SALVE EUOVO!!!

Sempre houve a intenção de transformar o blogui em site, rádio on-line e tudo mais. Mas para esta tarefa é necessário suporte financeiro.

Para isso o blogui abre esta campanha de financiamento colaborativo que vai garantir a manutenção e quiçá sua transformação em site etc.

Sua contribuição vai ajudar a manter postagens semanais sobre os mais variados artistas com álbuns em download gratuito, dicas sobre discos a baixar, podcasts, novos lançamentos em streaming, retrospectivas e listas de melhores discos de cada ano – incluíndo listas de melhores álbuns dos anos passados como por exemplo 1964, 1999, 1986, 1971 entre outros anos.

Por isso o blogui encerra este período de hiato na esperança de alcançar o aporte financeiro necessário para dar continuação aos trabalhos por mais um ano.

Então para manter o blogui ativo... Siga o site vakinha e contribua neste processo.

Quando atingirmos a meta... Vamos dobrar a meta... E ai quem sabe? Venha um site... Uma radio on-line... Canal no youtube... E tudo mais... Valeu!!!

domingo, 29 de novembro de 2015

AEROMOÇAS E TENISTAS RUSSAS EM TRAJES ESPACIAIS

Banda de São Carlos (SP) segue caminho autoral de composições instrumentais cheias de experimentações, climas densos e espaciais.



A banda 'Aeromoças e Tenistas Russas' é mais um expoente do cenário da música instrumental autoral brasileira. Eles fazem um som espacial e experimental cheio de nuances e sofisticações melódicas.

Formada por Juliano Parreira no baixo, Gustavo Palma nos sinths e samples, Eduardo Porto na bateria e Gustavo Koshikumo na guitarra – eles são um quarteto que forma uma parede sonora de texturas e pedradas na orelha.

O terceiro álbum da 'ATR', que é a forma de abreviar o extenso nome da banda, foi produzido por Zé Vito e Marcos Scian e tem ainda as participações de Donatinho nos synths e rhodes, Pedro Selector no trompete e Rodrigo La Rosa nas percussões.

O conceito do álbum é permeado por viagens temporais, pela evolução e por avanços tecnológicos. 'Positrônico' dá o nome ao disco e foi baseado no cérebro dos robôs autômatos das novelas espaciais de Isaac Asimov.

Com clima futurístico a banda apresenta um álbum coeso, mas cheio de experimentações sonoras. Ao vivo a banda se apresenta com projeções especiais feitas pela VJ Ya B. Dealer. “A idéia do show do 'Positrônico' é trabalhar mais a luz do palco, de acordo com o conceito do disco e a intenção de cada som”, revela o bateirista Eduardo Porto.

O álbum da banda 'ATR' é uma pedrada sonora cheia de referências ao cenário de ficção científica, que vão desde a menção do ano '2036', a personagem de 'Star Trek' 'Uhura' e ao 'Nautilus' que é o nome do submarino do Capitão Nemo da obra de Julio Verne. Imperdível!

2015 Positrônico

1. 2036
2. P2p
3. Lovejoy
4. Leavitt
5. Baghdad battery
6. Uhura
7. Kamaq
8. Peyote
9. Nautilus
10. Umami

domingo, 22 de novembro de 2015

QUANDO OS GUARANIS DOMINAVAM A TERRA

O 'Supercordas' dá continuidade ao universo bucólico rural através do futuro utópico de grandes possibilidades da 'Terceira Terra'. 


'
Terceira Terra' é o nome do terceiro álbum do 'Supercordas'. Foi precedido por uma longa estrada iniciada com os EPs 'A Pior das Alergias' e 'Satélite no Bar' – de 2003 e 2005 respectivamente – e depois pelos álbuns que sempre seguiram uma linha narrativa entre si.

