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Por isso o blogui encerra este período de hiato na esperança de alcançar o aporte financeiro necessário para dar continuação aos trabalhos por mais um ano.

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domingo, 25 de outubro de 2009

POUCA SAÚDE E MUITA SAÚVA OS MALES DO BRASIL SÃO

“A tristura talqualmente correição de sacassaia viera na taba e devorara até o silêncio”, disse Mario de Andrade no livro Macunaíma. Sacassaia é o nome Tupi de uma espécie de formiga-correição amazônica, bicho brabíssimo, que devora até um homem inteiro. Gabriel Gardenal e Geraldo Horta, antes de usarem esse nome, usavam Emmassa Produções, pois foi nessa época que criaram o embrião de algumas canções, como ‘Ossoduro’.

Depois os dois convidaram o Tony Roballo... E mais algumas participações de alguns dos mais importantes artistas da música de Brasília, entre os quais Renato Matos, Indiana Nomma e Moisés Alves. O som que eles fazem é um som diferente...

Um ano de trabalho, doze músicas gravadas, finalizadas, mixadas e masterizadas. O resultado? Está no disco ‘Sampleando Deus e o Mundo’. Uma produção independente do grupo Sacassaia, com incentivo dessas leis de incentivo que por pouco não viram um castigo para o artista...

Depois de uma resenha nada convencional, bem diferente, enfim, chamei o Gardenel para um papo sobre o disco... O Tony e o Geraldo também foram procurados, mas não se manifestaram até agora. Quem sabe pelos comentários....

Porque Sacassaia?

O Sacassaia é um grupo formado por mim, o Tony Roballo (também do 'The Random') e o véio Geraldo Horta. O nome Sacassaia nos dicionários atuais você encontra como saca-saia, mas com essa reforma ortográfica todo mundo vai ter que voltar a escrever à maneira do Mário de Andrade: Sacassaia. Elegemos esse nome pela sonoridade, estranheza e porque descobrimos que na Internet não havia nenhuma outra referência a essa palavra que não estivesse ligada ao Macunaíma! Nenhuma banda, blog, grupo, nada. Hoje, quem escreve 'Sacassaia' no google, recebe links falando ou do Macunaíma ou da gente.

Com o fim do Emmassa Produções, o Horta se viu com um projeto de disco aprovado no FAC na mão e sem grupo pra gravar. Ele me perguntou se eu ainda topava tocar esse projeto e fazer algo na mesma praia e ao mesmo tempo diferente do que vínhamos fazendo no Emmassa, e então chamamos o Tony (Tomás) Roballo para fazer as bases. A experiência dele era com minimal, IDM, house bizarro com efeitos bizarros, mas ele botou fé, importante. Então metemos o pé na porta. E o disco é isso: tem hiphop diferente, ragga diferente, dub diferente, diferença diferente... Ao mesmo tempo tudo igual. 12 faixas como 12 irmãos. Cada um com sua individualidade, mas dá pra sacar que tem os mesmos pais.

Fale um pouco sobre os samples do disco?

O disco usa bastante sample, que é nada mais que picotes de outras músicas. Pegamos esses 'picotes' e retalhamos, costuramos de novo, pintamos, bordamos, às vezes usamos um retalho mínimo – ex.: um bumbo - às vezes são reconhecíveis, mas na maioria das vezes não são. É como se eu tirasse o triângulo da mão do percussionista do Sivuca porque eu gostei do timbre dele e o tocasse no meu disco.

E agora? Quais são os planos?

Agora estamos na fase de divulgação do trabalho. Jogamos as pedras na água e as ondas estão se propagando aos poucos. Já estamos fazendo inscrições em alguns festivais e em breve estou voltando para Brasília para iniciar a fase de ensaios e preparação de um show de lançamento, que vai contar com a presença de alguns dos músicos que participaram no álbum.

O que você tem escutado ultimamente?

Escuto muita coisa. Citando o saudoso Sabotage, tenho compromisso com o rap mas não só com o rap. Faço mais que apenas 'cantar rap'. Antes de voltar a compor, estava só discotecando, dentro duma proposta bem inusitada: misturar ragga, hiphop e música mediterrânea, oriental. De um tempo para cá voltei a escutar muito rap propriamente dito. Entre os nacionais, recomendo GoG, Flora Matos, EMICIDA conheci recentemente o trabalho, virei fã, o disco novo do GuindArt, ‘ Xeque Mate’, está ótimo. Escuto muito também a galera das antigas (Thaíde, Racionais) e muito hiphop de lugares inusitados como Etiópia, Israel, Cisjordânia, Turquia, China etc.

