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domingo, 28 de junho de 2015

PORQUE NADA SERÁ COMO ANTES, AMANHÃ...

Mais uma vez um tributo merece destaque no cenário musical brasileiro, com diversas regravações de clássicos nacionais e internacionais.  



Milton Nascimento é um cara eclético e de extensa discografia. Gravou desde bossa nova, jazz e rock. Virou referência no cenário musical – tanto que foi já reinterpretado até por artistas como Bjork.

Por isso a excelência dos novos artistas regravando e quiça reimaginando e transportando o cancioneiro do cantor para os dias atuais seja tão importante no cenário musical. Esse lançamento mostra o quão moderno são as composições de Milton Nascimento e de seus parceiros artísticos, como os irmãos Lô e Márcio Borges, Ronaldo Bastos e o incansável poeta Fernando Brant, que deixou-nos recentemente.

Com produção de Pedro Ferreira, e lançado pelo site 'Scream & Yell', o álbum 'Mil Tom' apresenta diversas bandas e artistas da nova geração musical do país, que recriam alguns clássicos imortais. Destaque para grandes versões de gente como o 'Vanguart', Karol Conká, Aline Calixto, 'Filarmônica de Pasárgada', 'Baleia', Gisele de Santi, Thais Gulin, Bruno Souto, Pélico e Bárbara Eugênia.

Seja surpreendido com versões magistrais de gente como da banda 'Aláfia' para 'saudade dos aviões da Panair', que coloca as percussões em primeiro plano. Já o rapper Rashid revela um balanço inacreditável com 'Tudo que você podia ser' – o mesmo acontece com 'Caxangá' na interpretação da 'Orquestra Contemporânea de Olinda'.

Felipe Cordeiro foi responsável por agilizar a latinidade de 'Cravo e canela'. Enquanto o 'Los Porongas' coloca um véu progressivo na sua versão especialissima para 'Nada será como antes', evocando 'The Doors' com 'Pink Floyd'. A versão de Fernando Temporão para 'Para Lennon e McCartney' coloca uma mistura inusitada de beats eletrônicos com bossa, orquestra etc e tal.

2015 Mil Tom
Disco 1
1. Clube da Esquina Nº 2 (com Vanguart)
2. Vera Cruz (com Aline Calixto)
3. Maria Maria (com Banda Tereza)
4. Saudade dos aviões da Panair (conversando no bar) (com Aláfia)
5. Para Lennon e McCartney (com Fernando Temporão)
6. O rouxinol (com Karol Conká e Boss in Drama)
7. Travessia (com Pedro Morais)
8 Canoa canoa (com Filarmônica de Pasárgada)
9 Lágrima do sul (com Tono)
10. Paula e Bebeto (com Pélico e Bárbara Eugênia)
11. Tudo que você podia ser (com Rashid)
12. San Vicente (com Bruno Souto e Chá de Pólvora)
13. Paixão e fé (com Phill Veras)
14. Sereia (com Letuce)
15. Caçador de mim (com Simonami)


Disco 2
1. Amor de índio (com Thaís Gulin)
2. Paisagem na janela (com Dani Black)
3. E daí? (com Baleia)
4. Caxangá (com Orquestra Contemporânea de Olinda)
5. Nos bailes da vida (com Gisele de Santi)
6. Nuvem cigana (com Selvagens à Procura de Lei)
7. Ponta de areia (com A Banda Mais Bonita da Cidade)
8. Beijo partido (com Blubell)
9. Cravo e canela (com Felipe Cordeiro)
10. Canção do sal (comVerônica Ferriani)
11. O Trem azul (com The Outs)
12. Cais (com Ana Larousse)
13. Canção amiga (com Tibério Azul)
14. Credo (com Dom Pepo)
15. Nada será como antes (com Los Porongas)

domingo, 21 de junho de 2015

QUE PASSA, QUERIDO? QUERIDÃO!!! ou A LENDA DO GALANTE VAVAJETZ E SUAS PARTÍCULAS SONORAS

Segue essa missiva para esse artista brasiliense, que tem estilo único de compor canções cheias de diversas referências maravilhóptimas.


'Os Jet Sambas' são teu sonho antigo, né? Vavá Afiouni. Você sempre dizia, “meu próximo disco vai ser o 'Jet Sambas'”, mas dai vinha outro e mais outro e enfim, tudo de novo...

