3.14.2010

PAPAI AFROBEAT E SEUS SOPROS HIPNÓTICOS

Tony Allen é considerado o pai do afrobeat, que ao lado do carisma do Fela Kuti, integrou a banda ‘Africa 70’. Fela disse uma vez que “sem o Tony Allen jamais existiria o afrobeat”.

Pois o cara está ai, em plena atividade. No ano passado lançou dois discos – um em carreira solo (‘Secret Agent’) e outro em parceria com Jimi Tenor (‘Inspiration Information’). Além de, nos últimos anos, ter gravado com Charlote Gainsbourg, ‘The Good, The Bad & The Queen’ e com Ernest Ranglin.

O Hypnotic Brass Ensemble é uma banda dos Estados Unidos, formada por sete filhos do trompetista da famosa banda ‘Sun-Ra Arkestra’, Kelan Phil Cohran, e mais um agregado. São quatro trompetes, dois trombones, uma bateria e um sousafone (uma espécie de tuba para ser tocada em pé).

Cargo London é uma casa de shows em Londres, que abriga várias espécies de eventos. Pois é lá que ocorreu a premiação ‘Gilles Peterson’s Worldwide Awards’. O show da noite (em 2009) foi a parceria de Tony Allen com Hypnotic Brass Ensemble. Pois o evento é transmitido pela ‘Red Bull Music Academy’s Radio’ e já dá pra imaginar o que acontece com o áudio desse show...

Tony Allen & Hypnotic Brass Ensemble Live at Cargo London

1. Sankofa (Tony Allen & Hypnotic Brass Ensemble)
2. Marcus Garvey (Hypnotic Brass Ensemble & Tony Allen)
3. Too many prisoners (Tony Allen and Band)
4. Eparapo (Tony Allen & Hypnotic Brass Ensemble feat. TY)
5. Baliky bone (Hypnotic Brass Ensemble feat. TY)
6. Ise Nia (Tony Allen, Hypnotic Brass Ensemble & Baaba Maal)
7. Brass in Africa (Hypnotic Brass Ensemble)
8. War (Hypnotic Brass Ensemble)
9. Afro disco beat (Tony Allen & Hypnotic Brass Ensemble)
10. Gypsy (Tony Allen & Hypnotic Brass Ensemble)

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Em 2008 quem deu a honra nos palcos londrinos foram Mulato Astatke, o pai do ethio jazz, e a banda Heliocentrics. Esse show já havia sido postado aqui no blogui.

Mulato Astatke & The Heliocentrics Live at Cargo London

1. Yekermo sew
2. Gubulye
3. Yegelle tezeta
4. Mulatu
5. Kulumanqualeshi
6. Kaselefkut hulu
7. Ethio blues
8. Yekatit
9. Munaye
10. Netsanet

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3.07.2010

FOI ASSIM QUE KARINA BUHR MENTIU PRA VOCÊ TAMBÉM

Não se afobe, nem se desespere. Essa mentira é na verdade uma verdade ao avesso. No sentido da necessidade de encaixar o disco em algum gênero ou estilo...

‘Eu Menti pra Você’ não pode ser facilmente rotulado. Se você disser que tem música eletrônica. Eu concordo. Mas se também disser que é um disco bem orgânico... Fazer o que? Vou ter que concordar... Também.

Se você ouvir reggae, rock, uma ciranda com funk, maracatu ou ska,... Pode crer que é o disco da Karina Buhr. A poesia dela não bate de leve, “bate de com força mata”, como diria ‘Avião aeroporto’. A música ‘Nassíria e Najaf’ é quase uma canção de ninar com mensagem antibélica. ‘O pé’ usa doçura com perspicácia para descrever a teoria da gravidade como “a vontade do chão”.

‘Mira ira’ é um canção romântica e quase fofinha, mas que acerta em cheio qualquer que tenha sido o alvo... Sacou? Então é isso ai... #Não me segue que eu não sou novela. Em ‘Ciranda de incentivo’, Karina admite todas as dificuldades de conseguir verbas públicas (ou não) de incentivo à cultura nesse país – misturando ciranda com funk carioca.

O disco tem participações de Bruno Buarque na bateria e base MPC, Mau no baixo, Guizado no trompete, Dustan Gallas nos teclados e piano, Otávio Ortega nos teclados e bases eletrônicas, Marcelo Jeneci no acordeon e piano e Edgard Scandurra e Fernando Catatau nas guitarras. Além da participação da atriz alemã Juliane Elting e do percussionista cubano Pedro Bandera.

Karina Buhr entra na sala!

_ Queria avisar do show de lançamento do disco, que vai ser no dia 27 de março (sábado) em São Paulo, na Choperia do Sesc Pompéia, às 21h.