Como você vê os downloads grátis pela internet?

Eu sou a favor do download grátis. Apesar que eu acho que hoje em dia já não tem nem mais cabimento a discussão sobre se é certo ou errado o download grátis. Se o artista lança um disco, uma música que seja, ela vai ser ripada e disponibilizada de graça na internet independente do consentimento dele. Ingênuo quem pensar o contrário. Eu admiro a iniciativa do GoG por exemplo, que ano passado lançou o seu disco e disponibilizou ele em primeira mão propondo: 'pague quanto quiser' - Você baixa o CD inteiro e pode pagar tanto dez centavos ou cem reais! Fica solto.

Quer dar um recado para os ‘ovintes’?

Convido todos a visitarem a página oficial do Sacassaia, onde explica bem a formação grupo e do disco.

2009 Sampleando Deus e o Mundo

1. Pega o gringo
2. El culebrón
3. Ossoduro
4. Ululai
5. Hachaim hamuflaim
6. Transmissão inclusiva
7. O olho
8. Ululai II
9. Calabar
10. Maman
11. Gem jam
12. Canibal

Abacaxi
ou
Abaixaki

domingo, 18 de outubro de 2009

O PRIMEIRO ÁLBUM EXCLUSIVO DO YOUTUBE

Imagine um indivíduo em frente ao computador - por horas a fio - pesquisando ritmos e estilos, entre vídeo-aulas de diversos instrumentos e momentos solitários de inúmeros músicos do youtube.

Imagine um produtor musical juntando todos esses achados da internet, no youtube, e criando músicas com toda essa galera. Como um mashup supremo. Depois do Kutiman
... O youtube nunca mais será o mesmo.

O Kutiman
é um músico e produtor israelense que após lançar um disco em 2007 pelo selo alemão, 'Melting Pop Music', descobriu as vídeo-aulas no youtube, do baterista Bernard Purdie. No início ele queria tocar em cima das levadas do Purdie, mas acabou percebendo que poderia encontrar outros músicos, também na internet.

Foram meses de pesquisa entre centenas de vídeos, que acabaram reduzidos para apenas 100. Todos os selecionados pelo produtor, estão devidamente identificados pelos perfis no youtube. E como se não bastasse fazer uma única faixa utilizando essa técnica de mashup supremo, o cara lançou o primeiro disco exclusivo do youtube, com sete faixas sensacionais, mesclando diversos vídeos encontrados na rede social.

E como EuOvo, tu ouves, eles ouvem... Coloco o disco em apenas áudio para quem quiser curtir no player a vontade. Fica ai o link para um dos grandes lançamentos de 2009 - e eu ouso dizer que este é o mais revolucionário lançamento do ano. Porque numa tacada, o cara meio sem querer, discute o compartilhamento de arquivos, direito autoral etc... Não deixe de baixar e ver todos os vídeos.

2009 Thru-You

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1. Mother of all funk chords




Ficha técnica:

Theremin

drums

bass also at : playbassnow.com

Funk Guitar

gts-solo

Blues Harp & Vocals

Rock Guitar

Contrabass trombone

Trombone

Rhodes

mute Guitar

Tuba

Bass 2 also at : playbassnow.com

Tenor Saxophone

guitar bridge

Guitar bend

Hammond

Orange team cheer

Crazy Sax

Theremin Sex?

guitar Licks

Trumpet kid


2. This is what it became




Ficha técnica:

TIMESYNTH

Fire Siren

Piano Green

vocal

Bass

mute guitar

Melodica

Bass Synth

Güiro

Trombone

rhythm guitar

Dub Box

Dub Siren

Monster

Crash

speech

homemade dub

drums

Toy piano

clave

Piano


3. I'm new




Ficha técnica:

singer 2

Piano 2

Piano

Cello

Quartet

Violin

contrabass

MC

SH-101 Synthesizer

Gameboy & Moog

RS-09 Synthesizer

BONGOS

Cabasa

Quintet

MULTIMOOG

ride

singer

drums

Cymbals

PANArt

cash register


4. Babylon band




Ficha técnica:

drums

moog

Minimoog Synthesizer

buzuki

Synth test run

darbuka

Mawal

Brass

Trio

Organ

Analog Sequencer 1

Analog Sequencer 2

Analog Sequencer 3

4x4 Sequencer

Analog Synthesizer

Moog Sonic Six

drum machine

Moog Rogue

Korg MS-20

vactrol pattern synthesizer

bass drum

Steelphon S900 synthesizer


5. Someday




Ficha técnica:

Farfisa Mini Compact

Conga

bass

D-85 Overview

D-85 Arppegiator

La Clave

piano

vocal

flute

vibes

???

