8.31.2006

DESCOBRINDO A BOSSA NOVA

João Gilberto nasceu na Bahia em Juazeiro, e mudou-se para Salvador com a intenção de ser crooner. Passou a integrar o grupo Garotos da Lua em 1950 no Rio de Janeiro e lançou dois compactos (publicados anteriormente). Foi expulso do grupo por ser indisciplinado.

Após a saída do grupo, João passou um período obcecado em criar uma nova maneira de tocar violão. Foi quando conheceu Tom Jobim, que influenciados pelo jazz norte-americano criaram a bossa nova.

João Gilberto inventou um estilo de tocar violão, que não necessitava de acompanhamento, numa sonoridade elegante e sofisticada do ritmo sincopado da percussão do samba. Quanto a técnica vocal da bossa nova, a novidade era o modo uniforme de cantar, sem vibrato, e num fraseado único antecipando ou posterior à base rítmica.

Em 1958 João lançou seu primeiro LP, "Chega de Saudade", que trazia a canção título. A música foi um sucesso imediato e lançou a carreira de João Gilberto, bem como o movimento bossa nova.

No inicio dos anos 60, a bossa nova já era sucesso absoluto, inclusive no meio que a influenciara, o jazz norte-americano. João Gilberto gravou um disco ao vivo com Herbie Mann e Tom Jobim em 1962. Porém foi com o convite do saxofonista Stan Getz, que a bossa nova alcançou sucesso mundial.

O disco chamou-se "Getz & Gilberto" e foi sucesso absoluto, continuando até os dias de hoje. O álbum trazia as performances de Stan Getz no saxofone tenor, João Gilberto na voz e violão, Tom Jobim no piano, Sebastião Neto no baixo, Milton Banana na bateria e a estréia de Astrud Gilberto nos vocais (veja Astrud cantando The girl from Ipanema com Stan Getz na publicação anterior) .

O álbum foi produzido por Creed Taylor, lendário produtor de jazz, que deixou a obra na gaveta por um ano, antes de lançar o disco. As gravações transformaram Astrud, então esposa de João, na porta-voz internacional da bossa nova.

Pra quem não curte bossa nova e detesta o bim-bom-bom do pato que vinha cantando alegremente, quein-quein, este disco é uma boa oportunidade para se apaixonar por este estilo musical genuinamente brasileiro. Digo isso com conhecimento de causa, pois, detestava a bossa nova, mas após ouvir esse disco, passei a cultuá-la como grande criação brasileira.

Eu considero este álbum o primeiro passo pra quem quer aprender a gostar de bossa nova. Vale a pena conferir.


1964 GETZ & GILBERTO

1. The girl from Ipanema
2. Doralice
3. Pra machucar meu coração
4. Desafinado (off key)
5. Corcovado (quiet night of quiet stars)
6. Só danço samba
7. O grande amor
8. Vivo sonhando (dreamer)

Compre o CD Getz & Gilberto.

8.30.2006

NÃO É A GISELE - MAS É DE IPANEMA

8.28.2006

BIM BIM BOM BOM

João Gilberto ficou com fama de desafinado, mas a verdade seja dita, ainda esta para existir cantor tão afinado quanto ele.

Os mesmos que pregavam a desafinação de João Gilberto são aqueles que não têm o ouvido apurado e não conseguem identificar o estilo criado por João Gilberto. A resposta a esses detratores de ouvido desprivilegiado veio nos versos da canção “Desafinado”, “Só privilegiados têm o ouvido igual ao seu, eu possuo apenas o que deus me deu...”.

Acontece que João Gilberto encontrou no jazz a inspiração para o seu cantar, fazendo na voz o que os intrumentistas do jazz faziam em seus instrumentos. O estilo musical ficou conhecido como “Bossa nova” e catapultou a carreira de João Gilberto, bem como a de Tom Jobim.

O estilo musical influenciou posteriormente o mesmo jazz norte-americano que tanto havia influenciado os brasileiros.

Antes de lançar seu primeiro long-play (LP), João Gilberto lançou cinco compactos simples de 78 rotações, que estão reunidos aqui neste único arquivo.

1950 - Garotos da Lua -78 rpm - Todamerica
A - Quando Voce Recordar (Valter Souza/Milton Silva)
B - Amar é Bom (Zé Keti/Jorge Abdala)

1951 - Garotos da Lua - 78 rpm - Todamerica

A - Anjo Cruel (Wilson Batista/Alberto Rego)
B - Sem Ela (Raul Marques/A.Ribeiro)

1952 - João Gilberto - 78 rpm - Copacabana

A - Quando Ela Sai (Alberto Jesus/Roberto Penteado)
B - Meia Luz (Hianto de Almeida/João Luiz)

1958 - João Gilberto - 78 rpm - Odeon

A - Chega de Saudade (Tom Jobim/Vinicius de Moraes)
B - Bim Bom (João Gilberto)

1959 - João Gilberto - 78 rpm - Odeon

A - A Felicidade (Tom Jobim/Vinicius de Moraes)
B - O Nosso Amor (Tom Jobim/Vinicius de Moraes)

http://www.mediafire.com/?1ucctnejmgz


Todos compactos estão fora de catálogo, para compra na internet.

