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domingo, 30 de dezembro de 2012

MIRANDO O ALTO, RINDO E PREPARANDO O SALTO

Uma das primeiras postagens do ano, foi o álbum 'Avante' de Siba, e o texto foi escrito pelo próprio autor – fazendo dele o primeiro a escrever neste blog – por isso, deixo-me com uma nobre justificativa para repostar conteúdo.

O disco do Siba foi o melhor do ano – não pelo fato de ter sido inovador ou revolucionário, pois foi exatamente o contrário – mas pelo fato de ter sido extremamente popular. O álbum é tradicional, no sentido de que ele continua utilizando dos elementos que permearam toda sua discografia, desde o 'Mestre Ambrósio' às parcerias com Barachinha e com a 'Fuloresta do Samba. Siba transformou o som característico da zona da mata pernambucana em música pop, com arranjos enxutos e coesos, enaltecendo as rimas e histórias narradas pelas letras.

'Preparando o salto' abre o disco com propriedade de uma bela canção pop, entoada com maestria pelo cantor pernambucano. “Não vejo nada que não tenha desabado, nem mesmo entendo como estou de pé”, narra Siba, como um renascimento. Siba apresenta uma analogia à lenda de Ícaro e sua utilização das guitarras, no lugar de rabecas e violas.

A banda que acompanhou a gravação contou com uma formação simples, com Siba na voz, guitarra e viola, Leo Gervázio na tuba, Samuel Fraga na bateria e Antônio Loureiro no vibrafone e teclados, e ainda a excelência da produção de Fernando Catatau. A segunda faixa, 'Brisa' enaltece o vento, quase como uma versão moderna de Dorival Caymmi, com Siba cantando, “a brisa por ser carinhosa é quem mais tem castigado”.

“Ronca o céu, treme a terra, abala o norte. Se esparrama uma sombra sobre o sul. São o sonho e a noite irmãos da morte. Só sobrou nós dois num manto azul”, cita Siba, criando uma mitologia própria em 'Ariana'. Em 'Cantando ciranda na beira do mar', Siba conduz o ouvinte através de imagens oníricas, numa melodia épica e deslumbrante.

'A bagaceira' já havia sido gravada com a 'Fuloresta...' – assim como 'Çanoa furada' – mas ambas parecem ter recebido versão definitiva valorizando a letra ritimada e bem humorada, que relata uma tarde de carnaval e uma pescaria mal-sucedida, respectivamente. 'Mute' é um pequeno interlúdio, que funciona como introdução à 'Um verso preso', com participação de Lirinha.

Siba voltou-se para a guitarra, após ter abandonado o instrumento na adolescência, para dedicar-se à rabeca e viola. Segundo ele, foi preciso reaprender a mecânica da eletricidade, mas Siba criou um estilo próprio ao dedilhar do instrumento – reconhecível nos primeiros acordes, o que é muito raro no caso dos guitarristas. O peso nas melodias apareceu naturalmente, como bem exemplificado em 'Avante', pontuada por um riff potente, com um duelo entre o vibrafone e a guitarra.

Siba apresenta uma poética volta ao passado em 'Qasida', “Não adianta tirar de onde não tem, nem tentar encaixar onde não cabe. Sem saber alguém tenta, e quando sabe, já não dá nem um passo mais além. Pois de trás para frente nada vem, o que foi já não é e nem será e da frente pra trás, ninguém irá desfazer o que fez, certo ou errado”, ressalta Siba. A canção tem a guitarra especialíssima de Catatau.

'Bravura e brilho' é uma canção de ninar feita para o filho. O disco todo é permeado pelo sentimento da paternidade do autor, que dedica a canção e todo o álbum para o filho – que também aparece na capa junto com o pai, num momento de ternura e afeto.

'Avante' é uma peça de beleza única, que transporta todo o cancioneiro de Siba, relacionado com as canções da zona da mata, para o universo pop de canções de rádio.

