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domingo, 16 de janeiro de 2011

A INCRÍVEL E TRISTE HISTÓRIA DE BAPTISTA, O HOMEM QUE VIROU MÁQUINA

Esse Baptista é apenas um personagem de ficção. É a história de um operário, que tem um trabalho repetitivo e cansativo. Até chegar ao ponto de ruptura onde percebe estar isolado num mundo tecnológico e repleto de máquinas.

‘Baptista Virou Máquina’ é o nome de um projeto ambicioso do ‘Burro Morto’, banda paraibana que faz uma mistura afrobeat com grooves e levadas funks e synths progressistas e psicodélicos, entre tantas camadas. Melhor definindo o som da banda... É um som de camadas.

Esse projeto ambicioso é o segundo álbum da banda e um filme de média-metragem, que foi possível pelo Projeto Pixinguinha, do Ministério da Cultura (Minc). Carlos Dowling foi produtor executivo de todo projeto e também dirigiu o filme, com direção de arte de Shiko, que também fez a arte do encarte do disco.

Esse novo projeto do ‘Burro Morto’, além de disco também virou trilha óptica original, isto é, um média-metragem construído em cima das músicas e climas do disco. A banda contou com participação de Fernando Catatau na faixa ‘Cataclisma’.

O ‘Burro Morto’ nasceu quase como projeto paralelo de seus integrantes, Haley nos sintetizadores, Leo Marinho na guitarra, Daniel no Baixo, Ruy na bateria e Pablo na percussão. Mas a banda cresceu com uma proposta ousada de música instrumental, que propõe um verdadeiro happening futurista – mesmo que seja apenas no formato sonoro.

Mas a banda também já se apresentou, tocando o disco inteiro em cima da projeção do filme – num verdadeiro cine-concerto – em Recife. Assim, a proposta ousada de banda, cresce cada vez mais a ponto de acrescentar novas camadas – mesmo que em mídias diferentes – num espetáculo de camadas por cima de camadas.

Aproveitando uma breve passagem do ‘Burro Morto’ pelas terras daqui, falei com o Haley sobre o disco e deixo abaixo suas impressões.

Como foi o processo de gravação? E porque virou um filme?

Nós mesmos fizemos a produção musical. O disco foi gravado e mixado no nosso estúdio, o Mutuca.

Primeiro foi elaborado um roteiro, que seria a vida do personagem Baptista. Depois dividimos esse roteiro em diversas partes, cada música representa uma parte dessa história. Obviamente que não é uma representação clara, imaginamos que ninguém criará as mesmas imagens que nós, mas esse lance do roteiro serviu como um ponto de partida. Uma música trata da cidade, outra trata do trabalho, etc. As músicas surgiram já durante o processo de gravação, ficamos internados no estúdio por dias.

Como o disco já tinha um caráter meio cinematográfico, não demorou a surgir essa idéia. Antes já tínhamos a idéia de registrar todo o processo de gravação.

Fale um pouco do conceito desse disco?

Ele versa basicamente sobre o trabalho. Sobre esse lance de trabalharmos sempre mais, e continuarmos sempre aquém financeiramente. É meio que uma projeção extrema de onde isso poderia chegar. Queríamos fazer um disco futurista, mas não aquele futurismo glamouroso e sim um futuro mais condizente com o terceiro mundo.

Baptista é uma cara que, há 50 anos, só trabalha. Graças aos avanços farmacológicos, as pessoas já não dormem mais e não fazem nada além de trabalhar para pagar as ferramentas de trabalho. Um dia Baptista sofre um acidente em serviço e desmaia. Nesse desmaio ele sonha com as antigas capacidades do homem, como amar, fazer arte, ter amigos etc. Então o disco tem uma primeira parte que trata do trabalho repetitivo e a segunda, que trata desse sonho, um paradoxo da primeira.

O disco é a trilha sonora do filme?

Na verdade nós costumamos dizer que o filme é uma trilha visual do disco, pois o filme só surgiu depois de todo o disco estar pronto. O enredo do filme parece com o enredo original do disco, mas é um paralelo, não conta exatamente a mesma história.

No filme, Baptista é um soldador, quando seu material de trabalho acaba, ele sai pra comprar mais e percebe que só resta ele no mundo. Aí ele fica interagindo com a cidade e com suas memórias.

2011 Baptista Virou Máquina

1. O céu acima do porto
2. Transistor Riddim
3. Tocandira
4. Bapstista, o maquinista
5. Volks velho
6. Foda do futuro
7. KalaKuta
8. Cataclisma
9. Volte amor
10. Luz vermelha

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5 comentários:

Zé Henrique disse...

Conheço, e adoro, o som do Burro Morto há pouco mais de um ano.
Esse disco é um passo a frente(?), enfim, como diria Chico Science: Já não está no mesmo lugar.
O som vai pegando aos poucos.
Os caras têm culhões(poderiam facilitar e fizeram o oposto), isso é importante.

PS: Joseph Tourton tb lançou um discaço.

Vitor disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vitor disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vitor disse...

Salve! Salve!
Sou um calado passageiro que navega neste mar dos inusitados... Calo-me, pois é do silêncio que surge a palavra e o que aqui quero ouvir é música...

Bem, após justificar o motivo de acompanhar a tanto tempo este blog e nunca comentar nada, vou ao comentário e pedido de fato...

Fiquei impressionado com o que "Burro Morto" produziram, foi de uma criatividade realmente cativante...E que fez com que meu silêncio fosse infernizado pela curiosidade e espanto...Fazendo-me gritar gritos-gráficos...A definição para o média-metragem que foi produzido já é tema musical, sendo-a "a trilha visual"...OW!!!
Paradoxos que só a poesia e arte permitem...

Bem, bem, agora vem o pedido, a parte do interesse desinteressado, gostaria realmente de saber onde eu poderia conseguir esse media-metragem, se existe disponível em algum lugar, é que estou mais para traças-naufragadas - que se afundam em livros - do que ratos surfistas - que deslizam na internet - .

Meu interesse vem do fato de eu ser professor de Filosofia e Arte, e tais temas, abordados neste álbum, são temas que levo à sala de aula para os estudantes... Dado isso devo confessar que ficaria muito contente em expor "Burro Morto" à eles, já que só aprenderam a ouvir o que berram diariamente e em todos os cantos...

Bem, agradeço desde já e parabéns ao blog, mesmo não comentando muito sou um grande divulgador deste belíssimo trabalho... Não posso quebrar a correndo, já que este foi divulgado à mim...

Abraços,

Cuidem-se

Rafael disse...

rapaz... é carlos dowling...
ajeita aí...