8.22.2006

BOTAR... BLOCO... RUA...

8.18.2006

SAMPAIÓFILOS REGOZIJAI-VOS

Quando Sergio Sampaio saiu de Cachoeiro do Itapemirim, ele queria conquistar o mundo. Mas acabou não estando preparado para isso. Sergio era locutor de radio na sua cidade natal, a mesma cidade natal de Roberto Carlos, seu pai Raul Sampaio, maestro da banda de música da cidade, e quem compôs “Cala a boca, Zébedeu”, cantada pelo filho anos mais tarde.

Foi na rádio de Cachoeiro de Itapemirim que Sergio aprofundou seus conhecimentos musicais. Porém foi no rio de Janeiro, após passar por muitas dificuldades como morar na rua e dormir embaixo de marquises, Sergio foi convidado para acompanhar um amigo ao violão, durante um teste na gravadora CBS. Foi atendido por um tal de Raul dos Santos Seixas, que então era produtor da gravadora. Depois que Odibar, o amigo de Sampaio, cantou suas canções, Raulzito não se mostrou muito satisfeito. Sampaio aproveitou para emendar uma de suas músicas, Raulzito gostou e pediu para ouvir mais uma, e ouviu “Côco verde”. Sampaio desfilou uma série de canções de seu próprio repertório. Quando saíram da gravadora, Sampaio e Odibar, Raulzito cochichou ao pé do ouvido de Sampaio, “volte amanhã”.

Nasceu uma amizade que chegou até influenciar a carreira do próprio produtor musical, que já havia desistido de sua própria carreira. Quando se encontraram no dia seguinte os dois iniciaram uma pareceria musical que rendeu inúmeros sucessos. Sampaio foi convidado a virar compositor da gravadora, e compôs musicas interpretadas pelo Trio Ternura, José Roberto, Renato & seus Blue Caps e Tony & Frankie. Raul também produziu o primeiro compacto de Sergio Sampaio em 1971, com as músicas “Côco verde” e “Ana Juan”.

Raul também produziu um disco para Leno em 1971, antigo parceiro de Lílian na dupla Leno & Lílian que cantavam “Pobre menina” na primeira fase da Jovem Guarda. O disco “Vida e obra de Johnny McCartney” foi mutilado pela censura e arquivado pela gravadora CBS. Porém, Raul Seixas viu na parceria com Sergio Sampaio uma boa oportunidade de aprofundar seu projeto musical de compor um disco conceitual mais ousado que o disco de Leno. Raul e Sergio gravaram o disco, com participações de Edy Star e Miriam Batucada. Este disco ficou conhecido como "Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das dez", também de 1971.


Aproveitando a viagem do diretor da gravadora, Evandro Ribeiro, Raul Seixas lançou o LP, e quando Ribeiro retornou, teve que recolher os discos das lojas e meter um cabresto no seu produtor musical. Raul ainda produziu o segundo compacto para Sampaio em 1972, com as músicas “Classificados nº 1” e “Não adianta”.

Raul foi para a gravadora Phillips e levou Sampaio junto. Foi para a gravadora Phillips, que Sampaio gravou seu maior sucesso, A canção “Eu quero é botar meu bloco na rua”. A canção foi um sucesso e tocou a exaustão nas rádios. A gravadora encomendou um LP, produzido por Raul Seixas. A Phillips queria outro sucesso como o primeiro, mas Sampaio gravou um disco cheio de músicas com letras complicadas e difíceis.

O primeiro sucesso assustou Sampaio que se tornou arredio e paranóico. Após um compacto em 1974, com as músicas “Meu pobre blues” e “Foi ela”, Sampaio se desligou da gravadora Phillips e se afastou do show business. Em 1975, Sampaio gravou um compacto para a gravadora Continental, com as músicas “Velho bandido” e “O teto da minha casa”. No ano seguinte lançou o segundo LP, “Tem que acontecer”. O disco foi um relativo sucesso, mas o cantor não participou da divulgação, o que prejudicou as vendas. Em 1977, Sampaio gravou seu último compacto pela Continental, com as músicas “Ninguém vive por mim” e “História de um boêmio (Um abraço no Nelson Gonçalves)”.

Sampaio ficaria anos afastado, sempre com crises de tuberculose e outros problemas de saúde, acarretados pela sua boemia. Em 1983, Sampaio lançou o terceiro LP “Sinceramente” por um selo independente Gravina, mas o LP passou despercebido no meio da febre new wave da música popular brasileira.

Sampaio ficou no ostracismo, relegado apenas ao circuito universitário e de pequenos bares e boates. Em 1983 após participar de um show com Raul Seixas em Salvador, Sampaio recebeu convite para gravar um novo disco pelo selo Baratos Afins. Chegou a gravar o repertório numa gravação caseira, mas em 1994, faleceu no Hospital IV Centenário de Santa Tereza no Rio de Janeiro, após uma crise de pancreatite crônica.

