Steintryggur é um duo formado peo ex-integrante do Sucarcubes (banda em que Bjork iniciou a carreira) Sigtryggur Baldursson e Streingrimur Guðmundsson, músico islandês. Juntos com a intervenção do áudio-terrorista australiano Ben Frost, fizeram um disco que une o eletrônico com performances gravadas pelo mundo todo.
Não dá para ficar indiferente à esse som, que é uma mistura venenosa de vários sons ao redor do mundo, desde o oriente ao outtback australiano. Nesse disco de 2008, ‘Trappa’, os islandeses em parceria com o australiano criaram uma obra instrumental que é muito difícil de rotular. Enfim, só pode mesmo ser áudio terrorismo com grooves orgânicos.
Quem curtiu o ‘Voodoo Party’, postado em junho aqui no blogui, também vai curtir esse aqui.
2008 Trappa 1. Melur 2. Root 3. Myri 4. Factors 5. Remains 6. Mouse hunt 7. Rasinagain 8. Lennon 9. Nixon 10. Wales well
Lucas Santtana já vinha alardeando seu disco pelos quatro cantos, como um álbum feito com voz e violão. Também já tinha disponibilizado algumas faixas no ‘Diginois’, e no ‘My Space’.
Pois o disco do Lucas Santtana começa entortando o cabeção com ‘Super violão mashup’. É uma faixa de ‘samples’ de vários ‘riffs’ de violões do que tem de melhor na música ‘clássica’ popular brasileira... E funciona quase como uma fantasia sobre o tema ‘Noite de temporal’ do Caymmi. Como é uma canção curta, você cai direto na vibrante ‘Who can say which way’.
É a deixa para você curtir uma baladinha e respirar um pouquinho. “Closer, closer, closer...” na delicada ‘Night time in the backyard’. Tem até uma orquestra de insetos! A partir dai o disco só cresce, com a levada samba-funk de ‘Cira, Regina e Nana’, faixa que tem auxílio da batucada do Curumin, no corpo do violão.
Depois vem um ‘Recado para Pio Lobato’. Mais parece um desafio para o músico paraense responsável pelo ‘Mestres da Guitarrada’. Seguida de mais uma balada (pra respirar) ‘Hold me in’.
“Vou dar uma bola” e curtir a regravação de ‘Amor em Jacumã’, composta pelo baterista Dom Um Romão, que também tem o frenético batuque do Curumin, e mostra uma versão chuvosa da praia de Jacumã. Vai saber qual praia de Jacumã é essa dá música? “Lá em Jacumã, ninguém conversa, não”...
A partir daí o disco continua com ‘I can’t live far from my music’, ‘Cá pra nós’ e na parceria com João Brasil em ‘O violão de Mário Bros’. O disco termina nas intimistas ‘Ripple of the water’ e ‘Natureza nº 1 em Mi maior’, ambas com arranjos de inseto e violão.
Há uma preocupação muito grande em criar climas para as canções, como os insetos em certas faixas, chuva, máquina de escrever etc, entre um acorde e outro do violão popular brasileiro.
Eu Ovo: De onde surgiu essa idéia? Do violão e tudo mais...
Lucas Santtana: Era uma idéia antiga. Queria fazer minha leitura desse formato pois achava que ele não tinha mudado muito nesses últimos 50 anos. Era um desafio com o qual poderia me divertir e ao mesmo tempo uma patologia da qual queria me livrar, hahahaha...
EO: Quem foram os mestres que influenciaram nos efeitos, arranjos etc? (Porque eu vi ecos do ‘Dark Side’ no ‘Recado p/ Lobato’, Tom Zé na ‘Cira, Regina e Nana’ etc) LS: Hahahha, o bom de disco, poesia etc. É que cada um coloca um pouco do seu próprio histórico na hora de interpretar. Acho que sou a pessoa que nunca ouviu ‘Dark Side’ inteiro, juro! Hahahaha. Já Tom Zé me influenciou mesmo. Suas experimentações. Esse disco não deixa de ser um ‘Estudando o Voz e Violão’. Como ele fez com o disco ‘Estudando o Samba’. A lógica de destrinchar e experimentar com um formato clássico é a mesma.
EO: Porque você resolveu cantar em inglês em tantas faixas? LS: Foi natural. Duas vieram em inglês e outras três chamei o musico brasileiro/norte-americano Arto Lindsay para fazer as letras. Ele é quase um poeta na lingua inglesa. Por isso mais letras em inglês. Nada intencional...