Quando é que você começou a gravar esse disco?
Abril de 2009. Parei um tempo por conta de agendas minha e dos músicos e também por que Bruno Buarque, o baterista, co-produtor (o disco foi produzido por mim, Bruno Buarque e Mau) e dono do estúdio Minduca (onde gravamos), quebrou a perna (em três partes, andando de skate...) e queria terminar de gravar com ele.

Nesse disco, 10 faixas foram gravadas no estúdio Minduca, de Bruno Buarque. 'Telekphonen' foi gravada no estúdio da Trama, pro programa '10 Horas no Estúdio'. 'O pé' e 'Plástico bolha foram gravadas ao vivo no Espaço Rio Verde. As vozes foram gravadas por Florência Saraiva no Totem e a mixagem também foi no Totem, por Kalil Alaia.

Porque esse titulo?
É o nome de uma música que acho bem importante no disco e é um título bem livre, que não bota limite nos temas do disco. Achei isso legal quando pensei no nome, um título que pra cada um pode significar uma coisa diferente. Nesse CD tem música romântica, outra fala de guerra, outra de ficar sem fazer nada... ‘Eu Menti pra Você’ sintetiza um monte de coisa, por que deixa a música e a poesia delas mais livres, como acho que devem ser.

E como é meu primeiro trabalho solo, achei importante deixar dúvidas, no melhor sentido que isso possa ter.

Qual é seu processo de composição? Letra ou musica primeiro?
Não tenho regra pra isso. Às vezes primeiro a letra, às vezes tudo junto, às vezes primeiro a música. Faço as músicas cantando e marcando o ritmo com um tambor ou batucando em qualquer canto. Às vezes uso a rabeca, piano ou teclado, mas não sei tocar de verdade nenhum dos três. Só uso pra fazer umas músicas e pensar nos arranjos.

Você prefere entrevista, por e-mail, telefone ou ao vivo? O que você acha da mídia brasileira?
O melhor seria se as entrevistas ao vivo, fossem pra passar em vídeo ou só o som mesmo e que quando fosse pra serem impressas, fosse por escrito.

Acho que essa é a principal questão. Por mais que o jornalista seja bem intencionado, o ato de pegar uma resposta que foi dada num contexto tal e colar ela no meio de um texto escrito depois, pode mudar o sentido do que foi dito. Isso se o jornalista for bem intencionado. Se ele for mal intencionado ou simplesmente irresponsável pode usar a mesma frase que foi dita de um jeito que ela pode passar a ter o sentido contrário.

Numa entrevista falada tudo é mais solto e pra quem, como eu, gosta de usar uma ironia aqui e outra ali, o perigo é grande. Sem falar que entonações diferentes pra uma mesma frase fazem tudo mudar de sentido, principalmente se tratando da língua portuguesa.

Agora uma coisa que não suporto é quando sai entre aspas coisa que eu não falei. E isso acontece muito, não só comigo. É praxe. Às vezes uma gírias que nunca usei e não uso, às vezes coisas mesmo que jamais falaria!

É uma irresponsabilidade muito grande colocar entre aspas uma frase que não foi dita por uma pessoa e atribuir a ela. Diria que é um crime. Falsidade ideológica imposta a outrem....

Por e-mail dá mais trabalho e às vezes perde-se um pouco a espontaneidade, mas pelo menos o que está ali é por que sempre esteve.

Ao vivo é massa! Adoro, “o problema são problemas demais se não correr atrás da maneira certa de solucionar”...já diria Chico Science.

Tem uma questão importante aí. É que eu não posso simplesmente chegar e dizer pra um jornalista que só dou entrevista por e-mail ou que, se for falada, tem que ser transmitida com som. Imagina! Aí ninguém vai mais me entrevistar e ainda vou pagar de fresca, a que só dá entrevista não sei como e não quero isso pra mim.

Prefiro então correr os riscos e confiar na pessoa que está entrevistando. Se não confio logo de cara não entro em detalhes dos assuntos, por que é aí que mora o perigo.
Se confio falo feito matraca...rs.

Sobre a mídia brasileira, acho que o problema dela é o mesmo de todas. O buraco é mais embaixo e essa pergunta sim, seria maravilhoso poder responder ao vivo, com palavras e expressões do rosto. Por escrito vai virar um tratado de Tordesilhas.

Free-downloads te incomodam?
Acho muito bom que tantas pessoas tenham acesso tão rapidamente a músicas recém lançadas. Eu baixo músicas sempre e quando acho massa a arte do disco compro também, por que gosto de ter, pra ler as letras, entender direitinho a ficha técnica e também por que acho importante o que se quis dizer com a arte do disco. Eu desenho e adoro essa parte visual também.

O lance do download free...acho massa baixar músicas de graça, como adoraria poder ter chocolates, uísque e viagens de graça. Só que o mundo não é assim...rs. Só é assim pra música. É aquela via de mão dupla que a gente ainda tá aprendendo na prática no que vai dar, pra ver onde se ganha e onde se perde mais. Falo aqui do lado do músico mesmo.

