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domingo, 30 de novembro de 2008

ORIGINAL EDDIE STYLE

Olá, sou o Fábio da Banda Eddie e estamos com um novo CD pronto e divulgando nos blogs, se interessar postar no "ovo" o link para pega-lo é este:
Obrigado pela atenção!!!

Que bom Fábio,
já tinha visto o link do disco de vocês no orkut e no novo Som Barato.
Que bom (eu também quis dizer) que existem bandas como o Eddie que acreditam que a divulgação pela internet é a melhor estratégia de marketing.
Muito melhor que aparecer no 'Domingão'.
Que tal uma entrevista para o blogui?

Eu Ovo: Vocês lançaram duas músicas naquela coletânia 'Brasil Compacto'. 'Falta do sol' e 'Quando a maré encher'. Porque demoraram tanto tempo pra lançar o primeiro disco?

Fábio Trummer: O Brasil compacto foi nosso primeiro registro em CD, na época a ‘Rock it’, selo que lançou o CD não quis contratar a banda e dai fomos atrás de gravadora até que rolou a ‘Roadrunner’ com quem gravamos o ‘Sonic Mambo’, nosso primeiro trabalho lançado oficialmente, dois anos depois do ‘Brasil Compacto’ em 98.

EO: Porque vocês lançaram 'Falta do sol' apenas no disco 'Original Olinda Style', de 2003? Quase 10 anos depois...

FT: Quando gravamos o ‘Sonic Mambo’ não queríamos regravar as musicas do ‘Brasil Compacto’, no ‘Original Olinda Style’ gravamos ‘Falta de sol’ por ter muito haver com o assunto titulo do CD que era Olinda.

EO: Porque vocês demoraram mais ainda para gravar 'Quando a maré encher'?

FT: ‘Quando a maré encher’ nos gravamos no ‘Metropolitano’ pra aproveitar o gancho da mídia, por ter sido gravada por Cássia Eller e Nação Zumbi, e tem até banda de axé que canta essa música. Sabíamos que seria uma maneira que iriam usar pra mapear o que era o Eddie, como de fato aconteceu, 90% das matérias sobre o ‘Metropolitano’ falaram disto e ganhamos algum destaque em algumas publicações por conta do fato. Adoro a versão da Nação Zumbi. A nossa versão é igual a de quando compomos a musica lá pelos anos 94/93 época das demos que gravamos, foram duas K7s diferentes naqueles tempos.

EO: Suas canções ficam muito diferentes na voz de outros interpretes. Como é o caso de 'Quando a maré encher' e até 'Ontem eu sambei' na voz do Wado. O que você acha disso?

FT: Verdade. As nossas músicas ficam diferentes com outras pessoas, acho que é por que usamos um sistema de acordes e harmonias que não é convencional. Não seguimos algumas regras da música acadêmica e isso faz com que tenhamos uma sonoridade própria, difícil de fazer igual.
EO: Considerando que o período entre um disco e outro da banda diminuiu... Podemos esperar um novo disco do Eddie para 2010?

FT: Não sei bem o que vai acontecer com o Eddie, quais serão nossas agendas, quero dar atenção ao exterior novamente. Já que este ano paramos pra gravar, quero fazer um trabalho meu também e gravar um trabalho interpretando frevos com o Eddie, mas devemos ter coisas novas no máximo em 2010.

EO: Qual é a formação atual da banda? Porque a formação original já era, né?

FT: A formação atual é a seguinte; Rob e Kiko Meira, baixo e bateria (entraram na banda em 2000), Alexandre Urêa na percursão (2002), Andret no teclado e trompete (2004). A formação original da banda se desfez, pois éramos estudantes e algumas pessoas não assumiram a música como profissão e seguiram carreiras acadêmicas etc. Outros não tinham disciplina para o trabalho, outros desistiram de tocar os instrumentos que tocavam na banda, outros ainda por diferenças musicais, mas algumas são parceiras até hoje, como a Karina Buhr que canta no ‘Carnaval no Inferno’ e ‘Original Olinda Style’ e Erasto Vasconcelos, Roger Mam e Berna Vieira que produziram comigo parte do ‘Metropolitano’ e ‘Carnaval no Inferno’.

EO: Já entendi que vocês (Eddie) acreditam que a divulgação na internet (download gratuito) ajuda o artista, muito mais que atrapalha... Como você lida com isso? Acha importante essa movimentação de bloguis, torrents, p2p etc?

FT: Acho super importante, as pessoas só têm um ângulo de visão do “mercado da musica" que é através das gravadoras e que até ficam cegas pra ver a música que não faz parte desta indústria no Brasil e fora. Eu particularmente acho que a musica tem que andar por ai, e quanto mais maneiras de espalhar melhor. Enquanto a venda de CDs, que é importante pra gente, ela continua. Quanto mais gente conhece o nosso som, mais CDs e SMDs são vendidos.

EO: Porque lançaram o disco no final de 2008? Ao invés do início de 2009...

FT: O final de 2008 é início de verão e é a melhor época para trabalhar. Não vejo porque esperar se o trabalho está pronto. Do ponto de vista do desenvolvimento do grupo é um atraso de vida esperar com trabalho novo pronto nas mãos, e alem do mais, nossos lançamentos são a médio e longo prazo. Shows do lançamento acho que só depois do Carnaval.

