10.31.2010

SE ACASO ACONTECER, UMA MULHER NA PRESIDÊNCIA...

“...É sapiência!!! É sapiência!!!” (Aniceto do Império).

Nesse segundo turno, alguns Estados, além do voto presidencial, também tiveram que votar para Governador.

No Distrito Federal, os eleitores escolhem entre Agnelo Queiroz (PT-DF) e Weslian Roriz (PSC-DF), que entrou na disputa como laranja do marido, Joaquim Roriz (PSC-DF), barrado pela lei da Ficha Limpa. Esse é aquele Senador que renunciou o mandato por causa do escândalo da ‘Bezerra de Ouro’, no qual superfaturava seu rebanho maravilhóptimo.

Antes desse escândalo na porta do legislativo, o ex-Senador havia governado o DF por inúmeras vezes, e numa dessas disputas derrotou o candidato favorito ao governo, Cristovam Buarque (PDT-DF), porque o dia de votação do segundo turno caiu próximo a um feriadão. Nesse dia – mini-flashback – as ruas da cidade amanheceram todas coloridas de vermelho, mas anoiteceram azuis, que era a cor do clã Rorizista.

Dona Weslian Roriz (PSC-PT) assumiu a candidatura ao Governo do Estado no lugar do marido e virou hit na internet com as trapalhadas no debate do primeiro turno. Apesar desta senhorinha – que deve fazer um bolo muito gostoso – ser a atual candidata, quem aparece na foto da Urna Eletrônica é o ex-Senador, que é o candidato de fato...

Os DJs Faroff e Dino Mars, brasilienses que tocam o terror nas pickups das festas da cidade, resolveram criar uma música com algumas das melhores trapalhadas da Dona Weslian. Quase uma releitura do ‘musica da alma’ de Hermeto Pascoal, em que o ‘crazy-albino’ fez música em cima de trechos de um discurso de Fernando Collor (PTB-AL), poesia de Mário Reis e até uma aula de natação...



Contentes com o resultado e com a repercussão do vídeo, Faroff e Dino Mars fizeram outra música com Dona Weslian.

Dessa vez com participações especiais de Tiririca (PR-SP) e do próprio candidato de fato.



Tanto riso e tanta gozação não fazem o brasiliense votar tranqüilo, no meio de outro feriadão, porque corre o risco dos eleitores dessa pobre senhora, suplantarem os 20% de vantagem que Agnelo Queiroz possuía. Hoje cedo, minha zona estava vazia... Ouvi relatos de várias outras zonas vazias pela cidade...

Da mesma forma que o perigo da abstenção de eleitores, pode ser nacional com o feriadão prolongado. O dia que amanheceu verde amarelo e vermelho... Pode anoitecer de céu azul negro e escuro. Mas se o fim de tarde for avermelhado como fogo que incendeia... Essa nação vai brilhar intensamente como um vulcão em erupção. "..É sapiência!!! É sapiência!!!"....



O vídeo acima foi outra iniciativa de um brasiliense ilustre, o cineasta Iberê Carvalho, filmou um clipe em prol da campanha de Dilma Rousseff, que homenageia todas mulheres do país.

O tecladista, pianista e arranjador Wagner Tiso, reeditou o jingle político da campanha de Lula para Presidente em 1989 e atualizou para os tempos atuais. Aquele mesmo do jargão, “sem medo de ser feliz”...



Você pode clicar nos links abaixo para abaixar todas as faixas acima:

1. Toda aquela corrupção - Weslian Roriz (Remix de Dino Mars + FAROFF)
2. As laranjas - Weslian Roriz + Tiririca + Joaquim Roriz (Remix de Dino Mars + FAROFF)
3. Mulher na Presidência - Aniceto do Império
4. Dilma-Lá - Wagner Tiso

E para abaixar tudo junto num arquivo rar...

10.24.2010

AUTORAL É O CARALHO

Era uma vez dois canarinhos que cantavam música de outros canários, e juntos formavam o ‘casal cover’. Seja cantando Amy Winehouse no projeto do ‘Studio SP’, ‘I Love Amy’, e David Bowie com a banda ‘Heroes’.

Depois de certo tempo, os dois gravaram um disco que chamaram de ‘Hits do Underground’, onde cantam canções de bandas que geralmente não tocariam no rádio. Miranda Kassin e André Frateschi, também são atores, e talvez seja por isso que cantam com uma emoção que às vezes falta a alguns intérpretes compositores.

O disco abre com a canção hit da banda ‘Vanguart’, ‘Semáforo’, fazendo um rock no melhor estilo Bowie. Com ‘Magrela fever’, releitura de Curumin, Miranda e Frateschi nos remetem à atmosfera das canções de Tom Waits ou Leonard Cohen. ‘220 volts’ é uma baldada eletrodoméstica, composta originalmente pela banda ‘Odegrau’.

‘Deixe-se acreditar’ é o hino do ‘Mobojó’ e mistura Waits, Cohen e Bowie na medida certa. ‘Dê’ é do ‘Cérebro Eletrônico’, e traz um riff no estilo de David Bowie e seus ‘diamondogs’. ‘Fita bruta’ do Wado, apesar de ter estilo de música fofinha, tem letra forte e contundente – a versão não ficou muito diferente da original.

‘Artista é o caralho’ é quase uma louvação ao bom-mau-humor, de Ruben Jacobina. ‘O dia em que seremos felizes’ é do Ludov e virou quase um reggae com faroeste. ‘Só tetele’ foi composta por Maurício Pereira e André Abujamra nos anos 80, na época da banda ‘Os Mulheres Negras’ – talvez seja a composição mais antiga do disco – e ganhou a versão mais dançante, pontuada pelo riff de ‘I want you back’ dos ‘Jackson 5’. Ficou sensacional!

O disco teve a eficiente produção de Plinio Profeta e encerra com ‘Rodando el mundo’ de Wander Wildner.