A banda é formada atualmente por Bonifrate, Valentino, Giraknob e Gabriel Ares, mas todos eles já participaram desta saga psicodélica iniciada com os 'Seres Verdes ao Redor' em 2006, seguida por 'A Mágida Deriva dos Elefantes' de 2012 e encerrada agora com a 'Terceira Terra'. O fato é que os três álbuns seguem uma linha de eventos que fazem deles o início, o meio e o fim.

Enquanto o primeiro disco descrevia o universo em que vivemos pelo rural bucólico – ou como o “sertão”, numa analogia direta com 'Os Sertões' de Euclides da Cunha – o segundo viajava pelo percurso e trazia certa urbanidade – ou mencionava o “homem”, usando a mesma analogia.

A 'Terceira Terra' é a luta – um disco que preconiza um mito do universo Guarani, que fala de um mundo dividido entre outros mundos, o primeiro sendo dos Deuses, o segundo a Lama dos homens e o terceiro aquele almejado pelas pessoas – o paraíso.

A volta às origens que há tanto tempo está na mente dos homens – bem lá no tempo em que os índios dominavam a terra. Pois é essa a verdadeira Terra a que se refere o título do álbum. Neste caso, o fim precede a aurora. A 'Terceira Terra' representa a união entre o rural e o urbano e a aceitação dos dois ambientes como partes fundamentais e complementares do homem e ao homem.

Enfim, um disco novo do 'Supercordas' é um convite a uma viagem interdimensional daquelas que você segue flutuando num universo psicodélico habitado por 'Sapos Alguimicos', 'Anões da Vila do Magma', 'Substâncias Cósmicas' no 'País das Libélulas'. Imperdível!

2015 Terceira Terra

1. Fundação Roberto Marinho blues & Co.
2. Sobre amor e pedras
3. Maria
4. Colunas
5. Itinerarium extaticum in temporalibus
6. Primeira Terra
7. Sinédoque mulher
8. Ipubiara
9. Espectralismo ou barbárie?
10. Segunda Terra
11. Terceira Terra


domingo, 15 de novembro de 2015

JUÇARA MARÇAL É A MAIOR CANTORA DO BRASIL ATUAL

A cantora paulitana Juçara Marçal se une ao experimentalismo de Cadu Tenório, Kiko Dinucci e Thomas Harres.  


Como se não bastasse ter apresentado o melhor álbum do ano, 'Encarnado', a cantora Juçara Marçal lançou junto com a banda 'Metá Metá', o EP com duas faixas inéditas e uma regravação da banda punk de São Paulo, 'As Mercenárias'.

Com o guitarrista Kiko Dinucci, que é parceiro da cantora na banda 'Metá Metá, Juçara lançou o álbum 'Abismu', também com a participação do bateirista Thomas Harres. Esse disco é recheado de experimentalismos e ruídos perturbantes.

Já com o produtor musical e músico experimental carioca, Cadu Tenório, a cantora lançou o álbum 'Anganga', no qual os dois apresentam reinterpretações contemporâneas de cânticos recolhidos por Aires da Mata Machado Filho, de São João da Chapada, Diamantina (MG). Além de também mostrarem cantos do congado mineiro.

'Anganga' quer dizer “reverência aos mais velhos”. Os 'Cantos' presentes no álbum foram gravados no álbum 'Canto dos Escravos' de Clementina de Jesus, Geraldo Filme e Tia Doca da Portela.

'Anganga' é um álbum mais melódico que o petardo 'Abismu' – mas ambos mostram a versatilidade da cantora Juçara Marçal que com três lançamentos se firma com uma das maiores vozes da atualidade.

2015 Angangá (+ Cadu Tenório)

1. Eká
2. Canto II
3. Grande Anganga Muquixe
4. Canto III
5. Canto VI
6. Canto VII
7. Taio
8. Candombe – Ia cacundê iauê


2015 Abismu (+ Thomas Harres + Kiko Dinucci)


1. Abismu

domingo, 8 de novembro de 2015

O TOQUE GROSSO DE LINIKER TE TRANSPASSANDO

Cantor paulista emerge na cena musical com personalidade e apresenta o legítimo balanço do samba-rock.