EO: O show desse disco fica bem diferente, né? LS: Fica. Até porque quem não sabe que o disco é de voz e violão pode ouvir sem essa informação. Na real isso era uma coisa que eu buscava. Que no final não soasse mais como um disco de voz e violão. Como o próprio disco soa as vezes banda, as vezes eletrônico, as vezes folk, etc, adaptar o disco ao show com a banda não foi complicado.
EO: Vai rolar um disco ao vivo? LS: Provável sabia... Estou com uma banda nova, formação diferente, seria legal registrar essa formação. A seleção natural atualmente sou eu na voz, guitarra, cavaco e monome; Regis ‘Mr. Spaceman’ Damasceno na guitarra; Rian Batista no baixo e vocal; Bruno Buarque na bateria e mpc e Dustan Gallas no ‘rhodes’ e sintetizadores.
EO: Sendo um cara que está sempre fuçando na internet... Como é que fica essa estória de ter seu disco na internet?
LS: Alguém vai colocar. E acho ótimo. O outro disco vendeu mais rápido que os anteriores com o cd para baixar no ‘Diginois’. Esse também vai para o diginois. No comentário do ‘Urbe’ por exemplo um rapaz de Sete Lagoas baixou o disco. Pô, o disco não irá para uma loja em Sete Lagoas. Como é que ele ia ter acesso? Quem baixa um disco e quer comprar acaba comprando, não tem essa. Eu fico feliz de mais pessoas em regiões distintas terem acesso a ele.
EO: Depois da pergunta acima, eu nem preciso mais saber sua opinião sobre a questão dos downloads, das leis e tudo mais... Né? LS: Canso de repetir isso. Liberar download na web não faz você perder seus direitos como compositor. Se tocar num filme, numa novela, num comercial, na rádio, na TV, enfim, você irá receber por isso. Se você quiser vender na web também é possível. Uma coisa não desmerece a outra.
EO: Então como é que vai ser essa divulgação mouse a mouse? Shows marcados? Como é que vai ser? LS: Vários shows marcados. Já temos agendado 10 capitais para fazer no Brasil. Argentina, Chile e vem mais por ai. O disco acabou de sair...
EO: Quais vão ser os formatos do CD? Vai ter SMD? LS: Por enquanto o único formato é esse da CD promo. Formato ‘digipack’ que nem foi o ‘3 Sessions’...
EO: Então é isso. Obrigado pela entrevista e abraços... LS: Abs e valeu!
2009 Sem Nostalgia 1. Super violão mashup 2. Who can say which way 3. Night time in the backyard 4. Cira, Regina e Nana 5. Recado para Pio Lobato 6. Hold me in 7. Amor em Jacumã 8. I can’t live far from my music 9. Cá pra nós 10. O violão de Mário Bros 11. Ripple of the water 12. Natureza nº1 em Mi maior
A própria Ellen Oléria avisou no show, que podem copiar que não é pirataria. “É acesssibilidade”. Só quem já viu é que pode sentir força dessas, já míticas, apresentações ao vivo. Mas deixa eu contar como eu conheci o som dessa cantora brasiliense.
A primeira vez que a vi no palco fiquei estarrecido, pasmo, completamente surpreso e hipnotizado. Ela cantou apenas músicas autorais, mas com uma performance arrebatadora que enchia os olhos e ouvidos. Desculpem o clichê... É inacreditável como aquela banda de três músicos acompanhando um banquinho e violão fazem um som tão pesado e grandão.
Mas não era bem um banquinho e violão, como o do João. Estava mais para o caminho do Ben. Estava soul, funk, jazz, MPB com uma pitada do ritmo do banquinho e violão. Foi um show foda! E todos os seguintes que vieram... Portanto, o álbum ‘Peça’ chegou em minhas mãos como uma pérola. A peça que faltava no quebra-cabeças indecifrável dessa negra melodia.
As canções são autorais e mostram uma compositora preocupada com a poesia e o seu ritmo na melodia. Suas letras são contundentes e passam a mensagem através das imagens que provocam no espectador. Digo espectador, porque você se torna espectador das músicas. Ellen afirma que passa muito tempo compondo e escrevendo. Você escuta a música ‘Testando’ e acha que ela fez aquele som ali, na hora, mas ela avisa que passou “vários dias encucada para escrever aquilo”.
