11.25.2012

O LADO A E O LADO B DA ALMA DE VITOR ARAÚJO

Depois do estrondoso sucesso – de público e crítica – com o DVD de estreia, ‘TOC’, Vitor Araújo surpreende novamente com ‘A/B’, um álbum poético e emocionante.

Solidão é o tema da primeira peça do novo disco de Vitor Araújo, a parte que representa o lado A, dividido em quatro faixas. A primeira composta em homenagem a Modigliani, com Vitor no piano e vozes, e um belo arranjo de cordas com violinos, viola, violoncelo e contrabaixo. Seguida pelo piano solitário de Vitor numa tocante representação da melancolia.

A terceira faixa conta com a participação apoteótica dos trompetes de Guizado e o mesmo quinteto de cordas, formado por Ricardo Amado e Adonhiran Reis nos violinos, Estevan de Almeida Reis na viola, Alceu Reis no violoncelo e Larissa Coutrim no contrabaixo. Encerrando o lado A com Stefanie Freitas como pianista convidada e representando, junto com Vitor, uma breve calmaria após tanta solitude.

 - - - - Interlúdio - - - -

O lado B segue representando a epopeia de Vitor Araújo, mas não se atém a tema algum. Apenas apresenta um coração já sangrado e transbordado de tanta emoção da peça anterior. ‘Baião’ é uma singela homenagem a Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal e Chico Science, com participação de Yuri Queiroga. 

Naná Vasconcelos toma de assalto a canção ‘Jongo’, composta por O. Lorenzo Fernandez, com uma percussão translúcida e às vezes cruel, na forma de deixar o piano em segundo plano com seus baticuns, suas sementes, congas, gongos e vozes. A banda Rivotrill – Junior Crato na flauta, Rafa Duarte no contrabaixo e Lucas dos Prazeres na percussão – participa de ‘Véloce’, composta por Claude Bolling, um ragtime apóscalypso e bate-estaca.

O final inesperado vem com a parceria com a banda Macaco Bong – Bruno Kayapy nas guitarras e violões, Ynaiã Benthroldo na bateria e Ney Hugo no baixo –, em ‘Pulp’. Uma faixa de início seco e ríspido que aos poucos assume uma delicadeza serena, para explodir num final pesado e grandioso, em homenagem a Bukowski , Angeli, Robert Rodríguez, Quentin Tarantino, Rage Against the Machine, Pink Floyd, à Banda de Joseph Tourton e ao Macaco Bong.

Vitor Araújo nos mostra o lado A e o lado B de sua alma, num álbum de chorar de tão lindo. Gravado entre Recife, RJ e SP, com produção de Ricardo Cantaluppi, mixagem de Buguinha Dub e arte gráfica por Raul Luna.

2012 A/B

A1 Solidão nº 1
A2 Solidão nº 2
A3 Solidão Nº 3
A4 Solidão nº 4


- - - - Interlúdio - - - -


B1 Baião
B2 Jongo
B3 Véloce
B4 Pulp

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11.18.2012

AS NOVIDADES ESCONDIDAS NO SOM DO CIRCO VIVANT

O 'Circo Vivant' é uma banda “Original Olinda Style”, que entrega bastante influência da já seminal 'Banda Eddie'. Mas calma, aí.... Perá lá.... Que o 'Circo Vivant' anda chega lá.... Posso até apostar....

Eles recém começaram em 2004. Experimentaram bastante, chegando até gravar um CD demo, 'Qualquer Coisa', em 2005. Mudaram de formação e gravaram um EP, 'Bipolar', em 2009, que tinha uma faixa “adubada” por Buguinha Dub. A banda tem Petruchio na voz, percussão e sample/efeitos, Pedro Vivant na voz, guitarra e violão, Júnior Duarte no baixo, Junior Dujarro na bateria, Gustavo Joe nos teclados, microkorg e violão e Ganga Barreto na percussão e voz, e conta com participações especiais de Rogerman (Bonsusesso Samba Clube), Bruno Souto (Volver), Tom Rocha (Academia da Berlinda e Mundo Livre SA) e Leo Oroska (Ska Maria Pastora), entre outras. 

Neste ano, eles lançam o primeiro disco, 'AfroAméricaLatinidade' – um título que reflete e entrega muito do que a banda é... Plural. Isso que eles são. Eles são afros, americanos e latinos, sem nenhum preconceito em misturar gêneros, números e graus. 

Você começa ouvindo o disco “com um jeito assim meio covarde” e termina sem perceber, com as canções rolando, o sonzinho te envolvendo e te balançando. A canção 'Fagundes Varela 16h30' abre o álbum com uma pegada funk de muito efeitos e um riff matador – se fossem 10 minutos a menos seria melhor ainda (essa só os fortes entenderão). 

Entra o ska, 'O mesmo e o novo'. Quem ficar parado é doente do pé! Mas ai o ska quase se transforma num batuque para quase uma cumbia e guitarrada. Enfim, afro-americano-latino. Outro ska é 'O brilho', que cria um clima meio leste europeu, por causa da harmonização dos belos vocais, sem deixar de ter uma pitada surf-music na levada da guitarra. 

