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Por isso o blogui encerra este período de hiato na esperança de alcançar o aporte financeiro necessário para dar continuação aos trabalhos por mais um ano.

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domingo, 30 de janeiro de 2011

O ESPETACULAR PROJETO MAFARO DIKO FARÁ

André Abujamra pode ter inaugurado um novo conceito de fazer e vender música. O show de seu mais recente disco, ‘Mafaro’, não é simplesmente um espetáculo audio, mas sim um ‘Show Filme’, como bem anuncia nos letreiros iniciais.

Abujamra ressalta que seu projeto não teve apoio da Petrobrás, nem da Ancine, e que bancou tudo do próprio bolso. O conceito. Um espetáculo ao vivo, acompanhado de imagens que sustentam uma narrativa, a cada faixa.

‘Mafaro’ que dizer alegria na língua do zimbabwe. Abujamra, como bom pesquisador da música do mundo todo, transforma todos esses ritmos numa peça de forte apelo popular. Suas composições trazem forte acento cosmopolita. Esse som é universal.

Pode até ser que o ‘Mafaro’ de Abujamra não tenha mesmo inaugurado o conceito. Mas com toda certeza foi um dos precursores. O espetáculo ‘Mafaro’ é imperdível e complementa o álbum. Mas o disco vive sem o show e vale muito a pena baixar. O próprio Abujamra incentiva...



MAFARO TEASER SHOW from Andre Abujamra on Vimeo.


2010 Mafaro

1. Origem
2. Imaginação
3. Lexotan
4. A pedra tem vida
5. Uma a uma
6. O amor é difícil
7. Tem luz na cauda da flecha
8. Logun Edé
9. Daumloudaram
10. Abuxiscuruma
11. Duvião
12. Mafaro

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domingo, 23 de janeiro de 2011

VENHA BAILAR NA ACADEMIA DA BERLINDA

Na ‘Academia da Berlinda’ você aprende a bailar a cumbia, o bugaloo colombiano, o carimbó, o samba, reggae, dub e até jovem guarda.

O novo disco da ‘Academia da Berlinda’, ‘Olindance’, mostra o amadurecimento da banda e põe todo mundo pra dançar, mais um vez... Desde o primeiro álbum, a banda apresenta suas cumbias, guarachas, carimbós e toda sua salada de ritmos para o benefício do freqüentadores dos bailinhos.

Desde o princípio, a proposta da ‘Academia da Berlinda’ foi de colocar o povo pra dançar, como nos velhos bailinhos dos tempos de outrora, mas que vêm sendo resgatados por bandas como esta, entre várias outras.

Enfim... No segundo disco, a banda apresenta um repertório muito mais preocupado na experiência da mistura dos ritmos e nas possibilidades que tudo isso traz. Mesmo assim o álbum prima pela diversão e pela dança, que é impossível não marcar o ritmos e sacudir o esqueleto ao ouvir esse petardo.

Com produção bem cuidada de Buguinha Dub, assim como mixagem e masterização de Gustavo Lenza do ‘YB Studios’, com patrocínio da ong ‘Via do Trabalho’ e apoio da ‘Maruim Records’, ‘Fábrica Estúdios’, ‘Studio Mundo Novo’ e ‘Refinaria Cultural’.

O disco abre com ‘Bem melhor’ faixa que foi lançada como single em janeiro de 2010 e segue com a bela ‘Cumbia da praia’. ‘Fui humilhado’ mostra uma visão bem humorada da vida de um pop star emergente. Daí o álbum continua apresentando belas canções de bailar, como ‘Lua’, ‘O gole’, ‘Primeiro plano’, ‘Lágrimas’ e as instrumentais ‘Praia do L’ e ‘Berlinman’.

Algumas faixas fogem um pouco da proposta da banda, que é de fazer dançar com ritmos calientes e sabrosos, como ‘Melô do meninão’, que tem fortes influências dos rockezinhos antigos da jovem guarda. ‘A gringa’, ‘Filhinho’ e ‘E então’ seguem uma linha de arranjos mais elaborados com base na “adubagem”. O disco encerra no ‘Tapete vermelho’. Ééégua!!!