Em ‘Só pra constar’ ela diz, no show, que era uma música normal, mas virou “essa coisa complicada”. Sem complicações, mas o que era um sambinha, subiu no banquinho e violão e passou pela porta da cozinha. Mais ou menos como o mestre João fez em ‘Doralice’. ‘Natural luz’ é o momento intimista do show. Só tem Ellen, seu violão e o público completamente inebriado com aquela presença astral totalmente real, que chega a ser irreal. Se é que deu pra entender... A poesia, a voz, o som, o som, o som...
O álbum tem todos sucessos que você escuta nos shows. Tem o blues meio jazz (ou seria jazz meio blues) ‘Não-lugar’, tem a atriz e a estalactite de ‘Ato II’, e até a regravação do Forró de tamanco’ dos ‘Três do Nordeste’. Mas também tem a clássica ‘Senzala (A feira da Ceilândia)’ que é cantada em uníssono nos shows. Só faltou o samba-rock ‘Eu bebo sim’, que ela usa no bis. É por isso que falei muito do som ao vivo. Para você não perder nunca mais um show dela. Seja você de Brasília, ou não...
Nesse disco, além ‘della’ no violão, tem Rodrigo Bezerra na guitarra, Paula Zimbres no baixo e Célio Maciel na bateria, com a recente adesão de Felipe Viegas nos teclados. Também tem participações especiais de grandes músicos de Brasília, como Moisés Alves no trompete, Bruno Medina no saxofone, Marcos Wander no trombone, Phillipe Alves e Sr. Adalvêncio na sanfona, Dadá de Castro e a performance do GoG.
Em tempo, deixo logo avisado que esse foi um dos textos mais difíceis de escrever da minha vida. Porque eu tive que ter muito cuidado para não usar adjetivos demais para explicar o som da Ellen Oléria. E por isso mesmo vou colocar todos aqui, bem longe do resto do texto. Maravilhoso. Exuberante. Hipnotizante. Flutuante. Cabriocárico. Estrambonático. Palipotético. Estapafúrdico. Antropofágico. Posolométrico. Enfim...
2009 Peça 1. Posso perguntar? 2. Mandala 3. Testando 4. Senzala (A feira da Ceilândia) 5. Brado 6. Ato II 7. Só pra constar 8. Natural luz 9. Não-lugar 10. Prólogo 11. Forró de tamanco 12. Pedro falando com o reflexo 13. Senzala Remix (& GoG) ....
A música instrumental brasileira era exclusiva para os apreciadores. Gente como Hermeto Pascoal, Airto Moreira, Heraldo do Monte ou Theo de Barros. Não à toa eu invoco o nome dos integrantes do Quarteto Novo. Reza a lenda que o Gilberto Gil, após ouvir o disco dos Beatles ‘Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band’, foi falar com esses mesmos caras com a intenção de usar o som do quarteto com elementos de rock e música pop (naquela época esse termo ainda não existia, era apenas um estilo endemonizado por causa do uso das guitarras). Aquela proposta foi uma afronta para o quarteto e eles riram de Gil, que acabou chamando os Mutantes, de Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sergio Dias, e gravaram juntos o disco de 1969, que lançou a canção 'Domingo no parque', e o resto é outra história.
Na nossa história, a música instrumental começou devagar a dar seus primeiros passos em direção à uma sonoridade mais rock ou pop. Jovens tocando chorinho com uma pegada rockeira começaram a fazer muito sucesso. Outros tocando violão com tanta garra e destreza, que mais jovens apareciam fazendo sucesso em carreira solo na música instrumental. Hoje chegou a vez de bandas de rock instrumental, e já podemos ver o surgimento de gente como Macaco Bong, Pata de Elefante, Trilöbit, Hurtmold e Elma, e até o surgimento de um festival voltado para a música instrumental, ‘Produto Interno Bruto’, que já está na segunda edição.
A cidade de Brasília também tem seus representantes de rock instrumental. O Super Stereo Surf faz uma música inspirada no estilo de ‘Misrilou’, que apresentou a surf music para o grande público no filme de Quentin Tarantino, ‘Pulp Fiction’. O clássico de Dick Dale foi composto em 1963, no auge da surfmania dos Beach Boys, mas esse tipo de rock instrumental ficou mesmo em moda após o filme cult. Esse gênero, hoje em dia, atrai muitos jovens para os shows, inclusive a banda brasiliense tocou na pré-estréia do filme ‘Cassino Royale’, reimaginação das aventuras de James Bond com o protagonista interpretado por Daniel Craig. Não por menos, a banda também nomeia suas canções com títulos de filmes clássicos do imaginário popular. Entre os títulos estão ‘O homem de seis milhões de dólares’, ‘Curtindo a vida adoidado’ e até ‘A balada do pistoleiro’.