2010 Hits do Underground

1. Semáforo
2. Magrela fever
3. 220 volts
4. Deixe-se acreditar
5. Dê
6. Zeitgeist
7. Fita bruta
8. Artista é o caralho
9. O dia em que seremos felizes
10. Só tetele
11. Rodando el mundo

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10.17.2010

CACOPHONIA MADE BY SATANÁS

Tenha medo! Tenha muito medo! O som do ‘Satanique Samba Trio’ tem essa finalidade. Aterrorizar o ouvinte com uma cacofonia que vem das entranhas do inferno. Não é possível escapar incólume dessa bestialidade.

Já ouviu falar no ‘Satanique Samba Trio Elétrico’? Pois é isso mesmo... Um trio elétrico cacofônico no meio de algum engarrafamento em horário de rush. Putaqueopariu!!! Se o trânsito já não deixou o motorista com os nervos à flor da pele... A música da banda se encarrega do resto...

Nos shows, a banda se apresenta com muito mau humor e chega a pedir ao público que não dance, nem sorria durante a execução das canções. Execução talvez seja o termo mais correto, entretanto, os shows se mostram teatrais com a incorporação da proposta do grupo de incomodar bastante.

As canções do ‘Satanique’ sugerem temas inacreditáveis, como ‘Lambada post mortem’, ‘Deprelicius’ ou ‘Cancro Molly’, e ainda satirizam temas polêmicos de Brasília, como ‘Ana Lídia resurrection’ (Ana Lídia foi uma criança brutalmente assassinada, por causa de dívidas com o tráfico de drogas – até hoje as pessoas visitam seu túmulo no cemitério e deixam brinquedos de presente).

Então, porque é que eu recomendo você baixar esse disco? Ora bolas! Baixe se você quiser... Mas aviso logo, que é por sua conta e risco... E tenho certeza que você não vai agüentar... Aliás, abaixa aqui, pega na minha e balança...

...Mas pra tentar te convencer a baixar o disco, que eu conversei com o Munha,

Porque o nome Satanique Samba Trio?
...Se a banda não é um trio – já foi quinteto e agora como é que tá?

São seis babacas: eu (o Munha), RC, Lupa, Andre Togni, Jota Dale e Etos Jeronimo. Dizer o que cada um toca seria complicado demais e não quero entediá-lo com isso. Sobre a discrepância entre o nome e a formação factual, posso afirmar que é QUASE involuntária. Pensemos no tocante à métrica: ‘Satanique Samba Trio’ soa muito melhor do que ‘Satanique Samba Sexteto’, certo? Dadas as circunstâncias, eu diria que a sonoridade do nome prevalece sobre a urgência em "mandar a real".

Como é o processo de composição de vocês? E de onde surgem esses nomes maravilhosos para as músicas?

Eu componho em casa, levo para os rapazes, sugiro arranjos, dou chilique, meto o bedelho, cometo pequenos crimes e todos aceitam numa boa. Os nomes eu geralmente pesquiso levando em conta o conceito de cada música, nada cai do céu. Nem do Inferno.

Nos shows, vocês fazem quase um ato teatral (do mau humor)... Como é o show de vocês?

O show costuma ser curto e grosso. Lógico que existem exceções, conforme o gosto do contratante, mas é comum que não passemos da marca de 25 minutos de apresentação.
Essa teatralidade que mencionaste não é proposital, não combinamos nada. Talvez algum integrante estivesse sob influência de algum aditivo ou possuído por algum espírito assírio nos shows que presenciaste. Se foi isso mesmo, ninguém me contou..

Vocês fazem grande esforço pra incomodar o público... Nos shows e nos discos... Alguém já ficou mais que incomodado com vocês e quis partir para ignorância?

Juro pra você que eu acreditava estar agradando a todos, até que vieram me dizer que tinha gente querendo morrer toda vez que pisávamos no palco. Só de birra, exagerei ainda mais nos maneirismos que incomodavam a “rapeize” (afinal, de onde venho - Baixa Asa Sul - escândalo só gera grosseria). Medida que, por sinal, parece ter causado um efeito muito mais inócuo do que eu imaginava, já que os espectadores têm se mantido respeitosíssimos em nossas apresentações durante os últimos 5 anos. Isso, ou finalmente conseguimos atrair um público interessado na nossa proposta... Não sei ao certo. No mais, DIZEM que a COMUNIDADE EVANGÉLICA tem nos sabotado na surdina, mas acredito (na maior parte do tempo) que isso seja só uma teoria conspiratória.

O que vocês acham dos free-downloads? Isso te incomoda?

Em absoluto, mas por favor comprem nossos discos. Tivemos de vender nossos rabos para pagá-los.

2010 Bad Trip Simulator #2

1. Lambada post mortem
2. Cabra da peste negra
3. Ana Lídia resurrection
4. Self-destructing samba-reggae
5. Tagua York City molestus ostinato
6. DF death trap
7. Luciferi turn turn
8. Cancro Molly
9. Deprelicius
10. Badtriptronics #14
11. Herpes soul & samba zoster
12. Estilo Ricky Ramirez (original mix)
13. Pentagramarama
14. Kit de amputação asasulista

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10.10.2010

MEU BAIÃOZINHO NO AR, QUE ME ENSINOU A VOAR

Assis Medeiros é um cara que faz um som altamente popular, que emula o progresso junto com a tradição e com uma poesia moderna. Seu disco mais recente, ‘Baiãozinho Nuar’, é um álbum duplo, dividido em dois exemplares distintos. O primeiro traz um lado acústico, representado por um baião com arranjos suaves, o segundo tem a pegada de um rock’n’roll popular.

O legal do ‘Baiãozinho’ é que a delicadeza dos arranjos é um contraponto perfeito para as letras concretas que o Assis faz. ‘Vinte léguas de amor’ abre o disco 1 e fecha o disco 2 (com arranjo plugado). ‘Vento geral’ tem poesia sublime e arranjo delicado e é cantada quase em sussurro por Assis. ‘Acolá’ é uma sutil balada que entoa o nordeste, onde é quase possível sentir a maresia, o vento no rosto e a areia entrando nos olhos. ‘No quebrar damaré’ parece ter força própria, evocando Iemanjá, Boi Tatá, Orubá e Oxalá.