Sergio Natureza, amigo intimo de Sampaio, organizou o disco de tributo “O balaio do Sampaio” com vários artistas, entre eles Eduardo Duzek, Chico César, Lenine e Zeca Baleiro. Foi Baleiro quem assumiu a responsabilidade de produzir a fita de material inédito de Sergio Sampaio. Este disco foi finalmente lançado em 2006 com o título “Cruel”.

Existe ainda um disco do Sergio Sampaio lançado apenas na Internet com o título de “Disco inédito” ou “Cru”. Este disco tem todas as músicas do lançamento de 2006 e outras duas inéditas como “Destino trabalhador” e “Chuva fina”. Existe ainda uma gravação ao vivo de Sampaio com a música “Menino João”, esta gravação esta incluída no link deste “Disco Inédito”.

1971 Compacto (Côco verde)

1. Côco verde
2. Ana Juan

http://www.mediafire.com/?c4dzzngm4g2

1972 Compacto (Classificados nº 1)

1. Classificados nº 1
2. Não adianta

http://www.mediafire.com/?c2mbb7xrnm2

1973 Eu quero é botar meu bloco na rua

1. Lero e leros e boleros
2. Filme de terror
3. Cala a boca Zébedeu
4. Pobre meu pai
5. Labirintos negros
6. Eu sou aquele que disse
7. Viajei de trem
8. Não tenha medo, não (rua Moreira, 65)
9. Dona Maria de Lourdes
10. Odete
11. Eu quero é botar meu bloco na rua
12 Raulzito Seixas

http://www.4shared.com/file/28105389/6ff1640d/1973_Eu_Quero__Botar_Meu_Bloco_na_Rua.html

1974 Compacto (Meu pobre blues)

1. Meu pobre blues
2. Foi ela

http://www.mediafire.com/?5391ibxfdgb

1975 Compacto (Velho bandido)

1. Velho bandido
2. O teto da minha casa

http://www.mediafire.com/?exofobzt1em

1975 Convocação geral nº 2 Som Livre

Sergio Sampaio – Cantor de rádio

http://www.mediafire.com/?5woowmyyi0z


1976 Tem que acontecer

1. Até outro dia
2. Que loucura
3. Cada lugar na sua coisa
4. Cabras pastando
5. Velho bode
6. O que pintar, pintou
7. A luz e a semente
8. Quanto mais
9. Tem que acontecer
10. Quatro paredes
11. Filho do ovo
12. Velho bandido

http://www.4shared.com/file/28108946/ac066b9b/1976_Tem_Que_Acontecer.html

1977 Compacto (Ninguém vive por mim)

1. Ninguém vive por mim
2. História de um boêmio (um abraço no Nelson Gonçalves)

http://www.mediafire.com/?ayfmnwcwpj1

1983 Sinceramente

1. Homem de trinta
2. Na captura
3. Tolo fui eu
4. Só para o seu coração
5. Essa tal de mentira
6. Meu filho, minha filha
7. Cabra cega
8. Sinceramente
9. Nem assim
10. Doce melodia (com Luiz Melodia)
11. Faixa seis

http://www.4shared.com/file/28127090/ddb9c85a/1982_Sinceramente.html

1994 Disco Inédito (ou Cru)

1. Em nome de Deus
2. Roda morta ou reflexões de um executivo
3. Polícia, bandido, cachorro e dentista
4. Brasília
5. Quero encontrar um amor
6. Magia pura
7. Muito além do jardim
8. Destino trabalhador
9. Pavio do destino
10. Uma quase mulher
11. Rosa púrpura de Cubatão
12. Chuva fina
13 Menino João (bônus track ao vivo)

http://www.4shared.com/file/28114243/a78fe6fd/1994_Disco_Indito.html

1998 Balaio do Sampaio

1. Sergio Sampaio - Eu quero é botar meu bloco na rua (Remasterizada)
2. Chico Cesar - Em nome de Deus
3. Erasmo Carlos - Feminino coração de Deus
4. João Bosco - Rosa púrpura de Cubatão
5. Zeca Baleiro - Tem que acontecer
6. Zizi Possi – Meu pobre blues
7. Lenine - Pavio do destino
8. João Nogueira - Até outro dia
9. Eduardo Duzek - Velho bode
10. Renato Piau - Que loucura
11. Járds Macalé - Velho bandido
12. Luiz Melodia - Cala a boca Zébedeu
13. Elba Ramalho - Eu quero é botar meu bloco na rua

http://www.4shared.com/file/28118303/88f7f676/1998_Balaio_do_Sampaio.html

2006 Cruel

1. Em nome de Deus
2. Roda morta
3. Polícia, bandido, cachorro e dentista
4. Brasília
5. Magia pura
6. Rosa púrpura de Cubatão
7. Muito além do jardim
8. Real beleza
9. Pavio do destino
10. Quero encontrar um amor
11. Quem é do amor
12. Cruel
13. Uma quase mulher
14. Maiúsculo

http://www.mediafire.com/?0imypvna2wl

Compre o Sergio Sampaio em CD; Eu quero botar meu bloco na rua, Tem que acontecer e Cruel.

