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domingo, 31 de agosto de 2014

VOCÊ É DAQUELES QUE AINDA PENSAM EM TER IDÉIA

Estrela Ruiz Leminski apresenta uma seleção de belas canções compostas pelo pai, o poeta curitibano Paulo Leminski.


Após o ótimo álbum lançado em parceria com Téo Ruiz, 'São Sons', sob a alcunha de 'Música de Ruiz', Estrela Ruiz Leminski selecionou um diversidade fantástica de canções da obra musical de Paulo Leminski, o poeta marginal de Curitiba, para o álbum 'Leminskanções'.

O disco duplo separa-se em dois momentos distintos da obra de Leminski – o disco um, 'Essa Noite Vai ter Sol', apresenta um punhado de composições próprias do poeta, enquanto o disco dois, 'Se nem for Terra, se Transformar', mostra diversas parcerias com grandes nomes da música brasileira, como Itamar Assumpção, Moraes Moreira, Zé Miguel Wisnik, Edvaldo Santana e até William Shakespeare.

Com produção musical de Fred Ferreira e Natalia Malo, o álbum trás participações especiais de gente como Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro, Zelia Duncan, Ná Ozzetti, Serena Assumpção e Bernardo Bravo. Os músicos que gravaram o disco com a cantora receberam o nome de 'Os Paulêra', enquanto ela se apresenta agora como Estrelinski.

O disco é uma mistura de diversos ritmos e segundo Estrelinski os arranjos foram feitos baseados no que o próprio pai ouvia em casa. Por isso é fácil encontrar o reggae com pegada moderna como em 'Filho de Santa Maria' e 'Sou legal eu sei'. Mas também há o rock pungente como em 'Razão', 'Essa voz está sendo ouvida em Marte' e 'Hard feelings', ou com groove balanceado brasileiro de 'Ogum', 'Não mexa comigo' e 'Promessas demais'.

Num álbum duplo, também há espaço para a estranheza dodecafônica, tanto apreciada por Leminski, de 'Desilusão', 'Transformar' e 'Diversonagens suspensas', composta em parceria com a cantora e co-produtora do disco Natalia Malo. Outra mistura inusitada culturas e ritmos dá-se no âmbito de canções como 'Sinais de haicais' e 'Luzes', que mescla ska com folk norte-americano.

'Verdura', 'Mudança de estação' e 'Dor elegante' já são conhecidas do atento ouvinte por outras vozes, mas receberam tratamento elegante e afetuoso da cantora Estrelinski e suas estrelas, 'Os Paulêras'. Caetano, o pessoal d'A Cor do Som' e Itamar não “sofreram nessa última hora” com a releitura de suas canções em parceria com Leminski.

As belas baladas são o xote 'Se houver céu', o rock 'A você amigo', a etérea 'Navio', o blues 'Live with me', o jazz 'Hoje tá tão bonito' e a pop 'Oxalá'. O disco duplo encerra com a bucólicidade de 'Nóis fumo', parceria entre Leminski e Alice Ruiz, pais da cantora Estrelinski.

Como o pai, Estrelinski é uma artista inquieta. Além de cantora e compositora é poetisa e estudiosa da cena musical independente brasileira – lançou o livro 'Contra Industria' sobre este cenário atual e outras diversas obras poéticas.

2014 Leminskanções

Disco 1
1. Desilusão
2. Ogum
3. Razão
4. Verdura
5. Não mexa comigo (ft. Arnaldo Antunes)
6. Filho de Santa Maria
7. Se houver céu (ft. Zeca Baleiro)
8. Luzes
9. A você amigo
10. Navio
11. Mudança de estação
12. Essa voz está sendo ouvida em Marte
13. Valeu
14. Adão

Disco 2
1. Diversonagens suspensas
2. Dor elegante
3. Sinais de haicais (ft. Zelia Duncan)
4. Transformar
5. Live with me (ft. Ná Ozzetti)
6. Hard feelings (ft. Serena Assumpção)
7. Hoje tá tão bonito
8. Oxalá
9. Sou legal eu sei (ft. Bernardo Bravo)
10. Promessas demais
11. Nóis fumo

domingo, 24 de agosto de 2014

NONADA É O JUDAS NO MEIO DA RUA ou DO AUTO-EXÍLIO AO RENASCIMENTO

A banda 'Judas' mistura a viola caipira com rock e pop, para criar um estilo único intitulado como “hard-roça”.