2011 Olindance

1. Bem melhor
2. Cumbia da praia
3. Fui humilhado
4. Lua
5. Praia do L
6. A gringa
7. Filhinho
8. Melô do meninão
9. E então
10. O gole
11. Primeiro plano
12. Berlinman
13. Lágrimas
14. Tapete vermelho

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domingo, 16 de janeiro de 2011

A INCRÍVEL E TRISTE HISTÓRIA DE BAPTISTA, O HOMEM QUE VIROU MÁQUINA

Esse Baptista é apenas um personagem de ficção. É a história de um operário, que tem um trabalho repetitivo e cansativo. Até chegar ao ponto de ruptura onde percebe estar isolado num mundo tecnológico e repleto de máquinas.

‘Baptista Virou Máquina’ é o nome de um projeto ambicioso do ‘Burro Morto’, banda paraibana que faz uma mistura afrobeat com grooves e levadas funks e synths progressistas e psicodélicos, entre tantas camadas. Melhor definindo o som da banda... É um som de camadas.

Esse projeto ambicioso é o segundo álbum da banda e um filme de média-metragem, que foi possível pelo Projeto Pixinguinha, do Ministério da Cultura (Minc). Carlos Dowling foi produtor executivo de todo projeto e também dirigiu o filme, com direção de arte de Shiko, que também fez a arte do encarte do disco.

Esse novo projeto do ‘Burro Morto’, além de disco também virou trilha óptica original, isto é, um média-metragem construído em cima das músicas e climas do disco. A banda contou com participação de Fernando Catatau na faixa ‘Cataclisma’.

O ‘Burro Morto’ nasceu quase como projeto paralelo de seus integrantes, Haley nos sintetizadores, Leo Marinho na guitarra, Daniel no Baixo, Ruy na bateria e Pablo na percussão. Mas a banda cresceu com uma proposta ousada de música instrumental, que propõe um verdadeiro happening futurista – mesmo que seja apenas no formato sonoro.

Mas a banda também já se apresentou, tocando o disco inteiro em cima da projeção do filme – num verdadeiro cine-concerto – em Recife. Assim, a proposta ousada de banda, cresce cada vez mais a ponto de acrescentar novas camadas – mesmo que em mídias diferentes – num espetáculo de camadas por cima de camadas.

Aproveitando uma breve passagem do ‘Burro Morto’ pelas terras daqui, falei com o Haley sobre o disco e deixo abaixo suas impressões.

Como foi o processo de gravação? E porque virou um filme?

Nós mesmos fizemos a produção musical. O disco foi gravado e mixado no nosso estúdio, o Mutuca.

Primeiro foi elaborado um roteiro, que seria a vida do personagem Baptista. Depois dividimos esse roteiro em diversas partes, cada música representa uma parte dessa história. Obviamente que não é uma representação clara, imaginamos que ninguém criará as mesmas imagens que nós, mas esse lance do roteiro serviu como um ponto de partida. Uma música trata da cidade, outra trata do trabalho, etc. As músicas surgiram já durante o processo de gravação, ficamos internados no estúdio por dias.

Como o disco já tinha um caráter meio cinematográfico, não demorou a surgir essa idéia. Antes já tínhamos a idéia de registrar todo o processo de gravação.

Fale um pouco do conceito desse disco?

Ele versa basicamente sobre o trabalho. Sobre esse lance de trabalharmos sempre mais, e continuarmos sempre aquém financeiramente. É meio que uma projeção extrema de onde isso poderia chegar. Queríamos fazer um disco futurista, mas não aquele futurismo glamouroso e sim um futuro mais condizente com o terceiro mundo.

Baptista é uma cara que, há 50 anos, só trabalha. Graças aos avanços farmacológicos, as pessoas já não dormem mais e não fazem nada além de trabalhar para pagar as ferramentas de trabalho. Um dia Baptista sofre um acidente em serviço e desmaia. Nesse desmaio ele sonha com as antigas capacidades do homem, como amar, fazer arte, ter amigos etc. Então o disco tem uma primeira parte que trata do trabalho repetitivo e a segunda, que trata desse sonho, um paradoxo da primeira.

O disco é a trilha sonora do filme?