Roland SH-101 Synthesizer

Juno-60

Wind Gong

temple gongs

Tibetan Bowl

Agogo

Roland SH-1000 Synthesizer

jews harp


6. Wait for me




Ficha técnica:

Virtual Piano

over coffee

Piano

guitar solo

Tank Hank Drum

Xylophone

hand clap session

Bongos clave

shekere

Tambourine

Cymbals

"now"

Talkbox

String machine

PIANO

Drums

Electric guitar

Trio


7. Just a lady




Ficha técnica:

singer

drums

Bass

Wind Chimes

Giant Wind Chimes

flute

Ride

Harp

Synth

violin

domingo, 11 de outubro de 2009

É DE SANGUE E DE DOR

Ligiana Costa lança seu disco essa semana. Com produção do Alfredo Bello, o DJ Tudo, e participações de Hamilton de Holanda no bandolim, Philipe Baden Powell no piano, e de Marcelo Pretto e Tom Zé.

O Disco ‘De Amor e Mar’ abre com um samba de Batatinha e Paulo César Pinheiro, ‘Conselheiro’ e fecha com a canção ícone de Sergio Sampaio, ‘Eu quero é botar meu bloco na rua’. Mas também tem canções de Tom Zé, ‘Se’, Morais Moreira e Galvão, ‘Só se não for brasileiro nessa hora’ e do Baden Powell com Vinicius de Moraes, ‘Canto do caboclo Pedra Preta’.

Ligiana também apresenta composições próprias como ‘Onda’ e em ‘Queda por um samba’, que compôs em parceria com Celso Araújo, que também colocou letra no ‘Chorinho baixinho’ de Abel Ferreira.

É fácil curtir a delicadeza na voz de Ligiana, ouvindo esse disco de estréia, que prima pela simplicidade.

2009 De Amor e Mar

1. Conselheiro
2. Consideração
3. Se
4. Só se não for brasileiro nessa hora
5. Onda
6. Canto do caboclo Pedra Preta
7. Festa no olhar
8. Queda por um samba
9. Chorando baixinho
10. Pandeiro do Brasil
11. Eu quero é botar meu bloco na rua
ou

domingo, 4 de outubro de 2009

UM TELEFONE É MUITO POUCO PRA QUEM AMA COMO LOUCO


Querido Renato Matos,
Sei da dificuldade que o artista independente tem para gravar um disco e lançar esse material autoral nesse mercado que elege quem é ou não é rentável. São tantas correrias pra gravar cada faixa, e demora-se tanto pela falta de recurso, que cada trabalho torna-se um apanhado de várias épocas e várias influências que permearam cada período de nossa vida. São essas idas e vindas que fazem o artista, músico, poeta, pintor e compositor – talvez tenha esquecido o ator – manter-se na ativa. Como no caso do finado Paulo Tovar, que o agá-dois-olhos o tenha.

Me lembro do ‘Ziriguidum do Além’ daquelas épocas de feiras lá no Goiás, na tua casa em festa, showzinho a noite com a dupla Alfredog & KaphaGerson – e ousa, e ousa, e ousa... Mas o ‘Ziriguidum’ foi o grand-finale da noite, pelo menos em termos... Porque aquela noite terminou mesmo – ou começou a manhã – com o Tovar explicando a futura casa que ia construir em cima da antiga. “Vai ser toda redonda de dois andares”, dizia ele, que também explicava que o projeto ia ter um terraço pra ele e o Cobrinha ficarem vendo as estrelas com um telescópio – olha o agá-dois-olhos aí de novo.

Enfim, como o Tovar foi... Tu és um guerreiro moderno. Desses que brandem um microfone e têm a ousadia de lutar numa briga de gigantes. Ser independente é foda! Na sua época ainda dava pra tirar uma grana com o Léo Jaime cantando “um telefone é muito pouco pra quem ama como louco e mora no plano piloto”, mas hoje em dia os tempos mudaram. Não está dando tanto grana assim ser um artista de gravadora, ou ser um compositor e depender dos direitos autorais.