Liniker Barros despontou no cenário musical como uma voz em um milhão – através dos videos gravados em 2013 onde ele aparece cantando em parceria com Lara de Oliveira em 'Crazy for you' de Adele, Murilo Moretti com '93 million miles' de Jason Mraz e cantando solo em '93 million miles' de Alicia Keys – há também o clipe para a canção 'Pra ela', que parece ter sido o marco na trajetória do cantor.

Pois foi após essa canção autoral que nasceu o projeto onde Liniker incorporou de verdade o personagem protagonista de suas próprias canções. Surgia assim o Liniker arrasador que gravou o recente EP 'Cru' – de forma colaborativa, com grandes profissionais do cenário de Araraquara, no interior do estado de São Paulo.

E assim.... A olhos vistos... Liniker maturou a figura arrasadora que se apresentou “mitando” e “lacrando” o cenário musical brasileiro com todo o suíngue malemolente que emana das canções 'Louise du Brésil', 'Caeu' e 'Zero' – ouça também a versão acústica - todas presentes no EP 'Cru'.

Liniker cantou, mas quem tocou foi Willian Zaharanszki na guitarra, Márcio Bortoloti no trompete e trombone, Paulo Costa no baixo, Rafael Barone no baixo e guitarra, Guilherme Cardoso na bateria e nos backing vocals Barbara Rosa, Ekena Monteiro e Renata Santos. Já quem fez produção e captação dos vídeos foi Leila Penteado, Nivaldo Dakuzaku, Paulo Delfini e Breno Rodrigues de Paula – com captação do áudio e edição de André Guines, da gravadora GomaInc SP.

Mas como bem diz na entrada do site – podemos esperar um novo álbum para um futuro próximo, mas com esse delicioso aperitivo – segue uma conversa com o próprio Liniker....



Como foi o seu começo na música?
Eu comecei por uma grande influência familiar. Os meus tios são músicos, e sempre tocavam samba em casa. Eu acordava e já estava rolando a cantoria, então isso me deu um gás pra querer trabalhar com música. Minha mãe me apresentou todos os clássicos da black music que ela curtia e o samba rock, que é uma paixão dela, e agora minha, e eu fui sentindo o quanto essas referências me instigavam e faziam sentido pra mim. Então não teve como fugir, a música me pegou de jeito e está sendo muito generosa comigo. A primeira vez que eu cantei, eu estava na sexta série, e ter cantado ali, me levou para um outro lugar. Era amor mesmo.

Você se apresentava como Liniker Barros e em um dado momento deixou o Barros de lado e passou a assinar apenas Liniker.... Porque deu-se essa mudança?
Eu não deixei o Barros (risos), Liniker sempre esteve ai. Mas agora, com o passar dos anos e das experiências, eu percebo que ele chega mais evidente e à vontade. Eu venho me permitindo desconstruir e construir o tempo, então é como se agora eu entendesse coisas em mim e no meu trabalho, que eu não tinha dimensão ainda, por uma questão de maturidade. Tem muita coisa pra ser revista e experimentada, mas acho que à partir do momento que eu me permiti ser quem eu queria ser, o meu trabalho ganhou uma outra potência. Eu estou vestido daquele jeito no vídeo, porque é como eu sou e me sinto tranquilo no meu dia-a-dia. Eu precisava ser inteiro para o meu trabalho chegar como eu acredito, nas pessoas. Meu nome também vem por influência de um tio. Ele gostava de um jogador de futebol inglês, e queria que minha mãe colocasse o nome dele em mim. Acho que com isso, ele gostaria que eu fosse jogador também, mas a música me pegou de jeito e cá estou eu (risos).