Na verdade nós costumamos dizer que o filme é uma trilha visual do disco, pois o filme só surgiu depois de todo o disco estar pronto. O enredo do filme parece com o enredo original do disco, mas é um paralelo, não conta exatamente a mesma história.

No filme, Baptista é um soldador, quando seu material de trabalho acaba, ele sai pra comprar mais e percebe que só resta ele no mundo. Aí ele fica interagindo com a cidade e com suas memórias.

2011 Baptista Virou Máquina

1. O céu acima do porto
2. Transistor Riddim
3. Tocandira
4. Bapstista, o maquinista
5. Volks velho
6. Foda do futuro
7. KalaKuta
8. Cataclisma
9. Volte amor
10. Luz vermelha

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domingo, 9 de janeiro de 2011

O DISCO BRASILEIRO MAIS IMPORTANTE DA DECADA, SEM NOSTALGIA

Sei que muitos irão discordar dessa escolha e posso até concordar que existam candidatos excelentes, que tenham discos até mais populares e fáceis de ouvir que o ‘Sem Nostalgia’ do Lucas Santtana. Para esses, recomendo a audição desse álbum com fones de ouvido...

Acontece que eu o acho importante por uma série de razões, entre elas o fato de ser uma obra que resgata o velho formato voz e violão e subverte-o de tal forma que não parece ter apenas voz e violão. Claro que não há exclusivamente voz e violão, porque existem samples e programações, sem falar em toda a ambientação – mas tudo isso são camadas para cada música.

O disco abre com uma colagem frenética de grandes riffs de violão, ‘Super violão mashup’, começando com ‘Noite de temporal’, de Dorival Caymmi e seguindo com trechos de outros grandes artistas do instrumento, como Baden Powell, Jorge Benjor, Gilberto Gil, Tom Zé, Moraes Moreira, entre outros. Essa faixa funciona bem como abertura e prepara o ouvinte para o que vem a seguir.

A faixa ‘Who can say wich way’ tem uma levada contagiante, que é praticamente impossível não bater o pezinho marcando o ritmo. A interação entre o riff do violão com o violão mineirinho dá força à gravação. Tudo isso aliado à batucada no corpo de outro violão. Por isso mesmo o disco é uma obra de voz, violão e ambiente, nas palavras do próprio Santtana.

‘Night time in the backyard’ é uma parceria com Arto Lindsay. Começa com o violão de Santtana e vai logo apresentando as camadas. Que barulho é esse? Um ruído do som? Não... É um grilo! Cadê esse grilo safado? Mas ai você entra mais fundo no bosque, na floresta, no jardim, ou onde sua imaginação o levar... Essa é uma faixa pra se respirar, junto com a retomada de ar de Santtana, junto com as cigarras, com os grilos e todos outros insetos, capturados na maravilhosa máquina de gravação do tempo... Inspira... Expira... “Closer, closer, closer… night begains to fall”.

‘Cira, Regina e Nana’ tem mais uma levada irresistível, com o riffs e batucadas nos violões entre ecos e delays. Uma das melhores faixas do disco. Uma canção adorável que conta uma história ao inverso do descrito em ‘Terezinha de Jesus’ do Chico Buarque, mas também tem um pé no ‘Taj Mahal’ de Jorge Benjor.

‘Recado pro Pio Lobato’ faz guitarrada misturando violões, com programações e samples. Tudo começou quando Pio Lobato misturou maracatu com guitarrada em ‘Recado pra Lucio Maia’, claramente uma referência ao guitarrista do Nação Zumbi. Antes de Maia poder responder o recado, Santtana pegou o fio da meada e fez essa canção em parceria com Régis Damasceno. Hoje Maia já lançou a sua resposta no disco novo do ‘Maquinado’, ‘Recado ao Pio, extensivo ao Lucas’. Foi assim, que ‘Mr. Spaceman’ acabou sendo esquecido…

‘Hold me in’ é uma balada. Uma nova pausa pra respirar… Enfim. Esse é um disco de voz, violão e ambiente e essa faixa também é uma das favoritas. Tem a voz sussurante de Santtana, os harmônicos no violão e quase que dá pra senti-lo reclamando de sede. Um copo d’água pro Santtana, por favor? Mais uma parceria com a belíssima poesia de Lindsay. “Hold me once, and hold me twice, while night booms on the sand”.

