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domingo, 15 de agosto de 2010

O QUE É QUE A GUITARRA BAIANA TEM?

A guitarra baiana tem lambada, tem cumbia, tem merengue. Tem reggae e guitarrada e dub também. Tudo isso misturado com carnaval...

Robertinho Barreto criou o conceito de colocar a guitarra baiana em novos contextos. Roberto sempre sentiu a necessidade de misturar tendências, como no caso de sua banda os ‘Lampirônicos’ e agora com o ‘BaianaSystem’.

Esse é o tipo de música que bota pra ferver o carnaval da Bahia, com toda essa malemolência e suingue. O disco tem os ritmos descritos no primeiro parágrafo, e tudo muito bem misturado, para o caldo desembocar ladeira abaixo. Esse é o futuro do carnaval... Esse é o futuro da guitarra baiana...

O que é o BaianaSystem?

O ‘BaianaSystem’ não é necessariamente uma banda. Não tem esse formato. Apesar de que os músicos que estão envolvidos são fundamentais na construção do som e são fixos do projeto. Mas penso no ‘BaianaSystem’ como um projeto musical que tem a guitarra baiana como ponto de partida, e pode ter várias vertentes além da banda em si. Outras coisas que estou produzindo como trilhas e trechos para a produção visual, são entendidos como ‘BaianaSystem’ tb. As vezes posso fazer um show com Chico Corrêa e Russo Passapusso por exemplo, mas o conteúdo é Baiana sacou? rsrsrs.

Como surgiu o BaianaSystem?

O ‘BaianaSystem’ surgiu da necessidade de colocar a guitarra baiana em outros contextos, e trazer ela pra uma linguagem mais atual, com repertório inédito e que dialogue com outros estilos musicais, sem ficar presa a um mesmo universo, tanto de sonoridade quanto de repertório. Eu já vinha utilizando a guitarra baiana em outros trabalhos, como o ‘Lampirônicos’ (banda da qual sou um dos fundadores), como músico no trabalho de Ramiro Musotto e em projetos especiais como um show de música indiana. Nesse tempo veio naturalmente surgindo um repertório inédito a partir da guitarra baiana, e que foi tomando corpo e com a colaboração direta das pessoas que hoje fazem parte do projeto (inclusive a parte visual), fomos achando o caminho do ‘BaianaSystem’.

Como você definiria o som do Baiana System? – porque tem música que é uma guitarrada baiana... mas ao mesmo tempo tem dub, merengue etc.

Pois é isso mesmo. rsrsrsrs. Não sei bem como definir, mas tem tudo isso mesmo. Apesar de eu falar neste novo contexto para a guitarra, o carnaval é uma influência e referência muito grande. O carnaval, as festas de largo e o trio elétrico como linguagem, e nesse contexto sempre teve de tudo, merengue, reggae, guitarrada, blocos afro, percussão etc. Talvez a referência menos presente nisso seja mesmo o DUB e as timbragens mais vintage.

O disco foi feito com um monte de participações... Quais foram?

Bom além de músicos bem variados como Kabo Duca (percussão) Tony Duarte e Betinho Macedo (baixo), André Luiz Oliveira (Sitar) e Chico Corrêa, que produziu uma das faixas e gravou em outras, teve participações de artistas que acho tem muito a ver com o universo popular e a linguagem de rua vamos dizer assim.

Teve Roberto Mendes, Gerônimo, Lucas Santtana (que é tb autor de uma das faixas e participa de outra como "locutor de trio" rsrs) e de B Negão, que além do disco vem participando com o ‘Baiana’ de vários shows, e se tornou um grande parceiro mesmo. Musical e espiritual.

Além claro da base do ‘Baiana’ que é Russo Passapusso nos vocais e Marcelo Sêco, baixista, que tb é produtor do disco junto comigo e Andre T, grande músico e produtor daqui de Salvador.