É incrível a divulgação que rola com downloads gratuitos e isso é uma coisa preciosa. Rola um alcance que num trabalho independente é impossível atingir de outra forma e isso é muito bom.

Por outro lado, trabalhar com música é uma coisa difícil no campo da grana. Por que também é fácil dizer que músico hoje em dia ganha dinheiro com show e não com venda de CDs. Ok, mas existe um problema muito sério aí que é a lei do oito ou 80. Normalmente se tem cachês bem baixos ou bem altos. As bandas e os artistas independentes, que tem um público grande mas nada comparado as grandes estrelas, ficam num abismo entre os pequenos e os grandes. As casas de shows, por exemplo, normalmente são bem pequenas ou super mega. O Brasil ainda precisa entender melhor e criar condições melhores de difusão da música independente e de bandas e artistas de “médio porte”. Quando uso esse termo feio “médio porte” não estou botando em jogo a qualidade artística e sim o tamanho do público.

Existem muitas iniciativas nesse sentido, mas ainda existem falhas muito grandes como por exemplo, iniciativas públicas e privadas tratarem essa relação como uma relação de favor. Esse pra mim é o problema maior. Por que não é uma relação de favor. Existem vários lados envolvidos, cada um com suas necessidades e é preciso trabalhar junto, mas não partindo do princípio de que toda banda ou artista que não é super famoso, tem que ser tratado mal, receber cachês ruins ou não receber cachês.

Muitas vezes se coloca no mesmo balaio bandas que acabaram de começar uma estrada e outras que fazem isso há muito tempo e trilharam um caminho forte, mesmo que longe da fama. Tudo bem que existe um mercado feroz e que trata como revelação artistas que a mídia acabou de descobrir. Mas é preciso não deixar de lado a realidade e agir como se a “fama” fosse o único fator de peso. Não dá pra dizer que o Cidadão Instigado e o Eddie, por exemplo, são “bandas novas” ou que tem público pequeno. É só tirar pelos últimos shows que as duas fizeram no carnaval de Recife. É preciso saber lidar com isso.

A situação dos artistas independentes é, o download é gratuito, ninguém ganha grana com venda de CDs e cachê é sempre um ponto problemático. E ainda assim existe uma cena fortíssima em todo Brasil.

É preciso urgentemente uma grande mudança. Existe um público imenso querendo ver e aplaudir, existem bandas e artistas incríveis em todas as cidades desse país, querendo pra tocar, pra ter seu trabalho reconhecido. E existe também um mercado saturado e viciado, que precisa se renovar. Ou seja, temos absolutamente tudo nas mãos e não conseguimos criar uma situação legal de existência e de convivência entre gêneros, porte de banda, porte de público.

2010 Eu Menti pra Você

1. Eu menti pra você
2. Vira pó
3. Avião aeroporto
4. Nassíria e Najaf
5. O pé
6. Ciranda do incentivo
7. Telekphonen
8. Mira ira
9. Soldat
10. Esperança cansa
11. Solo de água fervente
12. Bem vindas
13. Plástico bolha

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2.28.2010

MEU TEMPO É HOJE


Tem um samba moderno, que não parece samba, que tem um pé na África, mas também traz um cheiro de novidade. Esse samba é do Kiko Dinucci, que já tinha aportado por aqui com o ‘Bando AfroMacarrônico’ e com o ‘Duo Moviola’, em companhia de Douglas Germano.

Com o disco ‘Na Boca dos Outros’, Kiko Dinucci se acompanha de diversos interpretes, como Juçara Marçal, Fabiana Cozza, Alessandra Leão e Maurício Pereira, entre outros. A sonoridade do disco fica entre o jongo e a jangada, Arujá e Janaína, chantagem ou cachaça.

Dizem que a música do Kiko faz um resgate dos jongos, congadas e leva o samba de raiz para o formato dos multimeios. Enfim... É o samba multimídia.

Como é que surgiu a necessidade desse disco? Houve a necessidade de ouvir (e apresentar) suas canções na voz de outros artistas?

Mais que a necessidade de ouvir as músicas na boca de outros interpretes, eu tinha a necessidade de trabalhar músicas antigas que dificilmente seriam gravadas se não fosse dessa maneira. A maioria das músicas são antigas, de 10 anos atrás. Há três anos estou compondo menos e re-arranjando as coisas que eu já tinha, o que também é criação, as vezes as pessoas esquecem que arranjo também pode fazer parte da composição, não queria ouvir as melodias e letras andando sozinhas, queria ouvi-las revestidas de arranjos peculiares, para que elas ficassem mais ricas. E depois dos arranjos feitos, poder ouvir essas canções na boca de artistas que eu admiro muito foi um prazer enorme.