A banda brasiliense 'Judas' nasceu do processo de reinvenção do compositor Adalberto Rabelo Filho – paulistano típico com raízes em Pernambuco e Rio de Janeiro. São dele as composições da banda 'Numismata' e as parcerias com Thadeu Meneneghini para a banda 'Vespas Mandarinas'.

Quanto veio para Brasília, Adalberto passou por dificuldades pessoais, mas encontrou no mesmo cerrado do auto-exílio a ideia que faltava a sua redescoberta como artista. Foi com a viola caipira do cerrado característico da cidade, que ele ressurgiu com um punhado de belas canções. Com as composições prontas, Adalberto buscou um time de músicos para personificarem as canções e dar-lhes uma forma definitiva.

Com produção, guitarra e baixo de Kadu Abecassis, viola caipira e violão de Fábio Miranda, piano e teclados de Helio Miranda, bateria de Augusto Coaracy e algumas participações especiais, Lucas Muniz na sanfona e clarone, Janaina Pereira ('Bicho de pé') nos vocais e Fernando Rodrigues ('Pé de Cerrado') na percussão e no baixo em algumas músicas.

'Nonada' abre o álbum com a analogia do sentido da palavra – na obra de Guimarães Rosa têm o significado de “ninharia” ou “coisa de pouco valor” – com a forma que a cultura popular é tratada atualmente. Composta em parceria de Adalberto com Fábio Miranda, que também compôs 'Flor do Agave', uma ode à redenção pela flor do título, que brota uma única vez para morrer dando lugar a novos frutos.

'Adeus violeiro' traz a primeira participação da cantora Janaina Pereira. Seguida por 'Mormaço', que releva o sentimento de que o “sertão está em todo lugar”. Em 'Canção do exílio' Adalberto remete ao texto de Gonçalves Dias, 'Canções do Exílio', ao mesmo tempo em que fala pela primeira vez da sensação de estar auto-exilado na capital do país. Já na canção seguinte, Adalberto assume a posição de candango nato em 'Cobra criada', com participação de Dillo Daraujo e Pio Lobato nas guitarras.

'Caim' sugere uma suposta formação de uns 'Novos Goianos', através da influência de Raul Seixas e dos 'Novos Baianos'. 'Entradas e bandeiras' trás a participação de Cacai Nunes na viola de cocho, numa alusão ao êxodo e ao desbravamento. 'De Comala a Macondo' mistura o realismo fantástico do mexicano Juan Rulfo com o do colombiano Garcia Marques e com o brasileiro João Cabral de Mello Neto.

'Dobrado' é a delicadeza na forma de canção com a mistura do blues com o cancioneiro popular violeiro. 'Lugar público' tem a participação da rabeca de Siba Veloso e a voz de Janaina Pereira. De certa forma, uma homenagem a José Agripino de Paula.

O disco encerra com 'Pássaro azul', uma canção de duplo sentido, que traduz o sentimento de encerramento de um ciclo. Existe ainda uma faixa escondida, 'Muçurana', uma singela reflexão que representa o “Oroboro” – uma serpente (ou dragão) que morde a própria cauda – reforçando o próprio significado do álbum.

Por isso, o álbum 'Nonada', que saiu pela 'Tratore', é uma obra coesa, que retoma a tradição das canções populares e subverte as próprias composições, trazendo-as à atmosfera atual e contemporânea.

Seguem algumas linhas da conversa que tive com o mestre Adalberto...

Como foi que você teve a certeza do que seria músico e compositor?

