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domingo, 27 de outubro de 2013

UM BLUSH DE TAPA NA ORELHA, DOS CEREBRAIS ANCESTRAIS

Banda 'Cérebro Eletrônico' lança álbum inspirado em momento singular e reforça o teor psicodélico e místico da própria discografia.


O som da banda 'Cérebro Eletrônico' é diferente de toda psicodelia dos outros representantes deste estilo musical. Eles conseguem fazer canções extremamente populares e experimentais, recheadas de efeitos e barulhinhos característicos do consumo de psicotrópicos.

A banda segue a mesma trajetória cronológica e coerente, que pode ser conferida desde o primeiro álbum, 'Onda Híbrida Ressonante' – apenas com as guitarras de Tatá Aeroplano e Fernando Maranho – no segundo 'Pareço Moderno' – com novos integrantes: Dudu Tsuda nos teclados, Isidoro Cobra no baixo e Gustavo Souza na bateria (que permanece na banda até hoje) – e em 'Deus e o Diabo no Liquidificador' – com Fernando TRZ nos teclados e Renato Cortez no baixo.

Neste álbum, 'Vamos pro Quarto', os cinco integrantes fizeram um retiro no recanto rural de 'Mestre Piu', nas montanhas de Bragança paulista. Foram três dias de muita chuva, muito tédio, brincadeiras e sons. Desse período surgiram as nove canções que compõe o disco, que funciona da mesma forma que a discografia da banda. É um petardo sonoro, que segue uma linha melódica, como fosse uma psico-ópera.

Tudo começa de maneira bucólica em 'Um brinde aos pássaros', canção rural bem-humorada que enaltece a cachaça e os apreciadores da bebida. 'Seus papos não colam' segue uma linha evolutiva e rítimica com a faixa anterior, e também explode num final crescente e apoteótico. O álbum segue num contínuo movimento rítimico crescente, comprovado na faixa seguinte, 'Não bateu', canção com letra envolvente e cheia de referências e influências – das gírias, outras canções ao cancioneiro francês.

'Oh! My Lou' é um interlúdio com letra em inglês e um suave toque psicodélico no solo da guitarra de Maranho. 'Libertem os Faunos' é uma “ópera lúdica” e lírica, seguida por 'Tristeza retrô' funcionando como um epílogo perfeito de extrema histeria. O disco segue com 'Canibais ancestrais', uma canção popular de simples luxúria.

'Egyptian birinights' é um mantra no melhor estilo psicodélico dos anos 60. Segue a narrativa de 'A internet parou', canção que encerra o álbum de forma catártica e hipnótica. Há ainda uma faixa escondida, 'No quartinho', que é uma colagem de levadas e climas diferentes, numa compilação de takes (ou ideias) não utilizados – na velocidade de um controle-remoto.

'Vamos pro Quarto' é um disco para se aproximar aos poucos e deixar-se levar suavemente pela caudalosa psicodelia da banda 'Cérebro Eletrônico'. Um novo clássico da música brasileira. Uma obra para ouvir sempre na sequência – inúmeras vezes... 

Em tempo, a capa é do 'Jardim de Delícias', do Bosch – e reflete bem o clima do álbum... 

2013 Vamos pro Quarto

1. Um brinde aos pássaros
2. Seus papos não colam
3. Não bateu
4. Oh! My Lou
5. Libertem os Faunos
6. Tristeza retrô
7. Canibais ancestrais
8. Egyptian birinights
9. A internet parou
10. No quartinho (hidden track)

sábado, 19 de outubro de 2013

OS HERDEIROS DA LOUCURA DE BAGGIO

Dupla sergipana mescla o sotaque nordestino com um paredão sonoro de rock'n'roll repleto de efeitos e peso.


'The Baggios' é uma dupla roqueira do estado de Sergipe, com Julio Andrade nos vocais e guitarras e Gabriel Carvalho na bateria – mas esse posto já foi ocupado por Lucas Goo (que foi estudar na Suiça) e Elvis Boamorte (que hoje tem o projeto 'Elvis Boamorte e os Boas Vidas').

O som dos caras é uma mistura de referências e influências do cenário do rock'n'roll atual – como as bandas 'The White Stripes', 'The Black Keys' etc – e nomes da música brasileira, como Raul Seixas, Zé Rodrix, Alceu Valença, Zé Ramalho etc. Tudo isso devidamente mesclado, Julio e Gabriel criam uma sonoridade única e ímpar com sotaque brasileiro.

O recém-lançado álbum, 'Sina', é prova de maturidade da dupla, que consegue apresentar um quebra-cabeças sonoro maciço e pesado, com letras evidênciando experiências cotidiana, simples dúvidas, gírias locais ou provérbios populares.

Além da dupla, gravando guitarra, vocais, bateria, pandeirola, maracas e queixada, o disco tem participações especiais de Pedrinho Mendonça na percussão em 'Afro', Rafael Ramos no órgão em 'Tardes amenas', Vitor Bigjohn na sanfona e Fabio Snoozer no contrabaixo acústico em 'Salomé me disse', Mário Augusto no saxofone e André Lima no trompete em 'Vagabundo arrependido' e 'Esturra Leão', que também tem as vozes de Daniel Torres, Arthur Matos e Renata Abreu – que também cantam em 'Domingo'.