2012 Avante

1. Preparando o salto
2. Brisa
3. Ariana
4. Cantando ciranda na beira do mar
5. A bagaceira
6. A canoa furada
7. Mute
8. Um verso preso
9. Avante
10. Qasida
11. Bravura e brilho

domingo, 23 de dezembro de 2012

...E LA VEM ELLEN OLÉRIA NA SUA ORELHA

O álbum de estréia de Ellen Oléria é uma obra singular, que reflete toda a trajetória dessa bela cantora de ébano.

 
Antes de arrebatar o público do programa 'The Voice Brasil', Ellen Oléria já fazia sucesso no circuito festivo de Brasília, antes mesmo de lançar o primeiro disco, 'Peça', em 2009. Na sequência ela lançou um dvd ao vivo, com o aclamado show do álbum de estréia, e participações de EMICIDA e Hamilton Holanda.

No disco 'Peça', Ellen apresenta uma série de baladas autorais, que refletem um período intenso de composições. O disco abre com 'Posso perguntar?', que enaltece o cerrado do Distrito Federal, com a guitarra jazzística de Rodrigo Bezerra, produtor do álbum. 'Mandala' segue enaltecendo o cerrado de “poeira vermelha”.

“Alô, alô, som!” é o cântigo que inicia a faixa 'Testando', onde ela entoa a famosa frase de que sua “voz transcende sua envergadura. Conhece a carne fraca? Eu sou do tipo carne dura”. Ellen declama com muita maturidade a consciência negra e segue desconstruindo o estereotipo dos negros no Brasil. Em 'Senzala (A feira da Ceilândia)', Ellen faz uma bela crônica cotidiana da feira em questão.

Em 'Brado', Ellen solta seu canto de pássaro de “quando o som se cala”, mesmo sendo impossível com essa bela cantora. 'Ato II' apresenta Ellen entre estalactites, pestes perestróikas e rochas magmáticas. 'Só pra constar' é uma quase bossa nova na forma de um samba sublime.

'Natural luz' representa o momento intimista de Ellen na voz e violão. Uma melodia que reflete alguns dos temas corriqueiros de Brasília, como a Avenida das Palmeiras em Taguatinga, ipês amarelos e a cor do cerrado emitindo a luz natural da cidade. 'Não-lugar' representa o sentimento de distância na forma poética, que só Ellen sabe fazer.

'Forró de tamanco' é uma canção de memória afetiva, que evoca o semblante do sr. Adalvêncio, pai de Ellen, que toca sanfona em 'Prólogo', faixa que antecede a canção de Antônio Barros e Cecéu. O disco encerra com 'Pedro falando com o reflexo', seguida pelo remix e 'Senzala' com participação especial do rapper GoG.

A banda que gravou o disco com Ellen, recebeu o nome de Pret.utu e continua a acompanhar a cantora em suas apresentações – agora pelo país inteiro – com Paula Zimbres no baixo, Celio Maciel na bateria, Felipe Viegas nos teclados, Pedro Martins na guitarra (Rodrigo Bezerra gravou o disco) e Leo Barbosa na percussão.

Impossível não se regozijar-se e sentir-se plenamente curado pela voz da Ellen Oléria.

2009 Peça

1. Posso perguntar?
2. Mandala
3. Testando
4. Senzala (A feira da Ceilândia)
5. Brado
6. Ato II
7. Só pra constar
8. Natural luz
9. Não-lugar
10. Prólogo
11. Forró de tamanco
12. Pedro falando com o reflexo
13. Senzala Remix (& GoG) ....

domingo, 16 de dezembro de 2012

O EXTRAORDINÁRIO PÉRICLES E SUAS MULHERES INCRÍVEIS

Péricles Cavalcanti é dono de belas palavras em lindas canções entoadas pelas vozes das novas cantoras da música popular brasileira.


Uma iniciativa do DJ Zé Pedro, que reuniu várias jovens cantoras, escolhidas por Nina Cavalcanti, filha do cantor e compositor, para gravarem essa antologia de grandes canções.