Como Bônus para quem não conseguiu baixar os discos - pelos links expirados - segue um registro de Sérgio Sampaio ao vivo - muito provavelmente registro de 1988, com as músicas, Dona Maria de Lourdes, Dadim, Eu quero botar meu bloco na rua (com duas versões - uma delas com participação de Jards Macalé) e Quero ir.

http://www.4shared.com/file/28120851/95cfdec1/1988_Ao_Vivo.html

Outro show ao vivo do Sérgio Sampaio gerou outro arquivo MP3, com um medley de canções do compositor capixaba. Vejam o link abaixo, do show no Centro Cultural Banco do Brasil.

http://www.4shared.com/file/28121188/eed044c2/1978_Ao_Vivo_CCBB.html

8.14.2006

A FESTA DO DIZZY

“Dizzy’s Party” foi gravado em 1976 com Dizzy Gillespie no trumpete, Ray Pizzi nos saxofones soprano e tenores, Rodney Jones na guitarra, Benjamin Franklin Brown no baixo elétrico, Mickey Rocker na bateria e Paulinho da Costa na percussão.

Dizzy Gillespie foi trumpetista famoso, tocou com inúmeras lendas do jazz, como Miles Davis, Charlie Parker, Max Roach e Jonn Coltrane. Dizzy começou sua carreira tocando no clube Onyx em Nova Iorque em 1944, e foi um dos fundadores do estilo jazzístico be-bop. Seu nome foi em decorrência ao estilo frenético com que tocava o trumpete e suas caretas ao tocar o instrumento.

Dizzy Gillespie morreu em 1993 vítima de câncer e esta enterrado no cemitério Flushing no bairro Queens em Nova Iorque.

Paulinho da Costa, percussionista deste projeto, é um dos músicos brasileiros mais bem sucedido no exterior. Também gravou com lendas do jazz como Miles Davis, Quincy Jones e o próprio Dizzy Gillespie. Gravou músicas com outros artistas populares como Madonna, Sting e Michael Jackson.

O ponto alto da carreira deste percussionista brasileiro foi a gravação da canção “We are the world”, bem como “La isla bonita” de Madonna, e o álbum “Thriller” de Michael Jackson. Paulinho também contribuiu na gravação das trilhas sonoras dos filmes “A cor púrpura”, “O mágico insequecível” e “Footloose”.

Este disco de Dizzy Gillespie traz uma mistura de jazz com funk, mesclando ritmos e instrumentos. O álbum foi produzido por Norman Granz, um pioneiro em misturar jazz com outros estilos.


Dizzy’s Party 1976

1. Dizzy's Party
2. Shim Sham Shimmy On The St. Louis Blues
3. Harlem Samba
4. Land Of Milk And Honey


Compre o CD Dizzy's party.

8.05.2006

BLACK SABBATH CARTOON




Impressão minha, ou o Ozzy sempre foi xarope assim mesmo?
A comprovação veio com o reality show "The Osbournes".
O Ozzy sempre foi xarope assim mesmo...

Este cartoon, apesar de iniciar com a data de 1974, foi produzido após os anos 90 e utilizado no programa humoristico "Saturday Night Live", TV Funhouse.

8.04.2006

BLACK SABBATH

A banda formada por Ozzy Osbourne nos vocais, Tony Iommi na guitarra, Geezer Butler no baixo e Bill Ward na bateria foi pioneira em introduzir o heavy metal e o hard rock ao mundo.

Formada em 1966 em Birminghan na Inglaterra, o quarteto inicialmente chamou-se de Polka Tulk, depois Earth até que mudaram o nome definitivamente para Black Sabbath, inspirados num filme de terror dirigido pelo italiano Mario Bava e estrelado por Boris Karloff.

Após anos de muita dificuldade, os quatro de Birminghan entraram em estúdio em 1969 para gravarem o álbum de estréia. "Black Sabbath" foi lançado em 1970, com uma explosiva mistura de rythym blues com guitarras pesadas. A capa do disco trazia uma figura de preto que mais parecia uma bruxa do século XVIII. O local onde foi tirada a foto que ilustra a capa do disco de estréia é visitado por turistas, com o intuito de conhecerem de perto o lugar da clássica foto sombria. A vista aérea do moinho de Mapledurhan no rio Thames.

O disco de estréia fez muito sucesso e foi seguido por outros grandes sucessos da banda. São parte da discografia oficial do Black Sabbath, “Paranoid” também de 1970, “Master of Reality” de 1971, “Vol. 4” de 1972, “Sabbath Bloody Sabbath” de 1973, “Sabotage” de 1975, “Technical Ecstasy” de 1976 e “Never say Die” de 1978. Depois de 1979 Ozzy Osbourne deixou o Black Sabbath e iniciou uma bem sucedida carreira solo. O vocalista foi substituído por Ronnie James Dio nos discos “Heaven and Hell” de 1980, “Mob Rules” de 1981 e “Live Evil” de 1982. Ian Gillian do Deep Purple gravou o próximo álbum como vocalista, “Born Again” de 1983.