Eu não tenho certeza ainda.
Na verdade, eu acho que a música é mais um meio de expressão da minha poesia. Eu sou mais letrista, gosto da disciplina que a música obriga as palavras a assumirem, mas todas as melodias e a maior parte das harmonias eu faço também pra dar sentido emocional ao que estou tentando transmitir.
Diria-se o singer songwriter (cantor compositor em português). Acho que o Leonard Cohen seria o exemplo óbvio de referência.

E quanto ao 'Numismata'? A banda acabou? O último disco foi de 2009...

O 'Numismata' não acabou, ele existe ainda, de certa forma. Nesse mês a gente lança os lados B que ficaram de fora do 'Chorume' (2009) na plataforma digital – o disco vai se chamar 'Jenkem' e sai no dia 27 de agosto.

E como surgiu a ideia do 'Judas'?

Cara, eu cheguei aqui em Brasília e tive alguns percalços e o 'Judas' é a personificação desse caminho de reinvenção de mim como artista.
É um personagem que eu usei pra transcender essas dificuldades e ao mesmo tempo buscar a identificação das pessoas. O exilado, o proscrito em sua busca de redenção, o pária alfa.

Você não acha que o nome 'Judas' carrega uma imposição negativa?

Eu acho. Mas a intenção é essa. De se colocar na posição de condenado, pras pessoas ao mesmo tempo escurraçarem e se identificarem, que nem na malhação do Judas. Iisso permite que role uma sinceridade no “condenado”, uma liberdade. Tipo assim, é muito massa almejar ser Jesus, é legal tentar seguir São Francisco, mas todo mundo é Judas.
O importante é que a galera entenda que a identificação é com as falhas, que o ser humano é falho como o Judas. É uma lógica reversa da galera se olhar no espelho invertido e ver que não se pode julgar ninguém.
Porque no final todo mundo está sujeito ao erro. Falar a verdade e dar a real com liberdade, por isso pus a gente nessa situação de erro. Porque liberta.

É incrível que esse sentimento seja extravasado usando a viola caipira, que é uma forma de arte mais antiga e até discriminada...

É por isso que é legal. Porque como terreno inexplorado é riquíssimo em possibilidades, da mesma maneira que se releu o maracatu, o samba ou o frevo. E faz essa ponte do cerrado, com São Paulo, minha terra natal. Porque a viola é essencialmente paulista e é o primeiro instrumento a aportar no Brasil, com os Jesuítas. E nada mais justo que uma banda chamada 'Judas' venha levar a viola prum terreno mais pop.
Fora que eu acho que isso é natural no pop, como o manguebeat. É a possibilidade cíclica do tempo e da eterna renovação das coisas, como diziam Leminski e Wally Salomão (sobre a poesia do futuro).
Se eu fosse definir melhor, diria que é uma retomada de fé no formato de canção popular. A retomada de fé numa banda chamada 'Judas' – é própria expiação pelos pecados.
Mas a gente foi atrás de certa sonoridade híbrida, claro. Misturando as referências de regionalismo com as referências do que é "pop". E as letras fazem a liga...

E o que você está esperando alcançar com esse trabalho?

Eu espero que a galera se interesse pela proposta “diferente” e ouça bastante e curta as letras bastante também...

2014 Nonada

1. Nonada
2. Adeus, violeiro
3. Mormaço
4. Canção do exílio
5. Cobra criada
6. For do Agave
7. Caim
8. Entradas e bandeiras
9. De Comala a Macondo
10. Dobrado
11. Lugar público
12. Pássaro azul
13. Muçurana

domingo, 17 de agosto de 2014

O AMOR MORA EM ROMA NUM RAMO DE AMORA

Banda paulistana de multi-instrumentistas cria universo lúdico através da música brasileira e outros ritmos.



Entre marchinhas, samba-canções, ragtime, choro e vários outros ritmos, misturados ou não. A banda 'Pitanga em Pé de Amora' apresenta a delicada mistura de afrobeat com baião, marchinha com a fanfarra do leste europeu, entre tantas outras uniões inusitadas.

O grupo é formado por Angelo Ursini na flauta, clarinete, sax e voz; Daniel Altman no violão 7 cordas, guitarra e voz; Diego Casas no violão e voz; Flora Popovic na voz e percussão e Gabriel Setubal na guitarra, trompete, violão e voz.

