SALVE EUOVO!!!

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Para isso o blogui abre esta campanha de financiamento colaborativo que vai garantir a manutenção e quiçá sua transformação em site etc.

Sua contribuição vai ajudar a manter postagens semanais sobre os mais variados artistas com álbuns em download gratuito, dicas sobre discos a baixar, podcasts, novos lançamentos em streaming, retrospectivas e listas de melhores discos de cada ano – incluíndo listas de melhores álbuns dos anos passados como por exemplo 1964, 1999, 1986, 1971 entre outros anos.

Por isso o blogui encerra este período de hiato na esperança de alcançar o aporte financeiro necessário para dar continuação aos trabalhos por mais um ano.

Então para manter o blogui ativo... Siga o site vakinha e contribua neste processo.

Quando atingirmos a meta... Vamos dobrar a meta... E ai quem sabe? Venha um site... Uma radio on-line... Canal no youtube... E tudo mais... Valeu!!!

domingo, 30 de julho de 2006

ELOMAR DO SERTÃO

O Auto da Catingueira de Elomar é uma obra-prima. O disco em si é uma raridade, muito difícil de encontrar em lojas, mesmo sebos especializados. Pode-se encomendar o vinil junto com o cd, bem como uma embalagem especial com encarte recheado de letras e explicações sobre a obra, diretamente com o autor.

Elomar Figueira Mello é baiano de Vitória da Conquista, estudou arquitetura na cidade grande, mas voltou-se à cultura de seu povo e tornou-se cantador, tocador de viola e trovador. Hoje em dia vive ainda na roça criando bode e fazendo cercas.

Elomar tornou-se historiador de seu povo e sua crença. Passou a cantar a caatinga e o sertanejo. Compôs 11 óperas, 11 antífonas, quatro galopes estradeiros, um concerto de violão e orquestra, um concerto para piano e orquestra, um pequeno concerto para sax alto e piano, uma sinfonia, 12 peças para violão-solo e um cancioneiro de oitenta canções, a maioria já gravada. Dentre suas óperas esta o Auto da Catingueira.

O Auto da Catingueira é desenvolvida através de cinco cantos e uma abertura, onde se desenlaça um ‘resumo biográfico’ da personagem ‘Dassanta’, na ‘Bespa’. Daí Elomar explora um ‘resumo geográfico’ do ambiente no ‘1º Canto (Da Catingueira)’. No ‘2º Canto (Dos Labutos)’, Elomar explora o sertanejo que vive na caatinga. O 3º Canto (Das Visage e Das Latumia) foi dividido em duas partes, ‘Tirana da Pastora’ e ‘Recitativo’ de Dassanta. Com o ‘4º Canto (Dos Pedido)’, Elomar nos presenteia com o mais belo e lírico canto de todo auto. Para encerrar, Elomar apresenta o ‘5º Canto (Das Violas Da Morte)’.

O disco Auto da Catingueira foi gravado na sala da casa de Elomar, ‘Casa dos Carneiros da Fazenda Gameleira’, e contou com a participação de músicos como Jacques Morelembaum no violoncelo, Décio marques e Xangai no coral e o próprio Elomar na viola.

Sua discografia inclui os discos ‘Das Barrancas do Rio Gavião’ de 1973, ‘Na Quadrada das Águas Perdidas’ de 1979, ‘Parcelada Malunga’ em parceria com Arthur Moreira Lima de 1980, ‘Fantasia Leiga para um Rio Seco’ de 1981, ‘Cartas Catingueiras’, ‘Consertão’; com Heraldo do Monte, Arthur Moreira Lima e Paulo Moura; ambos de 1982, ‘Auto da Catingueira’ de 1984, ‘ Concerto Sertanez’ e ‘Sertania’ de 1985, ‘Dos Confins do Sertão’ de 1986, ‘Elomar em Concerto’ de 1990, ‘Árias Sertânicas’ de 1992 e os álbuns gravados em parceria com Xangai, Vital Farias e Geraldo Azevedo, da série ‘Cantoria’, o terceiro exemplar da mesma série foi lançado apenas com Elomar.