E como surgiram os nomes das pessoas que participaram do disco? Tinha alguém que você não conhecia?

Eu conhecia todos os interpretes, o que eu conhecia menos era o Mauricio Pereira, mas nos aproximamos mais com a feitura do disco, já ouvia o Mauricio desde ‘Os Mulheres Negras’ e já o admiro de longa data. Mas acho que no geral, são pessoas do meu convívio.

Suas musicas têm forte influência do Adoniran Basbosa na forma da crônica do cotidiano... Você pode apontar outras referencias do samba paulista?

Fico feliz das pessoas enxergarem essa influência do Adoniran, porque eu tenho mesmo, mas sempre admirei o Paulo Vanzolini e acho que tenho até mais influência dele que do Adoniran, gosto muito dos mestres Geraldo Filme, Germano Mathias, Eduardo Gudin, bem como compositores da nova geração como Douglas Germano, Rodrigo Campos, da pernambucana Alessandra Leão. Mas acho que o que me influência pra valer nessa linha cronista é a música caipira: Raul Torres e Florêncio, João Pacifico e por aí vai. E tem também a geração dos anos 80, ‘Premê’, Itamar Assumpção, Arrigo Barnabé, ‘Os Mulheres Negras’, que cantaram de São Paulo de um jeito espontâneo, natural e que além da crônica, também narraram a cidade através dos sons, ou seja, a parte instrumental de suas canções também traduziam sampa.

É sua intenção criar uma nova cara pro samba paulista? Modernizando, entortando e até trazendo de volta elementos da música africana...

Não fico exatamente preocupado em dar nova cara pro samba de São Paulo, apenas faço o meu som somando todas as influências que eu acumulo, jazz, África, Caribe, erudito, acho que por isso esse samba aparece de um jeito diferente e já nem penso mais se é samba ou não, é apenas música brasileira feita por um cara que ouviu de tudo na rádio, que assistiu muita TV e agora se manifesta dessa maneira. Se é samba ou não, pouco me importa.

O que você acha dessa denominação de musica de resgate?

Quem tem que resgatar as pessoas é a polícia, minha música não tem nada com isso. O termo ‘Samba de Raiz’ também me irrita, tenho uma música com o Douglas Germano que fala "Meu samba é de raiz de mandioca, Beterraba, cará, inhame, aipim, nabo, cenoura e batata. É a voz do Polvo, da ostra, Lula e mexilhão. É a resistência! Do chuveiro, meu irmão". Essa vertente "mesa branca" dos jovens que cultuam o passado em demasia não me interessa, meu tempo é hoje. Adoro o Rodrigo Campos cantando frases como "pelo tesão que a gente sente", "faz final na saída do metrô Carrão", ele está vivendo o hoje. Cartola, Geraldo Pereira, Bide e Marçal, Ismael Silva, Noel Rosa, esses caras foram muito contemporâneos e ainda são atuais, não estavam preocupados em exaltar o passado, não ficaram falando de lampião de gás, carroça ou da família real portuguesa, falaram do século 20, eu quero falar do século 21.

2009 Na Boca dos Outros

1. Ciranda para Janaína (com Fabiana Cozza)
2. Anjo protetor (com Marcelo Pretto)
3. Depressão periférica (com Maurício Pereira)
4. Perua (com Paula Sanches)
5. Partida em Arujá (com Juçara Marçal)
6. Bala de prata
7. Forró do homem bomba (com Marcelo Pretto)
8. Pobre star (com Mamelo Sound System)
9. Funeral (com Bruno Morais)
10. Bom Jesus da Cabeça (com Alessandra Leão)
11. Choro roots (com Karina Ramos)
12. Vila Esperança (com Fernando Szegeri)
13. Agenda (com Nenê, Mané e Ilka Cintra, Juçara Marçal e Mônica Thiele)
14. Balão de noivado (com Suzana Salles)

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2.20.2010

SAUDADES DO PAULINHO... TÁ SABENDO?

“A face do meu canto é a neura existencial, o conteúdo do cotidiano, o dia-a-dia da vida – A eletrônica está substituindo o coração – A inspiração passou a depender do transistor. O poeta de aço, de poesia programada. É demais para o meu sentimento...”

Arnaud Rodrigues foi o herói comediante que não teve tempo de fugir da fatalidade que foi sua morte, num naufrágio na noite de terça-feira de carnaval, do dia 16 de fevereiro de 2010. Nascido em Serra Talhada (PE) no ano de 1942, foi cantor, comediante, compositor e autor.

Foi roteirista do programa do Chico Anysio, ‘Chico City’, e foi lá que junto com Anysio criou uma homenagem aos baianos recém exilados, Caetano e Gil, e aos Novos Baianos, com ‘Baiano e os Novos Caetanos’. Nessa dupla, Chico Anysio, era o Baiano, e Arnaud fazia o Paulinho.