Já o ‘Nuar’ tem todas as características próprias da faceta rock popular de Assis. O blues ‘Não’ carrega o DNA do Assis na guitarra – ele tem uma pegada forte e característica como poucos em Brasília. É muito bom ouvi-lo improvisando na guitarra! Mas o que seria dum disco do Assis, sem reggae... ‘Coisa de maníaco’ tem o ritmo e tem trombone e trompete também. ‘Solitário’ traz a poesia forte e concreta de Augusto dos Anjos num arranjo delicioso, que também tem a cara do guitarrista que o Assis é... ‘Sobrevoar’ é mais um belo exemplo do poder de Assis em criar baladas cheias de sutileza.

Quem curte o som do Assis Medeiros, desde a época do seu primeiro disco, ‘Burrodecarga’ – ou do EP com Hamilton Oliveira e Ana Costa, Pirata – pode estranhar o som do ‘Baiãozinho’, mas vai se deliciar com ‘Nuar’. O fato é que os dois discos se completam, sem necessidade de dissociar um do outro.

Porque gravar um disco com arranjos acústicos?

O baião faz parte da minha vida, desde a infância. Nas festas da década de 80 em João Pessoa/PB rolava muito forró e Luiz Gonzaga era rei de verdade, então aquilo sempre esteve na minha memória emotiva. Eu vinha compondo uns baiões e quando vi tinha um disco. Foi isso que aconteceu. Além disso, o baião já é um ritmo universal: Chico Buarque e muitos outros fazem baião (já é como samba, sabe!). Aí eu achei que deveria fazer um disco acústico de baião, mas sem triângulo, sem barulhinhos eletrônicos e, principalmente, sem guitarra. Senão, iria ficar igual a tudo o que se faz hoje (música nordestina com guitarra e eletrônica - e vem aquele pessoal me comparar com Lenine e Chico Ciência....putz, isso é um saco!). Decidi que o disco seria acústico e com uns arranjos sinfônicos. O Baiãozinho tem quarteto de cordas, naipe de metais, cornet inglês...é um baião mais calmo e tranquilo (até pela forma como eu canto!). E os arranjos foram escritos pelo meu amigo Leonardo Batista (um grande músico e maestro). Muita gente que curte o ‘Burrodecarga’ não gosta do Baiãozinho (o pessoal rock’n’roll torce o nariz porque é um disco absolutamente diferente - mas essa era a intenção!). Já o segundo disco, ‘Nuar’, é mais parecido com o ‘Burrodecarga’. Aí tem amigos que só escutam o segundo disco, rárárá. Mas o meu coração é dividido entre a viola de 10 cordas e a guitarra neste novo CD.

E porque um disco duplo?

Ah, eu achei que seria interessante lançar dois discos de uma só vez. Antigamente (década de 80, 70) isso era bem comum. Hoje talvez seja uma “loucura” para o mercado. Mas a idéia é que o público entenda melhor que eu tenho vários estilos. Afinal eu sou um depravado musical. Ao mesmo tempo, eu não acho que o disco ‘Baiãozinho’ seja regional (Alceu Valença também não acha que os discos dele sejam regionais!). Criou-se essa coisa de regional porque vem do Nordeste (a periferia para a imprensa sulista). Se fosse regional, o samba também seria e não é. O baião é tão universal quanto o rock. E um disco duplo em 2010 é uma ousadia, como falou o crítico João Pimentel ("A ousadia rendeu bons frutos como as faixas Vento geral, Solitário e Não", Jornal O Globo, 5 de outubro de 2010). Pra falar a verdade eu gostei muito do formato duplo. É capaz do próximo ser duplo também (tô pensando em fazer um cantado e um instrumental - vai ser legal o pessoal questionando se eu faço música instrumental, rárárá). Outra ideia é fazer um disco infantil.

O que você acha de free-downloads na internet?

No mercado musical de hoje o mais importante é divulgar o trabalho (e não vender disco, como era antigamente!). As gravadoras estão com a vela na mão, então é muito importante que o artista independente entenda que o free-download é uma ferramenta para ganhar o público. O ‘Baiãozinho Nuar’ é distribuido e vendido pela ‘Tratore’ e isso é ótimo porque quem gostar muito do disco e quiser comprar, compra. E tem mais: não há como controlar o disco rolando na Internet. Mesmo que eu fosse contra não iria adiantar: logo, logo o disco estaria disponível. Então eu não vou brigar por causa disso. Pelo contrário, eu uso isso em meu favor. Já ganhei um monte de fã que me conheceu depois de baixar o disco. E digo mais: um monte de gente depois de baixar, comprou o disco. O que eu sou contra é o cara usar minha música pra algum projeto que gere grana e não pagar a minha parte. Nesse caso, é roubo (o cara usa o trabalho alheio pra se beneficiar monetariamente!). Mas se for pra curtir a música e ir ao show, tá lindo.

Grande abraço,
Assis Medeiros

2010 Baiãzinho Nuar

Disco 1 – Baiãozinho
1. Vinte léguas de amor
2. Baiãozinho nuar
3. Vento geral
4. Coqueirinho
5. Bicho sonhador
6. Acolá
7. Assombração
8. No quebrar damaré
9. Canto torto
10. Uma tarde linda
11. Rondó de cheiro

Disco 2 – Nuar
1. Cobra coral
2. Não
3. Pelo lado esquerdo
4. Inteira
5. Coisa de maníaco
6. Solitário
7. Pegadas
8. Sobrevoar
9. Vinte léguas de amor

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10.03.2010

UM RECADO PARA O AQUINO, EXTENSIVO AOS SERES DA NOITE, ou O EXPERIMENTO SAMSARA EM BLUES C #

Não é questão de intransigência... Mas o ‘Black Country Communion’ vai ficar na mesma prateleira dos super grupos, junto ao ‘Chickenfoot’, ‘Them Crooked Vultures’, ‘Velvet Revolver’ e ‘Audioslave’.