Com diversos convidados especiais eles apresentam um disco singelo e bem delineado. Com participações de gente como de Mônica Salmaso, Teco Cardoso (flauta e sax alto e barítono), Lulinha Alencar (sanfona e piano), Bruna Caram, Pedro Altério, Pedro Viáfora, Silas de Oliveira, da banda 'Batuntã', entre outros.

O álbum 'Pontes para Si' abre com a canção 'O pescador' com os sopros do 'Batuntã', seguida pela delicadeza de 'Tempo novo', que dá lugar ao samba torto em 'Insônia'. A voz de Mônica Salmaso imprime beleza na canção 'Ceará', que logo dá lugar a mistura incrível do baião com o afrobeat em 'Baião de Fela'.

'Alma de poeta' é um samba épico com força para ser entoado em uníssono nas arquibancadas dos sambódromos. Enquanto 'Sonhos lúcidos' apresenta nova interferência da banda 'Batuntã' e 'Razão de ser' denota clara beleza entre as vozes e instrumentos, com letra inspirada em poesia de Paulo Leminski.

'Descompasso', 'Levantar respirar', 'Feito morrer', 'Oração' e 'Alpinista' mostram a delicadeza dos arranjos simples que se transformam numa suite de rara beleza. 'Marchinha', que encerra o álbum, apresenta a mistura das marchas com o ragtime, com o frevo, com a fanfarra do leste europeu e com o funk carioca.

Um disco imperdível para os amantes da música brasileira – uma obra ímpar muito bem produzida por Swami Jr.

2014 Pontes para Si

1. O pescador
2. Tempo novo
3. Insônia
4. Ceará
5. Baião de Fela
6. Alma de poeta
7. Sonhos lúcidos
8. Razão de ser
9. Descompasso
10. Levantar respirar
11. Feito morrer
12. Oração
13. Alpinista
14. Marchinha

domingo, 10 de agosto de 2014

ENTRE A LOUCURA E A LUCIDEZ DE TATÁ AEROPLANO

Tatá Aeroplano vive na loucura e lucidez, entre tantos personagens, que saem todos na forma de performances, canções e danças aeroplânicas.


Nasceu em Bragança, fundou a banda 'Jumbo Elektro' e depois o 'Cérebro Eletrônico', mas destaca-se também pelo trabalho solo, iniciado em 2012, com o álbum homônimo. Este é Tatá Aeroplano, o cantor, compositor, dançarino, ator, cronista, boêmio e entidade cósmica.

'Canga Louca' é apenas mais um dos tantos personagens incorporados por Aeroplano, num frenesi esquizofrênico de “happenings” e mini seriados momentâneos de loucura exótica e sensorial. A exclamação costumaz, “Misterrrrrrr”, é carregada de simbologias da mesma forma que exagera no som dobrado da letra “R”. Mas isto é somente a figura ímpar de Tatá Aeroplano.

Suas canções representam todas essas facetas e personagens bem humorados e sensuais, que ao mesmo tempo são espalhafatosos e loucos ou singelos e tímidos. Já no segundo álbum solo – Tatá lançou mais um álbum com a banda 'Cérebro Eletrônico' em 2013, o 'Vamos pro Quarto' – ele apresenta uma obra conceitual cheia de boas referências e experimentações.

'Na Loucura e na Lucidez' representa uma crônica cronológica sobre o fim dos relacionamentos amorosos. O disco começa com o desespero de 'Na loucura', representando o sentimento de perda de todo final da paixão. “Peguei um álbum antigo e botei pra chorar”, diz Tatá em parte da letra, fazendo uma bela analogia entre a música e os breves amores.

Na sequência em 'Amiga do casal de amigos', aparecem os amigos de verdade, que no intuito de minimizar o sofrimento da pessoa dispensada, oferecem consolo na companhia de outras possíveis parcerias amorosas – como fossem cafetões-sem-fins-lucrativos.