“A morte, a falta de sorte. Eu tô vivo... Tá sabendo? Vivo sem norte, vivo sem sorte... Eu vivo! Eu vivo, Paulinho... Aí a gente encontra um cabra na rua e pergunta: Tudo bem? Ele diz pra gente: Tudo bem! Não é um barato, Paulinho? É um barato...”

Gravou o primeiro disco sob influência do som da Pilantragem, representado na época por Wilson Simonal, o álbum ‘Sound & Pyla’. Depois veio ‘Murituri’, que já trazia uma certa psicodelia nordestina. Esse disco tinha participação de grandes feras da música brasileira. Nos sopros gente como Márcio Montarroyos, Léo Gandelman e Paulinho do Trumpete. Nos teclados tinha Zé Roberto Pastrane, do ‘Azymuth’. Nos vocais femininos, o disco contava com Jane Duboc, Rosana e o Trio Ternura.

Também fez a primeira trilha sonora exclusiva para uma novela na televisão, ‘Tilim’. “Eu sabia na época que quando os americanos iam lançar um filme, lançavam seis meses antes um LP com a trilha. De modo que quando o filme saía, as músicas já faziam sucesso. Então quando as pessoas iam ver o filme, não era nem por conta do filme e sim pelas músicas. Foi assim que pensei: ‘Por que não fazer um negócio desses aqui também?’”.

Arnaud ainda colaborou com a trilha sonora de dois filmes dos Trapalhões, em 1984 n‘Os Trapalhões e o Mágico de Oróz’ e n’A Filha dos Trapalhões’. Em ambos os filmes, Arnaud compôs a trilha, adaptou o argumento e participou como ator, criando pelo menos um personagem querido pelo público, o ‘Soró’ do filme baseado n’O Mágico de Oz’. Enquanto o filme ‘A Filha dos Trapalhões’ foi baseado n’O Garoto’ de Charlie Chaplin.

Também fez novelas e programas humorísticos na televisão. Sempre encarnou o nordestino quieto e tranqüilo e como quem não queria nada... Fazia rir com muita simplicidade. Ultimamente morava em Palmas, capital do Tocantins. Nem Deus sabe porque? Mas ele mesmo explica como quem não quer nada...

“Uma vez eu vim fazer uns shows aqui e quando desci do aeroporto e entrei num táxi, a primeira coisa que eu vi foi um pé de pequi com duas rolinhas num galho. Me lembrei imediatamente do Pajeú e pensei: ‘É aqui que eu vou ficar!’. Aí fui ficando e terminei ficando por aqui mesmo.”

1970 Sound & Pyla

1. Turma do pô, yeah
2. Tema de Cristina
3. Sound & pyla
4. Um tanto emocionado
5. À espera de um beijo teu
6. Projeto Appolo (minha canção é um jornal)
7. Reginella
8. Mônica
9. O que ficou
10. Big mama
11. Esse mundo é nosso
12. Tributo ao sonoplasta

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1970 Tilim (Trilha Sonora)

1. Tilim
2. Lot
3. Rúas
4. Imaxinación
5. Lady fingers
6. Seven seas symphony
7. Mamá Adriana
8. Tema de Victor
9. Brincando de brincar
10. Cris e Raul
11. Tema de Anita
12. Eu, tilim

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1974 Murituri

1. Nêga
2. Esse é eu
3. Na praia de Boa Viagem
4. Chegou da Bahia
5. Conscachá, fimará (magnífico)
6. Murituri
7. Antonio Nepomuceno
8. Sociedade de consumo
9. Tá

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1974 Compacto

1. Folia de reis
2. Urubu tá com raiva do boi
3. Ciranda
4. Véio Zuza

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1974 Baiano e os Novos Caetanos

1. Vô batê pa tu
2. Nêga
3. Cidadão da mata
4. Urubu tá com raiva do boi
5. Aldeia
6. Ciranda
7. Folia de reis
8. Véio Zuza
9. Selva de feras
10. Tributo ao regional
11. Dendalei
12. Entardecer na fazenda (bônus track)
13. Hino do Vitória (bônus track)

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1975 Azambuja & Cia (com Chico Anysio)

1. Nega brechó
2. Ao bililico
3. Tema de Azambuja
4. Monólogo nº 1
5. Maristela
6. O poste da rua Jorge de Lima
7. Verde
8. A turma
9. Monólogo nº 2

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1975 Baiano e os Novos Caetanos 2

1. Perereca
2. Ameriqueiro
3 Forró
4. Sete luas
5. Entardecer na fazenda
6. Yo no quiero saber
7. Três macaquinhos
8. Ciranda
9. Apocalipse
10. Violamania
11. Samba-choro

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1976 Som do Paulinho

1. Som do Paulinho
2. Rock de Minas Gerais
3. O dia que o diabo roubou o bar do português
4. Em cima daquele morro
5. Sete de setenta e oito
6. Índio do Uruguai
7. Teté das lendas rurais
8. Mercado São José
9. Negro pescador
10. Gaivota humana