O 'Bolero de Jardel' é, como diz o título, um bolero, mas com uma pretensão de ser entoada em uníssono pelo público em grande estádios. 'Cor branca' é a parte sambarock do disco. 'Mariano' foi criptografada por Pedro Vivant. Como em 'Aqua boogie', “Psychoalphadiscobetabioaquadoloop” ou “analfomegabetismo e somatopsicopneumático”, só pra manter a referência aqui mesmo na “Ilha de Vera Cruz”. 

'Moda pra Zé Pereira' de moda só tem o rock mesmo – de pegada poderosa descambando num surf music discoteque. 'O que vou fazer agora' encerra o disco como num suíngue fenomenal, finalizando às pressas. Daí você percebe que o disco acabou e você não ouviu nada ainda...   

Volte à faixa hum e ouve tudo de novo. Por isso, como seu advogado, recomendo que baixe o disco no link ali embaixo. Boa Sorte 'Circo Vivant'! Vocês mandaram bem demais!!! 

2012 AfroAméricaLatinidade

1. Fagundes Varela 16h30
2. O mesmo e o novo
3. In Babylon
4. Bolero de Jardel
5. O brilho
6. Cor branca
7. Mariano
8. Moda pra Zé Pereira
9. Lágrimas no Central
10. O que vou fazer agora

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11.11.2012

NEM TODO SOM É RETO, NEM O ARRANJO REGULAR

O Metá Metá virou 'MetaL MetaL' - ainda com Kiko Dinucci no violão e agora assumindo de vez a eletricidade da guitarra, Juçara Marçal com a voz e Thiago França no saxofone, flautas e efeitos, mas também com adição de Marcelo Cabral no baixo, Sergio Machado na bateria e Samba Sam na percussão.

Com essa formação, a banda já tocava ao vivo desde o final do ano passado e foi com ela que gravou, praticamente ao vivo, o segundo álbum, 'MetaL MetaL'. Algumas releituras de canções de discos como o 'Padê' de Juçara Marçal e 'Pastiche Nagô' do Bando AfroMacarrônico. Todas canções ficaram muito pesadas - quiçá por causa do uso dos efeitos na guitarra e nos sopros e pelo inserção do baixo, bateria e percussão - com uma pegada afro-punk-rock-heavy-metal-pedrada-na-orelha.

O disco abre com 'Exu', um tambor de mina Nagô, do Maranhão - de domínio público - seguido por 'Oya', parceria de Kiko Dinucci com Dougas Germano, canção da época do Bando AfroMacarrônico (do qual Germano também fez parte), que tem um final catártico e apoteótico, pra não dizer cataclísmico. Depois vem a bela regravação de 'São Jorge', que funciona como a derradeira atualização da canção composta por Kiko Dinucci, seguida por outra faixa de domínio público, a cantiga de candomblé para Oxum, 'Man feriman', com um saxofone atômico entoado por Thiago França (from Sapartaaaaaaa!).

'Rainha das cabeças' é mais uma com a co-autoria de Douglas Germano - que também foi regravada - desta vez com a guitarra endiabrada de Kiko Dinucci. 'Cobra rasteira' é uma doce melodia, com poesia única sobre os caminhos curvos, turvos e sinuosos, num dueto suave entre Juçara, Kiko e o sopro de Thiago servindo de contrapondo. 'Logun' é mais uma faixa dedicada aos orixás, que é um afrobeat pesadão com um riff poderoso, pontuado pela guitarra e sax-tenor.

Não foi só Kiko Dinucci que aderiu aos efeitos com sua utilização da guitarra, Thiago França também passou a usar os efeitos com o uso do EWI. Em 'Orunmila' (outra parceria com Germano) o som dos sopros cheios de efeitos abre a canção seguido pelo solo de guitarra, deixando a faixa poderosa e suja. "Palavra de Ifá"!!! 'Tristeza não' - composta por Alice Ruiz e Itamar Assumpção - já vinha sendo tocada nos shows e encerrou o disco com uma delicadeza ímpar.

'MetaL MetaL' é um álbum para se ouvir várias vezes, seguidas vezes, às vezes…. Ouvir 'MetaL MetaL' é complementar a porção mentaL de cada um! Quer ouvir 'MetaL MetaL'? Baixa já!

2012 MetaL MetaL

1. Exu
2. Oya
3. São Jorge
4. Man Feriman
5. Rainha das cabeças
6. Cobra rasteira
7. Logun
8. Orunmila
9. Tristeza não

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11.04.2012

A ALMA DA MÚSICA DA AMPLEXOS



Depois de lançarem quatro faixas arrasadoras, no 'Manifesta EP', a banda Amplexos mostra a que veio com este lançamento. O álbum 'A Música da Alma' foi gravado ao vivo num estúdio em Volta Redonda-RJ, com produção e mixagem de Buguinha Dub e masterização de Gustavo Lenza - com a direção de Jorge Luiz Almeida nos vídeos maravilhosos.