O ‘Black Country Communion’ conta com a união de Joe Bonamassa, Jason Bonhan, Glenn Hughes e Derek Sherinian, mas ficou apenas pouco menos farofa que a união de Joe Satriani, Sammy Hagar, Michael Anthony e Chad Smith com o ‘Chickenfoot’. No caso do ‘Them Crooked Vultures’, os sagazes John Paul Jones, Dave Grohl e Josh Homme não seguraram a onda. O ‘Velvet Revolver’ definhou depois de um bom disco e o ‘Audioslave’ decepcionou no tão aguardado retorno.

Acontece que quando se fala em super grupos com super integrantes, eu prefiro os que são iniciantes e não sentem a expectativa ao seu redor. Grandes exemplos de grandes novas grandes e jovens bandas são o ‘Black Mountain’, ‘The Answer’, ‘Earl Greyhound’, ‘Rose Hill Drive’, ‘Living Things’ e ‘Tame Impala’, entre tantos outros. Existem ainda outros super grupos que já alcançaram um lugar mais seguro, mas ainda assim são considerados jovens bandas, como ‘Arcade Fire’, ‘Wolfmother’, ‘Kings of Leon’ e ‘Black Rebel Motorcycle Club’, entre outros, mas que ainda correm os mesmos riscos de se tornarem super fiascos.

Tudo isso pra falar do ‘Samsara Blues Experiment’, banda alemã fundada em 2007 em Berlim, por Christian Peters na guitarra e vocais, Hans Eiselt também nas guitarras, Thomas Vedder na bateria e Richard Behrens no baixo. Esse grupo, sim, faz parte de uma nova onda de super bandas que trazem novidades ao bom e velho rock’n’roll.

O ‘Samsara Blues Experiment’ faz um som que lembra ‘Black Sabbath’, mas também lembra ‘Led Zeppelin’ e que também tem influência de Ravi Shankar – eles usam cítara em alguns arranjos. Um stoner rock da melhor qualidade e altamente recomendável. Vale muito a pena ouvir algumas faixas...

2010 Long Distance Trip

1. Singata mystic queen
2. Army of ignorance
3. For the lost souls
4. Center of the sun
5. Wheel of life
6. Double freedom

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2009 US Tour Demo

1. Singata (mystic queen)
2. Double freedom
3. Red rooster jam (live)
4. Double freedom (demo)

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2008 Demo

1. Singata
2. Double freedom

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9.26.2010

OLHA O PAPO DO BICHO QUE ELE DÁ

O disco do Vavá é uma britadeira semântica poetética de influências que se confundem entre si, dó, cá e lá. Se no primeiro álbum, a preocupação era demonstrar essas influências pelos arranjos e orquestrações estudiólogas, nesse segundo exemplar a idéia é a mesma, mas com enfoque nas linhas das palavras escritas.

Os arranjos de Vavá e sua banda, o Toró de Palpite, permitem-se a poucas participações especiais. Com a banda enxuta, um power-trio de responsa – baixo e voz do próprio Vavá, guitarra do João Ferreira e bateria do Tiago Cunha (o Leander Motta tocou bateria em quase todas as faixas e o Barata em algumas outras) – apresenta idéias desde “O começo” do homem em “O trono” à uma visita ao dentista em “Da cárie”.

O disco abre com uma levada groove com Vavá cantando um pé-na-bunda amoroso, que se transforma numa explosão de riff roqueiro e matador, com legítimo sotaque brasiliense. Mas porque diabos o nome da canção foi “Macarrão com molho”? Esse é o Vavá. Desse jeito mesmo. Às vezes prolixo, reverente e referente, mas na maioria do tempo curto e grosso.

A faixa seguinte, “O sistema é bruto”, é um reggae dub-style com a voz da Indiana Nomma, descrevendo o mesmo pé-na-bunda amoroso, sob a visão feminina. Essa música traça um panorama bem parecido ao descrito por Chico Buarque em “Olhos nos olhos”, sob a visão de uma mulher moderna. Um belo esporro!!! Que fique bem claro que as influências agora são transmitidas nas entrelinhas, como em “seu corpo eu larguei pra vida e as lembranças mandei pro esgoto, junto às mágoas corrosivas”.

A faixa-título, “O papo do bicho”, é um ragga, que encontra um repente, que encontra um axé, que encontra um muffin – que é bolinho em inglês – só para se ter uma noção do que rola nas entrelinhas e na cabeça do Vavá, que tem algum cabelo e muitas idéias que lhe sobram. “Tota-tola” é a canção mais comercial e anti-comercial que já vi. Digo comercial no sentido de que devia ser o jingle oficial de todos os tempos, não só da Coca-cola, mas também do Ministério da Saúde, do PCC e até do Greenpeace ou WWF, ou coisa parecida.

“Arará” é um xote? É um reggae? Pelo toque da guitarra é um reggae, mas se isso não é um xote... Não sei, não... Mas o que importa é a letra que diz “a minha como há muito não fazia – o arará – e fez a minha, mas não fazia”. “Ai ai ai Niemai” foi inspirada no arquiteto que inventou as esquinas de Brasília, mas também quer falar do prato tradicional da culinária do inferno. Mas eu é que não vou comer isso aqui!

No esquema piscou-perdeu, você ouve várias vinhetas durante todo disco, e são elas que pontuam a intenção do disco. Quando percebi “Resolver” passou. Em “Mimo”, Vavá encerra o disco como mestre da bateria de caixinhas de fósforos e maestro do baixo. Um reggae-samba que é quase uma canção de mimar, seguida por mais uma breve vinheta, em “Poemeta distintiva”.

Vavá Afiouni e o Toró de Palpite fazem um rock que não é rock e que mistura reggae, com xote, com ragga, com groove e muito baixo. Mas ainda que seja um disco simples, é cheio de nuances e pequenos detalhes que até mesmo a inclusão de uma canção de Noel Rosa faz sentido no final das contas. Através das linhas que dizem “há de viver eternamente sendo escrava dessa gente que cultiva a hipocrisia”.