‘Amor em Jacumã’ de Dom Um Romão e Luiz Ramalho, ganhou releitura a altura. A música ficou famosa com arranjo de Sivuca para a banda ‘Cravo & Canela’, mas já estava na hora de trocar “tô na minha, agora” por “vou dar uma bola”. Deu outro sentido à canção, ainda mais com voz, violão e ambientação. Parece uma praiazinha deserta, com coqueiros, periquitos, o sol nascendo... Mas chove no final do dia... Presta atenção na letra, “subindo e descendo nesse vai e vem (...) que lá em Jacumã ninguém conversa não (...) eu vou dar uma bola”... (tosse).

A última parceria com Arto Lindsay, ‘I can live far from my music’ podia ser um rockão, podia ser um industrial, drum’n’bass e podia até mesmo figurar no repertório do disco dub de Santtana, ‘3 Sessions in a Greenhouse’, ou no funkeado de ‘Parada de Lucas’, e até quem sabe no batuque ‘Eletrobendodô’.

Inspira... Expira... ‘Cá pra nós’ é uma parceria com Ronei Jorge. Uma canção que acaba explicando o conceito, ou espírito, do disco, “sem ilusão, sem nostalgia”. ‘O violão de Mário Bros’ repete a fórmula de samples de grandes riffs clássicos do violão brasileiro, construída em parceria com João Brasil.

Em ‘Ripple of the water’ você volta a ouvir a noite cheia de grilos e ouros insetos. É uma faixa que abusa do efeito estéreo e surround, dando a sensação de que se fechar os olhos estará dentro do bosque do ‘Sem Nostalgia’, com a noite estrelada e o barulho dos insetos “in the nightfall”... A voz de Santtana vai passeando pelo canal esquerdo, direito, surround, até o final quando você ouve os passos da voz se distanciando do alto falante.

‘Natureza nº1 em Mi maior’ é faixa que encerra o disco, com a magistral orquestra de insetos e violão de Santtana. Mesmo com três músicas cantadas em português, contra cinco em inglês, Santtana fez um disco mais brasileiro que muitos outros por aí. Por todos esses motivos, que eu recomendo uma audição mais cuidadosa do ‘Sem Nostalgia’.

É portanto, o disco mais importante da década. Um álbum que transcendeu o formato, de voz e violão, tornando impossível associá-lo com a velha fórmula. Em tempo, Lucas Santtana lançou uma coletânia em vinil (pelo selo Vinyl Land) de todos seus discos, inclusive o ‘Sem Nostalgia’.

2009 Sem Nostalgia

1. Super violão mashup
2. Who can say which way
3. Night time in the backyard
4. Cira, Regina e Nana
5. Recado para Pio Lobato
6. Hold me in
7. Amor em Jacumã
8. I can’t live far from my music
9. Cá pra nós
10. O violão de Mário Bros
11. Ripple of the water
12. Natureza nº1 em Mi maior

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domingo, 2 de janeiro de 2011

OS 10 MELHORES DISCOS BRASILEIROS DE 2010

DJ Tudo é o primeiro da lista, melhor do ano, porque fez um trabalho caprichoso, ainda que hermético e complexo, cheio de nuances, mas talvez seja por isso mesmo que foi o vencedor – neste ano cheio de grandes lançamentos. Enfim, DJ Tudo gravou um disco arrojado, com participações mil – tanto que nos shows ele se apresenta como ‘DJ Tudo e Sua Gente de Todo Lugar’ (isso ainda vai virar nome de banda).

Tudo isso pode simbolizar um caminho mais globalizado, blogalizado ou diversificado para a forma em que os discos são gravados, bem como para as possibilidades de arranjos, contribuições ou parcerias. Todo mundo já grava assim. Um HD na mão e uma idéia na cabeça... Sem falar no resgate que o selo Mundo Melhor alcança para as festas e tradições gravadas e divulgadas pelo álbum e pelo site. Pela importância cultural e social. Esse é o disco mais importante de 2010. Se eu tiver que escolher uma canção mais bonita para representar essa obra? ‘Malandrinho, o maxixe’.