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1979 Redescobrimento

1. Redescobrimento
2. História infantil
3. A volta de Lampião
4. Melô do U
5. Clima batuqueiro
6. Oasis
7. Banda dos desejos
8. Cigano real
9. Grilo
10. Embolada
11. Só penso em você

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1982 A Volta (com Baiano e os Novos Caetanos)

1. Buchada
2. Painho
3. Pindorama
4. Mexendo com as menina
5. Beija-fulo
6. Fauna
7. Só pá dá um toque
8. Caminhoneiro
9. Casamento do sapo
10. Arriscando um jejum
11. Forrofofó
12. Vida caipira

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1984 Os Trapalhões e o Mágico de Oróz

1. Os animais (Os Trapalhões)
2. Os carcarás (Tony Tornado)
3. Cachorro magro (Os Trapalhões)
4. Conseguimos (Os Trapalhões)
5. Estradão (Didi, Arnaud & José Dumont)
6. Retirada (Didi, Arnaud Rodrigues & José Dumont)
7. A multiplicação dos frutos (Jessé)
8. Centro da cidade (João Fernando)
9. Frevo na chuva
10. Cântico mágico

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1985 Sudamérica (com Baiano e os Novos Caetanos)

1. Na boca do povo
2. Forró do Zé Mane
3. Cego é quem não quer ver
4. Pica-pau
5. Festa do algodão
6. Sudamérica
7. Dance people
8. O brasileiro
9. Catira caipira
10. Tanto fez e tanto faz

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1989 Arnaud Rodrigues

1. Sete fôlegos
2. Imagine John Lennon
3. Vingança do menino da porteira
4. Escravos de hoje
5. Índio do Uruguai
6. Acorda Brasil
7. Noites de Vila Bela
8. Passarinho amigo
9. Tudo é carnaval
10. O Bahia ganhou

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*Parte das aspas do Arnaud, contidas nesta resenha, foram tiradas de uma entrevista feita por Jarmeson de Lima para a revista Coquetel Molotov (nº5).

2.14.2010

O CANTAR CAIPIRA DO PENA BRANCA E DO XAVANTINHO

Morreu Pena Branca, após dez anos longe do irmão com o qual formou a dupla Pena Branca e Xavantinho (que morreu em 1999).

José Ramiro Sobrinho (Pena Branca) e Ranulfo Ramiro da Silva (Xavantinho) foram criados em Uberlândia e foram criados na roça, trabalhando ao lado dos irmãos. Em 1968 foram para São Paulo tentar a vida como cantadores caipiras e logo começaram a abrir shows para outra dupla, Tonico e Tinoco.

Até 1999 os dois cantaram o cantar caipira com tamanha simplicidade que se você encontrasse com eles, bastaria pedir a benção e apreciar o som maravilhoso desses cantadores. Após a morte do irmão, Pena Branca ainda gravou três discos em carreira solo, ‘Semente Caipira’, 'Pena Branca Canta Xavantinho' e 'Cantar Caipira'.


1980 Velha Morada

1. Velha morada
2. Frango assado
3. A mãe do ricaço
4. Saudades
5. Cálix Bento
6. Valente caminhoneiro
7. Brasil rural
8. Pra que chorar
9. Que terreiro é esse
10. O cio da terra
11. Terno da estrela guia
12. Visite o sertão

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1982 Uma Dupla Brasileira

1. Memória de carreiro
2. Sem meu Deus
3. Procissão de gado
4. O balão subiu
5. Bate na viola
6. Cai sereno
7. Roda mundo
8. Canção à morena da praia
9. Marvada pinga
10. Saracurinha três potes
11. E a mata gemeu
12. Tirando aço do chão

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1987 Cio Da Terra

1. Encontro de bandeiras
2. Cuitelinho
3. Perguntas
4. O aboiador
5. Gente que vem de Lisboa/ Peixinhos do mar
6. Cantiga Caicó
7. Maria Louca
8. O cio da terra (& Milton Nascimento)
9. Canoa do rio
10. Moda de viola
11. O grande sertão
12. Vaca Estrela e boi Fubá

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1988 Canto Violeiro

1. Penas do Tiê
2. Fábulas de Carreiro
3. Não mande a geada não
4. Cálix Bento
5. Os frutos dourados do sol
6. Zé Granfino
7. Restinga
8. Vento violeiro
9. Mulheres da terra
10. Trote magoado
11. Samba de roda
12. Eu, a viola e Deus

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1990 Cantadô de Mundo Afora

1. Amor de violeiro
2. Noites do sertão
3. Cantiga do arco-íris
4. Casa de barro
5. Lua santa
6. 60 léguas num dia
7. Quebra de milho
8. Chuá chuá
9. Vida afora
10. Menina
11. Lamento da natureza
12. Mazzaropi
13. Felicidade

