8.25.2013

CACAI NUNES E A VIOLA NA CASA DO CHAPÉU

Violeiro brasiliense apresenta álbum instrumental que homenageia a viola brasileira na música nordestina.


Cacai Nunes gravou o segundo disco na 'Casa do Chapéu', que além de ser o título da obra e nomear o sítio rural onde vive, no entorno do Distrito Federal, também pode ser um ditado popular para denominar um lugar muito distante.

O álbum abre com a faixa título, 'Casa do Chapéu', e vai criando o clima e ambientação do sítio com os grilos mesclando-se ao som da viola de 'Lobo guarânia', 'Inhuma do cocho' e 'Forró sem aperreio' e da chuva em 'Sopro'. Esses sons ecoam por todo disco, criando uma atmosféra rural e bucólica.

Nessa obra, Cacai apresenta diversos parceiros, como Marcos Farias no acordeom, Àlágbé Elton na percussão, Claudio Rabeca na rabeca, Valéria Lehmann no violoncelo, George Lacerda na percussão e Vavá Afiouni no contra-baixo.

Destaque ainda para canções como 'Cabaceiras', 'Flor de peregum', 'Tudo alterado' e 'Tá com pressa, boiada?', todas de autoria do próprio violeiro, que ainda gravou de Roberto Corrêa, 'Perobeira-Maria' e de Lennon e McCartney, 'Eleanor Rigby'.

Um álbum para relaxar e ouvir com calma e tranqulidade, deixando o clima rupestre preencher o ambiente.

2013 Casa do Chapéu

1. Casa do Chapéu
2. Lobo de guarânia
3. Cabaceiras
4. Sopro
5. Inhuma do cocho
6. Forró sem aperreio
7. Flor de peregum
8. Tudo alterado
9. Eleanor Rigby
10. Perobeira-Maria
11. Tá com pressa, boiada?

8.18.2013

VIAGEM SATÂNICA #3 X -1

Satanique Samba Trio é uma banda instrumental que aplica cacofonia e caos na estrutura da música brasileira.



A banda liderada por Munha da 7 apresenta a terceira parte da triolgia 'Bad Trip Simulator' – 'Simulador de Onda Ruim' em português – o volume '#3'. 

Difícil definir o som da banda. “É música erudita popular das antigas, tipo Chiquinha Gonzaga”, definem alguns, como o próprio Munha da 7 anuncia, mas que não sabe o significado dessa resposta. Ele mesmo acredita que eles são uma banda de música popular brasileira multiplicada por menos um (x-1).

Nos últimos anos, conciliando as gravações dos volumes anteriores, '#2' e '#1', todos os integrantes realizaram ensaios abertos ao público que se mostraram cansativos e divertidos ao mesmo tempo, como declara Munha da 7. “Era muita pressão pra mim ter que conduzir os ensaios, maneirar nos esporros, evitar insultos e ainda acertar as músicas no final das contas. Saldo positivo para a banda, negativo para a minha coluna”, enfatiza ele.

Nas gravações anteriores, Munha da 7 sempre ressaltou as dificuldades, brigas e confusões e nesse volume não foi diferente. “Se não tivesse treta, eu pararia tudo e mandaria voltar. Foi dor de cabeça do começo ao fim, membros cativos deixaram a banda, piques de luz aos montes, bate-boca, doenças, drogas... o de sempre”, declara ele.

Para compor canções como 'Pipocadélica', 'Sodoma & Gonzaga', 'Forró mata', 'O Auto da Maldita', 'Hellcife blues' ou 'Imoboi', Munha da 7 avisa que o conceito vem sempre antes da melodia. “No meu livro a melodia, a harmonia, a estrutura e as figuras rítmicas estão sempre submissas ao conceito”, explica.

Ainda sem previsão de uma turnê mundial, Munha da 7 resume que o mundo ainda não vale a pena, mas que 0,20 centavos fazem muita diferença. “Quem acha que não é por que nunca teve que pedir esmola na rodoviária”.

Mas o 'Satanique Samba Trio' segue em frente, seja em cima do trio elétrico, em ensaios abertos, encenações públicas e nos aportes físicos e digitais. Segundo Munha da 7 o vinil deve demorar um pouco mais, mas ele promete alguma notícia sobre esse assunto ainda este ano. “Por enquanto, quero deixar claro que nosso último CD, o célebre 'Bad Trip Simulator #3' está a venda no site www.sataniquesambatrio.com.br ou pelo e-mail sataniquesambatrio@sataniquesambario.com.br. É só chegar pedindo e pagando”.