Mas com seu jeito elegante de compor falando por metáforas, com peculiares adjetivos e inventando histórias – como o sonho milionário do SuperVavá – com esse jeito único de tocar baixo, com essas composições e vocais magmáticos de falar tudo que sente e expor a própria alma numa sucessão sintomática de sucessos sinceros.

Chegou com esse disco maravilhóptimo e cheio de energia, que já vem povoando nosso cenário, mesmo que metaforicamente falando. Começando pelo fim confesso logo a alegria de ouvir o álbum encerrando com a canção emblemática, que marcou uma época... 

Que video é aquele do prédio desabando? É que o hotel estava abandonado e agendado para implosão... Mas mesmo assim!!!! Somente mesmo uma mente brilhante como a sua, que é prateada e reluzente o suficiente para ter uma idéia genial e tecnológica como essa. Putaqueopariu!!! Phodástica com PH! Sabe? Derrubaste um prédio com as ondas sonoras! Hehehehehe.

Foi dessa gravação que saiu 'Bota gente no zoológico'? Cantada em uníssono por um monte de gente como um coro dos velhos samba-rocks dos anos 70 – Pra mim é bem emblemática, que essa mesma canção que encerra o álbum foi uma das primeiras que ouvi depois do 'Papo do Bicho', tipo encerrando o ciclo do 'Toró de Palpite' e iniciando o 'Jet Samba'... Por isso que comecei pelo fim... Enfim...



Já em 'Revolução', essas aliterações singelas que nos brindam com essa canção protesto, que é a mais suave e delicada de todos os tempos – cantada pelo percussionista George Lacerda. Aqui deixa eu colocar pros leitores, que a banda 'Passo Largo' tá tocando em todas as faixas e pra quem não sabe são Thiago Cunha na bateria e o Marcus Moraes na guitarra.

A valsa 'Tanajura ao Marimbondo' me lembra muito o clima de 'Jabuticabeira radioativa' e me parece uma fábula de amor muito improvável sobre uma cantora e um valentão. “É rock na certa!”. Gosto particularmente das imagens que você cria com as repetições cacofônicas da letra. Como em tanajura-jura e marimbondo-moribundo.

Da primeira vez que ouvi 'Típica' achei que era “te picar menino”, o que fazia total sentido já que a parte seguinte da letra dizia “eu fui trepar na goiabeira... eu fui brincar de dois” – mas acho melhor nem saber a verdadeira verdade sobre a história real dessa letra.

'Vento de Itacaré' me transportou direto para a praia paradisíaca do litoral baiano – pra quem não sabe é um lugar muito frequentado pelos brasilienses nas férias de verão. É uma canção bucólica e saudosista com coro da Suzanna Aune, que além de ser a autora das fotografias é homenageada em 'Su', uma legítima canção de amor lá do fundo da pleura central da peridural.

'Opa Paim' é uma interjeição espiritual, né? Com mais vocais especionais de George Lacerda e Ana Reis. Também achei um climão 'Tincoãs' e tal... E por falar nisso, achei 'Que passa' mais pra calipso-brasileiríssimo que sala-psicanalítica. Mas qualquer um que seja a canção é boa demais. Também vi com alegria a retomada ao tema dos dejetos, dos bichos, das frestas, dos orgãos anatômicos, das contas matemáticas, da evolução das espécies, do animal moral etc.

'O elevador' é teu reggae-social – com perdão do trocadilho – vejo uma reflexão filosófica e bem humorada sobre os tempos atuais. Seria o 'The Uáu do Vaváu'? “Bunda com testa” é uma imagem que representa muito bem o ônibus lotado para caraleo.

Mas essa canção que abre o disco, 'Todo dia', que é uma fábula do macaco que decidiu levar a vida do homem e descobriu que “problemas não cessam, assim como a evolução”, é mesmo foda e é a canção perfeita pra começar o álbum. Funciona bem como um resumo do que vem por aí...

Então pra encerrar como mesmo diria o galante Vavajets?
Um beijo na pleura! Queridão!!!

2015 Os Jet Sambas

1. Todo dia
2. O elevador
3. Que passa
4. Opa Paim
5. Su
6. O vento de Itacaré
7. Típica
8. Tanajura ao marimbondo
9. Revolução
10. Bota a gente no zoológico

domingo, 14 de junho de 2015

A MAIOR AMBIÇÃO DA CANÇÃO É SER SILÊNCIO

Pianista pernambucano apresenta obra sublime e de rara beleza, com a união improvável de dois grandes produtores da música brasileira.


