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domingo, 9 de agosto de 2009

QUEM NÃO QUEBRAR A PEDRA TAMBÉM VAI ROLAR

Quebrapedra’ é uma banda formada por Leonora Weissmann na voz; Rafael Martini no Piano, voz e violão de 12 cordas; Pedro Maglioni no baixo elétrico e acústico; Edson Fernando na bateria, percussão, vibrafone e stell drums; e Mateus Oliveira também na Bateria, percussão, vibrafone e marimba.

Essa banda começou tocando versões de Tom Jobim e Milton Nascimento, no bares da vida de de Belo Horizonte. Portanto é muito natural que suas canções tenham forte influência desses dois compositores. Pois esse é o novo som de Minas Gerais – jovem e sinuoso – como os instrumentistas responsáveis pelas nuances e composições.

Com uma estréia segura e madura, o ‘Quebrapedra’ deixa a impressão que têm anos-luz de estrada (a banda começou em 2001). As letras e canções deixam a certeza de que há uma cena musical fervilhante na capital mineira. Pois foi com essa idéia que convidei o Rafael pra deixa o piano de lado e falar um pouco sobre a banda, o disco e tudo mais.

O Clube da Esquina é influência forte nas composições de vocês? Tom Jobim também?
Acredito que quando se compõe, geralmente é ativado um tipo de pensamento associativo que vai agregando tudo o que já foi ouvido, conscientemente ou não... Nesse sentido, mesmo um tipo de música que o compositor não inclui dentro de suas preferências pode estar atuando como influência na sua música. No caso do ‘Quebrapedra’, o Milton Nascimento (bem mais que o ‘Clube da Esquina’ como um todo) e o Tom Jobim exercem uma influência que se faz consciente, mas ao mesmo tempo essa influência vem de um modo inconsciente também, pois as músicas deles já têm uma marca muito profunda em nós e quase fazem parte da nossa constituição física! Mas acontece que o que mais nos influencia é a música do nosso tempo, feita agora em Belo Horizonte, São Paulo, Recife, São Luiz, Romênia, Canadá, EUA, Islândia etc etc etc. É ela que bate no ouvido e move uma vontade de devolver a inspiração, fazer uma outra música que dialoga com ela e leva a ‘conversa’ pra frente!

Quem é que compõe as músicas? E as letras?
A maioria das músicas são minhas com letra da nossa cantora, a Leonora Weissmann. Mas como sempre tivemos essa curtição de fazer versões de músicas de outros compositores, gostamos de manter isso fazendo arranjos para músicas de compositores daqui de BH, que são companheiros de cena e fortes influências na nossa maneira de compor também. No disco, além das composições próprias gravamos músicas do Kristoff Silva, do Makely Ka, do Antonio Loureiro, do Dudu Nicácio, do Felipe José e do Renato Motha, além de uma inserção de ‘Equilibrista’ do Egberto Gismonti, que fica ‘habitando’ o arranjo da música ‘Santo Forte’, que é do Kristoff e do Makely. Esses compositores pertencem a uma nova safra de cancionistas, muito prolífica de Belo Horizonte e que engloba muitas outras pessoas e tem chegado sempre gente nova pra fazer parte desse ‘coro’.

Sendo uma música sinuosa e quase instrumental... Como é a receptividade do público nos shows?
A receptividade é sempre muito boa! De vez em quando é engraçado ver que mesmo com melodias não muito convencionais, tem algumas músicas que grudam na cabeça, como se tivesse aquela melodia mais chiclete, sabe? Acho que a sinuosidade e a não-obviedade melódica nunca foi empecilho pra comunicação, vide o Milton Nascimento e a Bjork!

Vocês têm uma pegada de 'música clássica popular brasileira', o ‘Graveola’ também... Isso foi proposital? Quase como um movimento de bandas, com influências parecidas e idéias similares... É como o 'mangue-bit', só que de Minas?
Não é nada convencionado, com manifesto pregando preceitos estéticos e estilísticos, nada disso... Mas há com certeza uma convergência de cada vez mais pessoas compondo e compartilhando e trocando essas novas músicas e idéias. Acho que a maior ligação é a busca por novidade, o que é engraçado pois parece contrastar justamente com essa leitura que você faz da nossa ‘pegada’. O ‘Graveola’, assim como o ‘Quebrapedra’, tem influências muito diversificadas a ponto delas se amalgamarem numa música que fica fora da mira de um rótulo, pelo menos de um rótulo à maneira ‘midiática-mastigadinha’ que o jornalismo cultural tanto gosta. Há uma Minas Gerais que faz música agora, para o seu tempo e fruto dele. Acho que um manifesto de um movimento possível que sintetizaria esse novo anseio por uma música nova é o que o nosso compositor, letrista e escritor Makely Ka postou no ‘Overmundo’ e está gerando uma longa discussão sobre o assunto.