2013 Bad Trip Simulator #3

1. Pipocadélica
2. Badtriptronics #13
3. Imoboi
4. Sodoma & Gonzaga
5. Forró mata
6. O Auto da Maldita
7. Hematuria of the Gods
8. Hellcife blues
9. Mangrou
10. Badtriptronics #3
11. Cabra da peste negra (Live @ Chez Michou)

8.11.2013

BANDA GUARDIA NOVA APRESENTA NOVO DISCO

Banda piauiense lança primeiro álbum recheado de referências pop e batidas eletrônicas com melodias singelas e sofisticadas.  


A banda 'Guardia Nova' é formada por João Veras, Hugo Trincado, Dmitrit Petit e Jan Pablo, que também produziu o disco recém-lançado. Um petardo que abre com 'Parasoul', faixa densa de clima oriental pela adição da cítara, seguido pela canção pop-indie-apoteótica 'Setenta e seis'.

'Preta' leva o ouvinte ao estado do Pará com uma batida eletrônica com referências à cumbia. 'Kazoo' é a balada do disco no melhor estilo voz e violão, com pequenas interferências de um piano e violinos.

'Frescurinha' já inicia com beats eletrônicos, quase como um carrossel infantil, seguida pela eletro-experimental 'Guardia'. 'Macacal' mistura os breves batuques com a crônica cotidiana autoral, para depois dar lugar ao “quase-afrobeat” 'Melvin Jones (quase nada)'.

'Onde ela se perdeu' é rock puro com direito a guitarras estridentes, ruídos e muita sujeira. A canção 'Solução' apresenta um chill-out-lounge” de batidas eletrônicas. 'Manhã de sol nas classes' volta ao universo paraense, remetendo à guitarrada.

'Vestida de branco' tem participação especial de Makeh, numa batucada bossa-nova, par encerrar a peça em 'Sem saída'.

2013 Guardia Nova

1. Parasoul
2. Setenta e seis
3. Preta
4. Kazoo
5. Frescurinha
6. Guardia
7. Macacal
8. Melvin Jones (quase nada)
9. Onde ela se perdeu
10. Solução
11. Manhã de sol nas classes
12. Vestida de Branco (& Makeh)
13. Sem saída

8.04.2013

A FESTA TERROR DOS PORCAS BORBOLETAS

Banda de Uberlândia demonstra plena maturidade com um terceiro álbum recheado de ótimas canções.



A banda 'Porcas Borboletas' é formada por Banzo (voz e violão), Danislau (voz e guitarra), Moita (guitarra e voz), Chelo (baixo), Vi (bateria) e Ricardim (barulhos).

O disco abre com 'David Bowie' elevando a clara referência ao artista camaleônico, seguida por 'Todo mundo está pensando em sexo' e 'Tudo que tentei falhou', duas maravilhosas crônicas cotidianas do inconsciente popular.

'Aninha' é uma balada soul-disco-pop-aqua-boogie, seguida pela 'Festa terror', onde se repete o mote da terceira faixa. 'Only life' é um poema musicado de Paulo Leminski, remetendo ao clássico dos Stones, “it`s only life, but I like it”.

A letra de 'Valéria' brinca com a personagem real de Silvio Santos e remete à outra canção classica que se refere ao apresentador de “sorriso franco e puro de um filme de terror”. 'Go to Cuyabá' tem uma levada especial, seguida por 'Fim do mundo', 'Infelizmente' e 'Giro' para encerrar no cover da banda conterrânea 'Dead Smurfs', 'Wellington'.

2013 Porcas Borboletas

1. David Bowie
2. Todo mundo está pensando em sexo
3. Tudo que tentei falhou
4. Aninha
5. Festa terror
6. Only life
7. Valéria
8. Go to Cuyabá
9. Fim do mundo
10. Infelizmente
11. Giro
12. Wellington

7.28.2013

MUITO MAIS AMOR COM LIVIA CRUZ

O álbum de estréia da cantora de hip-hop Lívia Cruz apresenta uma união perfeita do rhythm 'n' poetry com o rhythm 'n' blues.


Lívia Cruz bem sabe como falar de amor. No disco 'Muito Mais Amor' ela apresenta crônicas cotidianas sobre esse sentimento.

O álbum em questão tem um som mais focado nas baladas, que remetem ao jazz da fase “pré-acid-jazz”, com trumpetes etéreos e delirantes. É nas batidas e nos beats que o ouvinte percebe-se ouvindo uma obra de RAP.