Então não perca tempo e venha conhecer a surf music do Super Stereo Surf. Eles são Harrisson Azevedo na guitarra esquerda, Márcio Rocha no baixo, Rodrigo Barata na bateria e Alex Maraskin na guitarra direita. Pois o próprio Maraskin veio falar um pouco do último lançamento da banda.
Eu Ovo: Como tudo começou? Quem toca atualmente? Alex Maraskin: Começou com os amigos que tocavam em outras bandas e aí foi tendo várias formações o único que está desde os primórdios é o Harrisson. Até chegar na formação atual que é o Harrisson na guitarra esquerda, o Márcio no baixo, Barata na bateria e eu na guitarra direita.
EO: Como surgiu a idéia do Super Stereo Surf? AM: Surgiu da vontade de tocar por diversão sem nenhuma pretensão e a coisa foi tomando proporções maiores do que a gente imaginava. E não foi por causa de Misrilou não. A banda tem várias influencias além de surf music, Beatles e Jimi Hendrix são algumas delas...
EO: Como é a resposta do público nos shows? Já que o som é instrumental... AM: Temos tido uma ótima receptividade por parte do público que a maioria das vezes nem conhece o gênero surf music, mas gostam muito do lance de ser instrumental e a gente também faz coreografias durante os shows e toca de camisetas floridas. Tem sempre a preocupação de ter algo novo em nossas apresentações, para que o show não seja repetitivo e chato.
EO: Vocês usam algum elemento dos filmes, além dos nomes que batizam cada faixa? AM: Não usamos. Na verdade essa idéia de colocar nome de filmes famosos em nossa musicas foi idéia do Roberto (ex-baterista). E deu super certo.
EO: Como é o método de composição das músicas da banda? AM: Acho que nada de diferente de outras (bandas), um chega com um riff, que emenda em outra idéia. Geralmente as composições acontecem durante nossos ensaios.
EO: Pirataria ou compartilhamento de arquivos? AM: Prefiro pensar em compartilhamento de arquivos. A internet está aí pra ser usada e tirarmos bom proveito disso. E hoje em dia essa ferramenta é indispensável para as bandas alternativas divulgarem seus trabalhos e poderem chegar a lugares antes nunca imaginados.
2009 Antes do Baile 1. Corra Lola corra 2. Thunder, um homem chamado trovão 3. Os imperdoáveis 4. Táxi driver 5. Luar sobre Parador 6. Curtindo a vida adoidado 7. O homem de seis milhões de dólares 8. Los três amigos 9. O rapto do menino dourado 10. A balada do pistoleiro 11. Dick Tracy
As festividades do aniversário do blogui não acabaram por ali... O Eu Ovo fez três anos nessa terça-feira que passou (23/06) e quem ganha o presente é você.
Mais um disco da japonesa mais cheia de dedos do jazz – fusion como dizem alguns, mas eu prefiro dizer que é jazz, simplesmente jazz. Hiromi Uehara! Mas esse disco não é da discografia dessa jovem pianista. O disco em questão é o trio de jazz de Stanley Clarke, com o próprio no baixo, Hiromi no piano e Lenny White na bateria.
E como não podem deixar de faltar os amigos que sempre estão prontos para compartilharem discos e novidades... Dessa vez foi o Sérgio Sônico que avisou sobre esse petardo sob a alcunha de ‘Stanley Clarke Trio’. Mas o link, coube ao ‘brodér’ Boogie Woody desencavar via Fusion Brasil. Então não percam mais tempo e ouçam mais uma aventura musical de Hiromi Uehara.
Stanley Clarke Trio 2009 Jazz in the Garden (with Hiromi & Lenny White) 1. Paradigm shift (Election day 2008) 2. Sakura sakura 3. Sicilian blue 4. Take the Coltrane 5. 3 wrong notes 6. Someday my prince will come 7. Isotope 8. Bass folk song n. 5 & 6 9. Global tweak 10. Solar 11. Brain training 12. Under the bridge
Hiromi Uehara é a anfitriã preferida para comemorar o aniversário deste blogui. Há três anos o 'Eu Ovo' iniciava os trabalhos, mais precisamente no dia 23 de junho, com a notícia da morte do Bussunda do Casseta & Planeta.