1. DJ Tudo – Nos Quintais do Mundo (My Community is Humanity)

I. Baque forte
II. Gaita mestra (cock soup mix)
III. Sou massapé (my community is humanity)
IV. Afro jam
V. Baião antigo (o canto da sereia)
VI. Quero bater no pandeiro
VII. A barquinha de Noé
VIII. Malandrinho, o maxixe
IX. Vamos ver Santa Efigênia
X. Viagem á tribo
XI. Gaita mestra (remix brasileiro)

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Leandro Roque de Oliveira, o E.M.I.C.I.D.A., já é considerado um dos rappers mais importantes do cenário brasileiro. Não é a toa que ele é considerado forte em suas rimas. E.M.I.C.I.D.A. consegue falar sobre a realidade pobre do país, sem apelar para folhetins sensacionalistas. Sem falar nas bases que ele usa...

Um disco cheio de groove, com uma mensagem positiva e coerente com a sua nova realidade, de quem diz “que depois que acostuma com a primeira classe, é foda...” E.M.I.C.I.D.A. canta sobre as mazelas da rua como ninguém, nunca se esquecendo de onde veio e para onde ainda vai. Destaque para ‘Só mais uma noite’.

2. E.M.I.C.I.D.A. – Emicídio

1. E agora?
2. Cê lá faz idéia
3. Rinha (já ouviu falar?)
4. Isso não pode se perder
5. Santo amaro da purificação
6. Então toma!
7. EmicÍdio
8. Santa Cruz
9. Velhos amigos
10. Rua Augusta
11. I love quebrada
12. Eu gosto dela
13. Só mais uma noite
14. De onde cê vem?
15. Um final de semana
16. Novo nego veio
17. Avua besouro
18. Beira de piscina

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O rei do suingue. Marku Ribas tem um som de fudê! Só quem já viu esse cara ao vivo sabe realmente a potência desse som. Grande surpresa ouvir esse trabalho, com esse balanço tão peculiar e tão inconfundível.

Você ouve o Marku e sabe que é ele, sem ler crédito ou ficha técnica alguma. Esse é o cara! ‘Aurora da revolução’ é o começo perfeito para o disco.

3. Marku Ribas – Aurora da Revolução

1. Aurora da revolução
2. Querobem querubim
3. Altas horas
4. Sambatema
5. Daomé
6. Bervely help
7. Doce vida
8. Aristoporindé
9. O mar não tem cabelo
10. A embaixatriz
11. Ce pas pour ça

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Eu já tinha escrito sobre esse disco aqui no blogui. Na época, o álbum foi lançado pela Trama Virtual – e ainda está lá pra download. O som que o Guilherme Mendonça faz no ‘Guizado’ é inclassificável.

É uma coisa parecida com um encontro entre Hermeto Pascoal, Miles Davis e Banda de Pífanos de Caruaru. Imperdível.

4. Guizado – Calavera

1. Amplidão
2. Asfalto quente
3. Girando
4. A emanação dos sonhos
5. Mais além
6. Rolê beleza
7. O marisco
8. Skate phaser
9. Calavera
10. Vendaval
11. Wow

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Tudo que mais se queria ouvir num disco do ‘Maquinado’, são as guitarras. Se no primeiro disco da banda, ‘O Homem Binário’ de 2007, Lucio Maia apresentou uma profusão de participações, de samplers, programações etc, nesse disco ele botou as guitarras na frente do som.

Com uma banda coesa, Maia apresentou um repertório vigoroso, feito para servir às estripulias nas seis cordas de seu instrumento. Maia, que não é bobo nem nada, já colocou o disco pra download no próprio site. Ouça a faixa mais pop do disco, ‘Pode dormir’.

5. Maquinado – Mundialmente Anônimo (O Magnético Sangramento da Existência)

1. Zumbi
2. Dandara
3. Bem vinda ao inferno
4. Super homem plus
5. Tropeços tropicais
6. Pode dormir
7. Provando a sanidade
8. Recado ao Pio, extensivo ao Lucas
9. Girando ao sol
10. SP

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Karina Buhr foi uma surpresa extremamente agradável. Já conhecia algumas de suas canções de gravações ao vivo, mas foram novas composições que chamaram a atenção. A produção é cuidadosa e serve para evidenciar o talento de Karina como compositora.