Destaque para participações especiais de Rashid em 'Diamantes', Karol de Souza em 'Sei quem sou', Gutierrez em 'Mandinga' e Rael da Rima em 'Ele é jogador'. Lívia fala de amores não correspondidos, fim de namoros, relacionamentos complicados e muitos outros casos de amor.

A canção 'Não foi em vão' havia sido lançada como single, com um clipe feito para denunciar a violência contra as mulheres. Um disco pra ouvir coladinho e dançar bem de mansinho.



2013 Muito Mais Amor

1. Muito mais amor
2. Foi o que foi
3. Só por hoje
4. Diamantes (& Rashid)
5. Você se enganou
6. Ver onde vai dar
7. Imensidão azul
8. Sei quem eu sou (& Karol de Souza)
9. Mandinga (& Gutierrez)
10. Não foi em vão
11. Ele é jogador (& Rael)

7.21.2013

VAMOS PRA RUA PORQUE JÁ É HORA DE ANDAR

Roqueiros baianos lançam disco com canções, que descreveram antecipadamente os sentimentos de insatisfação de todas manifestações que tomaram as ruas do país.


O 'Maglore' é um quarteto de rock contemporâneo baiano formado por Teago Oliveira (voz e guitarras), Leo Brandão (teclado e guitarras), Nery Leal (contrabaixo) e Felipe Dieder (bateria).

Com diversas referências populares, as canções refletem o cotidiano do fulano e sicrano das esquina e paralelas das cidades. 'Demais, baby', 'Avenida Sete' e 'Beleza de você'. O álbum também apresenta baladas experimentais como 'Motor' e 'Debaixo de chuva', além do sambinha mineiro/baiano de 'Beagá', que homenageia a capital de Minas Gerais com pitada de Clube da Esquina (do pelourinho).

A banda ainda apresenta o rock indie de 'Espelho de banheiro' e 'Sobre tudo o que diz adeus', que explodem num final apoteótico. 'Quero agorá' conta com a participação de Carlinhos Brown, enquanto 'Nunca mais vou trabalhar' tem Wado.

Há também destaque para a faixa que dá nome ao álbum, 'Vamos pra Rua', onde há o chamado ao povo, para aderir às mudanças pelas manifestações e passeatas urbanas. “Traga o mundo mais perto de onde você quer chegar, vamos pra rua”, conclui a letra, num disco lançado em maio deste ano. Tornando mais interessante o caráter premonitório da canção.




2013 Vamos pra Rua

1. Demais, baby!
2. Quero agorá (& Carlinhos Brown)
3. Avenida Sete
4. Motor
5. Vamos pra rua
6. Espelho de banheiro
7. Beagá
8. Nunca mais vou trabalhar (& Wado)
9. Beleza de você
10. Debaixo de chuva
11. Sobre tudo o que diz adeus

7.14.2013

CRIOLO E EMICIDA, SOMOS NOZES!

União de representantes da cultura hip-hop coloca gênero no topo das paradas de sucesso, através de download gratuito.
Criolo e EMICIDA são reconhecidos pela função de mestres de cerimônia, que é mesmo o significado de MC, antes do nome de cada cantor de rap. Os dois representam o movimento e ajudaram a colocar o gênero em outro patamar da “linha evolutiva da música popular brasileira”, como bem disse Raulzito.

O que os dois juntos não fariam em prol da difusão e fomentação do estilo? Do grande circuito dos artistas consagrados aos cantos mais distantes das mais afastadas periferias, favelas, guetos etc. Com essa ideia, os dois artistas empreenderam um show ao vivo, que foi gravado em áudio e video.

A equipe de filmagem espalhou 40 microcâmeras GoPros por todo palco, na mão dos cantores, no braço do baixo, atrás da bateria e tantos outros lugares imagináveis. Gerando mais de 120 horas de material bruto, que levou mais de dois meses na mesa de edição. Com direção do dvd por conta de Andrucha Waddington e Ricardo Dellarosa, direção do espetáculo de Paula Lavigne e direção musical de Daniel Ganjaman.

Depois de tantos motivos, você tá esperando o que pra baixar esse disco – disponível gratuitamente num site criado especialmente para o dvd – e encomendar o dvd nas lojas indicadas no site.

