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domingo, 11 de dezembro de 2011

THE AMPLEXOS SOUL SOUNDSYSTEM

O som do ‘Amplexos’ mudou. A banda seguiu um caminho incomum, saindo da zona de conforto e lançando um novo EP, com uma pegada diferente e inovadora.

Lembrando que o primeiro disco do ‘Amplexos’, de 2008, foi um grande sucesso na internet e figurou entre as primeiras colocações em várias votações na internet. Mesmo assim a banda parou de tocar as músicas deste disco e corajosamente investiu em um material mais recente, neste ‘Manifesta EP’.

O ‘Amplexos’ existe há três ou quatro anos, e nota-se a evolução instrumental dos integrantes, Guga na voz e guitarra, Leandro Vilela na guitarra, Flavio Polito no baixo, Martché nos teclados, Leandro Tolentino na percussão e Mestre André na bateria.

Neste EP, eles flertam com ritmos como dub, reggae e afrobeat. Conversei com Guga sobre este lançamento...

Como foi a gravação deste EP?
Gravamos em Volta Redonda, interior do Rio, com o Jorge Luiz Almeida. Depois, levamos as gravações todas pro Buguinha, que fez a mix, a masterização e os dubs!!!
A gente entregou uma parada que já tava pronta, mas tava crua... Tipo, se tu reparar, as músicas são bem longas, porque a gente foi tocando eternamente... Já pensando nas brincadeiras do Buguinha.

Amplexos - Leão (ao vivo) from amplexos on Vimeo.

Mas influenciou bastante o som de vocês, né? Porque está bem diferente do primeiro disco e do EP ‘A Atriz’...
Então, cara... Na verdade, o Buguinha não sabia nem o que era a parada... Hehehehe. A gente gravou por conta própria mesmo, com o Jorge dando aquela moral no estúdio (ele conseguiu fazer o que a gente queria, que era captar todo mundo tocando junto, ao vivão). Depois é que a gente foi caçar alguém pra fazer esse trabalho pós, e a gente já tinha as referências todas na cabeça de Lee Perry, King Tubby... Aí a escolha do Buguinha foi natural. Ele curtiu o que escutou, foi entrando na onda e acabou tendo bastante liberdade ali durante a mix...
Mas a sonoridade a gente foi desenvolvendo desde 2010, cara. É uma parada que a gente já vinha fazendo, um pouco às escondidas (por trás de ‘A Atriz’ e do nosso primeiro disco).
Foi uma busca mesmo, de encontrar o que batia na gente, o que tocava mesmo, de verdade... Espiritualmente e musicalmente.
E a música negra era o que a gente ouvia, era o que emocionava a gente, é o que emociona... Aí foi só lapidar essa parada, construir em cima daqueles sentimentos.

[Clique aqui para ver o registro do processo criativo da banda]




Quais são os planos para depois desse EP?
A idéia era lançar um disco cheio, que tá até pronto, com 10 faixas, mas resolvemos segurar um pouco porque o ano foi acabando (e fim de ano não é lá muito bom pra lançamentos de discos, exceto do Rei Roberto).
Mas como a gente já vinha divulgando e muita gente vinha "cobrando", pegamos três músicas desse disco e fizemos o EP.
Que é também um teste dessa sonoridade nova que você fala, com os fãs, com o pessoal que curtia a onda do primeirão, de ‘A Atriz’.

Então vai sair um disco cheio, todo produzido pelo Buguinha, né?
Sim, pro ano que vem!

Tem previsão?
O disco sai em fevereiro ou março - antes deve rolar um crowdfunding pra ajudar a gente com umas loucuras aí. A gente quer testar essa parada pra ver se dá certo mesmo! Hehehehehe.

O Manifesta foi independente total?
Yes... O disco todo, desde gravina, mix, master... A gente já vinha pagando com grana de caixa que a gente tinha, de show, de material que a gente vendia e de outros trampos também, é claro.
Porque somos músicos, mas não dá pra viver só de um trabalho... a gente tem vários outros projetos.
E aí sai uma grana aqui, outra ali, tem o trabalho em estúdio que alguns de nós fazemos...

Mas pra bancar esse EP, o que a gente fez foi um show por aqui.
Lançaram uma campanha no facebook (clique aqui para ver esse evento), pedindo pra que a gente voltasse a tocar as músicas do primeiro disco nos shows.

[amplexos] ensaio_5/11/11 FALSA_VALSA from amplexos on Vimeo.

Mas eu curti bastante essa nova sonoridade... Mas vocês não têm medo de alguns fãs não gostarem?
Medo não... Alguns já apareceram dizendo que não gostaram até, mas apareceu muito mais gente dizendo que curtiu demais, apareceu muita gente nova, que não conhecia a banda antes e que chegou por conta dessa sonoridade nova.
Quem vê a gente tocando sabe o que é, sente a parada.

Eu sempre achei referencias aos Mutantes no som de vocês - principalmente no primeiro disco...
A gente escutou Mutantes pra cacete mesmo!
Hehehehehehehe.
Ainda tem um pouco dessa onda, ontem mesmo eu tava escutando ‘Cantor de mambo’ aqui, chapaaaaaaaaando... Que guitarra!

Inclusive a versão de ‘A atriz’ no disco é bem mais “rockenrou” - eu curto bastante...
É, bem mais crua, bem mais direta.

Mas a versão do EP até indica - de certa forma - um caminho pro próximo disco... Não acha isso também?
Eu acho, cara. Ela tem um lance de encaixe, no arranjo, umas guitarras e orgãos com uma onda bastante ska/reggae em alguns momentos. Tem o lance de ela ser dançante (apesar de ser mais próxima de disco music, eu acho) e a onda psicodélica do final...
Mas é um caminho pra essa sonoridade, sim.

Tem uma parada que a gente lançou, há alguns meses, para os fãs. Uma versão DELUXE do primeiro disco, que tinha, além das duas versões de ‘A atriz’, uma versão de ‘Off the wall’ do Michael Jackson, que gravamos pra um tributo que ia sair (e que eu nem sei se saiu, de fato) só com artistas indies.

[Quem quiser pode ouvir essa faixa no player ao lado - ou baixar aqui.]

Essa gravação é de 2010 e é afrobeat total, já tem bastante do som de MANIFESTA, negão mesmo.



Falando em direitos autorais... Como vocês lidam com os free-downloads?
O lance do download grátis é uma parada que a gente acha natural, tem que ser assim. É o jeito de chegar até as pessoas mais facilmente, não tem muita escolha. O EP a gente não deve lançar em CD físico não, mas o álbum, que sai no ano que vem, com certeza, até em vinil, se tudo der certo!!!
No show, o cara que curte acaba ficando emocionado com aquilo, tocado, sangue quente, lágrima nos olhos... Esse cara compra o CD mesmo, isso é fato. Se tem a barraquinha com o CD ali, ele compra - a gente sabe por experiência.
Com o primeiro foi assim, acontece com a gente também, quando a gente vai em shows bacanas.
Mesmo com o disco completinho no HD, no iPod, ainda existe aquela coisa de comprar o material, dar aquela digerida...
E a Ana Costa também, fazendo um trabalho maravilhoso de projeto gráfico, isso tem que sair fisicamente, não tem jeito.

2011 Manifesta EP

1. O leão
2. Making love
3. Festa

Abaixar

Um comentário:

Anônimo disse...

o próximo é o "Ekundayo", se eu conheço bem esse blog...