Nos anos seguintes, meio sem querer, o blogui comemorou com discos da japonesinha prodígio, que toca piano como ninguém e encanta todos que apreciam jazz. Pra mim, a Hiromi Uehara já deixou de ser revelação e se tornou a realidade jazzística atual. Pois foi assim, meio sem querer, que o blogui comemorou os anos de vida.
No primeiroano, com a indicação do ‘brother’ 'El Cobrita', toda a discografia da jovem pianista foi postada. No segundo ano, Hiromi teve o álbum recém lançado como carro chefe da postagem, 'Beyond Standart', juntamente com o 'Duet' que ela gravou em parceria com Chick Correa. Na mesma postagem também houve a presença de bloguis amigos, como o ‘Boogie Woody’ que postava uma raridade da japonesa e atualmente já tem novas postagens sobre ela, além do blogueiro EdSom.
Pois esse ano a lembrança fica por conta de outro ‘bro’, Pezão que também celebra a mesma data ‘espacial’. Mas a raridade fica por conta dessa pianista que tanto encanta aos ‘ovidos’. Até seria melhor usar a frase no plural, por conta das habilidades dessa japonesa e pelas raridades aqui dispostas.
Dois discos gravados ao vivo e disponibilizados anteriormente no blogui ‘Jazz Boot Experiment’, que contam com duas apresentações, quase idênticas, da Hiromi Uehara com sua banda maravilhosa, a ‘Hiromi’s Sonicbloom’, que além de tê-la no piano e teclado, também tem Tony Grey no baixo, Martin Valihora na bacteria e Dave Fiuczynski na guitarra.
Com a guitarra, o trio virou quarteto e lançou os dois últimos discos da carreira dessa ‘japonezzista’, o regular 'Time Control' e o sensacional 'Beyond Standart'. Então você tá esperando o quê? Pode pegar logo essas raridades com apresentações ao vivo desse quarteto afiadíssimo.
2009 Berklee Centre Boston
1. Softly as in a morning sunrise 2. Led boots 3. Claire de lune 4. Ue wo muite aruko 5. I got rhythm 6. Caravan
Esse disco traz um maravilhoso ooga-booga primitivo do final dos anos 50. Muitos bongôs, muitos côros celestiais e cantores que uivam selvagemente, "daqueles que também enfiam ossos nos narizes". Essa opinião na verdade foi retirada dum site, aliás, único site onde encontrei informação sobre esse álbum. Me parece uma opinião pejorativa de uma pessoa que não sabe o que fala, nem o que pensa sobre as mais diversas raças e credos. Enfim... Uma pessoa culta, mas sem cultura.
Esse disco da University of Vice Records, foi lançado em 2007 e também foi escolhido como uma das coletânias mais bizarras lançadas naquele ano. O disco tem faixas de todo mundo, com vocais maravilhosos e um instrumental que faz menção à animais e zumbis. O disco também tem uma das únicas versões do clássico do estilo calypso/voodoo ‘Rock-ombay’. Destaque também para 'Cha cha la negra' que junto com 'Ma-ma-du', 'Zombie jamboree' e 'Zoologico negro' são algumas das melhores faixas do disco. Outras canções também merecem atenção, já que são de difícil audição e compreensão.
Para se ter idéia da raridade em mãos... Esse disco foi ripado do vinil (as fotos da capa e contracapa não estão incluídas no arquivo - por isso mesmo estão aqui na página, postadas em alta resolução) e a única informação encontrada sobre esse disco (na internet - no final da página) foi esse texto que emite opiniões controversas e que também já foi devidamente traduzido. Então, não perca tempo e baixe essa preciosidade incrível.