1984 Auto da Catingueira

1. Bespa (Abertura)
2. 1º Canto (Da Catingueira)
3. 2º Canto (Dos Labutos)
4. 3º Canto (Das Visage e Das Latumia) Tirana da Pastora
5. 3º Canto (Das Visage e Das Latumia) Recitativo
6. 4º Canto (Dos Pedido)
7. 5º Canto (Das Violas Da Morte)



A partir dos dezessete, já enveredava-se pelas novelas de cavalaria em leituras longas e sonhadoras. Bate-se frontalmente com a chamada arte contemporânea. Horror à dita cultura estatudinese da América do Norte, o que lhe traz à lembrança palavras de antigas profecias ‘sertanezas’, que sentenciaram: ‘que haverá de chegar um tempo de baixar os muros e levantar os munturos - vivemos o tempo do culto às nulidades. São os minimalismos que estão chegando....’, clama o compositor”.*

* Texto extraído do site do próprio Elomar

terça-feira, 25 de julho de 2006

MARMELADA DE BANANA

Este é o primeiro ano da série televisiva do Sítio do Pica-Pau Amarelo. A série teve sua primeira exibição pela rede Globo em 1977 e o disco foi lançado com narração dos personagens, Pedrinho, Narizinho, Dona Benta e Visconde Sabugosa.

Algumas músicas do disco foram utilizadas na nova versão do sítio em 2001, como Quindim, Rabicó e A Cuca te pega. As canções foram compostas e interpretadas por Dori Caymmi e Geraldo Cazé, e por Gilberto Gil no tema do sítio.


1977 Sítio do Pica-Pau Amarelo

1. Sítio do Pica-Pau Amarelo (Gilberto Gil)
2. Quindim (Dori Caymmi e Geraldo Cazé)
3. Jabuty (Dori Caymmi e Geraldo Cazé)
4. Rabicó (Dori Caymmi e Geraldo Cazé)
5. Os piratas do Capitão Gancho (Dori Caymmi e Wilson Mota)
6. Sítio do Pica-Pau Amarelo (Intrumental)
7. A Cuca te pega (Dori Caymmi e Geraldo Cazé)
8. Iara (Dori Caymmi)
9. Ta quente ta frio (Dori Caymmi e Ghiaroni)
10. Malazarte e Zé Carneiro (Canarinho e Brumatti)
11. Sítio do Pica-Pau Amarelo (Reprise)

quarta-feira, 19 de julho de 2006

ONDE É QUE VOCÊS PENSAM QUE VÃO? AHN! AHN...



Quando Raul Seixas apareceu cantando num programa infantil de televisão, muitos de seus fãs acreditaram que o cantor enfim havia se rendido ao “monstro sist”, ou sistema.

Porém quando convidado a compor a canção de abertura para o especial infantil “Plunct, Plact, Zum”, Raul vislumbrou a chance de inserir trechos de um texto anarquista de Pierre Joseph Proudhon, considerado o percussor do anarquismo moderno, morto em 1865. O texto de Proudhon é uma crítica a burocracia do estado moderno.

Na canção “Carimbador maluco”, Raul canta “Tem que se selado, registrado, carimbado, avaliado e rotulado se quiser voar, pra lua a taxa é alta, pro sol identidade, mas já pro seu foguete viajar pelo universo é preciso meu carimbo dando sim, sim, sim”.

O texto de Proudhon diz “(...) Ser governado é ser guardado à vista, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, identificado, doutrinado, aconselhado, controlado, avaliado, pesado, censurado, comandado... Ser governado é ser, a cada operação, a cada transação, a cada movimento, anotado, registrado, recenseado, tarifado, selado, tosado, avaliado, cotizado, patenteado, licenciado, autorizado, apostilado, administrado, impedido, reformado, endereçado, corrigido... ser posto à contribuição, exercido, extorquido, explorado, monopolizado, pressionado, mistificado, roubado; depois, ao menor resmungo, à primeira palavra de reclamação, reprimido, multado, enforcado, hospitalizado, espancado, desarmado, garroteado, aprisionado, fuzilado, metralhado, julgado, condenado, deportado, sacrificado, vendido, traído, e por cúmulo, jogado, ludibriado, ultrajado, desonrado (...)”.