2010 O Papo do Bicho

1. Macarrão com molho
2. O sistema é bruto (& Indiana Nomma)
3. Tota-tola
4. O começo
5. O trono
6. Da cárie
7. Filosofia
8. Poemeta catapulta
9. O papo do bicho
10. Arará
11. Ai ai ai Niemai
12. Poemeta dialética
13. Resolver
14. Mimo
15. Poemeta distintiva

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9.19.2010

DO OUTRO LADO DO MURO COM ROGER WATERS

A primeira apresentação ao vivo do álbum ‘The Wall’ foi na turnê do Pink Floyd, do mesmo disco. Após deixar a banda, Roger Waters ainda apresentou o mesmo espetáculo em comemoração a queda do Muro de Berlim, com um monte de convidados.

Nesse ano, ele apresenta sua obra-prima, num espetáculo, que se aproveita da tecnologia disponível e enche os olhos do público com um muro tridimensional. A turnê ‘The Wall’ começou dia 15 de setembro no Canadá, depois vai aos Estados Unidos, México, Portugal, Espanha, Hungria, República Tcheca, Rússia, Finlândia, Noruega, Suécia, Dinamarca, Inglaterra, Irlanda, Bélgica, França, Suíça e encerra na Alemanha.

Roger Waters, o baixista, vem acompanhado por Graham Broad na bateria, Snowy White e Dave Kilminster e G.E Smith nas guitarras, Jon Carin e Harry Waters nos teclados e Robbie Wyckoff, Mark-Venice, Kipp-Venice e Michael Lennon nos vocais. Oxalá, soprem ventos que o tragam ao Brasil...

O público presente, nos shows do Canadá, registrou cada faixa e cada minuto da apresentação. Dá para assistir todo espetáculo pelas lentes do espectador comum e sentir um gostinho do que foi, do que será e do que é o ‘The Wall 2010’.

In the flesh?





The thin ice
Another brick in the wall (part 1)
The happiest days of our lives
Another brick in the wall (part 2)





Mother





Goodbye blue sky





Empty Spaces (What shall we do now)





Young lust





One of my turns
Don’t leave me now





Another brick in the wall (part 3)
The last brick in the wall (Empty spaces)
Goodbye cruel world





Hey you
Is there anybody out there?





Nobody home
Vera
Bring the boys back home





Comfortably numb





The show must go on





In the flesh





Run like hell





Waiting for the worms





Stop
The Trial





Outside the Wall





Roger Waters
2010 The Wall Live in Toronto


1. Outside the wall intro
2. In the Flesh?
3. The thin ice
4. Another brick in the wall (part 1)
5. The happiest days of our lives
6. Another brick in the wall (part 2)
7. Mother
8. Goodbye blue sky
9. What shall we do now
10. Young lust
11. One of my turns
12. Don't leave me now
13. Another brick in the wall (part 3)
14. The last brick in the wall (Empty spaces)
15. Goodbye cruel world
16. Hey you
17. Is there anybody out there?
18. Nobody home
19. Vera
20. Bring the boys back home
21. Comfortably numb
22. The show must go on
23. In the flesh
24. Run like hell
25. Waiting for the worms
26. Stop
27. The trial
28. Outside the wall

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9.12.2010

LA LUNE DE GORÉE C’EST LA LUNE DE LA DOULEUR

Já falei da Ligiana por aqui. Com um disco primoroso, cheio de simplicidade e delicadeza, ela despontou em 2009.

Nesse ano, ela lançou um vídeo pela internet, com a gravação de uma canção de Gilberto Gil e Capinam, ‘La lune de Gorée’, que fala da luta contra a escravatura através da Ilha de Gorée que se transformou em símbolo da exploração dos negros, e em 78 foi classificada como Patrimônio da Humanidade, por ter sido um dos principais pontos de comércio de escravos do continente africano.

Essa faixa tem produção da própria Ligiana em parceria do cantor senegalês Ameth Male, que também participou da gravação, junto com Alfredo Bello, o DJ Tudo no baixo, Edou Manga no cora, Marcel Martins no cavaco, Emiliano Castro no violão e Douglas Alonso na percussão.




La Lune de Gorée
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A lua que se ergue
Na ilha de Gorée
É a mesma lua
Que se ergue em todo o mundo

Mas a lua de Gorée
Tem uma cor profunda
Que não existe
Em outras partes do mundo
É a lua dos escravos
É a lua da dor

Mas a pele que há
Nos corpos de Gorée
É a mesma pele que cobre
Todos os homens do mundo

Mas a pele dos escravos
Tem uma dor profunda
Que não existe de forma alguma
Em outros homens do mundo
É a pele dos escravos
Uma bandeira de liberdade

Pra quem é de Brasília... A Ligiana toca na cidade no dia 17 de setembro, sexta-feira (2010).

2009 De Amor e Mar

1. Conselheiro
2. Consideração
3. Se
4. Só se não for brasileiro nessa hora (& Marcelo Pretto)
5. Onda
6. Canto do caboclo Pedra Preta
7. Festa no olhar (& Philipe Baden Powell)
8. Queda por um samba
9. Chorando baixinho (& Hamilton Holanda)
10. Pandeiro do Brasil
11. Eu quero é botar meu bloco na rua (& Tom Zé)

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9.05.2010

MÚSICA PARA CASAMENTOS E FUNERAIS

Goran Bregovic despontou para a fama depois que compôs a trilha de ‘Tempo de Ciganos’ de Emir Kusturica. Depois concluiu a trilha para o filme do francês Patrice Chéreau, ‘A Rainha Margot’, e novamente com Kusturica em ‘Undergound – Mentiras de Guerra’, que ganhou a Palma de Ouro em Cannes.