O afrobeat de Fela Kuti foi uma das grandes influências para a composição deste disco, como a faixa entitulada 'Afrobeat', 'Making love' e 'Leão'. Mas também tem as canções com levadas dubs como 'Filho', 'O homem', 'Mistério' e 'Festa'; ska com 'Boladão'; e outras faixas, que seguem de perto os estilos jamaicanos, mas que salpicam temperos brasileiros e populares nessa mistura, como 'Sim' e 'Falsa salsa', que abre o álbum, fazendo uma ponte entre o som dos primórdios da Amplexos com este novo som da alma da Amplexos.

Ultimamente, a Amplexos tem feito uma série de shows com Oghene Kologbo, guitarrista nigeriano, que gravou com Fela Kuti, e seguido sua instrução de tocar onde o povo está. Eles levam os equipamentos para as ruas e tocam para o publico passante. "Isso tem sido fundamental para gente perceber que a nossa música pode ser absorvida por qualquer pessoa", revelam.

Recentemente, a banda gravou uma faixa para um tributo ao 'Raça Negra', no disco 'Jeito Felindie', 'Quando te encontrei', que virou uma pérola de levada soul. Amplexos divide o disco com Lulina, Hidrocor, Giancarlo Rufatto, Nevilton, Letuce, entre outros.

A parte disso tudo, a banda entrega um álbum coerente e cheio de nuances, que transportam o ouvinte ao universo Amplexos. Que belo universo é esse! Cheio de swingue, suor e graça. Vale a pena ouvir essa 'Música da Alma'.

2012 A Música da Alma


1. Falsa salsa
2. Boladão
3. Making love
4. Sim
5. Afrobeat
6. Filho
7. O homem
8. Mistério
9. Festa
10. Leão

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10.28.2012

A LEVADA INFLAMAVEL DE SONIC JUNIOR

Sonic Junior é o alter ego de Juninho, músico de performance energética e 'inflamável', como a primeira faixa do mais recente lançamento, o álbum 'Inspire'. 

Com perdão do "trocadalho do carilho", o disco do Sonic Junior é inspirador. A mistura da percussão orgânica com as batidas eletrônicas, sempre colocam a pista abaixo, com uma levada pulsante e vibrante. 

Um som imperdível! E o melhor de tudo é que outros dois discos do Sonic Junior, também estão disponíveis para download gratuito. Então não perca tempo e coloque na cesta…. 

2012 Inspire

1. Inflamável
2. Quero saber quem eu sou
3. Inspire
4. Eu vou te encontrar
5. Sei
6. Slider
7. Quintal
8. Faroeste

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10.20.2012

CANIBAL AMABIS DEVORAR-TE-EI

O novo álbum de Gui Amabis, 'Trabalhos Carnívoros', segue uma linha melódica parecida com o anterior, 'Memórias Luso-Africanas'.

São cançôes melancólicas, recheadas de programações eletrônicas e teclados de Amabis e uma competente banda formada por Regis Damasceno no baixo e guitarra, Dustan Gallas na guitarra e Samuel Fraga na bateria, com participaçôes de Dengue (baixo), Pupilo (bateria), Thiago França (saxofone), Fernanda Monteiro (cello), Luca Raele (teclado) e Rica Amabis (programaçâo).

O disco abre com a faixa que dá título a obra, 'Trabalhos carnívoros`, bela cançâo com letra insólita e "erótica" com uma guitarra suja no final, no melhor estilo Spaceman.  'Merece quem aceita` brinca com o conceito do dito popular de quem "veste a carapuça que lhe serve". 'Tiro' poderia muito bem ser um reggae e entrar no repertório de qualquer disco da esposa de Gui, se não fosse o contraponto entre a guitarra psicodélica de Regis com a delicadeza do violoncelo de Fernanda. 

'Pena mais que perfeita' é quase um bolero com arranjo suave. 'Deus e seu guardião' foi composta em parceria com o irmão Rica e tem auxílio luxuoso de Pupillo e Luca. 'Crepúsculo' apresenta uma batida mais ritmada, mais ainda assim segue com leveza, que é quebrada com 'Consulta mental', com participação de Dengue. 'Um bom filme' mostra o sopro onipresente de Thiago e guitarra característica de Regis. 

'Menino horrível' é um encerramento delicado, que marca o encontro da guitarra de Damasceno com a voz de Amabis. Quem curte a banda desse guitarrista vai adorar todos arranjos elétricos desse álbum coerente e forte. Um disco que funciona como um canibal de alma, que vai capturar a áurea de qualquer ouvinte que ousar banquetear-se com esse som.

2012 Trabalhos Carnívoros

1. Trabalhos carnívoros
2. Merece quem aceita
3. Tiro
4. Pena mais que perfeita
5. Deus e seu guardião
6. Crepúsculo
7. Consulta final
8. Pausa
9. Um bom filme
10. Menino horrível

10.14.2012

ABAYOMY AFROBEAT ORQUESTRA É COISA NOSSA!!!


Abayomy significa “encontro feliz” em Yorubá, palavra que traduz bem o clima da banda. Todos amigos, que se divertem bastante tocando juntos.