O álbum abre com um 'Blues' da CéU, que entrega uma versão carregada de estilo próprio. Com produção de Vitor Rice Z e violão de Marcelo Dworecki. Seguida por Nina Becker com 'O céu e o som', uma canção delicada, que ensina a voar e cantar. Uma ode ao amor com participação de Marcelo Callado.

A 'Bossa nova' de Bluebell é foda! Com belo arranjo, cellos, hammond, violão e produção de Bruno Serroni. Mallu Magalhães canta 'Elegia' – que havia sido gravada por Caetano – numa versão suave só voz e violão. 'Ode primitiva' com Barbara Eugênia tem Leo Cavalcanti no violão, baixo, sintetizador, programações e outras coisas mais. Canção composta sobre os fragmentos da 'Galáxia' de Haroldo de Campos.

'Clariô' tem as vozes de Marietta Vital e Mairah Rocha, com participações de Bruno Buarque, Cris Scabelo, Décio 7 e MAU. Um reggae delicioso de se ouvir e dançar, com luz e esperança. Tulipa Ruiz faz de 'Porto alegre (Nos braços de Calypso)' uma canção, que poderia figurar em sua própria discografia, em parceria com o irmão, Gustavo Ruiz. Bela analogia – de Péricles – entre a lenda de calypso com o ritmo caribenho.

Iara Rennó entrega 'Nossa Bagda' em parceria com Jonas Sá. 'Ela e eu' conta com as irmãs Serena e Anelis Assumpção, num arranjo minimalista com o violão de Pipo Perogaro em cima da bela melodia e letra de Péricles e de Arnaldo Antunes. 'Quem nasceu?' tem a voz de Laura Lavieri, a guitarra e baixo de Tim Bernardes e a bateria de Charles Tixier, num arranjo pós-psicodélico-tropicalista.

'Negro amor' é a versão em português de Caetano e Péricles para o clássico de Bob Dylan, 'It`s all over now, Babe Blue'. Com Karina Buhr e banda, Edgard Scandurra na guitarra, MAU no baixo, Bruno Buarque na bateria e André Lima nos teclados. Um rock sujo e pesado da nossa Iggy Pop de saias. Juliana Kehl vem com 'Será o amor?' e entrega uma música suave e delicada com parceria de Meno del Picchia, Rovilson Pascoal e Guilherme Calzavara.

Ava Rocha entrega 'Musical' junto com Gabriel Ballesté, Antonio Neves e Pablo Arruda, num arranjo de Negro Leo. 'Medo de amar nº 3' tem Tiê na voz e Gianni Dias no violão, guitarra e microkorg. O disco encerra com Juliana Perdigão num 'Canto maneiro' à maneira de Péricles, com participação de Pedro Durães nas programações eletrônicas.

Uma verdadeira “Jóia Moderna”, disponibilizada gratuitamente para quem se interessar e se dispor a escutar. Com certeza você vai gostar.

2012 Mulheres de Péricles

1. Blues - Céu
2. O céu e o som - Nina Becker
3. Bossa nova - Blubell
4. Elegia - Mallu Magalhães
5. Ode primitiva Bárbara Eugênia
6. Clariô - Marietta Vital e Mairah Rocha
7. Porto Alegre - Tulipa Ruiz
8. Nossa Bagdá - Iara Rennó
9. Eva e eu - Anelis e Serena Assumpção
10. Quem nasceu? - Laura Lavieri
11. Negro amor - Karina Buhr
12. Será o amor? - Juliana Kehl
13. Musical - Ava Rocha
14. Medo de amar nº3 - Tiê
15. Canto maneiro - Juliana Perdigão

domingo, 9 de dezembro de 2012

SUITE DE SAMBA SUAVE COM ALVINHO LANCELOTTI

Alvinho lancelotti disponibiliza gratuitamente, o segundo álbum, 'O Tempo Faz a Gente ter Esses Encantos', uma peça enxuta e delicada com belas melodias e letras.