Tem uma música no disco, chamada ‘Da calçada pro Lobato’, que é dedicada ao Pio Lobato. Tem alguma coisa a ver com o ‘Recado pro Lúcio Maia’ do Lobato? Ou com a resposta do Lucas Santtana em ‘Recado pro Lobato’? - Já existe uma resposta do Lúcio Maia, ‘Recado pro Lobato, extensivo ao Lucas Santtana’).

Mais ou menos... Na verdade quando soube da música do Lucas para o Lobato, eu já tinha feito essa pensando no Pio - sem o nome lógico de ‘Recado...’. Eu e Pio tínhamos tocado juntos e feito um workshop de guitarra baiana e guitarrada e começamos um projeto chamado ‘Trio Fuleráge’ , com Patrick Torquato. Ficou só no projeto por enquanto... rsrsrsrs. Fizemos algumas músicas, trocamos bases e idéias, mas não se concretizou ainda... Pio tb tinha feito uma participação no último disco dos ‘Lampirônicos’, uma vinheta, eu e ele tocando... Mas eu achava que tinha de fazer uma guitarrada de guitarra baiana pra fechar isso, e saiu essa. Que eu tb brinquei com esse lance do Pio piuuu do trem... E Calçada é um bairro aqui em Salvador, onde tem uma estação de trem, que passa pelo Lobato, outro bairro do subúrbio ferroviário... rsrsrsrs.

Pra vocês, sendo banda independente, como fica essa questão de free-downloads?

Não vejo problema nisso mesmo. A prática tem sido assim com todos. Ninguém deixa de comprar um disco que gostou porque já baixou. Serve mesmo como uma divulgação, e quem gosta corre atrás pra comprar, ou em shows ou na internet mesmo. Ainda mais quando o CD físico tem algum diferencial, como uma produção visual bacana, que traduza tb o que se quer dizer com a música. No caso do ‘Baiana’, a concepção visual feita por Filipe Cartaxo, é muito importante para o projeto como um todo. Não só no CD, como as coisas que vão para o show e a nossa comunicação. Então acho que quem curte quer ter um, e quem não quiser e baixar pra ter acesso e conhecer, é válido tb. Acho que é um ciclo mesmo, e o resultado é que muita gente conhece o som antes de ir pros shows, o que é legal pra todo mundo.

E quais são os planos pro BaianaSystem?

Tocar mais e mais pra amadurecer o que se tem na cabeça. Acho que ainda estamos no início do que podemos render com essa linguagem, e com o instrumento em si também.

2010 BaianaSystem

1. Nesse mundo
2. Oxe, como era doce
3. Barra avenida
4. Amerikha expressa
5. Da calçada pro Lobato
6.- Bembadub
7. Jah jah revolta
8. Systemafobica
9. Vinheta baiana
10. Frevofoguete
11. O carnaval quem é que faz?
12. Jah jah revolta (aDUBada)
13. Frevofoguete (aDUBada)

Abaixar

4 comentários:

Edson d'Aquino disse...

Tem tudo de bão, Brunão! Sou um apaixonado pelo instrumento. Tanto que meu cavaquinho, meu primeiro instrumento ainda aos 6 anos embora tivesse pedido ao meu pai uma guitarra de Natal, em 80 virou uma guitarra baiana Les Paul Model (aproveitei só o braço e apliquei 2 captadores Sound bem ruinzinhos a um corpo todo construido por mim) para um trabalho de Of. de Madeira II da facul de Des. Indl.. O problema é que a bichinha era ruim de afinar bagarai e acabou por virar enfeite na parede do meu quarto, hehehe.
Baixando djá!
[]ões

Eu Ovo disse...

não vai se arrepender EdSom.
abs

luxorissa disse...

porra!!! eu tava procurando essa lôkura como dis minha mãe para baixar,depois que vi b negão cantando em cima do trio junto com os caras pirei.
baixando now!

Mundo, mundinho, mundano disse...

n tá mais disponível........