2007 Voodoo Party 1. A traves de la niebla – José Sola 2. Ma-ma-du – Michelino 3. Loango – Aline Barelli 4. Cha cha La negra – Dulce Maria 5. Saona – Noro Morales 6. Africa esclava – Richard Roberson 7. Rock-ombey – Ernesto San Miguel 8. Animal concert in a cemetery – Edric Connor 9. Zombie jamboree – Calypso Joe 10. Voodoo drums – Tiroro 11. Fakiiya – Cawandas Group 12. Ay ay ay – Nora Dean 13. El Diablo – Silvestre Montes 14. Zoologico negro – Los Aragon
1983 Rolling Steady (The 1983 Music Mountain Sessions) 1. We nah sleep 2. Contention 3. Big trombone 4. Away from home 5. Idler's rest 6. Rolling steady 7. Devil's triangle 8. The master's call 9. Absent without leave
1984 Scattered Lights 1. China clipper 2. Marcus Jr. 3. Dahil sayo 4. Determination 5. Shot in the dark 6. Confucious 7. Re-burial 8. Scattered lights 9. Ringo 10. Ska ta shot 11. Non stop 12. Lawless street
1994 Hi-Bop Ska 1. Guns of Navarone 2. Flowers for Albert 3. Ska reggae hi-bop 4. You're wondering now 5. Everlasting sound 6. African freedom 7. Man in the street 8. Split personality 9. Renewal 10. Nelson's song 11. Burru style 12. Ska ska ska
1. James Bond theme 2. Latin goes ska 3. Confucius 4. Occupation 5. Rock fort rock 6. Eastern standard time 7. Ball of fire 8. Swing easy 9. Ringo 10. Freedom sounds
2000 Bashaka 1. Ska latte 2. Sky Rrcket 3. Skaravan 4. Tanya 5. Roland ride along 6. Reach for the sky 7. Mike Lane shuffle 8. Wild honey 9. A song for Don D. 10. What a day 11. I never knew 12. Magic muffin 13. Hail Tommy McCook 14. Oh baby 15. Rastamma
2000 The Clash of Ska Titans (VS Lauren Aitkel) 1. In the mood for ska 2. It's too late 3. Same old song 4. I love you 5. Come down 6. Summertime 7. Rude boy dreams 8. Bad minded woman 9. Come down (Live) 10. Sugar sugar (Live) 11. Confucious (Live)
2002 Celebration Time 1. Celebration time 2. Cuban blackade 3. Good gravy 4. Well charge 5. Peanut vendor 6. Magic star 7. Forest flower 8. Hot cargo 9. Cleopatra rock 10. Nannys corner 11. Suffers choice 12. Waisting my time on you
2002 From Paris with Love 1. Garden of love 2. Glory to the sound 3. From Russia with love 4. Ska fort rock 5. When I fall in love 6. Freedom sounds 7. Trip to Mars 8. Pata pata (Skata skata) 9. Lester's mood 10. Golden love 11. African beat 12. River to the bank 13. Thinking of you 14. Guns of Navarone 15. Rock fort rock
2002 More Celebration Time 1. Celebration Time 2. Magic star 3. Good gravy 4. Mind your business (&Chandley Duffus) 5. Well charge 6. Cuban blockade 7. Peanut vendor 8. Your mother's love (& Lord Creator) 9. Forest flower 10. Hot cargo 11. My little girl (& Basil Gabbidon) 12. Cleopatra rock 13. Nanny's corner 14. Sufferers choice 15. Precious time (& Lord Creator)
1. New York minute 2. Outback ska 3. Shock trail 4. Right track 5. Doreen special 6. Divine conception 7. Bye bye 8. Little Irene 9. June Rose 10. One armed bandit 11. Marguerita's lament 12. Uluru rock 13. Outback dub
Dengue Fever é uma banda norte-americana que toca música com sotaque do Camboja. Tudo começou quando Zac Holtzman, norte-americano, viajou para o sudeste asiático e conheceu o rock Cambojano dos anos 60.
De volta à Los Angeles, Zac e o irmão Ethan Holtzman, decidiram que iriam formar uma banda para tocar covers daquelas canções cambojanas. Para isso precisavam encontrar alguém que pudesse cantar em khmer, idioma local. Os irmãos encontraram uma legítima cambojana no bairro Little Camboja, em Long Beach. Chhom Nimol já era cantora na terra natal, mas morava há alguns anos nos Estados Unidos.
A banda então foi formada por Zac na guitarra e vocais, Ethan no órgão farfisa, Chhom nos vocais, Senon Williams no baixo, David Ralicke nos sopros e Paul Smith na bateria. Dengue Fever foi o nome escolhido para banda, e também batizou o primeiro disco em 2003. Nesse disco, a banda gravou apenas covers do rock cambojano dos anos 60.
O segundo disco, ‘Escape from Dragon House’ de 2005, já tinha composições próprias, mas todas as faixas ainda eram cantadas em Khmer. O terceiro disco veio em 2007, ‘Venus on Earth’, e já mostrava composições em inglês que mesclam rock psicodélico com a música cambojana tradicional.