Raul Seixas, que jamais havia aceitado o convite das emissoras em participar de especiais de televisão e programas de auditório, viu no especial “Plunct Plact Zum” a oportunidade de inserir uma crítica ao sistema com um forte teor anarquista. A música jamais teria passado pela censura se não fosse o especial. Ainda por cima, o público que a música atingiu foi bastante amplo, a contar pela audiência. Tanto as crianças, público alvo do especial, quanto os país, o governo, a emissora, todos gostaram e aprovaram a canção.

O álbum de Raul Seixas em que foi lançada a canção, “Carimbador maluco”, recebeu o Disco de Ouro, o segundo da carreira de Raul.

segunda-feira, 17 de julho de 2006

FÉ CEGA (FACA AMOLADA?)

Eric Clapton já era aclamado como Deus, a ver pela pichação no metrô londrino, "Clapton is God". Porém, sua primeira composição foi a instrumental Bernard Jenkins, ainda na época do Yardbirds, banda que integrou antes de ser músico na banda de John Mayall.

Após sair da banda de Mayall, os Bluesbreakers, Clapton se juntou com Ginger Baker, bateria, e Jack Bruce, baixo, e formou o power trio The Cream. A banda durou apenas dois anos, mas foram quatro discos em estúdio e dois ao vivo. Recentemente os três se reuniram para várias apresentações no Royal Albert Hall em Londres, e lançaram os shows em DVD e em CD.

Com o fim do The Cream, Clapton e Baker se uniram a Steve Winwood nos teclados e Rich Green no baixo e formaram a banda de um único disco, o Blind Faith. Se na época de The Cream, Clapton dividia as composições com Jack Bruce, foi no Blind Faith que Clapton compôs sua primeira canção sem nenhuma parceria. Esta canção foi Presence of The Lord.

Blind Faith 1969

1. Had to cry today
2. Can't find my way home
3. Well all right
4. Presence of the lord
5. Sea of joy
6. Do what you like

terça-feira, 11 de julho de 2006

WHICH ONE IS PINK?

Mesmo com a definição do dia de atualização deste blogui nas segundas-feiras, esta data não poderia passar em branco.
Syd Barret, um dos fundadores da banda Pink Floyd, faleceu há dois dias, de forma serena. Seu funeral será uma cerimônia familiar e particular.

Syd formou o Pink Floyd ao lado de Roger Waters, Rick Wright e Mick Mason. Lançaram um disco em 1967 intitulado “The piper at the gates of dawn”, gravado no estúdio 'B' do Abbey Road (só por curiosidade o estúdio 'A' era utilizado para as gravações do antológico “Sgt Peppers lonely hearts club band” dos Beatles).
No ano seguinte Syd começou a ter problemas com as drogas alucinógicas, as quais usava em abundância. Os problemas aumentaram devido suas tendências esquizofrênicas e amigo de Syd, David Gilmour, foi contratado para atuar como segundo guitarrista, enquanto o Syd se tornava uma figura ornamentária nos shows.

O segundo disco da banda, “Sacerfull of secrets” foi gravado com a formação de um quinteto, ainda com Syd Barret. No terceiro álbum, Syd se desligou da banda. Seus companheiros ainda produziram alguns álbuns solo, que foram lançados entre 69 e 70. Mas a partir daí, Syd se desligou completamente da música.

Em 1975, Syd apareceu nos estúdios onde o Pink Floyd gravava o disco “Wish you were here” em sua homenagem (a tradução do nome do disco era “gostaria que estivesse aqui”). O resto da banda quse não o reconheceu, por ele estar careca e gordo em decorrência a diabetes.
Esta foi a última vez que a banda se encontrou com Syd Barret. A canção “Shine on you crazy diamond” é uma explícita homenagem ao guitarrista Syd Barret. Era deste modo que a banda se referia ao seu membro fundador.

Syd Barret era cultuado por alguns adoradores da fase inicial do Pink Floyd. Alguns inclusive acreditavam que a banda havia perdido seu brilho com a saída do guitarrista, que deixou a liderança da banda para Roger Waters.

Syd Barret morreu aos 60 anos de complicações causadas pela diabete.

Para lembrar a importância de Syd Barret na música internacional, postamos algumas raridades do guitarrista (ainda com Pink Floyd), um versão que pode ter sido gravada com os Beatles (ou pode ser um boato/hoax), versões de Vegetable man, Scream thy last scream e Julia dream.