Após a saída de Gillian o Black Sabbath acabou e Tony Iommi lançou-se em carreira solo, mas a gravadora decidiu lançar seu álbum solo com o nome de Black Sabbath, que acabou nas prateleiras como “introducing Tony Iommi Seventh Star” de 1986. O vocalista deste disco foi Glen Hughes, que foi substituído em seguida por Tony Martin, que gravou, “The Eternal Idol” em 1987, “Headless Cross” em 1989, “Tyr” em 1990, “Cross Purposes” em 1994, “Cross Purposes Live” e “Forbiden” ambos em 1995.

Dio retornou ao Black Sabbath em 1992, quando gravou o disco “Dehumanizer”. Porém a reunião mais esperada ocorreu em 1997, quando a formação original se reuniu novamente para gravar o disco “Reunion” ao vivo, com duas músicas inéditas. Os quatro de Birminghan estavam juntos mais uma vez e prometendo mais um disco de inéditas, é esperar para ver. Em 2002 “Past Lives” foi lançado, com gravações ao vivo realizadas entre 1970 e 1975.

O Black Sabbath de 1970 foi lançado na época com uma música cover “Evil woman”, originalmente gravada pela banda Crow. Quando o disco foi lançado em CD, não foi possível liberar os direitos autorais do cover e o disco foi relançado com “Wicked world” no lugar. Porém o cover acabou tendo o direito liberado e saiu num relançamento posterior. A versão do disco que esta publicado abaixo tem a canção cover “Evil woman”. Outra música do mesmo álbum, a canção “Warning” também é cover da banda Ansley Dumbar’s Retaliation.

A canção “N.I.B.” não significa “Nativity in Black” como se imagina, mas sim um apelido para a barba grotesca do bateirista Bill Ward na época. “Wasp” é a introdução para a música “Behind the wall of sleep”, assim como “Bassicaly” é para “N.I.B.” e “A bit of finger” para “Sleeping village”.


1970 Black Sabbath

1. Black Sabbath
2. The wizard
3. Wasp/ Behind the wall of sleep/ Bassicaly/ N.I.B
4. Wicked world
5. A bit of finger/ Sleeping village/ Warning
6. Evil woman

http://www.mediafire.com/?ctrr3lg2bvo


Comprar o CD Black Sabbath.

7.30.2006

ELOMAR DO SERTÃO

O Auto da Catingueira de Elomar é uma obra-prima. O disco em si é uma raridade, muito difícil de encontrar em lojas, mesmo sebos especializados. Pode-se encomendar o vinil junto com o cd, bem como uma embalagem especial com encarte recheado de letras e explicações sobre a obra, diretamente com o autor.

Elomar Figueira Mello é baiano de Vitória da Conquista, estudou arquitetura na cidade grande, mas voltou-se à cultura de seu povo e tornou-se cantador, tocador de viola e trovador. Hoje em dia vive ainda na roça criando bode e fazendo cercas.

Elomar tornou-se historiador de seu povo e sua crença. Passou a cantar a caatinga e o sertanejo. Compôs 11 óperas, 11 antífonas, quatro galopes estradeiros, um concerto de violão e orquestra, um concerto para piano e orquestra, um pequeno concerto para sax alto e piano, uma sinfonia, 12 peças para violão-solo e um cancioneiro de oitenta canções, a maioria já gravada. Dentre suas óperas esta o Auto da Catingueira.

O Auto da Catingueira é desenvolvida através de cinco cantos e uma abertura, onde se desenlaça um ‘resumo biográfico’ da personagem ‘Dassanta’, na ‘Bespa’. Daí Elomar explora um ‘resumo geográfico’ do ambiente no ‘1º Canto (Da Catingueira)’. No ‘2º Canto (Dos Labutos)’, Elomar explora o sertanejo que vive na caatinga. O 3º Canto (Das Visage e Das Latumia) foi dividido em duas partes, ‘Tirana da Pastora’ e ‘Recitativo’ de Dassanta. Com o ‘4º Canto (Dos Pedido)’, Elomar nos presenteia com o mais belo e lírico canto de todo auto. Para encerrar, Elomar apresenta o ‘5º Canto (Das Violas Da Morte)’.

O disco Auto da Catingueira foi gravado na sala da casa de Elomar, ‘Casa dos Carneiros da Fazenda Gameleira’, e contou com a participação de músicos como Jacques Morelembaum no violoncelo, Décio marques e Xangai no coral e o próprio Elomar na viola.

Sua discografia inclui os discos ‘Das Barrancas do Rio Gavião’ de 1973, ‘Na Quadrada das Águas Perdidas’ de 1979, ‘Parcelada Malunga’ em parceria com Arthur Moreira Lima de 1980, ‘Fantasia Leiga para um Rio Seco’ de 1981, ‘Cartas Catingueiras’, ‘Consertão’; com Heraldo do Monte, Arthur Moreira Lima e Paulo Moura; ambos de 1982, ‘Auto da Catingueira’ de 1984, ‘ Concerto Sertanez’ e ‘Sertania’ de 1985, ‘Dos Confins do Sertão’ de 1986, ‘Elomar em Concerto’ de 1990, ‘Árias Sertânicas’ de 1992 e os álbuns gravados em parceria com Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo, da série ‘Cantoria’, o terceiro exemplar da mesma série foi lançado apenas com Elomar.