Em 2008 a banda lançou um documentário sobre a turnê no Camboja. Esse documentário, ‘Sleepwalking Through the Mekong’, mostra boas apresentações da banda ao vivo, mas o interesse nas pessoas e no país é muito mais importante. É o que você vai ver nesse documentário.
Então não perca tempo e se jogue nesse material...
2003 Dengue Fever 1. Lost in Laos 2. I'm sixteen 3. 22 nights 4. Hold my hips 5. Flowers 6. Thanks-a-lot 7. New year's eve 8. Ethanopium 9. Glass of wine 10. Shave your beard 11. Pow pow 12. Connect four
2005 Escape from Dragon House 1. We were gonna 2. Sui bong 3. Tip my canoe 4. Tap water 5. Sleepwalking through the Mekong 6. One thousand tears of a tarantula 7. Escape from dragon house 8. Made of steam 9. Lake Dolores 10. Saran wrap 11. Hummingbird
Sem Zé Rodrix, o rock ficou sem graça. Ficou triste. Em riste... A esperança tirou o óculos! É morto José Rodrix Trindade. Cantor, compositor, cigano, trovador, publicitário, escritor e ícone do rock rural do tamanho da paz.
Hoje ele deve estar numa casa de campo, por vontade própria e ainda vai dizer que está comprometido e assinou um papel. Hoje ele não vai precisar mais andar de 4uatro e engatinhar à beira do maior precipício. Pois, hoje ele ama seu vizinho como a si mesmo, mesmo com todo aquele barulho. A palavra hoje morreu... Que descance em berço forte.
Hoje ele pegou uma carona pra cidade mais próxima. Ele foi com Jesus numa moto porque tinha estrelas na cabeça e muita vontade de viajar. Mas já deve estar numa boa, compondo vários novos rocks rurais, plantando amigos, discos, livros, incensos e nada mais...
Então caro cantor... Já que vai calar-se e ficar mudo, deixando só o silêncio... Abra as asas e pode voar... Boa viagem.
1968 Momento 4uatro 1. Passa ontem 2. Três pontas 3. Festa 4. Dos caminhos longoestranhos até chegar junto dela 5. No brilho da faca 6. Classe dominante 7. Ele falava nisso todo dia 8. De Luzia, Ana e Maria 9. Irmão de fé 10. Veleiro 11. Próton, eléctron, neutron 12. Litoral 13. A charrete (IV Festival da Record) 14. Diana pastora (& Marilia Medalha)
1970 Som Imaginário 1. Morse 2. Super-God 3. Tema dos Deuses 4. Make believe waltz 5. Pantera 6. Sábado 7. Nepal 8. Feira moderna 9. Hey man 10. Poison
1972 Passado Presente Futuro – Com Sá, Rodrix & Guarabyra 1. Zepelim 2. Ama teu vizinho 3. Juriti Butterfly 4. Me faça um favor 5. Boa noite 6. Hoje ainda é dia de rock 7. Primeira canção da estrada 8. Cumpadre meu 9. Crianças perdidas 10. Azular 11. Ouvi contar 12. Coda: Cigarro de palha
1973 1º Acto 1. Casca de caracol 2. Coisas pequenas 3. Eu não quero 4. Essas coisas acontecem sempre 5. Receita de bolo 6. Cadillac 52 7. Eu preciso de você pra me ligar 8. Xamêgo da nega 9. Quando você ficar velho 10. IIº acto 11. O espigão
Abaixar 1973 Joy e Numa Boa – Com Sá, Rodrix & Guarabyra
1. Só tem amor quem tem amor pra dar 2. Casa no campo
1973 Terra – Com Sá, Rodrix e Guarabyra 1. Os anos 60 2. Desenhos no jornal 3. Meste Jonas 4. Blue Riviera 5. Adiante 6. Pindurado no vapor 7. O pó da estrada 8. O brilho das pedras 9. Até mais ver
1974 Quem Sabe Sabe Quem Não Sabe Não Precisa Saber (& A Agência de Mágicos)
1. Quem sabe sabe quem não sabe não precisa saber 2. Muito triste 3. Compota de cereja 4.Roupa prateada 5. A volta do filho pródigo 6. Muro da vergonha 7. Circuito universitário 8. Noite de sábado 9. Um rock pras futuras gerações 10. Cadeira vazia nº 2 11. Os bons velhos tempos (Estão de volta outra vez) 12. Não perca o final 13. A roupa nova do rei
