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domingo, 18 de março de 2012

VOCÊ NÃO ERA KITSCH? ...POP? ...OU CULT?



Não sei dizer ao certo, se o disco do Felipe Cordeiro é pop, kitsch ou cult. Talvez seja as três coisas ao mesmo tempo.

É kitsch na forma como apresenta temas que parecem ter saído de um filme de Almodovar. O pop vem do jeito em que ele mistura a cumbia, merengue, carimbo, guitarrada e tecnobrega com letras populares e ritmos dançantes, que fariam dançar até um defunto. Enfim cult na forma como o disco emprega modernidade aos arranjos.

O disco abre com a seminal ‘Legal e ilegal’, que deixa impossível não curtir de imediato o som do cara. Quando ele explica o que combina com cada ritmo exemplificado na letra bem humorada, dedicada a Alípio Martins. Em ‘Lambada com farinha’, Felipe e Manoel Cordeiro misturam lambada, carimbo, guitarrada e surf-music com música clássica barroca.

‘Fanzine kitsch’ cita Nietzsche em um diálogo kitsch, sofisticado e distraído. ‘Café pequeno’ é uma mistura de reggae com merengue. ‘Conversa fora’ é um autêntico tecnobrega, electromelody ou qualquer desses rótulos para explicar essa nova onda paraense.

O carimbó ‘Fogo morena’ mistura esse ritmo com a sonoridade pop brasileira do início dos anos 80. ‘Fim de festa’ é uma guitarrada instrumental composta por Manoel Cordeiro, produtor de Belém e pai do cantor.

Felipe Cordeiro parece estar antenado com o cenário atual e permeia o disco ‘Kitsch Pop Cult’ com impecável bom gosto. O disco encerra com a bela ‘Historinha’.

2012 Kitsch Pop Cult

1. Legal e ilegal
2. Lambada com farinha
3. Fanzine kitsch
4. Café pequeno
5. Conversa fora
6. Dias quentes
7. Fogo morena
8. Fim de festa
9. Embaraço
10. Historinha

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3 comentários:

Luis disse...

Música clássica barroca? Me parece que veio de um videogame (www.youtube.com/watch?v=1QaGGSiA3yI), o que seria ainda mais inusitado.

Saulo disse...

MUITO bom cara!!

Você já ouviu o Rafael Castro?

Valeu!!!

Simone Silva Gomes disse...

Felipe Cordeiro mostrando a boa safra de música do Pará.
Só em dá orgulho esse menino!