A banda conta com Vitinho Gottardi na guitarra, que também toca com Claudio Fantinato (percussão), Leandro Joaquim (trompete) e Pedro Dantas (baixo) na banda Sobrado 112. A banda também tem Thomas Harres, que também toca bateria com o Letuce, Gustavo Benjão guitarra no Do Amor, Donatinho nos teclados, Rodrigo La Rosa e Alexandre Garnizé nas percussões, Marco Serragrande no trombone, Thiago Queiroz no saxofone barítono , Mônica Ávila no alto e Fábio Lima no tenor.

Todos se juntaram para tocar em homenagem ao nigeriano Fela Kuti, no famoso Fela Day no Rio. O próprio Vitinho explica quando e como isso aconteceu.

“A Abayomy surgiu no dia 15 de outubro de 2009, quando nos juntamos para tocar no primeiro Fela Day no Rio. Fela Day é um evento que rola em várias cidades do mundo, e que celebra o aniversário do Fela Kuti, um dos criadores do Afrobeat” – junto com o Tony Allen, com quem a banda gravou neste ano (visto no vídeo acima comparticipação do BNegão no vocal, cantando Jorge Benjor). “Montamos uma banda pra tocar somente nesse dia, mas foi tão legal que sentimos necessidade de continuar com o projeto, e a partir daí começamos a tocar pela cidade e a compor”, complementa Vitinho.

Foram inúmeros shows entre eixo Rio e São Paulo, tanto que a banda pegou experiência e refinou o próprio repertório, como bem lembra Gottardi. Neste domingo, a banda toca novamente no Fela Day 2012, no Rio.


“Naturalmente, uma banda tocando afrobeat acaba mesclando umas coisas. Procuramos sempre não ficarmos presos somente no afrobeat. A gente mistura com funk e com candomblé. Só de não estarmos na Nigéria e estarmos no Brasil já tem musica brasileira na mistura”, ressalta.

O processo de gravação deste primeiro álbum foi bem rápido. “Fechamos o estúdio ‘Companhia dos Técnicos’, aqui no RJ, por quatro dias inteiros. Como já estávamos muito ensaiados e a ideia era gravar ao vivo”, completa.

Eles chamaram o André Abujamra para produzir, o que se provou fundamental para o aperfeiçoamento do som da banda. “O André Abujamra foi essencial, e nos ajudou muito. Ele chegou no segundo dia, mas já estava acompanhando os ensaios com as gravações que mandávamos , e chegou bem por dentro de tudo”, enfatiza .

A banda ocupou todo o estúdio, com cada integrante numa salinha própria, a fim de gravar o som ao vivo, sem vazar no microfone do próximo – “exceto batera e percussão, que dividiram a mesma sala”, diz Vitinho.

“O Abu pedia pra ficarmos tocando a base e ia falando com um por um, acertando os detalhes do groove. Aí cada um ia limpando seu som, e isso realmente fez muita diferença. O Cara é um mestre, tem um ouvido muito bom, ouvia os sopros da técnica e detectava qualquer erro de primeira. Ele fez um trabalho maravilhoso e virou nosso amigo”, encerra ele.

Juntos, eles entraram num site de financiamento colaborativo, o Embolacha, e lograram finalizar o projeto. Para eles, essas iniciativas funcionam muito bem se os próprios músicos possuem uma rede de seguidores fieis, tudo junto com uma boa divulgação nas redes sociais.

“Se você divulga bem, as pessoas ajudam. Isso é o futuro”, finaliza Gottardi.

2012 Abayomy

1. Eru
2. Malunguinho
3. Obatalá
4. Emi yaba
5. Afrodisíaco
6. No shit

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10.07.2012

O LABIRINTO LÍQUIDO DE CESAR DE PAULA LTDA

Faz tempo que o professor, filósofo e sociólogo Cesar de Paula, trabalha neste registro ao vivo, seja na produção, gravação e finalização desta obra, que chega agora para download gratuito pelo site do próprio mestre. 

Cheio de grandes participações, com a galera que faz parte do Projecto S.A., que além do próprio Cesar de Paula nos vocais e violões, tem Marcelo Abreu na bateria, Hamilton Pinheiro no baixo, Natan Soares na guitarra, Beto Almeida nos teclados e Léo Barbosa e Ismael Rattis nas percussões. 

Além das vozes de apoio de Yara Veratto e Larissa Vitorino e do saxofone de Raildo Ratho, do trompete de Argemiro Júnior e do trombone de Adil Silva. Este álbum ao vivo tem Flora Matos rimando em ‘Afrobrasileiro’ e Rafa Black e Rimador Israel em ‘Ô minha nega’. Com produção e arranjos de Hamilton Pinheiro, Natan Soares e do próprio Cesar de Paula.