2013 Criolo & EMICIDA Ao Vivo

1. Zica, vai lá
2. Dedo na ferida
3. Rua Augusta
4. Mariô
5. Subirusdoistiozin
6. Demorô
7. Viva (Melô dos Vileiros)
8. Só mais uma noite
9. Não existe amor em SP
10. Linha de frente
11. A cada vento
12. Outras palavras
13. Lion Man
14. Grajauex
15. Triunfo
16. Capítulo 4, Versículo 3
17. Vida loka I
18. Bogotá

7.07.2013

EXILE ON PIRACEMA

Banda carioca 'Do Amor' lança disco de 18 faixas que pode ser considerado, desde a composição a gravação, a versão tupiniquim de 'Exile on Main St.' dos 'Stones'.
A banda 'Do Amor', formada por Gabriel Mayall e Gustavo Benjão nas guitarras, Marcelo Callado na bateria e Ricardo Dias Gomes no baixo, já é famosa pelos discos de outros artistas (com quem gravaram) e pelos shows que já fez junto com cantores e cantoras da música brasileira.

Entre alguns álbuns clássicos da recente discografia brasileira, a banda gravou o 'Vermelho' de Nina Becker, 'O Deus que Devasta mas Também Cura' de Lucas Santtana, além de terem acompanhado ambos artistas nas respectivas turnês. Sem falar no também antológico disco de estréia, 'Do Amor', de 2010.

Alguns integrantes ainda participam de outros projetos com outros artistas como é o caso de Marcelo Callado, que gravou com a cantora Nina Becker, o belo 'Gambito Budapeste', e junto com Ricardo Dias Gomes integra a 'Banda Cê', que gravou com Caetano Veloso os álbuns 'Cê', 'Zii e Zie' e 'Abraçaço'. Enquanto Gustavo Benjão faz parte da 'Abayomy Afrobeat Orquestra' e Gabriel Mayall toca com Alice Caymmi.

Uma canção de Pepeu Gomes batizou a banda, 'Do Amor', que já no primeiro álbum desfilou belas canções de ritmos tão distintos desde lambada, carimbó, rock, pop e ainda encontrou espaço para homenagens ao guitarrista dos 'Novos Baianos' e a Gonzaguinha no cover underground de 'Lindo lago do amor'.Essa mesma mistura de estilos norteia todo o novo álbum, num belo caldeirão de ritmos.

A banda se isolou na fazenda em Três Rios, no interior do Rio de Janeiro, na fazenda 'Piracema', criando uma atmosfera setentista que permeia todo o álbum. Durante 15 dias, o quarteto se exilou na fazendo para compor e arranjar o que viriam a ser as 18 faixas do álbum – que também será lançado como vinil duplo.

O clima bucólico abre o disco com 'Ar', que logo dá lugar para canções com pegada mais popular de guitarras rasgadas como em 'Ofusca', 'Minha mente', 'May I bleed?', 'Mindingo', 'Quando ele chegar' e 'Tears and fears away'. Mas também há lugar para baladas que brilham levemente misturadas ao xote em 'Life is', ao samba em 'Ninguém vai deixar' e na canção metalinguística 'I`m a drummer', seguida pela bela vinheta 'Ir e vir', que retoma o tema rural também presente em outras faixas como 'No song' e 'Piracema', que intitula o álbum.

O carimbó, a cumbia, a lambada e outros ritmos mais sacolejantes têm espaço em 'El cancionero', 'Esse fumo é bom', 'Eu vou pra Belém', 'Pé na terra', 'Undum', que fecha o álbum regressando à bucólica paisagem, enfatizando o clima chuvoso através dos barulhinhos gravados no local.

Mais do que um disco de canções soltas, 'Piracema' segue uma linha melódica e pré-determinada, estabelecida para incitar o ouvinte à próxima faixa. Misturando e mesclando ritmos e estilos diferentes, o 'Do Amor' apresenta um tempero eclético à música brasileira.

2013 Piracema

1. Ar
2. Ofusca
3. Minha mente
4. Mindingo
5. El cancionero
6. Life is
7. Esse fumo é bom
8. Eu vou pra Belém
9. Pé na terra
10. May I bleed?
11. I`m a drummer
12. Ir e vir.
13. Quando ele chegar
14. Ninguém vai deixar
15. Tears and fears away
16. No song
17. Piracema
18. Undum

6.30.2013

NA SOPA ENSOPADA EU VOLTO PRA CURTIR

Homenagem aos 70 anos de Jards Macalé, reune jovens artistas do cenário atual da música brasileira, em releituras inspiradas.


O tributo em homenagem aos 70 anos do cantor e compositor Jards Macalé, coincide com os recentes documentários sobre o astro: 'Jards' de Erik Rocha e 'Um morcego na porta principal' de Marco Abujamra e João Pimentel. Como um álbum digital, organizado por Márcio Bulk da 'Banda Desenhada', 'E volto pra Curtir' apresenta novos artistas e bandas de diversas regiões do país.