De onde surgiram essas canções?
Eu comecei a compor com 16 anos, e gostava de escrever sobre tudo, principalmente sobre os meus amores (muitas vezes platônicos) e sobre essas várias formas de amor que a gente sempre vive, e não tem como escapar. Eu sempre fui de escrever cartas pras pessoas, mas nunca entregava. Então encontrei na música uma liberdade pra expressar o que eu sentia, e ainda assim, usar isso como meu trabalho. Acredito ser a forma mais natural de mostrar quem eu sou e o que eu sinto.

Quais foram tuas principais influências? O que você anda ouvindo no iphone? Ipod, player etc.
Eu sou tarado em todas as coletâneas da Etta James, amo a Nina Simone, o 'Clube do Balanço', a Aretha Franklin, Bebeto, Cartola, Caetano, Gal Costa, Gilberto Gil. Eu gosto muito da nossa música, ouço muita música de raiz africana também. Ultimamente eu tenho ouvido os àlbuns do 'Aláfia', o 'EP' bafo da Tássia Reis , a linda da Dona Onete, o 'Dancê' da Tulipa Ruiz.

O quanto do ator existe no cantor? Ou é vice-versa?
Eu acho que os dois tem caminhado muito juntos. Ser musico me ajuda na sensibilidade para criar enquanto ator, e ser ator me ajuda a entender o que eu estou passando enquanto intérprete. Eu não tenho diferenciado mais. Tenho aceitado que as duas coisas juntas são ótimas e tenho seguido assim.

Essa é a banda que vai atuar ao vivo?
Sim! Essa é a banda que estará nos shows ao vivo. Quem assume a bateria do projeto nessa nova fase de circulação, é Péricles Zuanon, músico araraquarense também. O nome da banda é 'Caramelow's'. Vai ser um groovão ao vivo e a cores. Liniker e os 'Caramelow's' botando esse “Brésil” pra swingar gostoso (risos).

Quanto aos downloads gratuitos?
Eu acho que disponibilizar o download gratuito é importante para a nossa circulação e aproximação com o público. Torna o nosso trabalho mais acessível e direto, e chega mais fácil nas pessoas que irão nos ouvir.
Obrigadx!




2015 Cru EP

1. Zero
2. Louise du Brésil
3. Cae

domingo, 1 de novembro de 2015

ROMULO REMANDO DE VOLTA À SIMPLICIDADE DAS CANÇÕES

Cantor e compositor Rômulo Fróes retoma o nascimento da canção com a simplicidade de voz e violão.  

Quem acompanha os lançamentos do cantor e compositor Rômulo Fróes, percebe que sua busca pelos samba-canções pode ter chegado ao fim, com o encontro sublime da voz com o violão.

Com disco inspirado nas vozes femininas que já interpretaram canções do compositor, ele sugere uma homenagem a todas mulheres que entoaram suas tortas letras. Entre elas estão nomes como Elza Soares, que gravou 'Comigo' e 'A mulher do fim do mundo' no álbum de mesmo nome; Mariana Aydar com 'Porto', 'Nada disso é pra você' que a cantora gravou nos álbuns mais recentes da carreira, respectivamente.

Além de Juçara Marçal com 'Queimando a língua' e 'Presente de casamento' que apareceram no álbum 'Encarnado' – sem falar de outros nomes como Nina Becker com 'Flor vermelha', Manuela Rodrigues com 'Uma outra qualquer por ai', Juliana Perdigão com 'Cidade baixa' e Natália Matos com 'Um amor de morrer'.

De forma simples e eficiente, Rômulo apresenta nova versão da própria canção – sempre ecoando a interpretação da cantora original. Incrível como cada obra original permeia todas canções.

2015 Por Elas Sem Elas

1. Porto
2. Flor vermelha
3. Nada disso é pra você
4. Uma outra qualquer por aí
5. Um amor de morrer
6. Presente de casamento
7. Comigo
8. Cidade baixa
9. Mulher do fim do mundo
10. Queimando a língua