Mas taí um cenário no qual você já se acostumou, né? Digo isso porque no cenário atual – nessa briga de gigantes – você tem vantagem porque sempre se valeu dos shows e vê o disco como forma de divulgar o trabalho. Porque o próprio Luis Turiba o definiu como "a voz mais importante, mais constante, mais polêmica, mais gritante e mais viva de Brasília"... Por isso um telefone é muito pouco para a sua música, Mestre Renato... São preciso milhares de linhas telefônicas em banda larga, pra quem ama como louco e mora no plano piloto... Também espero que cada vez mais você lance preciosidades desse Baú do Renato...

Dentre os discos que apresento aqui – pra mim – destacam-se o ‘Reggadô’, com a ‘Banda Acarajazz’ e o ‘Mp.Tudo’, que reuniu várias pérolas da sua carreira. Quem é que tem o disco do ‘Ziriguidum’? Aqui tem também o disco ‘Trombetas’ e ‘Plano Piloto’, que incluía – pela primeira vez – uma versão ao vivo de ‘Um telefone é muito pouco’, gravada com Cássia Eller. Mas agora, essas faixas também são encontradas no disco em mp3, no ‘Mp.Tudo’. Valeu, Renato.

1993 Reggadô (& Banda Acarajazz)

1. Reggae do trator
2. Semente
3. Vitalidade
4. Sussunga
5. Reggae do jacaré
6. Todo cuidado é pouco
7. Rosa, Elvira, Veronica
8. Louvai
9. Se todo sentimento
10. Um telefone é muito pouco
11. Tamos aqui
12. Plug
13. Tudo indica
14. Oriki

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1997 Trombetas

1. Indignado
2. Tudo indica
3. Jacaré
4. Sussunga
5. Louvai
6. Minha delícia
7. Curazá
8. Se todo sentimento
9. Povo rico
10. After reggae
11. Acre doce
12. Baião blues
13. Solidão celular
14. Partido Clementina
15. Gulp

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2005 Plano Piloto

1. Não se clona
2. Triz tonho
3. Selva uma
4. Menina do parque
5. Bendito beijo na boca
6. Tambor do amor
7. Aguinaô
8. De Marias, de Amélias, de Madalenas
9. Um bar
10. Blog (Bar) libar
11. Um telefone é muito pouco (& Cássia Eller)

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2007 Mp.Tudo

1. Triz-tonho
2. Nada
3. Aguinaô
4. Caminhando por Brasília
5. Jay Ganesha (Versão dub)
6. Acredoce
7. No kizumba bateu
8. Selva uma
9. Rodofernália (Rimando Nicolas Behr)
10. Indignado
11. Coisa pagã
12. Pra quê
13. Se todo sentimento
14. Mamagaya (& Banda Laya)
15. Curazá curuzu
16. Menina do parque
17. Não vadeia (& Clementina de Jesus)
18. Um bar
19. Rosa, Elvira, Verona
20. Bendito beijo na boca
21. O tambor do amor
22. Paixão inútil
23. Pela vida inteira (& Natiruts)
24. Baião blues
25. Não se clona
26. Paris não está em chamas
27. Minha feliz internet
28. Plug
29. Minha delícia
30. Um telefone é muito pouco (Primeira versão)
31. Oriki
32. Sussunga
33. Malê de Balê
34. Tudo indica
35. Louvai
36. Semente
37. Menina do parque (Ao vivo)
38. A cidade quer
39. Minha Cuba libre
40. Vitalidade
41. Reggae do jacaré
42. Um telefone é muito pouco (Segunda versão)
43. Todo cuidado é pouco
44. Chorinho do Beirute
45. Marinheiro só
46. Acorda Maria Bonita,Lampeão
47. De Marias, de Amélias, de Madalenas
48. Solidão celular
49. Povo rico
50. Fala Calabar (& Caetano Matos)
51. Reggae do jacaré (Ao vivo)
52. Reggae do trator (Ao vivo)
53. After reggae
54. Guará I e II via eixo (Primeira versão)
55. Instrumental Laya (& Banda Laya)
56. Solidão celular
57. Um telefone é muito pouco (& Cássia Eller)
58. Pudim
59. Ferro

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