2012 Labirinto Líquido

1. Labirinto intro
2. Malandragem brasileira
3. Ô minha nega
4. Sambeat
5. A morena chegou pra abalar
6. Imagens
7. O bug do milênio
8. Afrobrasileiro
9. Sambeleza
10. Recôncavo
11. Falta d’água
12. Olho do sertão
13. Boca da mata
14. Parabólicas do universo
15. Labirinto líquido

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9.30.2012

O BAILE MUDERNO DE CHICO CORREA ELETRONIC BAND


DerivaSONS é o novo lançamento de ChicoCorrea e sua Eletronic Band.

São dois EPs (lado A e B) com os remixes das canções feitos por gente como FLU, DJ Tudo, Lúcio K, TRZ, Mangaio, RSA, FurmigaDub, NomadeRiddim, AXIAL, Guirraiz, Cybass, Aquilez e do próprio ChicoCorrea.

Esses remixes representam novas versões eletrônicas de diferentes estilos e influências, que ressaltam a importância da obra deste paraibano arretado, que mistura o nordeste com levadas eletrônicas, transformando tudo num baile muderno.


2012 DerivaSONS 
Lado A
1. Eu pisei na pedra (RSA Remix)
2. Coco de elevador (FurmigaDub Remix)
3. Baile muderno (Mangaio Remix)
4. Terra (TRZ Remix)
5. Baião ló-fi (Chico Correa Remix)
6. Bossinha (Cybass Remix)
7. Bossinha (Aquilez Remix)

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Lado B
1. Baile muderno (TRZ Remix)
2. Eu pisei na pedra (Lúcio K Remix)
3. Bossinha (FLU Remix)
4. Descanso de tela (NomadeRiddim Remix)
5. Lele (AXIAL Remix)
6. Manganga (DJ Tudo Remix)
7. Baile Muderno (Guirraiz Rremix)

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9.23.2012

O NOVO EMBALO QUENTE DO TERNO


‘O Terno’ é um legítimo “power trio” formado por Tim Bernardes no vocal e guitarra, Peixe no baixo e Chaves na bateria. Eles chamaram atenção pelo clipe inventivo da faixa de abertura do álbum de estreia – tanto que ganharam melhor clipe do ano no “Prêmio Multishow” e “Aposta MTV” no VMB. 

Esse disco foi dividido em dois lados (mesmo sendo um CD), com a primeira parte destinada às composições autorais e a segunda com releituras de canções compostas por Maurício Pereira, que também participou das gravações. E não é coincidência que as vozes de Tim e Maurício sejam tão parecidas, os dois são filho e pai. 

A faixa ‘66’ revela uma visão irônica dos lançamentos atuais, revelando um saudosismo ao que foi produzido nas décadas passadas, mas especificamente em 1966, hipoteticamente falando... ‘Morto’ é uma canção onírica com uma melodia delicada, que fica entre o órgão (tocado por Tim) e uma linha de baixo surpreendente. 

‘Eu não preciso de ninguém’ é puro “rockenrou”, no melhor estilo dos mais famosos “power trios”, com uma letra sarcástica e mordaz. ‘Enterrei vivo’ brinca com jogo de palavras ao substituir uma única letra para mudar totalmente o sentido da frase – com uma letra que bem poderia ter sido escrita pelo personagem da canção seguinte, ‘Zé, assassino compulsivo’. 

A partir daí o disco tem a participação de Maurício Pereira, em canções como ‘Quem é quem’ (que ficou bem parecida com a original), ‘Modão de Pinheiros’ (que virou um rockão estiloso meio Rolling Stones & “dances like Jagger”), ‘Purquá mecê’ (ótima releitura da época dos Mulheres Negras), ‘Compromisso’ (versão bem mais rockenrou que a original) e ‘Tudo por ti’ (versão ska com menos metais e mais rock). 

O fato é que ‘O Terno’ já figura entre as grandes bandas brasileiras deste novo cenário atual. Impossível não se converter em fã incondicional e fervoroso depois da primeira audição. 

2012 66

1. 66
2. Morto
3. Eu não preciso de ninguém
4. Enterrei vivo
5. Zé, assassino compulsivo
6. Quem é quem
7. Modão de Pinheiros
8. Purquá mecê
8. Compromisso
9. Tudo por ti

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9.16.2012

THIS IS MACACO BONG IN ROLÊ



Macaco Bong é sempre aquela velha pedrada na orelha, sem conversinha, sem falação, sem cantoria, só mesmo o bom chute no focinho.

A banda é formada por Bruno Kayapy na guitarra, violão e viola-caipira, Ynaiã Benthroldo na bateria e Gabriel Murilo no baixo, sem contar com a participação de Túlio Mourão nos teclados em duas faixas. Eles entregam um disco enxuto, sem enrolação, que vai direto ao ponto. Isto é, rockenrou pracaraleo. ‘This is Rolê’ é um excelente sucessor para ‘Artista Igual Pedreiro’.

E falar o quê... De uma banda que arrebenta a cada disco que lança – e quando faz show põe o lugar abaixo. Imperdível essa pauleira, que essa galera proporciona. Baixa logo! Porra!