'A hora que eu te espero' é uma parceria entre Tatá Aeroplano com Alan Brasileiro, que enviou parte da letra através de comentários no site do cantor. Uma música que representa a calmaria após a tempestade de desespero e fúria. Essa canção antecede o sentimento de auto-descoberta do ex-cônjuge.

Mas antes dessa auto-descoberta, o indivíduo é retratado através da luxúria em 'Mulher abismo' e 'Entregue a Dionísio', que remetem às orgias de sangue, sêmem e vinho. Já em 'Onde somos um', Tatá apresenta um casal de parceiros – com a poesia do poeta ArrudA e o vocal de Bárbara Eugênia.

'Perdidos na estrada' trás o nascer de um novo amor. O amor a si próprio – enfim o auto-descobrimento. Uma reflexão na forma de atestado de encerramento de um ciclo, com 'Na lucidez'.

2014 Na Loucura e na Lucidez

1. Na loucura
2. Amiga do casal de amigos
3. A hora que eu te espero
4. Mulher abismo
5. Entregue a Dionísio
6. Onde somos um
7. Perdidos na estrada
8. Na lucidez

domingo, 3 de agosto de 2014

ANELIS E SEUS MARAVILÓPTIMOS AMIGOS IMAGINÁRIOS

A cantora Anelis Assumpção lança o segundo álbum da carreira e segue proliferando a riqueza da música brasileira.



Quando iniciou o processo de gravação do segundo disco, Anelis Assumpção junrtou-se com uma banda de amigos e parceiros para encorpar as canções com arranjos cheios de groove e suingue.

A banda que a acompanha segue com Bruno Buarque na bateria, Mau no baixo, Cris Scabelo e Lelena Anhala nas guitarras e Zé Nigro nos teclados – pois são eles os 'Amigos Imaginários' de Anelis.

O álbum apresenta muitas canções com arranjos de metais com as participações de Edy no Trombone, Cuca Ferreira no sax-barítono, Natan de Oliveira no trompete e Jaziel Gomes no trombone-baixo e também diversas percusões gravadas por Maurício Badé – mais alguns 'Amigos Imaginários'.

A duas faixas de abertura são o groove fantástico de 'Cê tá com tempo?' e do mambo-salsa 'Eu gosto assim' – duas canções compostas pela própria cantora, que são puro DNA. O disco também tem outra canção balançante em 'Toc toc toc' e com o dueto com Russo Passapusso, do 'BaianaSystem', em 'Devaneiros'.

Se o reggae, ska e dub já estavam presentes no primeiro álbum 'Sou Suspeita, Estou Sujeita, Não sou Santa' de 2011, essas referências continuam presentes no novo disco e estão representadas em faixas como 'Por que?'; 'Mau juízo', com Lucas Martins nos vocais e Teresa Iara nos efeitos; 'Inconcluso' com Micaela Wernicke nos vocais; e 'Song to Rosa', um maravilhoso ska meio samba-jazz com participação de CéU e Thalma de Freitas nos vocais – as irmãs de alma de Anelis, as 'Negresko Sis'.

Mas o álbum também tem o samba-noize 'Declaração', com participação de Kiko Dinuddi e Rodrigo Campos esmerilhando nas guitarras. Assim como o rockenrou 'Minutinho', composto por Anelis em parceria com Alzira E., Jerry Espíndola e ArrudA. O disco encerra com a cumbia-axé 'Deuso Deusa'.

O que extrapola no novo trabalho da cantora Anelis, é sua forma peculiar de misturar os estilos e imprimir em ritmos tradicionais estrangeiros o tempero brasileiro, que faltava nesse caldeirão.

Ouça com nenhuma moderação, mas cuidado para não espanar a “zurêia” com esse som sensacionóptimo.

2014 Amigos Imaginários

1. Cê tá com tempo?
2. Eu gosto assim
3. Mau juízo
4. Inconcluso
5. Por quê?
6. Devaneios
7. Toc toc toc
8. Song to Rosa
9. Declamação (intro)
10. Declaração
11. Minutinho
12. Deuso Deusa