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domingo, 8 de novembro de 2015

O TOQUE GROSSO DE LINIKER TE TRANSPASSANDO

Cantor paulista emerge na cena musical com personalidade e apresenta o legítimo balanço do samba-rock.



Liniker Barros despontou no cenário musical como uma voz em um milhão – através dos videos gravados em 2013 onde ele aparece cantando em parceria com Lara de Oliveira em 'Crazy for you' de Adele, Murilo Moretti com '93 million miles' de Jason Mraz e cantando solo em '93 million miles' de Alicia Keys – há também o clipe para a canção 'Pra ela', que parece ter sido o marco na trajetória do cantor.

Pois foi após essa canção autoral que nasceu o projeto onde Liniker incorporou de verdade o personagem protagonista de suas próprias canções. Surgia assim o Liniker arrasador que gravou o recente EP 'Cru' – de forma colaborativa, com grandes profissionais do cenário de Araraquara, no interior do estado de São Paulo.

E assim.... A olhos vistos... Liniker maturou a figura arrasadora que se apresentou “mitando” e “lacrando” o cenário musical brasileiro com todo o suíngue malemolente que emana das canções 'Louise du Brésil', 'Caeu' e 'Zero' – ouça também a versão acústica - todas presentes no EP 'Cru'.

Liniker cantou, mas quem tocou foi Willian Zaharanszki na guitarra, Márcio Bortoloti no trompete e trombone, Paulo Costa no baixo, Rafael Barone no baixo e guitarra, Guilherme Cardoso na bateria e nos backing vocals Barbara Rosa, Ekena Monteiro e Renata Santos. Já quem fez produção e captação dos vídeos foi Leila Penteado, Nivaldo Dakuzaku, Paulo Delfini e Breno Rodrigues de Paula – com captação do áudio e edição de André Guines, da gravadora GomaInc SP.

Mas como bem diz na entrada do site – podemos esperar um novo álbum para um futuro próximo, mas com esse delicioso aperitivo – segue uma conversa com o próprio Liniker....



Como foi o seu começo na música?
Eu comecei por uma grande influência familiar. Os meus tios são músicos, e sempre tocavam samba em casa. Eu acordava e já estava rolando a cantoria, então isso me deu um gás pra querer trabalhar com música. Minha mãe me apresentou todos os clássicos da black music que ela curtia e o samba rock, que é uma paixão dela, e agora minha, e eu fui sentindo o quanto essas referências me instigavam e faziam sentido pra mim. Então não teve como fugir, a música me pegou de jeito e está sendo muito generosa comigo. A primeira vez que eu cantei, eu estava na sexta série, e ter cantado ali, me levou para um outro lugar. Era amor mesmo.

Você se apresentava como Liniker Barros e em um dado momento deixou o Barros de lado e passou a assinar apenas Liniker.... Porque deu-se essa mudança?
Eu não deixei o Barros (risos), Liniker sempre esteve ai. Mas agora, com o passar dos anos e das experiências, eu percebo que ele chega mais evidente e à vontade. Eu venho me permitindo desconstruir e construir o tempo, então é como se agora eu entendesse coisas em mim e no meu trabalho, que eu não tinha dimensão ainda, por uma questão de maturidade. Tem muita coisa pra ser revista e experimentada, mas acho que à partir do momento que eu me permiti ser quem eu queria ser, o meu trabalho ganhou uma outra potência. Eu estou vestido daquele jeito no vídeo, porque é como eu sou e me sinto tranquilo no meu dia-a-dia. Eu precisava ser inteiro para o meu trabalho chegar como eu acredito, nas pessoas. Meu nome também vem por influência de um tio. Ele gostava de um jogador de futebol inglês, e queria que minha mãe colocasse o nome dele em mim. Acho que com isso, ele gostaria que eu fosse jogador também, mas a música me pegou de jeito e cá estou eu (risos).

De onde surgiram essas canções?
Eu comecei a compor com 16 anos, e gostava de escrever sobre tudo, principalmente sobre os meus amores (muitas vezes platônicos) e sobre essas várias formas de amor que a gente sempre vive, e não tem como escapar. Eu sempre fui de escrever cartas pras pessoas, mas nunca entregava. Então encontrei na música uma liberdade pra expressar o que eu sentia, e ainda assim, usar isso como meu trabalho. Acredito ser a forma mais natural de mostrar quem eu sou e o que eu sinto.

Quais foram tuas principais influências? O que você anda ouvindo no iphone? Ipod, player etc.
Eu sou tarado em todas as coletâneas da Etta James, amo a Nina Simone, o 'Clube do Balanço', a Aretha Franklin, Bebeto, Cartola, Caetano, Gal Costa, Gilberto Gil. Eu gosto muito da nossa música, ouço muita música de raiz africana também. Ultimamente eu tenho ouvido os àlbuns do 'Aláfia', o 'EP' bafo da Tássia Reis , a linda da Dona Onete, o 'Dancê' da Tulipa Ruiz.

O quanto do ator existe no cantor? Ou é vice-versa?
Eu acho que os dois tem caminhado muito juntos. Ser musico me ajuda na sensibilidade para criar enquanto ator, e ser ator me ajuda a entender o que eu estou passando enquanto intérprete. Eu não tenho diferenciado mais. Tenho aceitado que as duas coisas juntas são ótimas e tenho seguido assim.

Essa é a banda que vai atuar ao vivo?
Sim! Essa é a banda que estará nos shows ao vivo. Quem assume a bateria do projeto nessa nova fase de circulação, é Péricles Zuanon, músico araraquarense também. O nome da banda é 'Caramelow's'. Vai ser um groovão ao vivo e a cores. Liniker e os 'Caramelow's' botando esse “Brésil” pra swingar gostoso (risos).

Quanto aos downloads gratuitos?
Eu acho que disponibilizar o download gratuito é importante para a nossa circulação e aproximação com o público. Torna o nosso trabalho mais acessível e direto, e chega mais fácil nas pessoas que irão nos ouvir.
Obrigadx!




2015 Cru EP

1. Zero
2. Louise du Brésil
3. Cae

Um comentário:

Edson d'Aquino disse...

CHAPEI!!!!
Valeu, Brunão!
[]ões