Kusturica e Bregovic chamaram atenção tanto com o filme como com uma trilha sonora impecáveis, e apresentaram ao mundo o som que vinha da ex-Iuguslávia. Ambos sérvios, eles traçaram um panorama devastador sobre o país desmantelado, através de uma fábula moderna em tempos de guerra. Algumas críticas diziam que se Fellini houvesse feito um filme de guerra, esse filme seria ‘Underground’.



Bregovic ainda compôs a trilha sonora de ‘Gato Negro, Gata Branca’ para Kusturica, em parceria com a banda, ‘The No Smoking Orchestra’, que passou a assinar as trilhas dos futuros filmes do diretor. A partir daí, Bregovic começou uma bem sucedida carreira solo.

Tradicionalmente, as fanfarras apresentadas por Bregovic – nos filmes de Kusturica – são temas tradicionais que são amplamente utilizados nos Bálcãs, em festas de casamentos a funerais. Por esse motivo, a banda que Bregovic montou é intitulada de ‘Goran Bregovic e Orquestra para Casamentos e Funerais’ em sua tradução para o português.



Com essa verdadeira orquestra, ‘Goran Bregovic and His Wedding and Funeral Orchestra’ se apresentam em Brasília nesse domingo, no Museu da República. Apresentando uma legítima fanfarra cigana do leste europeu.

2008 Alkohol (Sljivovica & Champagne)

1. Yeremia
2. Paradehtika
3. Venzinatiko (Kustino oro)
4. On the back-seat of my car
5. Imagine
6. Truckers' song
7. Gas gas gas (Shantel vs. Bregovic)
8. Ruzica (Rose)
9. For Esma
10. Streets are drunk
11. Kerna mas
12. Na'tan ixara oikopedo (Borino oro)
13. Tis agapis sou to risko

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2007 Goran Bregovic's Karmen (with a Happy End)

1. Uvertira
2. Gas gas
3. Savatone
4. Mashala mashala
5. Dikh mo vast
6. Pampur galbeno
7. Stop
8. Ne siam kurve tuke sijam prostitutke
9. Lumia sitoj I gurumni
10. Soske murseske manglape kurva
11. Focu di raggia
12. Me sam devla romani
13. Koferi
14. Bijav
15. Lamour

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2002 Tales and Songs from Weddings and Funerals

1. Hop, hop, hop
2. Tale I (Grave disperato)
3. Aven ivenda
4. Sex
5. Tale II (Adagio poco febrile)
6. Maki, maki
7. Tale III (Lento arabesco)
8. So nevo si
9. Tale IV (Moderato melancolico)
10. Cocktail molotov
11. Tale V (Andante amoroso)
12. Polizia molto arabbita
13. Tale VI (Adagio delicato)
14. Te kuravle
15. Tale VII (Vivo con fuoco)

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2001 Daj mi Drugie Zycie (& Krawczuk)

1. Moj przyjacielu
2. Platna mitosc
3. Daj mi drugie zycie
4. Cicho serce moje
5. Slady na piasku
6. Ojda, ojda
7. Witaj gosciu
8. Dzika Jasmina
9. Kochaj
10. Gdybys byta moja

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2000 Songbook

1. Song for Elena
3. Get the money (& Iggy Pop)
4. Le matin
5. Gul (& Sezen Aksu)
6. Kalasnjikov
7. Elo hi (& Ofra Haza)
8. TV screen (& Iggy Pop)
9. Ederlezi
10. American dreamers (& Johnny Depp)
11. Venzinadiko (Gas station)
12. Mesecina (Moonlight)
13. 100 lat młodej parze (& Kayah)
14. Ausencia (& Cesária Évora)
15. Man from Reno (& Iggy Pop)

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2000 Balkanica

1. Kalasnjikov
2. Borino oro
3. Elo hi (Canto nero)
4. Kustino oro
5. Ederlezi
6. Talijanska
7. Wedding-cocek
8. Tango
9. Man from Reno
10. Lullabye

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1999 Kayah & Bregovic

1. Spij kochanie, spij
2. To nie ptak
3. 100 lat młodej parze
4. Byłam rozą
5. Trudno kochac
6. Prawy do lewego
7. Ta-bakiera
8. Caje sukarije
9. Jesli Bog istnieje
10. Nie ma, nie ma ciebie

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1999 Thessaloniki-Yannena with Two Canvas Shoes (& Giorgios Dalaras)

1. Sou axize mia kaliteri agalia
2. Ki an se thelo
3. Me lene Popi
4. Ena tragoudi gia tin Eleni F.
5. Nihta
6. To tragoudi tis vrohis
7. Tis agapis sou to risko
8. Kerna mas
9. Pou na 'se tora, Anna
10. Martira ta (Lubenica)

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1999 Irish Songs

1. Ev chistr 'ta, Laou!
2. The landlord's walk
3. Worship
4. Le lys vert (La bottine souriante)
5. Stolen child
6. Nelson Mandela's welcome to the city of Glasgow
7. An innis aigh (The rankins)
8. Daos-tro Fisel (Dance from the Fisel country)
9. Stormcry
10. Farewell to Ireland
11. Marches (From the Vannes country)
12. A mhairi bhoidheach
13. Callow lake
14. My home
15. Lullaby

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1998 Silence of The Balkans

1. Silence 1
2. Delicious solitude
3. Train
4. Silence 2
5. Wedding
6. Ederlezi
7. Silence 3
8. Chupchik
9. Babylon
10. Green thought
11. Silence 4
12. Mocking song

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1998 Ederlezi

1. La nuit
2. Ederlezi (scena durdevana na rijeci)
3. Mesecina (moonlight)
4. TV screen (& Iggy Pop)
5. 7-8 & 11-8
6. Ausência (& Cesária Évora)
7. Cajesukarije
8. Kalasnikof
9. Elo hi
10. Death
11. Dreams
12. American dreamers (& Johnny Depp)
13. Talijanska
14. Man from Reno (& Scott Walker)
15. Lullabye
16. Undergound tango
17. Ederlezi

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1998 Chat Noir Chat Blanc OST (& Emir Kusturica & The No Smoking Orchestra)

