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domingo, 24 de abril de 2011

THEY ARE MOTÖRHEAD, AND THEY PLAYED ROCK’N’RÖLL

Lemmy Kilmister é o Cara! O cara do rock’n’roll. O cara que dizem ser Deus. Ele é o Cara! O Lemmy pode ser chamado por esses nomes sem causar nenhuma controvérsia ou polêmica. Ele é Deus e também o Cara!

De fato ele foi roadie de Jimi Hendrix e viu os Beatles tocarem no Cavern Club, sem falar que bebe whisky-Jack-Daniels-com-coca-cola todos dias. Assim ele coloca todos notórios rockeiros-que-não-morrem-nunca no chinelo, e ainda por cima seguindo firme e coerente em toda sua carreira – à frente do Motörhead.

O Lemmy é uma instituição! Uma entidade! Maior que a própria banda... Lemmy is Motörhead!!! A prova disso são todos os depoimentos – no documentário sobre ele – que entoam em uníssono a tese que acabei de defender. Lemmy é foda!



Lemmy the Movie (arquivo RAR com torrent + legenda)

Em Brasília, Lemmy abriu o show com a matadora ‘Iron fist’, do disco homônimo, seguida por outro clássico, ‘Stay clean’ de ‘Overkill’ e ‘Get back in line’ do petardo lançado este ano, ‘The World is Yours’. O show segue com ‘Metropolis’ também de ‘Overkill’ e ‘Over the top’ que jamais havia sido gravada em disco de estúdio, só tendo registro nos álbuns ao vivo da banda.

Depois o Motörhead mantém o volume alto com algumas faixas de discos mais recentes como ‘One night stand’ do album ‘Kiss öf Death’, e ‘Rock out’ de ‘Motörizer’, para emendar no solo de guitarra de Phil Campbell, seguida de ‘The thousand names of God’ também do ‘Kiss öf Death’.

‘I got mine’ do subestimado disco ‘Anöther Perfect Day’ foi a próxima da lista, seguida por ‘I know how to die’ do álbum mais novo, depois por ‘The chase is better than the catch’ de ‘Ace öf Spades’, ‘In the name of tragedy’ de ‘Infernö’, seguida pelo solo arrasador de bateria de Mikkey Dee.

Depois do solo de Dee, Lemmy volta ao palco e anuncia ‘Just 'cos you got the power’ do álbum ‘Rock 'n' Roll’, e emenda ‘Going to Brazil’, de ‘1916’, na sequência. Depois o show volta aos clássicos com ‘Killed by death’, com toda a platéia cantando junto com Lemmy, seguida pelo sucesso absoluto ‘Ace of Spaces’ , para encerrar no bis apoteótico de ‘Overk
ill’ com mais de 10 minutos.

Quem assistiu ao vivo, presenciou um dos melhores e mais altos shows que já houveram no Ginásio Nilson Nelson. Aproveitando a surdez temporária causada pelo espetáculo – deixo o útlimo disco da banda e um bootleg de responsa – com o mais recente setlist do Motörhead que encontrei (que só não tem ‘Iron fist’, mas todas outras faixas são iguais).

2011 The Wörld is Yours

1. Born to lose
2. I know how to die
3. Get back in line
4. Devils in my head
5. Rock 'n' roll music6. Waiting for the snake
7. Brotherhood of man
8. Outlaw
9. I know what you need
10. Bye bye bitch bye bye

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2011 Motörhead Live at the Warfield

1. Intro
2. We are Motörhead
3. Stay clean
4. Get back in line
5. Metropolis
6. Over the top
7. One night stand
8. Rock out
9. Guitar intro
10. The thousand names of God
11. I got mine
12. I know how to die
13. The chase is better than the catch
14. In the name of tragedy/ Drum solo
15. Just 'cos you got the power
16. Going to Brazil
17. Killed by death
18. Ace of spades
19. Encore break
20. Overkill

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domingo, 17 de abril de 2011

SIGA O SOL E VÁ EM FRENTE


‘Há-Ono-Beko’ que dizer”siga o sol e váem frente” na língua do povo Kelú do Gabão. A banda lançou o primeiro disco em 1999, e chamava a atenção pela inventividade de Junai Gonzaga, que construía instrumentos musicais, de percussão e sopro, com materiais recicláveis.