1984 Auto da Catingueira

1. Bespa (Abertura)
2. 1º Canto (Da Catingueira)
3. 2º Canto (Dos Labutos)
4. 3º Canto (Das Visage e Das Latumia) Tirana da Pastora
5. 3º Canto (Das Visage e Das Latumia) Recitativo
6. 4º Canto (Dos Pedido)
7. 5º Canto (Das Violas Da Morte)



A partir dos dezessete, já enveredava-se pelas novelas de cavalaria em leituras longas e sonhadoras. Bate-se frontalmente com a chamada arte contemporânea. Horror à dita cultura estatudinese da América do Norte, o que lhe traz à lembrança palavras de antigas profecias ‘sertanezas’, que sentenciaram: ‘que haverá de chegar um tempo de baixar os muros e levantar os munturos - vivemos o tempo do culto às nulidades. São os minimalismos que estão chegando....’, clama o compositor”.*

* Texto extraído do site do próprio Elomar

7.25.2006

MARMELADA DE BANANA

Este é o primeiro ano da série televisiva do Sítio do Pica-Pau Amarelo. A série teve sua primeira exibição pela rede Globo em 1977 e o disco foi lançado com narração dos personagens, Pedrinho, Narizinho, Dona Benta e Visconde Sabugosa.

Algumas músicas do disco foram utilizadas na nova versão do sítio em 2001, como Quindim, Rabicó e A Cuca te pega. As canções foram compostas e interpretadas por Dori Caymmi e Geraldo Cazé, e por Gilberto Gil no tema do sítio.


1977 Sítio do Pica-Pau Amarelo

1. Sítio do Pica-Pau Amarelo (Gilberto Gil)
2. Quindim (Dori Caymmi e Geraldo Cazé)
3. Jabuty (Dori Caymmi e Geraldo Cazé)
4. Rabicó (Dori Caymmi e Geraldo Cazé)
5. Os piratas do Capitão Gancho (Dori Caymmi e Wilson Mota)
6. Sítio do Pica-Pau Amarelo (Intrumental)
7. A Cuca te pega (Dori Caymmi e Geraldo Cazé)
8. Iara (Dori Caymmi)
9. Ta quente ta frio (Dori Caymmi e Ghiaroni)
10. Malazarte e Zé Carneiro (Canarinho e Brumatti)
11. Sítio do Pica-Pau Amarelo (Reprise)

7.19.2006

ONDE É QUE VOCÊS PENSAM QUE VÃO? AHN! AHN...



Quando Raul Seixas apareceu cantando num programa infantil de televisão, muitos de seus fãs acreditaram que o cantor enfim havia se rendido ao “monstro sist”, ou sistema.

Porém quando convidado a compor a canção de abertura para o especial infantil “Plunct, Plact, Zum”, Raul vislumbrou a chance de inserir trechos de um texto anarquista de Pierre Joseph Proudhon, considerado o percussor do anarquismo moderno, morto em 1865. O texto de Proudhon é uma crítica a burocracia do estado moderno.

Na canção “Carimbador maluco”, Raul canta “Tem que se selado, registrado, carimbado, avaliado e rotulado se quiser voar, pra lua a taxa é alta, pro sol identidade, mas já pro seu foguete viajar pelo universo é preciso meu carimbo dando sim, sim, sim”.

O texto de Proudhon diz “(...) Ser governado é ser guardado à vista, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, identificado, doutrinado, aconselhado, controlado, avaliado, pesado, censurado, comandado... Ser governado é ser, a cada operação, a cada transação, a cada movimento, anotado, registrado, recenseado, tarifado, selado, tosado, avaliado, cotizado, patenteado, licenciado, autorizado, apostilado, administrado, impedido, reformado, endereçado, corrigido... ser posto à contribuição, exercido, extorquido, explorado, monopolizado, pressionado, mistificado, roubado; depois, ao menor resmungo, à primeira palavra de reclamação, reprimido, multado, enforcado, hospitalizado, espancado, desarmado, garroteado, aprisionado, fuzilado, metralhado, julgado, condenado, deportado, sacrificado, vendido, traído, e por cúmulo, jogado, ludibriado, ultrajado, desonrado (...)”.

Raul Seixas, que jamais havia aceitado o convite das emissoras em participar de especiais de televisão e programas de auditório, viu no especial “Plunct Plact Zum” a oportunidade de inserir uma crítica ao sistema com um forte teor anarquista. A música jamais teria passado pela censura se não fosse o especial. Ainda por cima, o público que a música atingiu foi bastante amplo, a contar pela audiência. Tanto as crianças, público alvo do especial, quanto os país, o governo, a emissora, todos gostaram e aprovaram a canção.