Destaque para canções como 'Blues do aperreio', 'Sem Condição', 'Sina', 'Um rock para Zorrão', 'De malas prontas' e 'Descalço'. Enfim.... Para todo o disco.... A dupla Julio Andrade e Gabriel Carvalho apresentam um paredão sonoro chamado 'The Baggios', inspirado no músico andarilho conhecido apenas como Baggio, na cidade sergipana de São Cristovão - ver vídeos ao lado.

Um som que merece ser conhecido e apreciado pelo amante do bom e velho rock'n'roll.

2013 Sina

1. Afro
2. Blues do aperreio
3. Sem condição
4. Salomé me disse
5. Sina
6. Esturra Leão
7. Vagabundo arrependido
8. Um rock para Zorrão
9. De malas prontas
10. Domingo
11. Tardes amenas
12. Descalço

domingo, 13 de outubro de 2013

COM VOCÊ EU TÔ SEGURO PRA VIVER O QUE VIER

Marcela Vale lança novo compacto sob a alcunha de Mahmundi, e acrescenta música eletrônica no cancioneiro brasileiro. 



Mahmundi já é nome conhecido da casa e pertence ao novo time de jovens artistas da música brasileira, desde o lançamento do EP 'Efeito das Cores' em 2012.

Neste novo lançamento, Mahmundi apresenta um som mais intimista e delicado, que permeia todo o EP 'Setembro'. São ecos de James Blake, Bjork, 'Boards of Canada', entre tantas outras referências da música eletrônica atual. Ela faz um lounge com clima carioca do 'Arpoador'.

Um álbum que pode ser um 'Prelúdio' ao anterior ('Efeito das Cores'). Mahmundi consegue, 'Quase sem querer', se enquadrar num time de grandes nomes da cena eletrônica atual. Com o parceiro Lucas Paiva, ela cria um clima 'Leve' e sensual usando synths, drummachines, baixo synths, samples, loops, efeitos, bateria e guitarra.

'Setembro' é um livro musical de Mahmundi, onde ela conta a vida dos outros e abre o próprio peito e expõe-se aos sentidos dos ouvintes.

'Vem' sentir o coração batendo forte com as batidas e letras da canções de Mahmundi.

2013 Setembro EP

1. Vem {Selah}
2. Prelúdio
3. Quase sem querer
4. Arpoador
5. Setembro
6. Leve


domingo, 6 de outubro de 2013

UM PASSEIO NO MUSEU DE SOM DO BONIFRATE

Uma viagem psicodélica ao rock lunar pós-rural de um estrambólico Bonifrate e seu incrível vôo de Margaridas.


Bonifrate apresenta seu novo álbum, 'Museu de Arte Moderna`, como um passeio entre suas próprias canções. Todas elas devidamente expostas para apreciação no encarte de concreto que são todos Museus.

Então estendam os braços para fora do trem e sintam e toquem e ouçam tudo que quiserem neste lúgubre passeio ao 'Museu de Arte Moderna' de Bonifrate. Nessa visita, você vai perceber que o cantor adicionou novos elementos à sua música, como saxofone – criando assim, uma nova paleta de cor nas telas oníricas – por cima das pinceladas tradicionais de guitarra, violão, gaita, teclado, baixo e bateria.

Adentrando no salão, você encontra o 'Homem ao mar', seguida pela alegre 'Allegro! Allegro!', um rock pós-rural cheio de energia e bela lírica bucólica. 'Horizonte mudo' é um reggae com toques psicodélicos e leva o ouvinte à sala de antigas influências. Ainda no percurso da memória está 'Revoluções', com orquestração imaginária do quinto “beasouro”, seguida pela beleza crua de 'Soneto estrambólico', com as belas cenas criadas por Bonifrate, cheias de hélio e neon.

Interlúdio, 'Garbino' – serve para separar as alas do 'Museu de Arte Moderna'.

'Eu não vejo Teenage Fanclub nos teus olhos', tem todas as características de uma legítima canção “Bonifratiana”, mas funciona também para encher toda a cidade de musgo. Seguida pela faixa título, 'Museu de Arte Moderna', e pela intrumental 'Guaianá Mainline', resgatando a beleza rural “caipírica”. 'Paralaxe' encerra a visita ao salão do paredão de som, criado por Bonifrate e Banda.

'Aracati' funciona como introdução para 'Sabe da última', canção que representa o caldeirão de referências de Bonifrate, de suas aspirações e pirações etc e tal. 'Zéfiro' é um breve intervalo, apenas para permitir o ouvinte a tranquilidade para apreciar o encerramento do passeio em 'Canção de pelúcia', um convite a quietude existêncial.

Se no trabalho anterior, Bonifrate convidada o ouvinte a arrancar pedaços de si mesmo – na forma de ouvir suas canções – nesse álbum, 'Museu de Arte Moderna', o cantor expõe esses pedaços de alma – em forma de canções – numa coleção de peças de um quebra-cabeças psicoacústico.

2013 Museu de Arte Moderna

1. Homem ao mar
2. Allegro! Allegro!
3. Horisonte mudo
4. Revoluções
5. Soneto estrambólico
6. Garbino
7. Eu não vejo Teenage Fanclub nos teus olhos
8. Museu de Arte Moderna
9. Guaianá Mainline
10. Paralaxe
11. Aracati
12. Sabe da última
13. Zéfiro
14. Canção de pelúcia