Como curador do projeto, Márcio Bulk decidiu regravar todo o disco de estréia, 'Jard Macalé' de 1972, com a inclusão de outro clássico de Macalé, 'Vapor barato', eternizado naquele mesmo ano por Gal Costa no álbum ao vivo 'Fa-Tal'.

O duo carioca 'Letuce', formado por Letícia Novaes e Lucas Vasconcelos, abre o álbum com 'Farinha do desprezo', seguido por 'Vaor barato' com a banda 'Garotas Suecas', também do Rio de Janeiro. Para logo na sequência, voltar a reproduzir a ordem do clássico de 72, com a baiana Márcia Castro recriando 'Revendo amigos (e volto pra curtir)'.

Os gaúchos do 'Apanhador Só' aparecem com 'Mal secreto', Arícia Mess com '78 rotações', Bruno Consentino nos vocais e Marcelo Campello na guitarra de 'Movimento dos barcos' e Filipe Catto com ' Meu amor me agarra & geme & treme & chora & mata', com Pipo Pegoraro no violão, baixo, bateria, guitarra, órgão e nas programações.

O trio paulistano 'Metá Metá', de Kiko Dinucci, Thiago França e Juçara Marçal, explode na versão de 'Let's play that', seguidos pelo rock melancólico de Rafel Castro para 'Farrapo humano', com vocais de Tulipa Ruiz. Ava Rocha mostra 'A Morte' e Leo Cavalcanti encerra o disco com 'Hotel das estrelas'.

Uma releitura à altura desta obra clássica da música brasileira. Uma homenagem justa e merecida à um dos mais importantes expoentes do cancioneiro popular, que comemora 70 anos de influências positivas na cena musical atual, sempre mantendo sua relevância musical, Jards Macalé.

2013 E Volto pra Curtir

1. Farinha do desprezo – Letuce
2. Vapor barato – Garotas Suecas
3. Revendo amigos (e volto pra curtir) – Márcia Castro
4. Mal secreto – Apanhador Só
5. 78 rotações – Arícia Mess
6. Movimento dos barcos – Bruno Consentino & Marcos Campello
7. Meu amor me agarra & geme & treme & chora & mata – Filipe Catto
8. Let's play that – Metá Metá
9. Farrapo humano – Rafael Castro
10. A Morte – Ava Rocha
11. Hotel das estrelas – Leo Cavalcanti

6.24.2013

A VIAGEM DE SEU PEREIRA COM O COLETIVO 401

Banda apresenta um recorte cotidiano da metrópole paraibana, João Pessoa, onde residem 'Seu Pereira e Coletivo 401'.


Jonathas Pereira Falcão é 'Seu Pereira e Coletivo 401' é também formado por Chico Correa na guitarra e flauta, Thiago Sombra no baixo e Victorama na bateria, além do próprio Jonathas no violão, voz e composições.

O álbum 'Seu Pereira e Coletivo 401' foi todo gravado em João Pessoa, com uma pegada samba-rock de sotaque paraibano. As letras de Jonathas representam uma radiografia poética do cotidiano brasileiro, com referências mil a temas do inconsciente urbano dos habitantes das cidades.

Num álbum onde residem homens-bomba, índios-caçadores, mingaus-viajadores, chevettes-no-prego, galinhas-cabidelas, 20-meninas e até os vira-latas-de-raça. Um disco que é um “bacanal antropofágico”, que se engole e se cuspe tudo ao mesmo tempo.

'Seu Pereira e Coletivo 401' tem produção e mixagem do próprio Chico Correa, além de participações especiais de Cassiano na percussão, Azeitona no trombone, Zázaro no trompete e Júnior Andrade nos teclados.

Destaque para canções como 'Clara herança' com Kiko Dinucci no violão e Russo Passapusso nos vocais, 'Rabissaca' com Brasilino no trombone e 'Já era' com Marcelo Macêdo no violão e guitarra.

As mil influências e referências trazem cumplicidade com a obra criada por Jonathas, criando uma ligação imediata e empatia automática com o discurso de 'Seu Pereira e Coletivo 401'.

2012 Seu Pereira e Coletivo 401

1. Papai e mamãe
2. No mato
3. É pouco
4. Martelada
5. Menina E.T.
6. Batalha diária
7. Já era
8. Rabissaca
9. Férias do guerrilheiro
10. Cabidela
11. Clara herança
12. Peri da Silva

6.16.2013

BA-BOOM É PAVIO ACESO QUE INCENDEIA

Ba-Boom é uma explosão de surpresa no cenário musical brasileiro, com sonoridade rica pelos ritmos jamaicanos. 


