volta de mim vira um vão', um frevo-blues e depois o frevo-calipso de 'Festa na roça'. 'Estação ligeira' trás o frevo legítimo com um naipe de trombone, saxofone e trompete (Deco, Parrô Melo e Daniel Ferraz, respectivamente).

'O que será de mim?' vem no formato de frevo-ragtime com Isaar brilhando em contraponto com os sopros, composta pelo poeta Zizo. 'Espero bem devagar' encerra o álbum com uma ode à mãe natureza, numa canção de singela beleza.

Tudo que Isaar faz tem um pé nas tradições populares – principalmente do estado de Pernambuco – mas também tem uma pitada de “mudernidade”. Pode-se dizer que ela faz um frevo-pop, que as vezes também pode ser um frevo-lounge etc e tal.

Mas a verdade é que não há rótulos para definir o som de Isaar. O que ela faz é pura arte contemporânea. Resta a ti, consumir, compreender e compartilhar. Ouça sem parcimônia...

2014 Todo Calor

1. Nunca mais desapareça
2. Casa vazia
3. Estrada de sementes
4. Todo calor
5. Coisas por escrito
6. Brincadeira
7. Tudo em volta de mim vira um vão
8. Festa na roça
9. Estação ligeira
10. O que será de mim?
11. Espero bem devagar

2.09.2014

TOMBA RECORDS APRESENTA TOMBA ORQUESTRA

Bruno Marcus, fundador do 'Tomba Records', apresenta orquestra moderna que cria trilhas sonoras para filmes imaginários. 



A 'Tomba Orquestra' nasceu da necessidade de Bruno Marcus em apresentar um trabalho autoral com uma trupe de diversos artistas, que já colaboram no estúdio fundado em Niterói, o 'Tomba Records'.

Uma orquestra pop formada por 30 integrantes, entre eles Alex Ventura, André Brito, André Mansur, Antônio Rodrigues, Bruce Lemos, Daniel Vasquez, Edno Junior, Edu Vilamaior, Fabio Simões, Felipe Escovedo, Flu, Fernando Oliveira, Fred Martucci, Gabriel Delatorre, Gabriel Policarpo, Gilber T, João Raphael Vianna, Leonardo Costa, Lincoln Castro, Lucas Brasi, Luciana Lazulli, Marcelo Salazar, Marco Serragrande, Marcos Braz, Mario Travassos, Maurício Bongo, Pedro Selector, Rodrigo Sestrem, Sérvio Túlio, Tata Ogan e pelo próprio Bruno Marcus.

O álbum apresenta um apanhado de temas intrumentais, que vão desde o jazz em 'Jazz intro' e 'Charles Bossa 7', groove e suingue em 'A fuga', samba sincopado em 'Bossa nova export', reggae lounge em 'Homeopática', surf-music em 'Ska-surfboard brow' e 'Bolada', maracatu-folk em 'Faroeste cabôco', western-spagetti em 'Billy Bob's' e 'Prenúncio de guerra' e 'Bangue bangue à brasileira' e 'Fado italiano' e alguns samba-canções com distorções em 'Bambú', 'Intro 2' e 'Recordações'.

O disco 'Tomba Orquestra' apresenta uma variedade de referências que vão desde às trilhas compostas por Ennio Morricone e Bernard Hermman e aos filmes de David Lynch e Quentin Tarantino. Uma obra produzida por Bruno Marcus e Gilber T.

2014 Tomba Orquestra

1. Jazz intro
2. Charles Bossa 7
3. Homeopática
4. Intro 2
5. Bambú
6. Bossa nova export
7. Recordações
8. Billy Bob's
9. Prenúncio de guerra
10. Fado italiano
11. Bangue bangue à brasileira
12. Faroeste cabôco
13. Ska-surfboard-brow
14. A fuga
15. Bolada