Alvinho Lancellotti é filho do compositor Ivor Lancellotti, que já foi gravado por Roberto Carlos, Clara Nunes, entre outros e irmão do baterista Domenico Lancellotti, do +2. Faz parte da banda 'Fino Coletivo', que já gravou dois álbuns com muitas belas canções.

Neste segundo álbum solo, Alvinho apresenta os mais belos sambinhas cotidianos, com a mesma pegada carioca, que imprime também ao 'Fino Coletivo' – e que segundo ele ainda vai gravar o terceiro disco.

'O Tempo Faz a Gente ter Esses Encantos' é uma peça delicada, com a levada de samba zona sul pós-bossa nova. Com grandes participações especiais como a do irmão Domenico nas percursões, Davi Moraes nas guitarras, Pedro Costa nos violões e outras cordas, do – também parceiro de banda – Marcelo Frota nas guitarras, Dudu Oliveira nas flautas, entre outros talentos.

Com a palavra, o próprio cantor e compositor, Alvinho Lancellotti.

Como é seu processo de composição?
Sou daqueles que acreditam no "poder da inspiração". Minha maneira de compor é intuitiva, sempre. Uso o violão pra riscar uns acordes, como se o violão fosse um portal pra melodia chegar. Mas nem sempre o portal está aberto...
Muitas vezes quando a melodia brota, já vem com alguma palavra, algum tipo especifico de fonema... A partir daí eu vou lapidando a poesia. Esse processo de lapidação da letra eu vejo como a única parte mais cerebral de compor. Gosto da solidão pra compor. não sei compor em grupo.

Mas você também compõe em parceira, não é? Como funciona?
Eu não me sinto a vontade para compor em grupo no sentido de sentar junto pra fazer uma canção ou compor no estúdio com a banda. Preciso da solidão, de privacidade.
Não quer dizer que eu não goste de fazer em parcerias. Geralmente nas parcerias que estabeleço eu recebo uma melodia e faço a função de letrista. Em casa sozinho (risos).
Me identifico mais para cantar, as músicas que as melodias e letras são minhas.

Quais são suas principais influências?
Acho que eu bebi muito da fonte do meu pai, principalmente. E também de todos os parceiros dele e seus intérpretes.
As coisas que pintaram para todos nós, da música pop em 1980/90. Muito baile funk no Rio de Janeiro... Meu irmão, Domenico!

Onde você se situa? Na linha evolutiva da música popular brasileira....
Eu não sei fazer essa leitura sobre onde meu trabalho se encaixaria. Acho que tanto eu como qualquer um que esteja fazendo música hoje em dia, que não seja "de raiz", está sendo influenciado por tudo ao mesmo tempo.

Sendo o disco gratuito... como é seu esquema de divulgação e vendas de cd?
Era tudo que eu sempre quis. Ter o disco físico pra distribuir pra imprensa e vender nos shows e poder divulgar oficialmente o download.
A divulgação é baseada nessa troca que estou tendo com EuOvo . Liberdade para crescer na internet.

Você sente que tem mais retorno, pela ascessibidade do disco disponível gratuitamente?
Sem duvida nenhuma. Em um mês de lançamento tivemos mais de seis mil downloads do "O Tempo Faz a Gente ter Esses Encantos". Quando que em um mês, 6 mil pessoas teriam escutado meu disco? De que outra maneira que não essa...

Como o disco foi financiado?
Até a parte da mixagem eu consegui pagar com um adiantamento que eu peguei na Editora Warner. Tudo graças a Maria Rita ter gravado no ano passado uma parceria minha com Davi Moraes.
A parte de masterização, prensagem, capa e mídia foi financiada pelo Fausto Menta, que é um produtor cultural de Minas Gerais (Cataguases). O Fausto tem muitos projetos bacanas em teatro, música e cinema. Eu fui muito feliz quando resolvi mandar o disco pra ele escutar.