Ba-Boom é uma banda formada no ABC paulista, por Bruno Buia na voz e percussão, Allan Tijolin na guitarra e voz, Cassiano Ks na bateria, Raoni Gruber no baixo, Kiko Bonato no sax tenor, Bio Bonato no sax baritono, Victor Fão no trombone, Felippe Pipeta no trompete, Marcos Guarujá e Rafael Bira nas percussões e Caio Duarte nos teclados.

Difícil conciliar tantos interesses, entre 10 integrantes, mas essa galera encontrou a música jamaicana como ponto comum e de união entre si mesmos. Gravaram um disco muito bem produzido por Sérgio Sofiatti da 'Orquestra Brasileira de Música Jamaicana' e participação especial de André Abujanra, do 'Karnak' e 'Mulheres Negras'.

O disco abre com a pedrada, que intitula o álbum, 'Incendeia', um reggae meio ragga meio samba, seguido pelo ska 'Batalha'. 'Quem conta', 'Noite de reggae', 'Amizade prevalece' e 'Como tá Kalunga?' representam o reggae tradicional, enquanto 'Inna RC' e 'Mano sujou!' rementem ao ragga. A banda já fez até uma turnê na Jamaica, onde forma muito bem recebidos pelo público local.

'Canção guerreira' remete à verve pop do grupo e 'Toque de bamba' é pura experimentação com tambores de afoxé da música brasileira. A banda Ba-Boom foi uma grande surpresa do ano passado – tanto que fez parte da lista EuOvo dos melhores do ano – e merece ter o som mais apreciado por todos que são ávidos pela nova música brasileira.

2012 Incendeia

1. Incendeia
2. Batalha
3. Quem conta
4. Noite de reggae
5. Toque de Bamba
6. Amizade prevalece
7. Inna RC
8. Canção guerreira
9. Como tá Kalunga?
10. Mano sujou!

6.09.2013

ANGELA COITADINHA, RÔ, RÔ, BEM FEITO!

Homenagem a cantora Angela Rô Rô, valoriza as grandes composições desta intérprete autoral, na voz dos novos artistas da música brasileira.


“Coitadinha, Bem Feito” é um álbum tributo à compositora Angela Rô Rô produzido por Zé Pedro, com releituras de clássicos do repertório da cantora, feitas por cantores da cena musical atual.

Abrindo com o hit máximo da carreira desta artista, “Amor, meu grande amor”, na voz do cantor Lucas Santtana, que desconstruiu o belo blues com programações e samples pontuando a melodia executava em baixo, órgão e sintetizadores – todos executados por Santtana. A bela canção “Renúncia” tem Lirinha, Pupillo, Berna Ceppas, Igor Medeiros e Rodrigo Coelho.

Leo Cavalcanti apresenta uma versão singela de “Carne e case”, com o auxílio do violoncello de Bruno Serroni. Rômulo Fróes apresenta “Só nos resta viver” no violão, com Luca Raele no clarinete. “Mares de Espanha” foi interpretada por Thiago Pethit, com Pedro Penna, Camila Lordy, Anderson Ambrifi e Leonardo Rosa.

Tatá Aeroplano apresenta a “Balada da arrasada” com Junior Boca, Meno Del Picchia e João Leão. A canção que dá título ao álbum, “Coitadinha, bem feito”, chega na voz de Otto, com Pupillo na bateria, teclado e programações e Regis Damasceno no baixo e guitarra. Gui Amabis entrega “Abre o coração”, também com Damasceno.

“Gota de sangue” aparece pelas mãos do multi-instrumentista e responsável pelo padrão de qualidade do “CSS”, Adriano Cintra. Enquanto Pélico é o responsável pela releitura de “Não há cabeça”, com Jesus Sanchez, Tato Cunha e Bruno Bonaventure.

“Fogueira” tem Rodrigo Campos na guitarra e voz e também Rica Amabis e Alexandre Ribeiro. Kiko Dinucci apresenta “Tango da bronquite”, numa reconstrução em voz e violão, com os teclados de Zé Nigro. Rael da Rima vem com uma banda de responsa em “Perdoai-os, pai”, com Muka Brass, Rafael Costa, Bruno Marccuci e Bruno Dupré.

“Fraca e abusada” tem a voz de Gustavo Galo, com Pedro Gongon Manesco, Del Picchia e Zé Pi. A voz e violão de Dani Black aparecem em “Tola foi você”, seguida de “A mim e a mais ninguém” com Juliano Gauche, Gustavo Souza, Del Picchia, Gustavo Cabelo, Zé Pi e João Leão.