2012 This is Rolê

1. Otro
2. O boi 957
3. This is rolê
4. Broken chocobread
5. Copa dos patrão
6. Mullets
7. Summer seeds
8. Seu João
9. Dedo de zombie

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9.09.2012

LE PETHIT CAMALEÃO TUPINIQUIM



‘Estrela Decadente’ é o segundo álbum da carreira de Thiago Pethit, após a estréia em ‘Berlim Texas’ – antes ele havia lançado o EP ‘Em Outro Lugar’, no qual utilizava arranjos influenciados pelo sucesso da banda Beirut.

O disco começa com a faixa de trabalho, ‘Pas de deux’, na qual ele evoca o vaudeville e a moda dos anos 30. Todo o álbum de Pethit transpira moda e elegância, com arranjos simples e eficientes e uma produção classuda de Kassin.

Em ‘Dandy darling’, Pethit assume uma persona camaleônica, como um Ziggy Stardust tupiniquim evocando os Mutantes. ‘Perto do fim’ demonstra uma delicada parceria com Mallu Magalhães. A faixa título, ‘Estrela decadente’, propõe uma versão underground paulistana, que pode soar como Iggy Pop ou um Tom Waits mais rockenrou.

E por falar em underground.... ‘Surabaya Johnny’ tem participação de Cida Moreira e evoca tanto Tom Waits, quanto vaudeville, circo e animes japoneses. ‘Estrela Decadente’ é um disco climático, cheio de referências aos anos 30, ao underground e tudo o que já foi citado....

2012 Estrela Decadente

1. Pas de deux
2. Moon
3. Dandy Darling
4. Perto do fim
5. So long new Love
6. Estrela decadente
7. Haunted Love
8. Devil in me
9. Surabaya Johnny

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9.02.2012

A MÁGICA DERIVA DAS SUPERCORDAS


O Supercordas continua fazendo o mesmo som, recheado de melodias psicodélicas e imagens bucólicas, no recém-lançado e tão esperado terceiro disco – ‘A Mágica Deriva dos Elefantes’.

O último petardo da banda foi o ‘Seres Verdes ao Redor’, lançado em 2006, seguido pelo single de ‘Mágica’, em 2008. De lá pra cá, o quinteto formado por Bonifrate (guitarra, violão, harmônica e voz), Valentino (baixo e voz), Giraknob (guitarras, percussão eletrônica e theremin), Gabriel Ares (teclados) e Digital Ameríndio (bateria e voz) já tocou em diversos projetos paralelos.

Bonifrate lançou no ano passado ‘Um Futuro Inteiro’ – disco que se aproxima muito do som do Supercordas – além de tocar com um monte de gente, como com os ‘Demônios do Brejo’ e pelo ‘Projeto Minimecenas’. Digital Ameríndio também lançou o disco independente ‘Mas Qual?’, tocou com Augusto Malbouisson na banda ‘Acessórios Essenciais’ (junto com Bonifrate e Gabriel Ares) e montou outra banda, a ‘Digital Ameríndio & American Bigfoot Mouse Mouse Joe’ – também com Bonifrate e Gabriel, mais Lois Lancaster do ‘Zumbi do Mato’ e Robson dos ‘Seletores de Freqüência’ – além de produzir o novo trabalho de Simplício Neto, junto com Bonifrate. Valentino e Giraknob foram morar em São Paulo e andaram produzindo vários projetos por lá, entre eles o ‘Some Community’.

Para Bonifrate, é uma velha confusão de projetos, “uma coisa bonita”, ele acha. Mas quanto ao disco ‘A Mágica Deriva dos Elefantes, “tive momentos de achar que não conseguiríamos terminar”. Eles quase se acostumaram com a idéia de que esse disco ia virar uma lenda – “uma espécie de ‘Smile’ (dos Beach Boys), que nunca veria a luz do dia”. Portanto, é preciso abstrair a paranóia que tem todo criador e curtir este álbum como um todo. “Afinal, nenhum disco acaba sendo exatamente aquilo que tinha sido imaginado pelos músicos, e esse agora até que soa bastante inteiro em diversos sentidos”, completa Bonifrate.

Distante do fato de o disco ser simliar a um ‘Smile’, ‘Smiley Smile’, ‘Sgt Pepper’s’, ‘Odessey & Oracle’ ou ‘In the Court of the Crimson King’, este novo álbum é tudo que os fãs da banda poderiam esperar e muito mais. O som característico do Supercordas permeia todo disco, desde ‘Mumbai’ a ‘Belo Horizonte’, como ‘Um grande trem positivista’ ou uma ‘Orquestra de mil martelos’.

A banda, que sempre foi antenada às novas tendências digitais, já disponibilizou o disco para download gratuito, decretando ao mesmo tempo o ‘Declínio e queda do Império Magnetico’ e a ‘Ascensão e glória do Imperio Cibernetico’ – mas o disco já chegou ao formato digipack. Destaque também para as canções ‘Índico de Estrelas’, ‘Mágica’ e ‘O céu sobre as cabeças’.

O Bonifrate falou sobre o disco, processos, planos e outras coisas mais...



Porque essa demora para lançar ‘A Mágica Deriva dos Elefantes’?