1. Bubamara (Main version)
2. Duj sandale
3. Railway station
4. Jek di Tharin II (New version)
5. Daddy don't ever die on a Friday
6. Bubamara (Vivaldi version)
7. Daddy’s gone
8. Long vehicule
9. Pit Bull (Mix Pink Evolution)
10. El Bubamara pasa
11. Ja volim te jos meine stadt
12. Bubamara (Tree stump)
13. Jek di Tharin
14. Lies
15. Hunting
16. Dejo dance
17. Bulgarian dance
18. Bubamara (Sunflower)
19. Black cat white cat

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1997 Dugun ve Cenaze (& Sezen Aksu)

1. O sensin
2. Allah'ın varsa
3. Kasım yagmurları
4. Hıdrellez
5. Dugun
6. Erkekler
7. Gül
8. Helal ettim hakkımı
9. Ayışıgı
10. Kalasnikof

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1997 La Reine Margot OST

1. Elo hi
2. Rondinella
3. La nuit de la Saint Barthelemy
4. Le Matin
5. Lullaby
6. Ruda neruda
7. U te sam se zaljubija
8. La chasse
9. Margot
10. Rencontre
11. Marguerite de Valois et Henri de Navarre
12. Le mariage
13. La nuit
14. Elo hi

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1995 Underground OST

1. Kalasnjikov
2. Ausencia (& Cesária Évora)
3. Mesecina (Moonlight)
4.. Ya ya (Ringe ringe raja)
5. Cajesukarije
6. Wedding
7. War
8. Underground
9. Underground tango
10. The belly button of the world
11. Sheva
12. Kustino oro (Undergound)

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1993 Arizona Dream OST

1. In the deathcar (& Iggy Pop)
2. Dreams
3. Old home movie
4. TV screen (& Iggy Pop)
5. 7/8 & 11/8
6. Get the money (& Iggy Pop)
7. Gunpowder
8. Gypsy reggae
9. Death
10. This is a film (& Iggy Pop)
11. Man from Reno (& Scott Walker)
12. American dreamers (& Johnny Depp)

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1991 Paradextika (& Alkistis Protopsalti)

1. Mauro xioni
2. Venzinadiko (Kustino oro)
3. Theos an einai
4. Paradextika
5. Orkos
6. Toy Ai Giorgi (Ederlezi)
7. Natan I xara oikopedo (Borino oro)
8. Triantafillaki
9. S'agapo
10. Pira xari

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1988 Le Temps des Gitans OST

1. Ederlezi
2. Scena pojavljivanja majke
3. Scena perhanove pogibije
4. Kustino oro
5. Borino oro
6. Glavna tema
7. Tango
8. Pjesma
9. Talijanska
10. Ederlezi (Large version)

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1976 Goran Bregovic

1. Ti nikad neces znati srce jedne zene
2. Sta cu nano, dragi mi je ljut
3. Cekala sam
4. Ko zna reci
5. Kad bi' bio bijelo dugme
6. Ima neka tajna veza
7. Na vrh brda vrba mrda
8. Ja i zvezda sjaj
9. U subotu, mala
10. Hop cup

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8.29.2010

THE BLACK MISTY MOUNTAIN SIDE

Parem as prensas!!! O disco novo do ‘Black Mountain’ vazou... Subiu pelo lado negro da montanha enevoada e se espalhou pela internet até os players do mundo todo.

Pra quem curte o som “ledzeppeliano” com pitadas de “blacksabbath”, meio “jeffersonairplane”, “neilyoung” e tudo mais a ver com rock psicodélico do terceiro milênio... A banda é canadense, como os conterrâneos do ‘Wolfmother’, e também fazem um stoner-rock da melhor qualidade.

A banda lançou um EP em 2005, seguido pelo elogiado álbum de estréia. O segundo disco, veio em 2008, provando que a banda era mais que um fenômeno de um só álbum. O esperado terceiro disco, ‘Wilderness Heart’, tem lançamento previsto para 14 de setembro, mas já está vagando – com vida própria – pela internet.

O álbum começa com ‘The hair song’, que poderia muito bem ter sido composta pela dupla “Page/ Plant”. Mas a voz feminina, de Amber Weeber, mostra que não é bem um zepelim, nem mesmo um “airplane” que você ouve ao longe, mas sim um som fresquinho na vitrolinha. Um legítimo encontro das guitarras do ‘Black Sabbath’ com os vocais fortes do ‘Jefferson Airplane’.

Desde Grace Slick do ‘Jefferson Airplane’, que não havia uma voz feminina tão poderosa cantando rock’n’roll numa banda de rock’n’roll. Nem venham com ‘Cramberies’ ou ‘Garbage’, que nenhuma dessas vozes têm o poder e o alcance da Amber. Ouçam ‘Rollercoaster’ e comprovem... Se não for pelos vocais, deve valer com certeza pelo solo de guitarra setentista, no final da faixa.

‘Let spirits ride’ é puro ‘Black Sabbath’, tanto que você consegue ouvir ecos de ‘Paranoid’. O disco encerra com o que seria um lado ‘B’ – caso fosse vinil – mais recheado de canções folks, como se fosse o ‘Volume III’, com exceção de ‘Wilderness heart’ que é um potente rock “canadian style”.



‘Old fangs’ – a música de trabalho – mostra um riff poderoso e clima psicodélico, que vai crescendo até encerrar. A balada ‘Radiant hearts’ apresenta um belo dueto entre Amber e Stephan McBean, que além de cantar, é o guitarrista.

Se este petardo lhe interessar... Dê uma olhada nos outros discos da banda, inclusive o EP, lançado no mesmo ano do álbum de estréia.