Encerrando com Helio Flanders cantando e tocando piano em “Me acalmo danando” com o violino de Fernanda Kostchak. Um tributo bem produzido e bem elaborado, com grandes canções da cantora Angela Rô Rô, que tem sido subestimada como compositora de sucessos.

2013 Coitadinha, Bem Feito

1. Amor, meu grande amor - Lucas Santtana
2. Renúncia - Lirinha
3. Came e case - Leo Cavalcanti
4. Só nos resta viver - Romulo Fróes
5. Mares da Espanha - Thiago Pethit
6. Balada da arrasada - Tatá Aeroplano
7. Coitadinha, bem feito - Otto
8. Abre o coração - Gui Amabis
9. Gota de sangue - Adriano Cintra
10. Não há cabeça - Pélico
11. Fogueira - Rodrigo Campos
12. Tango da bronquite - Kiko Dinucci
13. Perdoar-os, Pai - Rael
14. Fraca e abusada - Gustavo Galo
15. Tola foi você - Dani Black
16. A mim e a mais ninguém - Juliano Gauche
17. Me acalmo danando - Helio Flanders

6.02.2013

CATARINA, A MULHER CROMAQUI

'Mulher Cromaqui' é o nome do novo álbum da cantora recifense Catarina Dee Jah, no qual ela assume persona multifacetada.

Catarina Dee Jah começou como DJ, mas logo demonstrou irreverência suficiente para se transformar em cantora e compositora.

Com forte discurso, ela assume uma personagem voluptuosa, desbocada e punk-brega. 'Kay fora', 'Sarará' e 'Toca-te dentro' faziam parte do primeiro EP da cantora, e também foram incluídas neste álbum.

Catarina demonstra maturidade para falar de feminismo, comentar sobre relacionamentos e falar sobre sexo. Destaque para faixas como 'Mulher tiragosto', 'Hey mãe', 'Dára', 'Lá mi ré dó ré lá' e 'Vem que vem'.

A faixa 'Intercâmbio cultural' tem participação de Jr. Black e a versão cumbiada da canção virou 'Intercumbia' com participação da banda Academia da Berlinda. O disco 'Mulher cromaqui' é uma peça dançante, que mostra as crônicas cotidianas de uma cantora preocupada em ocupar espaço como mulher e artista.

Catarina é uma artista completa, boa compositora e presença de palco incontestável. Representante direta do movimento nacional das “vulvas em fúria”, ou seja, uma fêmea com “Fogo na Shanah”. 

Um disco imperdível na sua estante... Selvageria na sua orelha!

2013 Mulher Cromaqui

1. Kay fora
2. Sarará
3. Amufinada
4. Intercâmbio cultural
5. Lá mi ré dó ré lá
6. Hey mãe
7. Toca-te dentro
8. Vem que vem
9. Mulher tiragosto
10. Dára
11. Intercumbia
12. Raça desunida

5.26.2013

EMÍLIA CHEIA DE GRAÇA

'Cheia de Graça' é o nome do disco de estréia da cantora Emília Monteiro, nascida no Amapá e radicada em Brasília.
Emilia Monteiro começou no teatro atuando e cantando nos musicais de Deto Montenegro, pela 'Companhia dos Menestréis'. O álbum 'Cheia de Graça' nasceu de suas lembranças afetivas e familiares com os ritmos do norte.

No disco, Emilia faz reverencias aos diversos ritmos da região Amazônica, como batuque, marabaixo, lundu, carimbó, cumbia, carimbó chamegado, guitarrada e zouk love. 'Mandacarú' abre o álbum trazendo a modernidade ao batuque-jazz.

Com produção de João Ferreira e Rodrigo Campello em duas faixas, o disco ainda traz a participação especial de Dona Onete no zouk-love 'Veneno de cobra' e no carimbó chamegado 'Eu quero esse moreno pra mim'. 'Mal de amor' tem um balanço bom do marabaixo.

O carimbó 'Coisinha' e a balada 'Descalço' foram produzidas por Rodrigo Campello, produtor de gente como Roberta Sá e Ney Matogrosso. 'Córrego rico' foi composta por Ellen Oléria e representa uma história muito especial para ela. “Quando mostrei essa música para a Emília, ela chorou. Mas lá em casa todo mundo ri de ouvir essa canção, porque nela eu uso o cotidiano do convívio famíliar”, ressalta Ellen.

'Mãe e só' é uma pérola, que ressalta a força de todas as mães guerrilheiras do mundo. Um verdadeiro hino para todos os dias das mães. A canção que dá nome ao disco, 'Cheia de graça' também foi composta por outra cantora brasiliense, Angela Brandão. Faixa de balanço caboverdiano, quase um fado.