1975 Rock Horror Show (Trilha Sonora) 1. Science fiction (Com Lucélia Santos) 2. O anel de noivado (Com Wolf Maia & Diana Strella) 3. Luz na casa de Frankstein (Com Diana Strella, Wolf Maia & Kao Rossman) 4. A espada da morte (Com Acácio Gonçalves & Nildo Parente) 5. Eu te faço ser homem (Com Eduardo Conde) 6. Nostalgia rock'n'roll (Com Zé Rodrix) 7. Me toque, me toque, toque, toque (Com Diana Strella) 8. É só me chamar, tudo bem (Com Wolf Maia & Diana Strella) 9. Eu vou partir (Com Eduardo Conde) 10. Só o amor interessa (Com Wolf Maia, Diana Strella & Nildo Parente)
1976 O Esquadrão da Morte (Trilha Sonora) 1. Esquadrão da morte 2. Um homem é um homem é um homem 3. Chorinho pro tio 4. Tema de amor 5. Bolero de Mangaratiba 6. Motoqueiros 7. Mundo! 8. Assalto 9. Esconderijo 10. Rhumba
1976 Soy Latino Americano 1. Soy latino americano 2. Boa viagem 3. É impossível parar de dançar 4. Donde estará mi vida 5. Chamada geral 6. Exército da salvação 7. Eu vou comprar esse disco 8. Ilha deserta 9. Hmmm! (Mas que noite) 10. Eu não sei falar de amor
1977 Quando Será? 1. Quando será? 2. Eu não fui bandido o tempo todo 3. Arca de Noé 4. Devolve meus LP's 5. Guantanamera 6. Casamento 7. O dono da verdade 8. Animais 9. Foi você quem nos apresentou 10. Baila salsa 11. Água que não vais beber 12. Se o cantor calar
1979 Hora Extra 1. Hora extra 2. Te conheço, tubarão 3. Pela primeira vez 4. A gente pode voar 5. Lamento escravo 6. Tomando chá 7. Lili 8. Vem o hômi 9. Adeus, amigo 10. Cabeça de fora 11. Onde está você? 12. O jornal falou
1983 Band-Age (& Miguel Paiva) 1. Abertura 2. Companheiros/Bum bum 3. Ave Maria/O Caos e as trevas 4. Somos iguais 5. Festa 6. Berceuse 7. Transas 8. Borboletas amarelas 9. Um tempo, uma razão, um Lugar 10. Vestibular 11. Passo a passo 12. Vestibular/ Passo a passo/ Algo em nós 13. Algo em Nós
1983 Saqueando a Cidade – Com Joelho de Porco 1. Repórter Esso 2. Vai fundo 3. Apache 4. Funiculi Funiculá 5. Noites de Moscou 6. Homem do imposto de renda 7. Diana 8. Mardito fiapo de manga 9. Bom dia São Paulo 10. Bonanza 11. Pé na senzala 12. Vigilante rodoviário 13. Bom dia São Paulo Nº2 14. Rock do relógio 15. Sons de carrilhões 16. Funiculi Funiculá (Play back) 17. Ue o Muite Arukou 18. Telmo Martírio 19. Conjunto de beira de piscina de filme italiano 20. African beat 21. Dia de ação de graças 22. Um trem passou por aqui 23. Hora de dormir 24. A última voz do Brasil
1988 18 Anos sem Sucesso – Com Joelho de Porco 1. 18 anos sem sucesso 2. Mariquinha Maricota 3. Fliper 4. O homem que eu amo 5. Mamãe mamãe 6. Rebelião no Carandiru 7. Enquanto você pisa em mim 8. Se eu me apaixonar 9. B 10. No céu não tem cerveja 11. Noiva de branco 12. Twist 13. Boeing 723897
2002 Outra Vez na Estrada – Com Sá, Rodrix & Guarabyra 1. Outra vez na estrada 2. Primeira canção da estrada/ O pó da estrada 3. No tempo dos nossos sonhos (Nova era) 4. Roque Santeiro 5. Casa no campo/ Caçador de mim/Espanhola 6. Cumpadre meu 7. Dona 8. Aqui se faz, aqui se paga 9. Ribeirão 10. Me faça um favor 11. Azular 12. Jesus numa moto 13. Hoje ainda é dia de rock 14. Mestre Jonas 15. Sobradinho 16. Criador e criatura
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