Karina alterna momentos de delicadeza e declarações anti-bélicas na forma de canção de ninar, como em ‘Nassíria e Najaf’.

6. Karina Buhr – Eu Menti pra Você

1. Eu menti pra você
2. Vira pó
3. Avião aeroporto
4. Nassíria e Najaf
5. O pé
6. Ciranda do incentivo
7. Telekphonen
8. Mira ira
9. Soldat
10. Esperança cansa
11. Solo de água fervente
12. Bem vindas
13. Plástico bolha

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Cérebro Eletrônico é fruto da mente de Tatá Aeroplano. Referência, ou não, ao tropicalismo você escuta no som, nas letras, na postura. A banda é fruto de todas essas influências e se propõe a seguir em diante. Num pós-tropicalismo.

Com grandes canções, a banda deixa um gostinho de quero ouvir mais. Produzido pelo Alfredo Bello, o DJ Tudo. Destaque para o rock sessentista ‘Cama’.

7. Cérebro Eletrônico – Deus e o Diabo no Liquidificador

1. Decência
2. Cama
3. O fabuloso destino do Chapeleiro Louco
4. Os dados estão lançados
5. Garota estereotipo
6. 220V
7. Sóbrio e só
8. Desestabelecerei
9. Desquite
10. Realejo em dó
11. Deus e o diabo no liquidificador

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Delicado. Essa é a melhor forma de definir o disco de estréia de Tulipa Ruiz, artista plástica, filha do guitarrista Luiz Chagas, que integrou a banda de Itamar Assumpção, e irmã de Gustavo Ruiz, guitarrista, arranjador e produtor de mão cheia.

O disco ‘Efêmera’ tem canções suaves e enxutas. Não há uma nota sobrando nesse álbum. Tudo em seu devido lugar, escute a faixa título, que abre o disco.

8. Tulipa Ruiz – Efêmera

1. Efêmera
2. Pontual
3. Do amor
4. Pedrinho
5. A ordem das árvores
6. Sushi
7. Brocal dourado
8. Aqui
9. Às vezes
10. Da menina
11. Só sei dançar com você

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Marcelo Jeneci ficou famoso pelos discos que participou, pelos shows em que se apresentou. Enfim, o moço tem um currículo invejável. Ele integra a banda de Vanessa da Matta e Arnaldo Antunes, com quem gravou um DVD lançado este ano, além de ter tocado no disco da Tulipa Ruiz.

Jeneci toca teclado, piano, sanfona e violão, além de cantar junto com Laura Lavieri. Destaque para a belíssima ‘Copo d’água’.

9. Marcelo Jeneci – Feito pra Acabar

1. Felicidade
2. Jardin do Éden
3. Copo d'água
4. Café com leite de rosas
5. Quarto de dormir
6. Pra sonhar
7. Por que nõs
8. Dar-te-ei
9. Longe
10. Tempestade
11. Show de estrelas
12. Pense duas vezes antes de esquecer
13. Feito pra acabar

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O BaianaSystem é a banda que orbita ao redor de Robertinho Barreto e sua guitarra baiana. A idéia foi usar a sonoridade da guitarra baiana para emular diversos estilos, como reggae, dub, guitarrada do Pará e até o velho frevo.

Robertinho Barreto desconstrói o som da guitarra baiana e lança mão de todas suas possibilidades para criar algo novo e inusitado. ‘Oxe como era doce’ é a faixa a conferir.

10. BaianaSystem – BaianaSystem

1. Nesse mundo
2. Oxe, como era doce
3. Barra avenida
4. Amerikha expressa
5. Da calçada pro Lobato
6.- Bembadub
7. Jah jah revolta
8. Systemafobica
9. Vinheta baiana
10. Frevofoguete
11. O carnaval quem é que faz?
12. Jah jah revolta (aDUBada)
13. Frevofoguete (aDUBada)

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