Os processos de gravações em si foram um pouco caóticos. Começamos de um jeito, terminamos de outro, muitos planos não deram certo e muitas improvisações acabaram dando. É claro que não estivemos esse tempo todo trabalhando no disco continuadamente. Mudamos de formação algumas vezes, cada um de nós teve seus trabalhos, estudos e aventuras diversas, incluindo discos solo, outras bandas, produções etc.

Como foi todo o processo de gravação do disco?

Fizemos uma pré-produção em 2007/2008, ainda com o baterista antigo, de onde saiu aquela versão single de ‘Mágica’. Em 2009 nós arrendamos um estúdio (o Musgo) lá no Rio, no Flamengo. Ficamos com o estúdio por 1 ano, passamos um perrengue pra conseguir pagar as contas só com os ensaios e gravações que rolavam nele, mas conseguimos gravar a maioria das bases do disco. Depois disso veio um hiato na produção, alguns de nós achávamos que o disco deveria ser regravado num esquema melhor, outros que era melhor acabar logo com isso do jeito que dava. Depois de quebrarmos a cara algumas vezes, essa última alternativa acabou prevalecendo – terminamos em casa, pegando equipamentos emprestados com amigos e gravando nós mesmos, um pouco como foi também a segunda fase do ‘Seres Verdes ao Redor’. No fim masterizamos nós mesmos também, na Casa do Mancha lá em Sampa, que tem sido a base sonora do Valentino e do Giraknob nos últimos meses.

Existe algum fio condutor das faixas?

Elas estão no mesmo álbum, dispostas numa sequência específica, então acaba sendo inevitável que exista. Mas já não sei qual é a natureza desse fio, e nem se ele é um fio ou uma onda ou uma nuvem de probabilidade. Algumas noções novas sobre o disco têm aparecido das conversas que temos sobre ele, das entrevistas, etc. Existe o sentido de uma Geografia, ora imaginária, ora mundana, que permeia aquilo tudo liricamente. E nesse sentido ele trabalha com as distâncias e os deslocamentos. Não dá pra ser muito específico com esse disco, eu acho, e todas as formulações linguísticas que estão ali podem ser interpretadas de qualquer maneira, possível ou impossível.

Tem algum plano de lançar o álbum em vinil?

A gente quis muito, por um tempo. Mas o vinil teria que ser duplo e isso encarece bastante o processo. Não cogitamos cortar alguma música pra caber num disco só em nenhum momento, então resolvemos lançar em CD com um digipack desses bonitinhos. Ainda estamos esperando o disco chegar da fábrica.

E para a turnê?

Temos uma nova produtora que tá correndo com isso. Nosso tempo tem sido um pouco limitado por conta de outros trabalhos, e moramos em três cidades diferentes agora, então não vai ser uma tempestade de shows. Vamos correr por aí o máximo que conseguirmos.

Megaupload X FBI?

Não que eu morra de amores por qualquer site desses, tem uns bem melhores que o Megaupload, inclusive, mas a música é distribuída gratuitamente agora. Isso tem um lado muito bonito e é inevitável. Que é que o artista vai fazer? Reclamar por aí que não ganha seus centavos por CD vendido de direito autoral? Não faz sentido nenhum. Independente de ser melhor ou pior do que era antes, os artistas tem que dar seu jeito. Talvez tenham que fazer outras coisas pra sobreviver se não tiverem público suficiente pra rodar muito por aí, pra vender seus próprios CDs e ficar com o lucro, mas hoje em dia você faz um disco no seu quarto. Não precisa ser um músico profissional com um baita orçamento pra fazer isso. É um tempo incrível para o underground, e eu ainda acredito nessa ideia, nesse conceito. Como qualquer outro, ele se transforma com o mundo.

Pirataria X Acessibilidade?

São dois lados da mesma coisa nesse caso, né? O jeito como isso é formulado nas políticas anti-pirataria, assim como nas políticas anti-drogas, beira o fascismo.

2012 A Mágica Deriva dos Elefantes

1. Mumbai
2. Orquestra de mil martelos
3. O céu sobre as cabeças
4. Um grande trem positivista
5. Belo Horizonte
6. Mágica
7. Declínio e queda do Império Magnético
8. À minha estrela bailarina
9. Índico de estrelas
10. Ascensão e glória do Império Cibernético
11. Asclepius
12. Ninguém conquista a noiva dançando

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8.26.2012

UM CIDADÃO COMUM DUM CANTINHO DO PLANETA ou ANTES DE PENSAR EM TIRAR, VAI TOMAR NO SEU COCCIX!


Criolo é o cara que levou a favela em uma turnê internacional, e tomou de assalto as plateias de Londres, Roma, Milão, Paris, Roskilde, Los Angeles e Nova York.

Criolo é o cara que renasceu das cinzas, com um dos discos mais importantes de 2011, ‘Nó na Orelha’. O cara que ia parar de cantar, mas voltou com força total, amparado na produção de Daniel Ganjaman e Marcelo Cabral.