Existem outras bandas que poderiam integrar esse trem-mineiro? Como é a cena de BH? Existem muitos lugares para tocar na cidade? Muitas tribos, curtindo diferentes estilos de músicas?
Existem muitas bandas e artistas que estão mostrando a cara e desenvolvendo linguagens próprias e mais ou menos correspondentes: grupos e artistas da canção, da música instrumental, do rock... ‘Graveola e o Lixo Polifônico’ (para baixar o disco clique aqui), Kristoff Silva, ‘Transmissor’, ‘Pablo Castro, Mestre Jonas, Makely Ka, Pedro Morais, Antonio Loureiro, Alexandre Andrés, ‘Ramo’, ‘The Dead Lovers Twisted Heart’, ‘Misturada Orquestra’, Fernando Sodré, ‘Diapasão’, ‘Madeirame’, Mariana Nunes, Vitor Santana, ‘Prucututrá’, ‘Leopoldina’, e por aí vai... Temos eventos e espaços muito interessantes como o ‘Verão Arte Contemporânea’, os festivais de inverno, o ‘Projeto Música Independente’, mas o que mais vejo são os artistas produzindo e cavando seus próprios espaços, alugando teatro, tocando em bares... Mas sinto que o público de BH ainda faz parte da cultura do boteco (os que não tem música ao vivo) e a mídia ‘oficial’ ainda não se deu conta realmente da explosão que esses artistas estão promovendo contra a cultura do mais do mesmo, do ‘cover’, do voz e violão de barzinho, da música estritamente acessória.

Como vocês lidam com essa 'nova ordem mundial' de downloads gratuitos?
Acredito que esse seja o real canal de comunicação e disseminação de informação de hoje. O que há de realmente novo e verdadeiro tem muito mais chance de ser encontrado na rede do que nos meios tradicionais de comunicação (jornais, revistas, TV e rádios) onde a publicidade e a grana são o que importam. O download gratuito é a melhor estratégia de distribuição de discos que pode existir, pois ele faz com que o CD chegue em qualquer lugar do globo com acesso à internet e como o disco tem como principal função representar o artista, essa é a realização de seu objetivo primeiro. Outra coisa maravilhosa da disponibilização por download é que, uma vez que você joga no mundo uma coisa, você nunca imagina o que o mundo pode te devolver!

Você vê algum futuro para a indústria musical? Com venda de CDs, mp3 ou música de graça?
A indústria musical está fadada ao fracasso, a curto ou médio prazo... Já o mercado musical tem que começar a lidar com escalas menos industriais. A venda de CD`s há muito tempo não é bom negócio pra quase ninguém. A venda de mp3`s é um correlato que pode ainda se desenvolver, mas penso que é difícil se estabelecer, pois é muito difícil regular o comércio de algo intangível. Penso que, paradoxalmente ao avanço tecnológico e à mudança de paradigmas vertiginosa que vivemos, estamos tendendo a voltar a dar mais valor à música feita ‘in loco’ – ao vivo! Sinto que as pessoas que antes faziam parte da indústria musical, começam a se voltar para o crescente movimento das feiras, congressos e festivais que comercializam música ao vivo. É isso que sempre moveu qualquer músico – tocar!

Quais são os planos da banda? Digo, existem shows marcados, estratégias de lançamento, participação em feiras etc?
No momento não temos shows marcados, mas estamos trabalhando na estratégia de lançamento do disco na internet e fazendo contatos para shows em Minas e outros estados, ao lado de outros grupos daqui e de fora.

2008 Quebrapedra

1. Além mar
2. Abacate
3. Santo forte (Equilibrista)
4. A roda
5. Roda gigante
6. Nem ao menos uma flor
7. Breve
8. Samba no ponto
9. Em todo caso
10. Impagável
11. Presença
12. Firmamento

5 comentários:

Cândido disse...

uma das melhores coisas que escutei em 2008! leonora tem letras belissimas e os arranjos nem fala, banda muito foda! alias, ese som de mina mata um! kristoff silva, pedro morais, a linda da mariana nunes e foda do vitor santana...são tantas coisas legais...um dia vou em BH só pq eu gosto do som daí...hahahah
aprovado! baixem que é muito bom!

dugabowski disse...

Grande post!

palanca disse...

só tô postando agora, mais como uma dívida e até uma obrigação, para simplesmente dizer o quanto eu estou grato em poder ter ouvido e ouvido e curtido o som desta garotada.
Muito obrigado mesmo pela maravilha que vocês disponibilizaram para o mundo.
bjs no coração

Coodernador da 21ª Circunscrição do GOB-RJ disse...

este disco é de cabeceira só que perdir no PC. E o lin k tá quebrado. Tem dele aí? please!

valeu

palanca

sabina moon disse...

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