O disco do Pink Floyd em homenagem a Barret também esta presente nesta atualização, o famoso “Wish you were here” de 1975. Foram nestas gravações que os integrantes da banda viram pela ultima vez o antigo guitarrista e companheiro de banda.


Pink Floyd (Possibly) with The Beatles On April 15, 1967 (Very rare) - Mary Jane

Pink Floyd with Syd Barret (RARE) - Vegetable Man

Pink Floyd with Syd Barret (Rare) - Scream Thy Last Scream

Pink Floyd with Syd Barret - Julia Dream

http://d.turboupload.com/d/770994/Rarirades_Syd_Barret.rar.html



1975 – Wish you were here

1. Shine on you crazy diamond (Part I-V)
2. Welcome to the machine
3. Have a cigar
4. Wish you were here
5. Shine on you crazy diamond (Part VI-IX)

http://d.turboupload.com/d/771271/1975_Wish_You_Were_Here.rar.html

segunda-feira, 3 de julho de 2006

ARNALDO BAPTISTA EM PORTO ALEGRE

Arnaldo Baptista integrou os Mutantes ao lado de seu irmão Sergio Dias e sua futura esposa Rita Lee. O trio formou a banda mais revolucionária da história da música popular brasileira. Mais tarde Liminha e Dinho também integrariam a banda.

Arnaldo formava o par romântico com Rita Lee na banda e os dois foram casados, mas as loucuras dos anos 70 acabaram afastando o casal e a cantora da banda.

Após sua saída dos Mutantes, Arnaldo formou a banda Patrulha do Espaço, e lançou dois álbuns com essa banda. A banda era formada por John Flavin na guitarra, Olsvaldo Gennari no baixo e Ronaldo Castelo Branco na bateria, com Arnaldo comandando os teclados.

Arnaldo mergulhou fundo nas drogas lisérgicas, o que também o afastou da banda Patrulha do Espaço. A banda continuou lançando discos com nova formação sem Arnaldo, que continuou sua carreira até o ano de 82 quando se internou numa clínica psiquiátrica para se ver livre das drogas. Na virada do ano de 82 para 83 Arnaldo tentou fugir da clínica pela janela do quarto andar e quase morreu com a queda.

Após anos de recuperação, Arnaldo voltou a gravar um disco com produção de John Ulloa, vocalista e guitarrista da banda Pato Fu. Nesse período Arnaldo fez um show em Porto Alegre com produção do Kid Vinil e encantou os fãs.

Este show foi gravado e esta disponibilizado na internet, bem como neste blog. São seis canções com Arnaldo no teclado.


Arnaldo Ao Vivo em Porto Alegre

1. Não estou nem aí
2. Balada do louco
3. Ce ta pensando que eu sou Loki?
4. Everybody thinks I’m crazy
5. Nobody knows
6. Honky tonky

http://www.mediafire.com/?403wodmhbbo

sábado, 1 de julho de 2006

JARDS MACALÉ SO MORTO BURNING NIGHT

Jards Macalé foi considerado maldito, após sua estréia no 4º Festival Internacional da Canção, quando apresentou a música Gothan city e fazia uma apraiçãao histérica anunciando aos gritos, “Cuidado! Tem um morcego na porta principal! Cuidado! Há um abismo na porta principal!”.

Porém, Macalé não era completamente um estreante. Era Jards que tocava violão no espetáculo Opinião, onde estreou a jovem Maria Bethânia, na época substituta de Nara Leão. Ele também dirigiu musicalmente o show Recital na Noite Barroca de Bethânia em 1966. Em 1969, Macalé gravou pela RGE o compacto duplo Só Morto, com as músicas Soluços, O Crime, Só Morto e Sem Essa.

No final desse ano Macalé participou da gravação do disco de Gal Costa Fa-Tal. Também foi ele quem acompanhou Caetano Veloso ao violão nas gravações para o disco Transa.

Apenas em 1972 Macalé gravou seu primeiro disco solo. A canção Vapor barato eternizada por Gal Costa e revisitada por Zeca Baleiro e O Rappa foi composição de Jards Macalé em parceria com o finado poeta Wally Salomão.


Jards Macalé 1970 Compacto Duplo Só Morto Burning Night

1. Soluços
2. O crime
3. Só morto (Burning night)
4. Sem essa

http://d.turboupload.com/d/739889/Macal_1970_Compacto_Duplo.rar.html