Nessa época, final dos anos 90, a banda fazia parte do novo boom de bandas brasilienses, que incluía ‘Os Cachorros das Cachorras’, ‘Xalé Verde’, ‘A Tuba Antiatômica do Planalto’, entre outras.

Demoraram 10 anos para a banda lançar o segundo, e lendário, álbum. Um disco que havia se tornado mitológico, e tinha todo tipo de lenda e histórias em volta desse lançamento. Há anos era aguardado e esperado, mas nunca ficava pronto. Muita gente nem acreditava mais que algum dia o disco iria sair.

Mas enfim, em 2009, a banda lançou o tão aguardado segundo disco. Com uma formação ligeiramente diferente, mas com os integrantes fundamentais, como Junai Gonzaga, Kaju e Dred, que são a espinha dorsal do ‘Há-Ono-Beko’.

A banda sempre mesclou a música pop, com cantigos indígenas, e batucadas do cerrado, com instrumentos fabricados por eles mesmos. Essas características ficam mais evidentes no segundo disco, ‘O Lado Bom’, que mais parece ter sido dividido em lado A e lado B. Com o lado A destinado às canções mais pops, capitaneadas por Dred, e o lado B mais roots do Junai e Kaju. Aproveitem o sol e vão em frente!!!

1999 Há-Ono-Beko

1. Batuque da tribo
2. 500 anos de quê?
3. Menino do pé pequeno
4. Ciranda
5. Ha-Ono-Beko pelo povo
6. Grooveando
7. A parada ainda existe
8. Homenagem aos mestres
9. Caravana
10. Basta
11. Boi Cabrunco
12. Batida raiz
13. Semeador

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2009 O Lado Bom

1. Filho de Xangô
2. O lado bom intro
3. O lado bom
4. Arawê
5. Verão chuva
6. Cor de lata
7. Introvibe
8. Relampeio
9. Força
10. Pense na vida
11. Preto veio
12. Chame as sementes
13. Criança africana
14. Batukindjena
15. Sir Andaluz
16. Viagem pelo cerrado
17. Radio Kesoh

domingo, 10 de abril de 2011

SOBRADO 112 NO PAÍS DA VITROLA ADUBADA


O Sobrado 112 é uma banda que não se repetiu em nenhum dos três CDs, gravados e já lançados.

Em 2007/2008 a banda estreou com ‘Demanche’, um álbum que fazia um som que trafegava entre o jazz-fusion e o popular. Tinha até participação especial de Aldir Blanc em ‘Acionista da boemia’.

Em 2009, foi a vez do álbum ‘Isso Nunca me Aconteceu Hoje’, onde o som estava mais pro samba e rock, com pitadas de afrobeat. Os vocais são muito mais coletivos, do que antes, como é ouvido em ‘Eu não quero ter razão’. O disco tem muito mais suingue, muito mais groove, mais instrumentos, mais banda, mais tudo. E também tem a produção do BiD.

Nesse terceiro álbum – este que pode ser considerado o ‘Let it Be’ da banda, já que foi gravado antes do ‘Isso Nunca me Aconteceu Hoje’, mas foi lançado apenas agora com um ano de diferença – ‘Sobrado 112 no País da Skapolca’ tem uma pegada muito mais reggae e ska e rocksteady, sem deixar o rock de lado. Não cabem mais brincadeiras através de letras bem humoradas e parcimoniosas, já que todas as faixas são instrumentais, mas cabe a produção caprichosa de Buguinha Dub, incluindo um remix dele próprio.




O disco abre com uma levada dureza como ‘Carne de pescoço’ e segue com a sensual e divertida ‘Eu e minha amada no Grajaú’, que até pode ser considerada uma continuação não-oficial para a faixa ‘Grajaú’, presente no segundo disco da banda, em que cantavam “eu e tu lá no Grajaú, sem tu-tu para o buzu” – esse bairro é quase uma fixação ou uma obsessão – vão tomar no Grajaú!!!