O novo álbum do cantor, pianista e compositor Zé Manoel, 'Canção e Silêncio', é uma ilha. Um disco repleto de delicadeza sublime, que reflete a pessoa que é e o lugar de onde veio o cantor. Um disco que evoca o mar, o rio, as águas e toda sua beleza.

O cantor pernambucano conseguiu reunir na produção de um mesmo álbum, dois grandes produtores brasileiros, o Carlos Eduardo Miranda, que assumiu a produção musical e Kassin, que ficou em cargo da produção adicional de bases.

Com ambientação singela, Zé Manoel imprime a sutileza com apenas voz e piano em 'Água doce', 'Na noite em que eu nasci' e em 'Quem não tem canoa cai n`água', que tem a participação de Dona Amélia do 'Samba do Veio' da ilha de Massangano no Rio São Francisco. Em 'Nas águas do Mangangá', Zé Manoel recebe a percussão de Johann Brehmer em mais uma canção marítima.

Com arranjos de Mateus Alves, Fabio Negroni e Letieres Leite, que também regeu as cordas, madeiras e metais de canções como 'Canção e silêncio', 'Sereno mar', 'Cheio de vazio', 'Habanera hobie cat acalanto', 'Estrela nova' e 'Volta pra casa', que conta com a cantora Isadora Melo.

Em 'A maior ambição', o cantor experimenta com o formato trio de jazz com Tuty Moreno na bateria e o prórpio Kassin no baixo. Esse mesmo trio arrebenta o samba-jazz com 'Cada vez que digo adeus', com o shaker de Johann Brehmer. Já em 'O mar' Manoel experimenta a formação de baixo e guitarra, de Juliano Holanda (da 'Orquestra Contemporânea de Olinda'), e as percussões de Pupillo (da 'Nação Zumbi') e de Brehmer.

O disco 'Canção e Silêncio' é um deleite de ouvir e de curtir sentindo a brisa do mar e olhando a maresia passar tranquilamente pela janela, dar a vota no corredor e se perder no quintal de tranquilas redes de dormir sossegado. Uma galáxia!

2015 Canção e Silêncio

1. Água doce
2. A maior ambição
3. Canção e silêncio
4. O mar
5. Cada vez que digo adeus
6. Sereno mar
7. Cheio de vazio
8. Na noite em que eu nasci
9. Habanera hobie cat acalanto
10. Quem não tem canoa cai n`água
11. Nas águas do Mangangá
12. Volta pra casa
13. Estrela nova

domingo, 7 de junho de 2015

O AÇO QUE CORTA A CARNE É LEÃO QUE CANTA SUAVE

A segunda parte da triogia de EPs de Alessandra Leão chega a internet com fôlego para te deixar sem fôlego.


O novo som de Alessandra Leão carrega um imediatismo sonoro que encontra na sujeira das guitarras a razão para toda própria existência atual. É uma pletora de modernidade.

A trilogia iniciada com 'Pedra de Sal' em 2014, trás a segunda parte intitulada 'Aço' e fiquemos aguardando o próximo lançamento em 'Língua'. Com essa trilogia, a cantora pretende elevar seu canto aos palcos com força e delicadeza .

O EP começa com a faixa-título, 'Aço', que é de deixar sem fôlego de tão crua e torta e de ranger os dentes. 'Corpo de lã' leva os sintentizadores às batidas do maracatu numa massa orgânica, com participação de vocais de Odete de Pilar.

Depois segue com 'Prolonga', que tem uma pegada quase afrobeat e uma guitarra endiabrada de Rodrigo Caçapa, que desta vez produziu sozinho o EP. 'Acesa' é uma homenagem a Ogum e tem a participação de Kiko Dinucci e Rafa Barreto nas guitarras.

'Mergulho' encerra o EP, junto com 'Foi no porão', que trás uma vinheta com Odete de Pilar. Todo EP contou com Missionário José nos sintetizadores, Mestre Nico nas percussões e Guilherme Kastrup nas baterias – que produziu o EP anterior junto com Caçapa.

2015 Aço EP

1. Aço
2. Corpo de lã
3. Prolonga
4. Acesa
5. Mergulho
6. Foi no porão