O lundu 'Meus ventos', a balada-jazz 'Mais eu' e o batuque 'Mão de couro', com participação do mestre da guitarrada Aldo Sena, encerram o disco. Um álbum apaixonante com interpretação singular de Emília Monteiro.

2013 Cheia de Graça

1. Mandacaru
2. Veneno de cobra
3. Mal de amor
4. Coisinha
5. Descalço
6. Córrego rico
7. Eu quero esse moreno pra mim
8. Mãe e só
9. Cheia de graça
10. Meus ventos
11. Mais eu
12. Mão de couro

5.19.2013

AS CABEÇAS DA ORQUESTRA DE CABEÇA

Banda sergipana mistura elementos de ritmos tradicionais com elementos eletrônicos e faz um som contagiante.

     

A banda 'Coutto Orquestra de Cabeça' é uma micro-big-band, que faz uma 'eletrofanfarra' onde mistura ritmos como a cumbia, tango, milonga, valsa, forró, marcha, fanfarra etc com samples e batidas eletrônicas – dai o nome que vai batizar o primeiro álbum, 'Eletrofanfarra'.

Previsto para ser lançado neste mesmo ano, o disco vem sendo gravado pela banda, após muito trabalho ao vivo nas feiras musicais, que acontecem em vários lugares do país, como o 'Porto Musical', onde receberam muitos elogios da crítica especializada.

Quem não pode vê-los em carne e osso, saiba que é possível baixar o EP de divulgação, 'Aratu Milonga', uma ótima oportunidade de conhecer a mistura dançante feita por Alisson Coutto (trombone, vocais e samples), Fabinho Espinhaço (bateria), Rafael Ramos (contrabaixo, vocais e teclados) e Vinicius Bigjohn (acordeon, teclados e vocais).

O EP foi lançado em 2012 e apresenta cumbia com forró em 'Juanita', tango sensorial com 'Cordélia', xaxado com milongas mais batidas eletrônicas em 'Loreta Boutique' e valsa com 'Routine' e 'A flor', que támbém abre o disco apresentando influências do leste Europeu.

Um som imperdível para quem gosta de música de qualidade.

2012 Aratu Milonga EP

1. A flor
2. Routine
3. Cordélia
4. Loreta boutique
5. Juanita

5.12.2013

O SANTO-GUERREIRO TOM ZÉ NA TERRA DA IRARÁ-COLA

Repercussão na internet ao comercial de refrigerante narrado por Tom Zé, gera compacto inspirado do cantor com diversas participações especiais.


Tudo começou quando foi ao ar o comercial da Coca-Cola, onde o Tom Zé narrava o texto enaltecedor do anúncio. Uma propaganda que revisava a paixão do brasileiro ao futebol e refletia sobre a realização do Mundial de Futebol, em 2014. Muita gente criticou essa atuação na peça publicitária, utilizando postagens (muitas vezes ofensivas) nas redes sociais, mais predominatemente pelo feicibuqui.

Tom Zé replicou as críticas e explicou usaria o lucro em investinto em suas experiências musicais – porque ele sempre as fez, mas agora teria respaldo e capital de giro. Naquele pedido de desculpas, o artista abriu o coração e transpareceu ao público. Além de ter dado mais crédito à mal-falada Coca-Cola, com narração otimista e legitimadora, Tom Zé ainda submetia o orçamento pessoal à aprovação pública.

Mas o assunto não morreu ai... Tom Zé, começou a postar em seu blog, uma contagem regressiva para um nascimento.... Nessas narrativas, o cantor comentava diversos nascimentos históricos ou fictícios entre outros assuntos, como a experiência teatral com o espetáculo icônico 'Arena canta Bahia' e episódios da época de ostracismo – final dos anos 70 e toda a década de 80. Mas quem nasceria?

Nasceu o disco 'Imprensa Cantada (Segunda Edição) – Tribunal do Feicibuqui', proposto por Marcus Preto, como resposta ainda mais concisa que o extrato das intenções de Tom Zé. Com participações especiais de EMICIDA, O Terno, Filarmônica de Passárgada, Trupe de Chá de Boldo e Tatá Aeroplano.

Impossível não se render a genialidade, maravilhosidade, sensacionalidade e todas outras idades de Tom Zé, na terra da Irará-Cola.

Imprensa Cantada (Segunda Edição) – Tribunal do Feicibuqui

1. Tom Zé mané
2. Zé a zero
3. Taí
4. Papa Francisco perdoa Tom Zé
5. Irará Iralá