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sábado, 30 de janeiro de 2016

NU UNIVERSO NU UNIVERSO NU UNIVERSO NU UNIVERSO NU

Projeto 'NU' reúne Ligiana Costa e Edson Secco apresentando um eletrônico barroco com influências diversas.



Oi Ligiana, (Oi Edson...)
Ouvi o disco todo e achei um climão soturno pesadão – não sei se foi os vocais sobrepostos ou a base eletrônica.... bem diferente do usual e tradicional – Amei as referências das influencias que vão desde os “standarts” clássicos e ao som industrial.

'Kanazawa é épica' – Ô coisa marlinda! 'Rooftop' tem ecos de Bjork.... 'Bergére' também... Governador Valadares' é puro videogame.... 'Lilith' cria quase um mantra espacial.... 'Laniakea' tem um climão poderoso de ficção científica....

Me pareceu que o som nasceu como se brotasse de algum lugar....

Ligiana: Sua impressão foi certeira! As coisas nasceram juntas mesmo, muitas vezes inclusive a composição acontecia no próprio estúdio, gravando, compondo, arranjando... Tudo bem misturado e sem um método a seguir. Em outros casos como 'Lilith' ou a 'Toxic' a música já existia e daí começávamos já pelo arranjo. Mas confesso que a cara do 'NU' é criar tudo junto, flui muito bem!

Edson: Foi assim mesmo! A gente se encontrava frequentemente no estúdio e desde o primeiro encontro coisas iam surgindo. Foi um processo bem orgânico. As vezes trabalhávamos a partir de uma base, uma melodia, um estimulo visual, e as musicas aconteciam. Num primeiro encontro a 'Rooftop' surgiu praticamente inteira, depois iamos lapidando. O timbre e a textura das musicas era muito importante, então trabalhávamos bastante nisso até encontrar o caminho de cada uma. Foi um processo em que produção, arranjo, mixagem iam acontecendo juntos pra dar a cara de cada uma já desde o inicio.

Existe um fio condutor do álbum?

L: “O que está em cima é como o que está embaixo”... Falamos das galáxias, de observar o desconhecido, de imaginar nosso lugar na vastidão do todo, mas também falamos de política, das lutas sociais, das injustiças. Eu vejo o 'NU' meio como um “zoom out” para voltar para dentro com mais força questionadora. Do ponto de vista poético e estético acho que é isso.

E: A vastidão do Universo! :) Um olhar de fora pra dentro pra se perceber nesse espaço-oceano-tempo. Contemplar o céu, as galáxias de fora e de dentro.

Como são as apresentações ao vivo? 

L: A gente tem feito muitas já, na verdade começamos a fazer shows antes de terminar o disco. Temos feito de tudo, palcos enormes e palcos minimais... Em breve teremos uma surpresa visual que acho que vai dar ao nosso show ainda mais este caráter cinemático. Alguns trechos de shows podem ser vistos no nosso canal de youtube!

E: Temos feito shows já há algum tempo, antes mesmo do disco ficar pronto, e temos encontrado o tom desse ao vivo cada vez mais cênico. Estamos agora trabalhando pesado na criação visual, que vai ficar incrível. Surpresa pra muito breve!

Pode enumerar algumas influências menos óbvias?

L: As menos óbvias talvez sejam os mundos sonoros frequentados por mim e por Edson... Eu, particularmente, me dediquei e me dedico também à música antiga, em especial do século XVII – atualmente sou pós doutoranda na USP neste assunto. Então ouço, faço e viajo em ondas muito amplas, de Machaut a Arrigo Barnabé, de Monteverdi a Moacir Santos. Acho que de algum modo essa abertura se reflete no que fazemos, por exemplo: em vários momentos nos inspiramos em toques do candomblé para pensar em nossos beats. De forma bem literal essa ligação com outros tempos acontece na 'Bergére', que é uma “air de cour” do século XVII relida pelo 'NU'.

E: Pois é! As influências são muitas mesmo, numa paleta que vai de Stockhausen a 'Nine Inch Nails', passando por 'Sigur Rós' e pelos toques do candomblé, além de uma pitada cinemática.

A ideia era que o disco fosse tão industrial?

E: Não pensamos muito na estética final do disco. Ele foi acontecendo no processo e as descobertas sonoras encaminharam a gente pra esse resultado. Acho interessante que vc perceba ele industrial. Eu acho que ele tem “ecos” industriais em alguns momentos, assim como ecoam outras sonoridades também. Vejo cada música como uma história sonora-imagética que passa por diferentes paisagens, mundos e sensações.

L: A ideia não “era”, no sentido que não é um trabalho concebido pensando em seu fim. Eu gosto desta palavra “industrial”, não sei muito se nosso trabalho é “industrial”, mas acho interessante que te soe assim! A gente tem se auto nomeado “eletrônico barroco”, pela variedade de afetos, pelo desejo sonoro de introspecção e expansão.

2015 NU

1. Quem
2. Kanazawa
3. Praia Hotel
4. Governador Valadares
5. Laniakea
6. Toxic
7. Bergere
8. Rooftop
9. Lilith
10. MúsicaBomba

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