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1992 Ao Vivo em Tatuí (& Renato Teixeira)

1. Amanheceu, peguei a viola
2. Chalana
3. Rio de lágrimas
4. Raízes
5. Romaria
6. O cio da terra
7. Gente que vem de Lisboa/ Peixinhos do mar
8. Vide, vida marvada
9. O violeiro toca
10. Meu veneno
11. Amora
12. Tocando em frente
13. Canto do povo de um lugar
14. Jardim da fantasia
15. Vaca Estrela e boi Fubá
16. Cuitelinho
17. Quebra do milho
18. Chuá chuá
19. Rapaz caipira
20. De papo pro á
21. Cálix Bento

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1993 Violas e Canções

1. Arruda com alecrim
2. Viola quebrada
3. Alma de gato
4. Uirapurú
5. Rancho triste
6. Viola marvada (Chora viola)
7 Triste berrante
8. Santos reis
9 Menina bonita
10. O ciúme
11. A estrada do sertão
12. Queimadas
13. Ituverava
14. Sertão e viola
15. Lavoura dos sonhos
16. Beira-mar

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1995 Riberão Encheu

1. Ribeirão encheu
2. Cantiga das rosas
3. Estrelada
4. Oração de camponês
5. No dia em que eu vim me embora
6. Sodade meu bem sodade
7. Fiquem com Deus
8. Velho catireiro
9. Congo/ Joga na bandeira
10. A mulher do mar
11. Trem das Gerais
12. Chaleira do alto da poeira
13. Luar do sertão

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1995 Som da Terra

1. Encontro de bandeiras
2. Cuitelinho
3. O cio da terra
4. O grande sertão
5. Vaca Estrela e boi Fubá
6. Penas do Tiê
7. Fábulas de Carreiro
8. Cálix Bento
9. Vento violeiro
10. Samba de roda
11. Eu, a viola e Deus
12. Amor de violeiro
13. Cantiga de arco-íris
14. Casa de barro

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1996 Pingo d’Água

1. A vida do viajante
2. Flor do cafezal
3. A saudade mata a gente
4. Farra de peão
5. Chalana
6. Poeira
7. Pingo d’água
8. De papo pro ar
9. Romaria
10. Tristeza do Jeca
11. Baião da Serra Grande
12. O trem tá feio
13. O cio da terra

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1998 Coração Matuto

1. Planeta água
2. Estrada
3. Lambada de serpente
4. Engenho de flores
5. Cravos da primavera
6. Quando o amor se vai
7. Carreiro velho
8. Leilão
9. Divina estrela
10. Morro velho
11. Amor de violeiro
12. Serenata
13. Vida no campo

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2000 Semente Caipira (Pena Branca)

1. Espera eu chegar
2. Casa amarela
3. Marcolino
4. Minha floresta
5. Rio abaixo vou viver
6. Correnteza
7. Quando o amor se vai
8. As mocinhas da cidade
9. Papo furado
10. A banana deu no pé
11. Canção dos herdeiros
12. Maringá
13. Aliança
14. São Gonçalo do Rio Preto
15. Serenô

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2002 Pena Branca Canta Xavantinho

1. O grande sertão
2. Suite do trem
3. Primeira cantiga
4. Restinga sertão e viola
5. A mata gemeu
6. Casa de barro
7. Encontro de bandeiras
8. Oração de camponês
9. Velho catireiro
10. O aboiador
11. Meu céu
12. Mulheres da terra
13. Cantiga do arco-íris
14. Estrada
15. Farra de peão

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2008 Cantar Caipira (Pena Branca)

1. Minha viola quebrou
2. Filho do sertão
3. Janela da fazenda
4. Quatro colinas
5. Casinha de palha
6. Jardim da fantasia
7. Onze horas
8. Cuitelinho
9. Nuvem de cambria
10. Senzala
11. Veleiro da saudade
12. Dança do bugio
13. Boiadeiro do interior
14. Cortejo
15. Festa dos três santos

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2.07.2010

THE BLOG SIDE OF THE MOON

O disco mais famoso do Pink Floyd, ‘The Dark Side of the Moon’, já foi regravado muitas vezes, seja como tributo, releitura e versão ao vivo.

Um das versões mais famosas acabou sendo o dub da Easy Star All-Stars(que já releu o ‘OK Computer’ do Radiohead e recentemente o ‘Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band’ dos Beatles), mas tem até um versão em ritmos paraenses, feita pelo Luiz Félix, da banda La Pupuña.

Outro caso inusitado em relação ao clássico ‘The Dark Side of the Moon’, é a suposta sincronia entre o filme ‘The Wizard of Oz’ (‘O Mágico de Oz’ em português), que ficou conhecida como ‘The Dark Side of the Rainbow’. A banda sempre negou o fato, mas essas declarações só serviram para aumentar ainda mais o mito.