2010 Wilderness Heart

1. The hair song
2. Old fangs
3. Radiant hearts
4. Rollercoaster
5. Let spirits ride
6. Buried by the blues
7. The way to gone
8. Wilderness heart
9. The space of your mind
10. Sadie

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2008 In The Future

1. Stormy high
2. Angels
3. Tyrants
4. Wucan
5. Stay free
6. Queens will play
7. Evil ways
8. Wild wild
9. Bright lights
10. Night walks

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2005 Black Mountain

1. Modern music
2. Don't run our hearts around
3. Druganaut
4. No satisfaction
5. Set us free
6. No hits
7. Heart of snow
8. Faulty times

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2005 Druganaut (EP)

1. Druganaut (Extended mix)
2. Buffalo swan
3. Bicycle man
4. No satisfaction (Campfire version)

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8.22.2010

VANDRÉ É O CARALHO! MEU NOME AGORA É GERALDO PEDROSA, PORRA!

A história deste homem é um dos mistérios mais mal contados, de toda a história da música brasileira. Este mito começou nos anos de chumbo da ditadura militar brasileira.

Geraldo Pedroso de Araujo Dias nasceu em João Pessoa no ano de 1935, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1951, onde cursou direito na UERJ (antes Universidade do Estado da Guanabara). A carreira musical de Geraldo Vandré começou meio na bossa nova – quer dizer com a turma da bossa nova – mas a influência do jazz já era forte em Vandré, que em 1964 lançou o primeiro LP.

Em 1966, sua banda de apoio o Trio Novo, formada por Theo de Barros, Heraldo do Monte e Airto Moreira. Mais tarde o trio virou ‘Quarteto Novo’ ao ganhar um novo integrante, Hermeto Pascoal, que inclusive compôs em parceria de Vandré, a legendária canção ‘O ôvo’ gravada no LP do ‘Quarteto Novo’. O que nem todo mundo sabe é que a canção tem letra e às vezes Hermeto canta nos shows. “Eu tenho uma galinha que põe 100 ovos por mês, mas não consigo entender porque vem três de cada vez. No meu quintal tinha 50 mil galinhas e vendi tudo pra vizinha, Mariquinha. Agora só fiquei com um pintinho novo e comecei tudo de novo com o ôvo”.

Nesse mesmo ano, Vandré apresentou ao vivo a canção ‘Pra não dizer que não falei das flores (caminhando)’. Foi nesse momento que o mito começou... Com medo da repressão da ditadura, Vandré se auto-exilou no Chile. Dizem que o cantor foi torturado, castrado, lobotomizado, que ao retornar ao Brasil anunciou a morte de Geraldo Vandré. Vive até hoje como Geraldo Pedrosa, recluso e solitário, sempre negando os mitos envolvendo o personagem Vandré. Compôs até uma valsa poema em homenagem à FAB, ‘Fabiana’, o que apenas reforça todos esses boatos.

Reza uma outra lenda, que Vandré soube que os militares estavam em seu encalço, na véspera de uma apresentação em Brasília, em que ia ser acompanhado pelo Quarteto Livre, que tinha como integrante outro Geraldo, o Azevedo. Geraldo Azevedo compôs em parceria com Vandré a bela ‘Canção da despedida’, baseada nesse episódio.

Quem sabe um dia, o Vandré volte de onde quer que estiver, neste auto-exílio mental ao que se propôs... Quem sabe ele volte tocando guitarra, eletrificando em disparada...

Porra Vandré! A vida não se resume a festivais...

1964 Geraldo Vandré

1. O menino das laranjas
2. Berimbau
3. Ninguém pode mais sofrer
4. Canção nordestina
5. Depois é só chorar
6. Samba em prelúdio
7. Fica mal com Deus
8. Quem é homem não chora
9. Tristeza de amar
10. Só por amor
11. Pequeno concerto que ficou canção
12. Você que não vem

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1965 Hora de Lutar

1. Hora de lutar
2. A maré encheu
3. Despedida de Maria
4. Dia de festa
5. Ladainha
6. Asa branca
7. Samba de mudar
8. Canta Maria
9. Aruanda
10. Vou caminhando
11. Canto de mar
12. Sonho de um carnaval

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1966 5 Anos de Canção

1. Porta estandarte
2. Depois é só chorar
3. Tristeza de amar
4. Réquiem para matraga
5. Canção do breve amor
6. Fica mal com Deus
7. Rosa flor
8. Pequeno concerto que virou canção
9. Se a tristeza chegar
10. Canção nordestina
11. Ninguém pode mais sofrer
12. Quem quiser encontrar o amor

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1967 Quarteto Novo (como compositor)

1. O ôvo
2. Fica mal com Deus
3. Canto geral
4. Algodão
5. Canta Maria
6. Síntese
7. Misturada
8. Vim de Sant'Ana
9. Ponteio
10. O cantador
11. Zanzibar

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1968 Canto Geral

1. Terra plana
2. Companheira
3. Maria Rita
4. De serra, de terra e de mar
5. Cantiga brava
6. Ventania (de como um homem perdeu seu cavalo e continuou andando)
7. O plantador
8. João e Maria
9. Arueira
10. Guerrilheira

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1968 Compacto

1. Pra não dizer que não falei das flores (caminhando)
2. Fica mal com Deus

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1973 Das Terras de Benvirá

1. Na terra como no céu
2. Das terras de benvirá
3. Vem, vem
4. Canção primeira
5. De América
6. Sarabanda (a festa do lobisomem)
7. Maria memória da minha canção
8. Bandeira branca

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1979 Geraldo Vandré (Coletânia)

1. Pra não dizer que não falei das flores (caminhando) - ao vivo
2. Porta estandarte
3. Depois é só chorar
4. Tristeza de amar
5. Réquiem Para Matraga
6. Canção do breve amor
7. Fica mal com Deus
8. Rosa Flor
9. Pequeno concerto que virou canção
10. Se a tristeza chegar
11. Canção nordestina
12. Ninguém pode mais sofrer
13. Quem quiser encontrar o amor
14. Pra não dizer que não falei das flores (caminhando) - estúdio
15. Menino das laranjas
16. Quem é homem não chora
17. Berimbau
18. Samba em prelúdio

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1984 Paixão Segundo Cristino (como compositor)

1. Paixão segundo Cristino parte 1
2. Paixão segundo Cristino parte 2

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