A primeira parada da turnê internacional foi em Londres, onde ele fez um show na companhia ilustre de Mulatu Astatke. Em tempo, o próprio Criolo cita o criador do Ethio Jazz na canção ‘Mariô’, “atitudes de amor devemos samplear, Mulatu Astatke e Fela Kuti escutar”. Bem que esses shows podiam vazar, né? Mas as gravações de ‘Mariô’ e ‘Netsanet’ para a rádio BBC, foram ripadas do youtube e disponibilizadas nesta postagem – abaixo de todos os 13 mini-documentários dessa turnê internacional.

Em Paris, a participação de Baloji alegrou o Cabaret Sauvage. Já em Milão, a chuva atrapalhou o show, mas a banda fez uma apresentação intimista dentro de um restaurante. De volta a Londres, Criolo convidou para cantar o chef de cozinha argeliano Rabah Domquishoot e o MC Prankster de Trinidad e Tobago, para juntos comungarem a união de seres humanos de culturas tão distintas através do hip-hop.

Assista os vídeos e “antes de pensar em tirar, vai tomar no seu cóccix”!







































2012 Criolo + Mulatu Astatke Live BBC

1. Mariô
2. Netsanet

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8.19.2012

O TEMPO LEVA PRA PASSAR O TEMPO QUE O TEMPO LEVA PRA PASSAR

Recém lançado, o novo álbum da Orquestra Contemporânea de Olinda, ‘Pra Ficar’, já alcançou mais de cinco mil downloads gratuitos pelo site da banda.

Após o lançamento do primeiro disco em 2008, a Orquestra Contemporânea de Olinda tocou em diversos cantos do país, arregimentando uma lista de fiéis seguidores, que aguardavam ansiosamente um novo trabalho, alardeado no inicio do ano com a produção de Arto Lindsay.

A obra começa com ‘No ar’, onde a característica e inconfundível metaleira com sotaque pernambucano propõe uma linha melódica que fica entre o frevo e a fanfarra cigana dos Bálcãs. Segue-se a belíssima ‘De leve’, que entrega uma simples poesia como um “barco no mar”.

‘Falar pra ficar’, ‘Mar azul’ e ‘Além mar’ mostram todo o poder melódico da banda. ‘Suor da cidade’ já havia sido lançada como single no ano passado, mas aqui numa versão ligeiramente diferente – uma das melhores do disco.

A Orquestra Contemporânea de Olinda entrega um disco, que ao invés de remeter ao passado, nos leva direto aos arranjos futurísticos, que misturam estilos e influências num caldeirão que ferve ao som dos metais. Vale destacar também faixas como ‘Do bem’, ‘Boneco gigante’e ‘Voz de dentro’, que mostram um lado bem mais pop da banda.

‘Toda massa’ e ‘Janela’ apresentam o que a banda faz de melhor, o bom e velho frevo olindense, que até parece nos levar direto ao carnaval da cidade. Um disco que demorou três anos para ser lançado, mas mostrou bem que "o tempo que leva pra passar é mesmo o tempo que o tempo leva pra passar". Imperdível!

2012 Pra Ficar

1. No ar
2. De leve
3. Falar pra ficar
4. Mar azul
5. Além mar
6. Suor da cidade
7. Viver o que falta viver
8. Do bem
9. Boneco gigante
10. Voz de dentro
11. Toda massa
12. Janela

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8.12.2012

SEM NOSTALGIA DE SER REMIXADO

O álbum de Lucas Santtana, ‘Sem Nostalgia’ lançado em 2009, foi pensado e concebido para subverter o velho e eficiente formato de voz e violão, introduzindo também ambiências, efeitos e samples acústicos de famosos hiffs violônicos de Dorival Caymmi a Baden Powell.

Um disco bem sucedido em desconstruir o conceito acústico, e que já pode muito bem ser considerado como um dos mais importantes discos brasileiros da primeira década dos anos 2000.

O ‘Sem Nostalgia’ foi lançado na Europa apenas em 2011 e agora está sendo lançado com versões remixadas por gente como Rodrigo Brandão, Deerhoof, Burnt Friedman, JD Twitch, DJ iZem, El Buho, A.J. Holmes e Stuttgart, entre outros.

Destaque para as versões de ‘Amor em Jacumã’ de A.J. Holmes, ‘Cira, Regina e Nana’ de M. Takara e a versão funk-quebradeira de João Brasil para ‘Who can say wich way’.

2012 Remix Nostalgia

1. Cira, Regina e Nana (M. Takara 3 remix)
2. Night-time in the backyard (Deerhoof John Dieterich remix)
3. Cá pra nós (Burnt Friedman remix)
4. Super violão mashup (Lucas Santtana's Monome remix)
5. Who can say which way (João Brasil's baile funk montage)
6. Cira, Regina e Nana (a JD Twitch Optimo mix)
7. Super violao mashup (Rodrigo Brandão & Embolex remix)
8. Hold me in (DJ iZem remix)
9. Cá pra nós (El Buho remix)
10. Amor em Jacumã (A.J. Holmes remix feat. Mariana Rabello Pinho)
11. Cira, Regina e Nana (Stuttgart version)
12. Recado para Pio Lobato (Agnya, H-Tenza & Phiorio remix)

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