Não acha que atualmente - ainda mais em tempos de youtube, de virais etc - um clipe passou a ter lugar de mais destaque?
Estou batalhando por um clipe bem feito.
Uma das coisas chatas que vejo no momento atual do mercado fonográfico é que tem muita gente fazendo qualquer coisa só porque se sente obrigado a gerar conteúdo.
Não quero virar escravo dessa dispersão virtual.

2012 O Tempo Faz a Gente ter Esses Encantos

1. Sexta-feira
2. Alegria da gente
3. Vidigal
4. Gira de caboclo
5. É de mamãe
6. Meu bloco do amor
7. Antena
8. Vazio
9. Autoajuda
10. São Tomé

domingo, 2 de dezembro de 2012

DELTAFOXX HAS A MASTERPLAN

DeltaFoxx coloca todo mundo para dançar com belas melodias e boas composições, no novo lançamento de música eletrônica em Brasília.


A banda DeltaFoxx é um duo formado em Brasília, por Quizzik e Popinigis, que agora lançam o primeiro EP – junto com uma outra seleção de canções remixadas.

Quando começaram o trabalho de composição, o duo contava com a participação de Sergio Lacerda – formando um trio – mas ele teve de se afastar para cuidar de outros projetos (por isso o Delta no nome da banda – os três lados de um triângulo – a letra grega – etc), deixando os dois integrantes com um EP de quatro faixas, que refletem um lado eletrônico e outro mais roqueiro, com guitarras sujas e rifs pesados. “Essa banda tem uma metade rock e outra eletrônica”, ressalta Popinigis.

O EP começa com ‘Love is black’, uma faixa bem dançante. Quizzik lembra que foi a primeira canção a ser trabalhada efetivamente. “Alguns amigos acham que ela lembra uma vibe meio ‘Daft Punk’, por causa da guitarrinha”, lembra ele. Seguida por ‘Mask’, uma faixa com cara de “hit single”, que para Popinigis era a que mais daria certo.

‘Honesty’ tem uma levada eletrônica do final dos anos 80. “Um amigo deixou um recado dizendo que lembrava ‘Depeche Mode’, confirma Popinigis. ‘Jump in the sky’ fecha o EP, quase como um industrial pesado e sujo, sem deixar de ser dançante. Todas as faixas foram produzidas paralelamente com outras quatro faixas remixadas, de bandas como ‘The Xx’, ‘Phoenix’, ‘Killtronik’ e de outra banda brasiliense ‘The Pro’.

O processo de composição do DeltaFoxx sempre foi muito auto-didata, com muita pesquisa na internet e muitos ensaios. “A gente se reúne em torno de um esboço e aí vamos criando juntos. Fica aberto pra qualquer um de nós inserirmos os instrumentos ou programar batidas e sintetizadores”, relata Popinigis.

As composições são em inglês porque tanto Quizzik e Popinigis têm interesse em alcançar um público maior. “É muito difícil para uma banda com nosso estilo alcançar um grande público apenas cantando em português”, conclui Popinigis, confirmando que o som se limitaria aos países de língua portuguesa. “No meu caso, me sinto mais à vontade com o inglês. Eu morei fora em duas ocasiões. Então pra mim é natural pensar em inglês”, afirma Quizzik.

Quanto aos downloads gratuitos, eles tratam o assunto como um investimento, já que gastaram tempo e a própria verba para produzirem o material. “Existem várias maneiras de se ganhar dinheiro. Distribuir nossas músicas de graça na web é uma forma de divulgarmos nossa arte pra várias pessoas que não nos conhecem. Então acabamos ganhando com nossas apresentações, seja em DJ sets individuais, num DJ set como DeltaFoxx ou numa apresentação ao vivo, no formato banda – que é o nosso próximo passo”, diz Quizzik. 

A banda DeltaFoxx promete um caminho luminoso cheio de programações e synths. Outro grande expoente da música eletrônica na Capital Federal.

2012 DeltaFoxx EP 

1. Love is Black
2. Mask
3. Honesty
4. Jump to the Sky

ABAIXAR

para ouvir (e baixar) os remixes, clique aqui.