O álbum de Raul Seixas em que foi lançada a canção, “Carimbador maluco”, recebeu o Disco de Ouro, o segundo da carreira de Raul.

7.17.2006

FÉ CEGA (FACA AMOLADA?)

Eric Clapton já era aclamado como Deus, a ver pela pichação no metrô londrino, "Clapton is God". Porém, sua primeira composição foi a instrumental Bernard Jenkins, ainda na época do Yardbirds, banda que integrou antes de ser músico na banda de John Mayall.

Após sair da banda de Mayall, os Bluesbreakers, Clapton se juntou com Ginger Baker, bateria, e Jack Bruce, baixo, e formou o power trio The Cream. A banda durou apenas dois anos, mas foram quatro discos em estúdio e dois ao vivo. Recentemente os três se reuniram para várias apresentações no Royal Albert Hall em Londres, e lançaram os shows em DVD e em CD.

Com o fim do The Cream, Clapton e Baker se uniram a Steve Winwood nos teclados e Rich Green no baixo e formaram a banda de um único disco, o Blind Faith. Se na época de The Cream, Clapton dividia as composições com Jack Bruce, foi no Blind Faith que Clapton compôs sua primeira canção sem nenhuma parceria. Esta canção foi Presence of The Lord.

Blind Faith 1969

1. Had to cry today
2. Can't find my way home
3. Well all right
4. Presence of the lord
5. Sea of joy
6. Do what you like

7.11.2006

WHICH ONE IS PINK?

Mesmo com a definição do dia de atualização deste blogui nas segundas-feiras, esta data não poderia passar em branco.
Syd Barret, um dos fundadores da banda Pink Floyd, faleceu há dois dias, de forma serena. Seu funeral será uma cerimônia familiar e particular.

Syd formou o Pink Floyd ao lado de Roger Waters, Rick Wright e Mick Mason. Lançaram um disco em 1967 intitulado “The piper at the gates of dawn”, gravado no estúdio 'B' do Abbey Road (só por curiosidade o estúdio 'A' era utilizado para as gravações do antológico “Sgt Peppers lonely hearts club band” dos Beatles).
No ano seguinte Syd começou a ter problemas com as drogas alucinógicas, as quais usava em abundância. Os problemas aumentaram devido suas tendências esquizofrênicas e amigo de Syd, David Gilmour, foi contratado para atuar como segundo guitarrista, enquanto o Syd se tornava uma figura ornamentária nos shows.

O segundo disco da banda, “Sacerfull of secrets” foi gravado com a formação de um quinteto, ainda com Syd Barret. No terceiro álbum, Syd se desligou da banda. Seus companheiros ainda produziram alguns álbuns solo, que foram lançados entre 69 e 70. Mas a partir daí, Syd se desligou completamente da música.

Em 1975, Syd apareceu nos estúdios onde o Pink Floyd gravava o disco “Wish you were here” em sua homenagem (a tradução do nome do disco era “gostaria que estivesse aqui”). O resto da banda quse não o reconheceu, por ele estar careca e gordo em decorrência a diabetes.
Esta foi a última vez que a banda se encontrou com Syd Barret. A canção “Shine on you crazy diamond” é uma explícita homenagem ao guitarrista Syd Barret. Era deste modo que a banda se referia ao seu membro fundador.

Syd Barret era cultuado por alguns adoradores da fase inicial do Pink Floyd. Alguns inclusive acreditavam que a banda havia perdido seu brilho com a saída do guitarrista, que deixou a liderança da banda para Roger Waters.

Syd Barret morreu aos 60 anos de complicações causadas pela diabete.

Para lembrar a importância de Syd Barret na música internacional, postamos algumas raridades do guitarrista (ainda com Pink Floyd), um versão que pode ter sido gravada com os Beatles (ou pode ser um boato/hoax), versões de Vegetable man, Scream thy last scream e Julia dream.

O disco do Pink Floyd em homenagem a Barret também esta presente nesta atualização, o famoso “Wish you were here” de 1975. Foram nestas gravações que os integrantes da banda viram pela ultima vez o antigo guitarrista e companheiro de banda.


Pink Floyd (Possibly) with The Beatles On April 15, 1967 (Very rare) - Mary Jane

Pink Floyd with Syd Barret (RARE) - Vegetable Man

Pink Floyd with Syd Barret (Rare) - Scream Thy Last Scream

Pink Floyd with Syd Barret - Julia Dream

http://d.turboupload.com/d/770994/Rarirades_Syd_Barret.rar.html



1975 – Wish you were here

1. Shine on you crazy diamond (Part I-V)
2. Welcome to the machine
3. Have a cigar
4. Wish you were here
5. Shine on you crazy diamond (Part VI-IX)

http://d.turboupload.com/d/771271/1975_Wish_You_Were_Here.rar.html

7.03.2006

ARNALDO BAPTISTA EM PORTO ALEGRE

Arnaldo Baptista integrou os Mutantes ao lado de seu irmão Sergio Dias e sua futura esposa Rita Lee. O trio formou a banda mais revolucionária da história da música popular brasileira. Mais tarde Liminha e Dinho também integrariam a banda.