O disco segue com ‘Dub’, que o nome já diz tudo, e até recebeu um remix de Buguinha Dub no final do disco. A seguinte é ‘Maldição da caveira’, um rockezão forte e firme com a guitarra mais pesada que já ouvi o Vitinho Gottardi levar. Depois, ‘Skapolca rocksteady’, que o nome também já diz o que é, mas tem todo o clima de um Sobrado construído por Buguinha.

‘Simérius Conan’ havia sido bônus no segundo disco e aqui ela ficou como a homenagem a um velho-camarada da banda – a quem todos chamavam carinhosamente de Conan, o Simério. O álbum encerra com o remix de ‘Dub’, o bônus remix do Buguinha, que também participa dos shows de lançamento do disco.




2011 Sobrado 112 no País da Skapolca

1. Carne de pescoço
2. Eu eminha amada no Grajaú
3. Dub
4. Maldição da caveira
5. Skapolca rocksteady
6. Simérius Conan
7. Dub (Buguinha Dub remix)

domingo, 3 de abril de 2011

O TEMPO COLONIAL DOS MÓVEIS REAIS DE ACAJU



Os Móveis Coloniais de Acaju sempre estiveram atentos com as novas mídias, novas ferramentas na internet, novas redes sociais etc. Semana passada, mais precisamente no dia 27 de março – o dia do graffite –, a banda movimentou o twitter e o site da MTV gravando o clipe da canção ‘O tempo’.

A idéia era gravar um clipe em plano sequência, com a música em rotação quatro vezes mais lenta, para quando tudo passasse em tempo real, os atores, bailarinos e músicos ficassem com o movimento bem rapidinho – da forma que eles estão dançando no vídeo acima.

Tudo isso foi transmitido em tempo real pelo site da MTV...





















No dia do graffiti, a homenagem da banda era em parceria com o grupo graffiteiro Kollors Kingz , além de claro também a MTV e o diretor Steve ePonto, que coordenou a empreitada.

Enquanto a banda dançava a coreografia estranha, o grupo Kollors Kingz escrevia, num painel de vidro, os nomes das pessoas que twittassem utilizando a tag #TempoRealMoveisMTV. Lembrem-se de que tudo era transmitido ao vivo por livestreaming.




É curioso que o nome do projeto seja #TempoRealMoveisMTV, que envolva a twittagem, graffitagem e coreografia da banda em tempo real e que o nome da faixa seja ‘O tempo’.

Essa é apenas um das iniciativas do Móveis Coloniais de Acaju, que envolvem novas mídias e tecnologias. A banda sempre foi muito ativa na internet, desde a atualização intensa do site, das redes sociais e das estratégias para colocar o nome da banda na mídia.

O disco mais recente, ‘C_mpl_te’, saiu em 2009 pela Trama Virtual (é só se cadastrar e baixar) e desde então a banda segue divulgando o petardo de todas formas possíveis. Até criaram uma tag, ’Adoro Couve’, onde tocaram vários covers de bandas como Flaming Lips, Talking Heads, Ultraje a Rigor, entre outros.

Grande parte dos integrantes da banda tocam em outra banda – tipo uma spinoff (termo em inglês, que serve para denominar um produto menor, derivado de outro bem maior) com a qual tocam em festivais e grandes jams com os amigos – a Vai Tomar no Acaju, que toca covers em versões metais em brasa, como por exemplo o crossover da canção título do segundo filme da série ‘Pantera Cor-de-Rosa’, ‘A shot in the dark’ com o rap ‘Careca sim e daí’ do Câmbio Negro, de Brasília – que virou ‘A shot in the dark, sim e daí’.


2009 C_mpl_te

1. Adeus
2. Lista de casamento
3. O tempo
4. Cão-guia
5. Descomplica
6. Café com leite
7. Pra manter ou mudar
8. Bem natural
9. Falso retrato
10. Cheia de manha
11. Sem palavras
12. Indiferença

Abaixar pelo álbum virtual

2010 Adoro Couve

1. Adeus de carnaval (Móveis Coloniais de Acaju)
2. Do you realize (Flaming Lips)
3. Alegria (Cartola)
4. Psycho killer (Talking Heads)
5. Replay (Trio Esperança)
6. Eu me amo (Ultraje a Rigor)
7. Everybody (Backstreet Boys)
8. Enter Sandman (Metallica)
9. A menina dança (Novos Baianos)

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