O disco é tão importante, que Roger Waters tocou-o na íntegra durante a turnê que passou pelo Brasil. David Gilmour também tocou algumas canções em sua última turnê, inclusive na última turnê do Pink Floyd, o álbum também foi tocado na íntegra.

Hoje em dia há uma discussão se formondo sobre uma nova sincronia entre outro disco do Pink Floyd e outro filme, conhecida como ‘Another Brick in the Wall-e’, que tem o disco ‘The Wall’ em sincronia com o filme ‘Wall-e’ da Pixar.

Enfim, essas são algumas das homenagens, tributos ou releituras dessa obra do Pink Floyd – o disco ‘The Dark Side of the Moon’.

1995 The Moon Revisited (Tribute to Pink Floyd)

1. Speak to me/ Breathe (Cairo)
2. On the run (Rob Lavaque)
3. Time (Shadow Gallery)
4. The great gig in the sky (Dark Side of the Moon)
5. Money (Magellan)
6. Us and them (Enchant)
7. Any colour you like (World Trade)
8. Brain damage (Robert Berry)
9. Eclipse (All of the Above)

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1998 The Dark Side of the Moon Live (Phish)

1. Harpua (intro)
2. Speak to me
3. Breathe
4. On the run
5. Time
6. The great gig in the sky
7. Money
8. Us and them
9. Any colour you like
10. Brain damage
11. Eclipse
12. Harpua

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2000 The Not-So-Bright Side of the Moon (The Squirels)

1. Speak to me
2. Breathe
3. On the run
4. Time
5. The great gig in the sky
6. Money
7. Us and them
8. Any colour you like
9. Brain damage
10. Eclipse

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2003 The Dark Side of the Moon (The String Quartet)

1. Speak to me/ Breathe
2. On the run
3. Time
4. The great gig in the sky
5. Money
6. Us and them
7. Any colour you like
8. Brain damage/ Eclipse

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2003 The Dub Side of the Moon (Easy Star All-Stars)

1. Speak to me/ Breathe
2. On the run
3. Time
4. The great gig in the sky
5. Money
6. Us and them
7. Any colour you like
8. Brain damage
9. Eclipse
10. Time version
11. Great dub in the sky
12. Step it pon the rastaman scene
13. Any dub you like

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2005 The Dark Side of the Moon Live (Dream Theatre)

1. Speak to me/ Breathe
2. On the run
3. Time
4. The great gig in the sky
5. Money
6. Us and them
7. Any colour you like
8. Brain damage
9. Eclipse

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2005 Voices on the Dark Side of the Moon (Vocomotion)

1. Speak to me/ Breathe
2. On the run
3. Time
4. The great gig in the sky
5. Money
6. Us and them
7. Any colour you like
8. Brain damage
9. Eclipse

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2006 Return to the Dark Side of the Moon (Tribute to Pink Floyd)

1. Speak to me/ Breathe (Adrian Belew)
2. On the run (Alan White)
3. Time (Billy Sherwood)
4. The great gig in the sky (CC White)
5. Money (Edgar Winter)
6. Us and them (Dweezil Zappa)
7. Any colour you like (Billy Sherwood)
8. Brain damage (Colin Moulding)
9. Eclipse (Billy Sherwood)
10. Where We Belong (Billy Sherwood)

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2006 The Dark Side of the Moon (Mary Fahl)

1. Speak to me
2. Breathe
3. On the run
4. Time
5. The great gig in the sky
6. Money
7. Us and them
8. Any colour you like
9. Brain damage
10. Eclipse

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2007 The West Side of the Moon (Dert Floyd)

Mixtape feita com samples do Pink Floyd
All 34 tracks are ‘Undefined’

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2008 The Charque Side of the Moon (Luiz Félix)

1. Speak to me/ Breathe
2. On the run
3. Time
4. The great gig in the sky
5. Money
6. Us and them
7. Any colour you like
8. Brain damage
9. Eclipse

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2008 The Jazz Side of the Moon (Sam Yahel, Mike Moreno, Ari Hoenig & Seamu Blake)

1. Speak to me/ Breathe
2. On the run (part 1)
3. Time
4. The great gig in the sky
5. Money
6. Us and them
7. Any colour you like
8. Brain damage
9. On the run (part 2)

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2009 The Dark Side of the Moon (The Flaming Lips)

1. Speak to me/ Breathe (& Henry Rollins + Peaches)
2. On the run (& Henry Rollins)
3. Time
4. The great gig in the sky (& Peaches + Henry Rollins)
5. Money (& Henry Rollins)
6. Us and them (& Henry Rollins)
7. Any colour you like
8. Brain damage (& Henry Rollins)
9. Eclipse (& Henry Rollins)

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