Arnaldo formava o par romântico com Rita Lee na banda e os dois foram casados, mas as loucuras dos anos 70 acabaram afastando o casal e a cantora da banda.

Após sua saída dos Mutantes, Arnaldo formou a banda Patrulha do Espaço, e lançou dois álbuns com essa banda. A banda era formada por John Flavin na guitarra, Olsvaldo Gennari no baixo e Ronaldo Castelo Branco na bateria, com Arnaldo comandando os teclados.

Arnaldo mergulhou fundo nas drogas lisérgicas, o que também o afastou da banda Patrulha do Espaço. A banda continuou lançando discos com nova formação sem Arnaldo, que continuou sua carreira até o ano de 82 quando se internou numa clínica psiquiátrica para se ver livre das drogas. Na virada do ano de 82 para 83 Arnaldo tentou fugir da clínica pela janela do quarto andar e quase morreu com a queda.

Após anos de recuperação, Arnaldo voltou a gravar um disco com produção de John Ulloa, vocalista e guitarrista da banda Pato Fu. Nesse período Arnaldo fez um show em Porto Alegre com produção do Kid Vinil e encantou os fãs.

Este show foi gravado e esta disponibilizado na internet, bem como neste blog. São seis canções com Arnaldo no teclado.


Arnaldo Ao Vivo em Porto Alegre

1. Não estou nem aí
2. Balada do louco
3. Ce ta pensando que eu sou Loki?
4. Everybody thinks I’m crazy
5. Nobody knows
6. Honky tonky

http://www.mediafire.com/?403wodmhbbo

7.01.2006

JARDS MACALÉ SO MORTO BURNING NIGHT

Jards Macalé foi considerado maldito, após sua estréia no 4º Festival Internacional da Canção, quando apresentou a música Gothan city e fazia uma apraiçãao histérica anunciando aos gritos, “Cuidado! Tem um morcego na porta principal! Cuidado! Há um abismo na porta principal!”.

Porém, Macalé não era completamente um estreante. Era Jards que tocava violão no espetáculo Opinião, onde estreou a jovem Maria Bethânia, na época substituta de Nara Leão. Ele também dirigiu musicalmente o show Recital na Noite Barroca de Bethânia em 1966. Em 1969, Macalé gravou pela RGE o compacto duplo Só Morto, com as músicas Soluços, O Crime, Só Morto e Sem Essa.

No final desse ano Macalé participou da gravação do disco de Gal Costa Fa-Tal. Também foi ele quem acompanhou Caetano Veloso ao violão nas gravações para o disco Transa.

Apenas em 1972 Macalé gravou seu primeiro disco solo. A canção Vapor barato eternizada por Gal Costa e revisitada por Zeca Baleiro e O Rappa foi composição de Jards Macalé em parceria com o finado poeta Wally Salomão.


Jards Macalé 1970 Compacto Duplo Só Morto Burning Night

1. Soluços
2. O crime
3. Só morto (Burning night)
4. Sem essa

http://d.turboupload.com/d/739889/Macal_1970_Compacto_Duplo.rar.html

6.30.2006

SATANIQUE SAMBA TRIO

O Satanique Samba Trio nasceu em 2002 e é formado por Munha no baixo e regência, Lupa na bateria, Marcelo Varques no trumpete, RC na guitarra e Hideki no cavaquinho. O quinteto que utiliza o nome trio pela sonoridade faz música instrumental difícil para os ouvidos.
O som da banda é torto e complicado e os nomes das músicas fazem referências ao satanismo do nome, mas tudo com muito bom humor. Todos seus integrantes são músicos eruditos formados pela Universidade de Brasília (UnB). A banda mescla estilos como jazz fusion, samba, bossa nova e rock.
Suas maiores influências estão nas músicas de Gustav Mahler, Dmitri Shostakovich, Anton Webern, Luc Ferrari, Stravinsky, Barão de Samedi, Karlheinz Stockhausen, Pierre Henry, Hermeto Pascoal, Arrigo Barnabé e John Zorn.
Este disco foi gravado com produção de Munha e Zé Pedro Gollo nos estúdios Hi-Fi, Blue e Sonholândia. As músicas foram compostas, orquestradas e produzidas por Munha e Hideki, com letras de T.B. Allen.


Satanique Samba Trio 2004 Misantropicália

1. Teletransputa
2. Canção para atrair má sorte (ato I)
3. Deus odeia samba rock
4. Canção para atrair má sorte (ato II)
5. Gafieira bad vibe
6. Canção para atrair má sorte (ato III)
7. Seis temas tropicais para mestre Lúcifer
8. Seis temas tropicais para mestre Lúcifer
9. Seis temas tropicais para mestre Lúcifer
10. Seis temas tropicais para mestre Lúcifer
11. Seis temas tropicais para mestre Lúcifer
12. Seis temas tropicais para mestre Lúcifer
13. Canção para atrair má sorte (ato IV)
14. Dança das quilumbas

http://www.4shared.com/file/10330801/2570ebbb/2004_Misantropiclia.html