EO: Como foi a produção desse disco? Quem participou do disco? Em que canções?

FT: Este foi o trabalho que mais me envolvi, e sempre estive a frente das gravações e gerenciamentos dos nossos CDs, mais este até na parte das composições foi mais solitário, tivemos algumas participações, Junio Barreto (‘Quase não sobra nada’), Erasto Vasconcelos (‘Metrodux’ e ‘O baile Betinha’), João Carlos (fez os violoncelos do CD), Curumim (bateria em ‘Bairro Novo’ e ‘Gafieira no Avenida’), Karina Buhr (‘Bairro Novo’, ‘O baile Betinha’, ‘Eu tô cansado dessa merda’). Mas a idéia era fazer com a banda mesmo, para preservar nossa energia ao vivo. Estamos numa boa fase com uma formação já há algum tempo tocando juntos. Fiz quase tudo, da parte burocrática, musical e financeira, gravamos tudo por nossa conta e sempre é bom saber de tudo que acontece pra musica chegar em formato CD nas lojas e nos ouvidos.

EO: ‘Carnaval no Inferno’? Não acha um nome muito forte e pessimista? Engraçado que há uma música no último disco do Nação Zumbi, onde o Du Peixe canta “Inferno” no refrão...

FT: Para um cristão pode parecer pessimista, o "inferno" do nome, mas ele é carregado de simbologia para o bem e para o mal. De certa forma algumas musicas do trabalho refletem uma realidade dura, outras sentimentos introspectivos, mas queríamos usar o contraditório, o “inferno” também pode ser entendido como na expressão "o show é infernal" ou "este samba é dos inferno".

EO: Quais são algumas influências que estão no disco novo?

FT: Academia da Berlinda, Beirut, Siba e Fuloresta do Samba, The Smiths, Canhoto da Paraiba e Cartola, Chavela Vargas, David Bowie... Estas são algumas coisas que andei ouvindo na época que estava gravando.

EO: Então é isso... Acho que ficamos todos satisfeitos com as respostas e também com o CD. Ouvi o disco com carinho e achei muito bom. Espero mesmo que o Eddie lance mais discos, com cada vez menos tempo entre um e outro.
Grande abraço.

FT: Falou. Espero fazer novos trabalhos o quanto antes. Obrigado por tudo. Estou por aqui, qualquer coisa, manda...
Abraço grande!!!

2008 Carnaval no Inferno

1. Bairro Novo/ Casa caiada
2. O baile Betinha
3. Quase não sobra nada
4. Carnaval no inferno
5. Metrodux
6. Nada de novo
7. Desequilibrio
8. Eu tô cansado dessa merda
9. Dessa vez foi demais

Abaixa aqui no Eu Ovo

1995 Brasil Compacto

1. Falta do sol
2. Quando a maré encher

Abaixa aqui no Eu Ovo

14 comentários:

Law disse...

muito boa a entrevista!!!

Law disse...

abção

*o disco é ótimo

Cristiano Nogueira disse...

Como sempre tudo muito legal aqui, né cara!
Mas eu sou suspeito! Fanzáço do Eu Ovo!

Crisin - Doremilson e Tocafundo

By: Moffy disse...

ola, aceita parceria?
caso lhe for de enteresse favor entre
em contato.

Carlos. disse...

tbm curti muito a entrevista. aliás bem legal sua página. volto outra hora para procurar e ler outras coisas.

T+

daporraIDÉIAS disse...

MAAASSAAAA VÉI! Just Filet! Cada vez melhor.

Amaro Baptista disse...

Parabéns pela entrevista. Há pouco tempo baixei o Original Olinda style e gostei muito da banda. Ótimo disco! Fico muito satisfeito pelo poscionamento da Eddie em relação à música na internet, pois acredito que quando o som é bom e bem feito, não há limites e só faz bem espalhar tudo a todos. Fico muito feliz tb pelo lançamento do novo disco que já estou ansioso para conhecer. abraços e parabéns ao eu ovo e à bnda eddie

J disse...

Gostei muito do disco e da entrevista. Sou fanzaço da banda desde o Sonic Mambo. Valeu!!!

ilkalina disse...

Dá-lhe, Eddie! É por essas e outras que EU OVO aqui. :)

J disse...

Seria possível nos presentear com a coletânea Brasil Compacto? Já procurei á exaustão e nada. Obrigado!!!!

Aquino disse...

Salve salve os amigos de Olinda!
o Eddie é uma banda muito foda!O Fábio sempre consegue recrutar uma galera bacana e fazer discos muito acima da média.O Carnaval do Inferno está impecável!
Espero vê-los em breve aqui em Aracaju!
Um forte abraço ao responsável pelo blog!Grande trabalho!
Aquino

Luís Juetê Dias disse...

EDDIE É A MELHOR BANDA DE PERNAMBUCO. FIZERAM SHOWS ANTOLOGICOS EM NATAL. ALGUEM SABE ONDE BAIXO O "SONIC MAMBO"???

Sergio disse...

Outubro de 2008, é? Passei batido por esse aqui, Bruno! Tou me redimindo agora. Fiquei afinzão de conhecer essa banda. Valeu!

Zé - CpQD disse...

E ae, curti o som " To cansada desta merda " na MTV, representaram, muito bom !